Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais
- Tenho prazer em consumir.
- Gosto de estar sempre em sintonia com a tecnologia.
- Curto carros e motos potentes e caros.
- adoro corpos jovens e sarados.
Mas nada me incomoda mais do que o "PROCEDIMENTO PADRÃO"
"Meu maior dom, é ser humano, tratar meu semelhante como gosto de ser tratado...o resto é lixo metafísico."
"Quando quiseres me levar"
Ele acordou com um gosto metálico na boca e uma lucidez que parecia milenar.
Sabia. Não era intuição. Era certeza.
Hoje, a Morte viria. E ele, cansado, não a temia.
Ajeitou os papéis sobre a mesa, acendeu um cigarro que não fumava havia dez anos, e pôs uma música quase inaudível no velho toca-fitas. Era Chopin, talvez. Ou só o vento.
Deixou as janelas abertas. Queria que ela entrasse à vontade.
Morte. Senhora. Fera. Fêmea.
Ela que viesse — sem cerimônias.
No papel, começou a escrever, como quem fura o véu do mundo com uma agulha de fogo:
“Quando quiseres me levar, irei sorrindo.
Quando me achares digno daquele banquete onde serei o prato suculento dos vermes, fique à vontade.
Sei que poeta não deve demorar muito por aqui.
Quanto a essa ilusão que puseste no coração do homem, de ser eterno, fica no vácuo, como hiato cósmico.
Como palavra muda, impronunciável.
Que nós, por confusão mental, criamos em delírio: eternidade.”
Fez uma pausa. O silêncio da casa parecia escutar. A xícara de café esfriava devagar. Lá fora, o mundo seguia: os cães latiam, os pneus assobiavam no asfalto, alguém batia panela no apartamento ao lado.
Mas ele já não pertencia a isso.
Levantou-se. Pegou o espelho da infância — aquele que pertencia à mãe — e olhou-se como quem vê um estrangeiro.
“É você mesmo?”, pensou. “Ou o que restou do que chamaram de você?”
Não chorou. Apenas fechou os olhos.
Lembrou de um amor antigo.
De um poema que nunca publicou.
De uma criança que lhe sorriu na rua, semanas atrás.
Cada coisa lhe parecia uma despedida disfarçada.
Às onze e quarenta e cinco da noite, ela veio.
Não como figura. Não como caveira.
Apenas entrou no ar. Como frio.
Como verdade.
Ele sentiu.
Sorriu.
E sem mais palavras, morreu de olhos abertos, como quem enfim compreende — ou perdoa.
Na folha, sua letra deslizava até o rodapé da página.
E ali, como se deixasse ao mundo uma última gargalhada filosófica, escreveu:
"Criamos o infinito com medo do fim.
Chamamos de eternidade o que não suportamos perder."
Tenho sérios problemas em gostar das coisas. Quando gosto é muito, é pra valer e quando desgosto é com a mesma intensidade.
Amar:
Cheiro bom.
Cheiro de pele.
Gosto salgado.
Gosto doce.
Cheiro misturado.
Gosto bom!
Misturado ao suor.
Escorrendo pela vida,
um fino fio condutor.
Gosto de gente de alma bonita, de bom gosto, de essência. Gosto de quem é Amor, é Transparente… consigo mesmo e com os outros.
Das Grandezas
Gosto do tamanho de algumas coisas.
O voo de uma borboleta ao entardecer.
O pouso do pássaro num raio de sol.
Teus pequenos passos dançando na terra.
Uma gota despindo-se numa flor.
Aquela brisa que umedeceu teu beijo.
O olhar que perpetrou a sombra.
A última cantiga deixada na noite.
Em não me querendo modesto, a deslumbrar dimensões,
Não faço apologia da métrica ínfima.
Meço-me pelo sentir desterrado.
O que me segue, cabe em meu sonhar a andar.
Minha sensação de grandeza se emaranha de singelezas.
Como a memória da água, por entre rios, a retornar a nascente.
Como quando nos sabemos finitos, refazendo-nos começos.
E se é tão grande, como os olhos que se traduzem no peito.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas
Eu gosto dessa parecença almejada de alma.
As vezes tento ficar parecido,
com o que deseja meu ser.
Hoje te vi.
Lembre-me do gosto do teu beijo.
Beijo com gosto de te quero.
Quero um pouquinho de doçura.
Um pouquinho de alegria.
E mais um pouquinho de cuidado e amor.
Desejarei a tua forma
De vê as coisas
Desejarei o teu genuíno
Gosto pela literatura
Seguirei
Em constante
Aprendizado
O teu ser
Pois ele é
Um belo
Intelectual
E sábio
E passa
Reflexões
Ao ensinar os
Conteúdos que lhe
Traz amor no peito
E a alegria nos olhos
Enfim
Te desejarei por completo
De corpo e alma
Meu corpo te chama
Os meus lábios
Ainda sentem
Teu gosto
A minha quentura
Mostra quão intenso
É te desejar
Estou louco
Pra te ter
De novo
Em meus braços
E me deleitar
Nos teus carinhos
Quando for devorar meu corpo
Lembre-se que eu gosto de ações ardentes
E que minha alma
É quente como a chama do fogo
Que aquece a lareira numa noite fria
Ser problemático
Pra mim é normal
Gosto de causar
Gosto de exagerar
Gosto de mostrar
Quem eu sou
Não importa se
As pessoas
Não conseguem
Aceitar a minha
Forma de ser
O problema não é meu
Gosto de ser problemático
O mundo
Tá virado de pessoas
Hipócritas que só dizem
Coisas que não condiz
E na real gosto mesmo
De ser problemático
Resolvo quase tudo
Na base da pergunta
E quem não gosta de
Questionamentos
Fica
bem longe de mim
Demorei ser assim
Mas serei
O crítico problema até o fim
E isso não vou mudar
Porque eu sou assim
Inteiramente problemático
Gosto de palavras escritas ou faladas, ditas ou sussurradas, gosto até mesmo de palavras silenciadas. Acredito que todas são uma forma de representar, temporariamente, apenas uma parte do que se pretende dizer. Portanto, para mim, a palavra não serve para definir, pois definir é limitado. No momento em que digo o que sinto, o sentido do que foi dito já extrapolou a intenção.
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