Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais

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Quando o Coração Aprende a Escrever

Escrevemos porque, às vezes, o coração já não consegue guardar tudo aquilo que sentimos. Escrevemos e entregamos ao papel nossas imaginações, nossos sonhos, nossas lembranças e até aqueles sentimentos que nunca tivemos coragem de dizer em voz alta. Transformamos tudo em palavras, e as palavras, silenciosamente, começam a contar aquilo que durante tanto tempo viveu escondido dentro de nós. Talvez esta seja uma das obras mais bonitas que podemos criar: olhar para um pedaço de papel e descobrir que ali existe um pouco da nossa própria vida. Uma folha que antes estava vazia passa a carregar amores, saudades, encontros, despedidas, desejos e sonhos. E aquilo que estava preso dentro do peito ganha liberdade. Há algo profundamente romântico nisso. Quando escrevemos sobre o que sentimos, não estamos simplesmente contando uma história. Estamos permitindo que um instante sobreviva ao tempo. Um beijo que terminou continua existindo nas palavras. Um abraço que ficou no passado pode novamente aquecer o coração. Um olhar que durou apenas alguns segundos pode permanecer por anos entre duas linhas. E até uma saudade, quando escrita, encontra uma maneira delicada de continuar amando. Talvez por isso eu goste tanto de reencontrar meus sentimentos no papel. É como encontrar uma parte de mim que pensei ter ficado para trás. Leio aquilo que escrevi e, de repente, escuto novamente minha própria voz, reconheço minhas emoções e percebo que tudo aquilo que um dia esteve dentro do meu peito continua vivo. Algumas palavras me fazem sorrir. Outras me levam de volta a lugares onde somente a memória consegue chegar. E existem aquelas que fazem os olhos demorarem um pouco mais sobre a página, porque sabemos que não estamos apenas lendo: estamos sentindo outra vez. Mas existe algo ainda mais bonito. Quando aquilo que nasceu dentro de nós consegue tocar outra pessoa, nossos sentimentos deixam de pertencer somente à nossa história. Alguém lê nossas palavras e encontra nelas uma lembrança sua, um amor seu, uma saudade sua. É nesse momento que descobrimos que os sentimentos humanos, apesar de tão particulares, possuem caminhos secretos que ligam um coração ao outro. Talvez escrever seja exatamente isso: retirar delicadamente do peito aquilo que não queremos perder e confiar ao papel a missão de guardá-lo. Porque a memória pode esquecer detalhes, o tempo pode mudar paisagens e a vida pode nos levar para muito longe, mas aquilo que foi escrito permanece esperando por nós. E quando voltamos para lê-lo, encontramos novamente quem fomos, quem amamos, aquilo que sonhamos e tudo o que tivemos coragem de sentir. Então compreendo que nunca escrevemos apenas com as mãos. Escrevemos com aquilo que vivemos. Escrevemos com nossas lágrimas, nossos sorrisos, nossas ausências, nossos encontros e nossos amores. A caneta apenas acompanha. Quem realmente escreve é o coração. E talvez seja essa a maior beleza de transformar sentimentos em palavras: um dia, depois que o momento tiver passado, podemos abrir uma página e descobrir que aquilo que estava dentro do nosso peito ainda respira. Ainda emociona. Ainda encontra outros corações. Ainda está vivo.

⁠Aquilo que eu consigo fazer, considere feito. Já aquilo que não consigo fazer, conte com toda força da minha alma para realizá-la.

⁠Se eu passar quarentas anos orando e não tiver nenhuma resposta, já terá valido a pena, pois eu passei quarenta anos em comunhão com Deus, na dependência de Deus.

O deserto não é abandono; é a evidência de que você já deixou o Egito. O deserto é o intervalo entre a libertação e a promessa.

Goste você ou não, o desfecho da história já está selado e não termina no caos. No fim, Cristo se revela em glória e reúne para Si a Sua Igreja. A Graça vence na vida daqueles que perseveraram, e o Seu Reino triunfará sobre todo o caos.

O inferno é a recusa do Amor, cuja beleza só é compreendida quando a Graça já não pode ser acolhida.

Não há tempo a perder. Você já está pisando no umbral da eternidade. Acorde e viva com a lucidez de quem sabe disso.

Já amaste? Já te magoaram? Se não, deixa de ensinar o amor como se soubesses o que ele é.

Se não houvesse as leis e os costumes, a situação continuaria na mesma, já que estes são o resultado das condições em que o povo vive. Se fossem suprimidas as leis, todos saberiam o que fazer, ao se terminarem os costumes, as pessoas arranjariam outros.

