Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais

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Soneto à tua volta

Voltaste, meu amor... enfim voltaste!
Como fez frio aqui sem teu carinho....
A flor de outrora refloresce na haste
que pendia sem vida em meu caminho.

Obrigado... Eu vivia tão sozinho...
Que infinita alegria, e que contraste!
-Volta a antiga embriaguez porque voltaste
e é doce o amor, porque é mais velho o vinho!

Voltaste... E dou-te logo este poema
simples e humilde repetindo um tema
da alma humana esgotada e envelhecida...

Mil poetas outras voltas celebraram,
mas, que importa? – se tantas já voltaram
só tu voltaste para a minha vida...

(Do livro "Eterno Motivo" " - Prêmio Raul de Leoni, da Academia Carioca de Letras - 1943)

Hoje eu quero paz, desejo amor e lhe entrego a fé que meu transborda em meu coração

Mas quem disse que as folhas de Outono são folhas mortas? Elas dançam valsa bem lenta, quando o vento as embala ao redor das árvores.

Marilina Baccarat de Almeida Leão
LEÃO, M., Pelos Caminhos do Viver, Scortecci Editora, 2013

Manhã para se feliz

Esta é uma manhã para ser feliz
em um lugar, de algum modo,
é uma manhã para ser feliz...

Esta é uma manhã para dois, para dois juntos
abraçados e tontos, num remoinho
não como nós, eu aqui, diante do sol, das árvores,
de tudo envergonhado porque estou sozinho...

Esta é uma manhã que me fala de ti, nas nuvens,
na transparência do ar,
neste azul do céu, imaculado,
na beleza das coisas tocadas de sonho
e imaturidade...

Uma manhã de festa
para ser feliz de verdade!
Esta é uma manhã
para te Ter ao meu lado...

Quando Deus fez uma manhã como esta
estava com certeza apaixonado...

Capricho da memória:
de tantos momentos em que te vejo
e em que no meu pensamento
tua imagem se insinua,

havia de fixar-te, naquele íntimo instante
em que mais te desejo:
inteiramente nua!

Essa...

Essa, que hoje se entrega aos meus braços escrava
olhos tontos do amor de que aos poucos me farto,
ontem... era a mulher ideal que eu procurava
que enchia a minha insônia a rondar o meu quarto...

Essa, que ao meu olhar parado e indiferente
há pouco se despiu - divinamente nua -,
já me ouviu murmurar em êxtase, fremente:
- Sou teu! ... E já me disse, a delirar: - Sou tua !

Essa, que encheu meus sonhos, meus receios vãos,
num tempo em que eram vãos meus sonhos, meus receios,
já transbordou de vida a ânsia das minhas mãos
com a beleza estonteante e morna dos seus seios !

Essa, que se vestiu... que saiu dos meus braços
e se foi... - para vir, quem sabe? uma outra vez.
- segui-a... e eu era a sombra dos seus próprios passos..
- amei-a... e eu era um louco quando a amei talvez...

Hoje, seu corpo é um livro aberto aos meus sentidos
já não guarda as surpresas de antes para mim...
(Não importa se há livros muita vez relidos
importa... é que afinal, todos eles têm fim...

Essa, a quem julguei Ter tanta afeição sincera
e hoje não enche mais a minha solidão,
simboliza a mulher que sempre a gente espera...
mas que chega, e se vai... como todas vão...

(Do livro - Amo – 1939)

Noturno n.º 1

Pela madrugada o rádio põe em surdina
um fundo musical de filme
em meu desespero.

E a serenidade da noite, impassível,
com sua felicidade de luar e estrelas
me faz mal,
parece afrontar meu desejo impossível
e ainda me torna mais triste, mais sentimental...

Você está em todas as formas do pensamento
E no pensamento que conforma todas as coisas...

Em vão tento fugir com a música, tento evadir-me com a noite,
em vão!

Você é a música, a noite, você é tudo!
É a própria forma e o conteúdo
Da minha solidão...

Noturno

Agora, à noite, fujo às vezes
e aporto em algum bar

Como antigamente.
Marinheiro do amor, de porto em porto,
a vida como um navio, de mar em mar...

Pensei que tinha lançado ancora,
que plantara raízes,
que não partiria mais.

E de repente, desarvoraste meu destino,
e te foste
- volto a ser o antigo marinheiro -
e sozinho, preciso embebedar-me,
agora num navio encalhado,
sem mar...

À sua passagem a noite é vermelha
E a vida que temos parece
Exausta, inútil, alheia.

