Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais
Aprenda o máximo que você puder com aqueles que sabem mais do que você, que fazem melhor do que você, que veem mais claramente do que você.
O necessário e o supérfluo
A roupa útil ou a marca famosa?
O celular funcional ou o mais oneroso?
O prato salutar ou a culinária de luxo?
O carro básico ou o veículo imponente?
A casa singela ou a propriedade de alto padrão?
O entretenimento gratificante ou o turismo suntuoso?
O trabalho por satisfação ou a carreira lucrativa?
A amigo genuíno ou o aliado oportunista?
Nossa vida, nosso meio, nossas escolhas.
O que deve ser relevante?
O que eu preciso plenamente ou aquilo que é superficial?
02/07/26
: O Falar que Consola
Falar para consolar é uma das formas mais bonitas de estender as mãos através da voz. É ter a sensibilidade de olhar nos olhos de quem carrega uma culpa que não é sua e dizer, com toda a mansidão do coração, que ele não precisa mais sofrer. É verbalizar que o que aconteceu fugia do seu controle, que não havia como resolver e que o ontem não define o valor de quem ele é hoje. Esse falar que tira o peso dos ombros alheios funciona como um bálsamo sagrado, capaz de desatar os nós da angústia e devolver a paz para quem já não conseguia mais respirar.
A perseverança nos torna mais firmes e resilientes, quando cumprimos os propósitos com fidelidade incansável.
Braza de natureza, quando ela encosta ferve ;
hoje é um dia normal porque sou mais frio quando quero. 🧬
O livro mais completo dessa vida,
mesmo sem entender,
pouco a pouco a bíblia,
devemos ler...
Além de atrair paz na mente,
o Autor se faz presente!
Em tempos de redes sociais é mais importante que a postagem seja curtida, visualizada ou absorvida?
21/04/26
Na Quitanda da Vida
Na quitanda da vida,
o produto mais precioso é o viver.
E o quilombo sabe disso.
Aqui, cada experiência tem sabor,
cada memória tem raiz,
cada pessoa carrega consigo
um pedaço da história de quem veio antes.
Na banca da ancestralidade,
encontramos a sabedoria dos mais velhos,
a palavra que atravessa gerações,
o canto que guarda memórias,
o tambor que anuncia presença,
a dança que movimenta a história,
o alimento que reúne a comunidade
e a terra que sustenta nossos passos.
Aqui, nada é apenas mercadoria.
A cultura não está à venda.
A memória não está à venda.
O território não está à venda.
A identidade quilombola não está à venda.
São heranças.
São direitos.
São fundamentos de uma existência
que se recusa a desaparecer.
Na quitanda da vida,
cada geração recebe uma cesta
cheia de saberes ancestrais.
Recebe o dever de cuidar,
de preservar,
de ensinar
e também de transformar.
Porque ser quilombola
é reconhecer de onde viemos
sem perder de vista
para onde queremos caminhar.
É fazer do território
mais que um pedaço de chão:
é reconhecê-lo como casa,
memória, alimento, pertencimento
e futuro.
É olhar para nossas crianças
e dizer:
vocês são continuidade.
Vocês são presença.
Vocês são memória viva.
Vocês são o amanhã que já começa hoje.
Nossa resistência não vive somente nas grandes lutas.
Ela está na roça cultivada,
na comida compartilhada,
na roda de conversa,
na reza,
no canto,
no artesanato,
na festa,
na escola,
na juventude que permanece,
na mulher que sustenta saberes,
no mais velho que ensina
e em cada quilombola que afirma:
“Nós estamos aqui.”
Estamos aqui porque existimos.
Existimos porque resistimos.
Resistimos porque temos história.
E temos história porque nossos ancestrais
não permitiram que suas raízes fossem arrancadas.
Na quitanda da vida,
provamos as dores que herdamos,
mas também degustamos
a força que nos foi deixada.
E seguimos plantando.
Plantamos memória.
Plantamos dignidade.
Plantamos cultura.
Plantamos autonomia.
Plantamos pertencimento.
Para que aqueles que vierem depois
encontrem não apenas os frutos,
mas também a terra,
as sementes
e o direito de continuar plantando.
Porque, na quitanda da vida,
viver é o produto,
aprender é a degustação,
ancestralidade é a raiz,
território é o chão,
e a presença quilombola
é a afirmação de que nossa história
continua viva.
Viver talvez seja o mais silencioso dos fardos: suportamos a existência sem contrato de recompensa, caminhando entre perdas, desejos e ilusões, enquanto o tempo transforma tudo aquilo que amamos em lembrança.
Onde os Tempos se Tocam
Dizem — nas margens do que chamamos de realidade — que viver é mais do que mover-se entre dias.
É atravessar uma ponte invisível,
lançada entre o que já foi e o que ainda pulsa para nascer.
Cada passo que damos arrasta consigo vozes que não ouvimos mais,
mas que ainda nos atravessam como brisas ancestrais.