Aparentemente não há saída. Tudo o que é rebelde, que contraria, já está previsto e acaba produzindo o contrário do que se propunha. Assim, os conservadores dominam a tudo e a todos. Mas isso não é verdade, esta engenhoca humana morreria se não fossem por nós, os criadores de problemas, os que propõem o impossível e não querem saber de nenhuma solução. Antes disso, quanto mais atrapalharmos, mais agitamos as formigas laboriosas de coisa nenhuma. Viver assim é uma doçura, ao incomodarmos criamos uma alergia, um mal estar que vai gerar frutos que nunca veremos. Somos os semeadores da morte do senso comum.

O existir pressupõe o não existir. Tudo o que existe já não existiu e tudo o que não existe já
existiu.

O leão reina pela presença; quem precisa rugir para ser respeitado já perdeu o trono. Isso não é sobre leões.

A inteligência artificial não cria nada; é apenas um retrovisor que cruza dados de pessoas que já criaram.

O estudo organiza em palavras aquilo que a inteligência já compreendeu, mas ainda não sabia explicar.

Orações escritas


Deus, não me desampare.


O medo surgiu, e minha fragilidade já não cabe dentro do peito. Está exposta, diante de tudo e de todos. E tudo à minha volta parece ter sido afetado, atravessando-me, ferindo-me justamente onde eu já estava mais sensível.


Senhor, como, onde e quando eu vou conseguir mudar essa situação?


Eu não tenho todas as respostas.
Não sei por onde começar.
Só sei que preciso de Ti.


Cuida do meu filho, Senhor.
Faz por ele aquilo que, muitas vezes, eu não consigo fazer. Protege seus passos, guarda seu coração, livra-o daquilo que eu não posso enxergar e alcança-o onde meus braços não conseguem chegar.


Cuida da minha mãe.
Dá a ela tudo aquilo que, por minhas próprias forças, eu já não sou capaz de oferecer. Sê presença onde me falta presença, força onde me falta força, cuidado onde minhas mãos já não alcançam.


E cuida deste lar, Senhor.


Entra onde existe dor.
Toca o que está ferido.
Acalma o que está inquieto.
Restaura o que foi quebrado.
E traz a cura para tudo aquilo que nós não conseguimos curar sozinhos.


Eu entrego a Ti o que não consigo carregar.


Em nome de Jesus,
traz a cura para este lar,
a paz para este coração
e a força para continuar.
Amém.




Cartas aos Céus 19 de Agosto de 2026

julie.


Há uma menina que ainda não existe no mundo, mas que, de alguma forma, já existe dentro de mim.


O nome dela vai ser Julie.


Eu ainda não sei quando ela vai chegar. Não sei se será daqui a alguns anos, se a vida vai demorar para colocá-la nos meus braços ou se o destino ainda está decidindo se nossos caminhos realmente precisam se encontrar. Talvez ela nem saiba que eu já penso nela. Talvez, enquanto eu escrevo isso, ela esteja em algum lugar que eu jamais poderia imaginar, vivendo uma vida que ainda não tem nenhuma relação com a minha.


Mas eu já a amo.


E talvez essa seja uma das coisas mais bonitas sobre o amor de um pai. Ele pode começar antes mesmo de existir um rosto para olhar.


As vezes eu me pego imaginando os olhos dela. Não sei exatamente como serão, mas já consigo imaginar a maneira como eles vão me procurar quando ela estiver assustada, quando precisar de colo ou simplesmente quando quiser encontrar o pai no meio de uma multidão. Imagino o sorriso, o jeito de falar, as manias que provavelmente vão me tirar do sério e, ainda assim, fazer com que eu queira guardar cada uma delas para sempre.


Imagino seus primeiros passos pela casa.


Imagino a voz me chamando de pai.


E acho que é nesse momento que eu percebo que existe uma versão de mim que ainda não conheço.


O pai da Julie.


Talvez ela transforme completamente a minha vida sem sequer perceber. Talvez eu passe a dirigir mais devagar, a olhar o relógio com mais frequência, a pensar duas vezes antes de tomar certas decisões. Talvez minhas preocupações deixem de ser apenas sobre mim. Talvez eu descubra que existe alguém capaz de ocupar um espaço dentro de mim que eu nem sabia que estava vazio.


Eu imagino uma menina pequena segurando meu dedo com a mão inteira.


E acho que, naquele instante, eu entenderia que faria qualquer coisa por aquilo.


Não porque ela teria feito alguma coisa para merecer.


Não porque ela precisaria me devolver alguma coisa.


Mas simplesmente porque seria minha filha.


Esse é o amor que ainda não conheço, mas que já consigo sentir chegando de longe. Um amor que não pede reciprocidade, que não depende de respostas, que não precisa ser escolhido todos os dias porque já nasceu decidido. Um amor que provavelmente vai me ensinar que existem pessoas pelas quais você não pensa duas vezes antes de colocar o mundo inteiro nas costas.


Eu penso na Julie crescendo.


Na primeira vez que ela cair e olhar para mim esperando que eu diga que está tudo bem.