Ninguém sabe onde vai nem donde vem,
Mas o eco dos seus passos
Enche o ar de caminhos e de espaços
E acorda as ruas mortas.

Então o mistério das coisas estremece
E o desconhecido cresce
Como uma flor vermelha.

obra poética I caminho 1999

Já não quero saber o porquê das atitudes que me magoaram. Isso é problema das pessoas que as tiveram. Faz-me feliz saber que ganho sempre mais do que aquilo que perco em ser como sou. E sabes o que vou fazer? Soltar as amarras que me têm mantido prisioneira de mim própria e voar. Porque voar é o meu lema.

Não é porque é você.
É porque sou eu.
Já deu!

Nara Minervino.

Nos momentos em que achamos que as escolhas foram inúteis, que o tempo foi perdido e que já não há mais para onde ir, eis que surgem as mais sábias, surpeendentes e vitoriosas saídas...

– Para onde vai agora, de volta para o futuro?
– Não. Já estive lá.

(Diálogo entre Marty McFly e Dr. Emmett Brown)

Já tive quem me deixasse antes, mas não quando eu estava sendo tão charmoso.

"Comecei a sentir que todas as pessoas que jamais conheci, que tinham morrido ou já não estavam comigo, realmente não haviam partido mas continuavam a viver dentro de mim [...]"

Inserida por alinesbaptista

Talvez dê alguma paz pensar que já não se queimam pessoas nas fogueiras. No entanto, permanecem outras formas de tortura, mais silenciosas mas igualmente eficientes.

Inserida por josepombodematos

Quando um corpo estático sente falta de outro, que já foi quente, não é que alguém esteja errado. É que algo está ausente.

Inserida por NaraMinervino

Brasil...verás que um filho teu não foge a luta...


Já não é de hoje que tenho pensado no Brasil...Pensado no Brasil como Povo, como Nação, como Pátria...Como um somatório de muitos de cada um de nós.
Essa pátria, da qual nos orgulhamos, quando a seleção ganha a Copa do Mundo, ou quando estamos fora, em um outro país e perguntam se somos Brasileiros!
Esse país enorme, quase um continente, que vemos ser desprezado por muitos filhos dele e nos calamos, aquiescentes, coniventes...
Não sei de onde vem isso. Se foi o tipo de colonização a que fomos sujeitos que gerou esse descompromisso, esse pouco caso com o nosso país. Aonde erramos como Nação? Por que não somos como os japoneses, que pensam não em cada um, mas no todo? Cada japonês é o seu país. Vemos aqui no Brasil até a sexta geração, que nem sequer conhecem o Japão, mas, para eles, tudo é Japão! Brasileiros, nunca fomos covardes em abandonarmos nossa terra, logo após uma guerra...Jamais fugimos da luta! Temos que pensar em um país como nação, como de todos. O país como um bem maior.
Comecemos a construir, dentro de nós a autoestima necessária para que se ame essa Pátria amada BRASIL!


Postado por Marilina Baccarat de Almeida Leão (escritora brasileira)

Inserida por MarilinaBaccarat

A VOZ DO AMIGO

Foges já!_ Afasta-te deste precipício Ana...
Não vês que seus pés não são confiáveis?!
E se tu'alma te conta a verdade ou te engana?
Verás então, as sombras vis e execráveis!

Do inferno maldito onde os demônios estão
Lugar de dor maior que as de agora. Confia...
...Na voz deste amigo que te estende a mão
Prantearás hoje. Nos tempos eternos? Não !

E verás que os ventos hoje, não são vendavais
Quando o luzeiro vir, no outro lado da ponte
Cantarás os cantos mais belos e angelicais...

Afasta-te do abismo Ana. Não é o que para ti há.
Dá ouvidos a voz que te embala a fronte...
Segue teus passos. Deixa o corvo por hora. Já!

Inserida por elisasalles1973

TANTO. E QUANTO. E TUDO!

Sinto-te tanto. Tanto, amor_ Adoração
Já não há cômodos para ti, cá dentro!
Ocupou-me toda. (Quanta)... Vastidão!
Transladei. Sou átomo puro.Ao vento...

Impossível ama-lo um pouco mais...
Incoerente voltar e querer-te menos
És a clareza da minha dor, meus ais.
Todo o acalanto dos tempos amenos.

Quando este afeto foge da insanidade
E me permito suspirar mar de brumas
Eis a hora amor. O aspirar de toda verdade!

Quando o temporal é carícia apenas...
E o medo da perda não fere. Acalma
És tudo.Quanto.Tanto.Além do que pensas!

Inserida por elisasalles1973