Não começamos onde pensamos.
E não caminhamos sozinhos.
Seguimos por trilhas abertas por mãos que hoje jazem na memória do mundo.
E mesmo sem perceber, somos continuidade:
pedaços de um legado que nos habita sem pedir licença,
que se acende nos nossos gestos mais íntimos,
e nos sonhos que julgamos originais.
Talvez o passado não esteja atrás de nós —
mas entrelaçado no agora, como uma raiz viva sob nossos pés.
Talvez sejamos o sonho deles.
O desejo sussurrado por alguém,
em uma noite de incerteza, sob outro céu,
pedindo que o mundo não esquecesse de existir com beleza.
Mudamos os cenários.
Mudamos as palavras.
Mas será que mudamos, de fato, os enredos?
A humanidade, em suas vestes rotativas,
parece buscar sempre o mesmo:
pertencer. durar. compreender.
E nesse movimento repetido, a cultura se faz semente.
Ela não é um museu de coisas mortas,
mas uma constelação de sentidos vivos —
uma tapeçaria tecida em conjunto,
em que cada história contada é um ponto que costura
feridas e esperanças, memórias e futuros.
Mas… e se tudo isso estiver se perdendo?
Não por maldade. Mas por distração.
Por esquecermos de escutar os mais velhos.
Por desligarmos os rituais do cotidiano.
Por tratarmos como ornamento aquilo que é fundamento.
Porque cultura não é espetáculo — é espelho.
Não é passatempo — é permanência.
Ela pulsa, sustenta, atravessa.
É a herança que escolhemos manter viva.
E mais do que isso: é o espelho onde o coletivo se reconhece.
Em cada tambor ressoado, em cada canto preservado,
em cada arte que resiste ao esquecimento,
há um sinal:
não estamos sozinhos.
Nem no tempo. Nem no destino.
Somos aqueles que recebem e entregam.
Que carregam e renovam.
Que repetem não por inércia,
mas por reverência.
E talvez — apenas talvez —
o mais sagrado de sermos humanos seja isso:
participar do fluxo que une o primeiro gesto ao último suspiro.
Do fogo primordial ao toque digital.
Agora, pare.
Respire.
Sinta o tempo tocando você por dentro.
E se tudo isso ainda estiver acontecendo —
porque você aceitou continuar o fio?
M. Arawak
O QUE ACONTECE QUANDO A DOR FALA MAIS ALTO
Você guarda tudo isso porque o silêncio parecia mais seguro do que aceitar o fim.
E não é fraqueza, nem exagero.
É porque você acreditou na promessa do que poderia ser.
Desistir parecia destruir o futuro que você desenhou sozinho.
É por isso que você continua:
justificando o que não tem defesa
aceitando migalhas de afeto
recalculando rota para caber onde não há espaço
culpando a si mesmo pelo que deu errado
Tudo para não admitir que o barco já afundou.
Mas a verdade é simples e inevitável: você não chora pela falta que o outro faz.
Você chora pelo desperdício de tanto amor entregue a quem não soube segurar.
Quando essa ficha cai, a dor muda de lugar.
O DIA EM QUE A ESPERANÇA CANSA
Apesar de toda a resiliência, chega o dia em que o peito simplesmente… desiste.
E quando desiste, a esperança cessa.
Isso acontece quando você finalmente enxerga:
que a balança do afeto sempre esteve desregulada
que você mendigava a atenção que antes sobrava
que o seu melhor nunca foi o suficiente para quem só sabia receber
que continuar insistindo era uma forma lenta de se destruir
A beleza da melancolia, um sentimento que me destrói aos poucos por dentro, mais algo tão discreto desperta em mim uma curiosidade que me puxa pra perto.
Vai se arrastando, porque a idade do joelho chegou, mais vai... Porque o planejado está lá... Tá pesado, o fardo da culpa não se compara ao peso que alguém um dia carregou por você.
Sobre as lentes da noite única estavam sentados comigo os sentimentos mais íntimos e a saudade mais profunda, observando a lua e a força das ondas noturnas batendo abaixo do deck,
Entre as lágrimas e os desejos incompreendidos, ali estavam presentes memorias de dias tão doces que fizeram até os coqueiros próximos dançar,
Vasculhando o passado revirei algumas gavetas pelas quais fizeram o tempo presente sofrer abalos sísmicos,
A lua permaneci ali, o mar continua revolto, os ventos são fortes ao ponto de se rebelar com seus ruídos fortes,
Olho para a janela do meu quarto e percebo o convite com exclamação implorando para eu ir descansar.
Quanto mais carinho e cuidado recebem, mais se afastam, correndo de volta para os braços daqueles que fazem questão de pisar no valor delas.
É impressionante como o desprezo atrai mais do que a lealdade: preferem a mesa dos que zombam à companhia de quem oferece abrigo e respeito.
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