Na primeira vez que ela chegar em casa chorando porque alguém machucou seu coração.


Na primeira vez que ela quiser sair sozinha e eu precisar aprender que protegê-la também significa deixá-la ir.


Talvez eu seja aquele pai meio bobo que vai querer saber onde ela está, com quem está, se chegou bem. Talvez eu seja exageradamente protetor. Talvez eu precise aprender, todos os dias, que ela não nasceu para viver dentro das minhas mãos, mas para construir a própria vida.


E mesmo assim, em algum lugar dentro de mim, sempre vai existir aquele homem olhando para uma menina pequena e pensando:


"Como pode alguém tão pequena significar tanto?"


Eu não sei como serão os olhos dela.


Não sei se ela vai gostar de música, de livros, de filmes, de desenhar ou de qualquer coisa que eu imagine hoje.


Não sei se ela vai parecer comigo.


Não sei se vai torcer para o Palmeiras(mas deveria)


Não sei se vai herdar meu jeito, minhas manias ou se vai ser completamente diferente de mim.


E talvez seja justamente isso que torne tudo tão bonito.


Porque eu não amo uma pessoa que conheço.


Eu amo a possibilidade dela.


A possibilidade de um dia abrir uma porta e encontrar uma menina correndo na minha direção.


A possibilidade de ouvir uma voz dizendo "papai".


A possibilidade de segurar alguém nos braços e perceber que, depois daquele momento, minha vida nunca mais vai ser somente minha.


Julie ainda não sabe se vem.


Eu também não sei quando.


Mas, se um dia ela vier, espero que encontre em mim um lugar seguro para voltar.


Espero que ela saiba que pode errar sem deixar de ser amada, cair sem ter vergonha de pedir ajuda, crescer sem medo de me perder.


Espero que, quando ela for grande o suficiente para entender essas coisas, saiba que antes mesmo de existir para o mundo, já existia em meus pensamentos.


Que antes de eu conhecer seu rosto, eu já imaginava seus olhos.


Antes de ouvir sua voz, eu já imaginava como seria escutar "papai".


E antes de poder segurá-la no colo, eu já sabia que, se a vida me desse a oportunidade de ser o pai dela, eu faria tudo o que estivesse ao meu alcance para que ela nunca duvidasse do quanto é amada.


Talvez esse seja o maior sonho que eu ainda não vivi.


Uma menina chamada Julie.


A menina do papai.


Uma pequena pessoa que ainda não chegou, mas que já ocupa um pedaço enorme de um coração que nem sabia que estava esperandp por ela.


E quando ela finalmente chegar, se chegar, talvez eu olhe para aqueles olhos que passei tantos anos imaginando e perceba que eu estava errado sobre uma coisa.


Porque talvez eu tenha passado a vida inteira tentando imaginar como seria amar minha filha.


Quando na verdade, bastaria conhecê-la

⁠ontem eu te vi, só não posso afirmar que foi pessoalmente, ou físicamente, já que eu poderia ter tocado em seu corpo,
mas infelizmente não foi dessa vez, não dessa vez.
talvez o problema seja meu, e claro, ele é.
por que quem insiste em ligar, em pensar, e olhar as fotos sou eu.
o passado condena, ele fere, machuca, e tira a paz.
eu poderia ter deixado você ir, de uma só vez, mas talvez, eu poderia ter deixado.
quem sabe, amado, ficado, esperado, mas infelizmente você só está ali, do outro lado.
e nem sabe quem sou, talvez, eu seja seu amor.
seu amante, amante amado.

Temporal
​Se viajamos no limite do espaço e do tempo relativos, a diferença em casa já não existiria. Talvez as crianças — que outrora estudavam a origem da vida e os frutos da alienação — seriam agora apenas pontos ancorados na sua própria mente. Uma mente que se manteria em uma forma constante, pois o coma o reteve exatamente ali: no último e eterno instante de consciência.
​— Por Celso Roberto Nadilo

DESPEDIDA!

Alma vazia,
vida sem sentido.
Já não existe sonho
que eu deseje alcançar.

Sem esperança para seguir,
sem fé para acreditar.
Por mais que eu tente permanecer aqui,
não encontro motivos para continuar.

Aos que permanecerão,
desejo apenas que prossigam,
guardando no coração
a melhor lembrança que tiverem de mim.

Sem sofrimento,
sem culpa,
sem tristeza nem mágoa.

A escolha que fiz
libertou minha alma.

Eu não podia continuar aqui,
sentindo-me um peso,
vivendo atormentada.

Tentei sobreviver,
mas sobreviver não bastava.

Então escolhi silenciar a matéria
para libertar a alma,
na esperança de encontrar na morte
o que não consegui encontrar em vida:
a paz.

“O vento não pergunta se estamos preparados; ele apenas revela quando já não pertencemos ao lugar onde estamos.”