Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais

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Cidadela

Cidadela da minha desguarnecida.
Meu coração, o arqueiro já não tem
A zaga protetora, a guarida
Dantes disposta no sorriso de alguém.

Minha postura muito aquém de regular
Põe contra mim meu próprio time, os sentidos.
Ai, quantos gols angústias permiti marcar
E meu juízo, o juiz, valida os impedidos.

Meus adversários poderosos
Exploram meus rebotes desconexos.
Sempre fatais seus ataques perigosos.
Ai, que se extinguem meus reflexos.

O espetáculo não tem mais atrativo
Golearam meus sonhos e anseios.
Ai que o meu saldo se torna mais negativo
Se se eu me perco até nos escanteios
Da vida...

Inserida por elenimariana

Não é o fato de alguém já ter cometido um ato infracional, que justifica outro ato. É o fato de não termos nenhum compromisso com a recuperação e reinserção das pessoas na sociedade. A lei prevê recuperação, mas o sistema não a cumpre. Além disso, aparecem abutres na TV, para dizerem que é melhor matar do que reeducar e também não temos consciência de que todos podemos precisar de uma segunda chance.

Inserida por Althielis

Hey não chora…
Pense nas coisas boas. Pense em tudo o que pode acontecer.
Pense em tudo o que já passou sem derramar suas preciosas lágrimas.
Pense em toda a dor que você já aguentou…
Hey conta comigo.
Não precisa estar sozinha nessa.
Não precisa aguentar tudo calada. Não precisa só existir.
Viva. Viva lindamente. Viva o hoje, o amanhã e o sempre.
Hey não chora. Ou chore. Mais chore de alegria.

Inserida por MissHayley

Eu já fiz tanto por gente que não merecia nada, que hoje até penso duas vezes antes de mete as cara.

Inserida por lucassoares

Não sei porque as pessoas querem a minha inteligência se elas já têm as delas. Essa é a maior e melhor forma de egoísmo que já presenciei.

Inserida por PablodePaulaBravin

Não podemos voltar atrás para corrigir o que já aconteceu, e isso é fato, porém ainda nos resta tempo para fazer direito.

Inserida por lucassoares

Hoje prefiro ficar no raso, Senão me afogo:
Isso já não importa, Eu sei nadar.

Inserida por thaiannevenancio

E já não é de grande valia o lugar, mas simplesmente a companhia.

Inserida por thaiannevenancio

O sol ja nasceu, com ele a esperanca de um recomeço melhor.
as lágrimas em meus olhos,
Não irá me impedir de ver, com muita fé esse novo dia!

Inserida por Tiagosouza22

Quisera abandonar-te, negar-te, fugir-te,
mas curioso:
já não estás, e te sinto,
E tanto me falas, e te converso.
E tanto nos entendemos, no escuro,
no pó, no sono.

Carlos Drummond de Andrade
A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 2000.

Nota: Trecho do poema Como um presente.

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Inserida por katiacristinaamaro

Hoje entendo que à vida é um sopro, já que não existe uma saída resolvi me apagar pra sempre em seu folego.
Só assim dormiremos em paz.

Inserida por edsonqueiroz

Voce ja brincou na sua vida ? sabia o
quanto era feliz e nao percebia, ja se
relou e gritava quando sua mae
passava o merthiolate.. ja bricou de
Reman Reman, Cai no posso, carimbo
ou queimada, pipa, furar o olho do
peixe .. kkkk tinha ate uma
brincadeira inocente que hj virou
palavrao. a famosa brincadeira de
passar o anel , onde ficava um com
um anelzinho que vinha nos bobons e
a pessoa tinha que advinhar com quem tava
o anel .. e era passado em segredo
para outra pessoa.. kkkkkk tinha tambem a bricadeira do esconde
esconde.. lembra da brincadeira do
estatua.. kkkk .. hj em dia nossos
filhos so sabem brincar com
smarthphones
tablets video games e notebooks..
sinto pena dessas criancas de hj. que
estao perdendo a verdadeira
oportunidade de ser
criancas de verdade

Inserida por marcosdesousa

Eu não sei exatamente do que voce reclama já parou para pensar um pouquinho em mim já se perguntou se eu preciso de um pouquinho de carinho e solidariedade, aqui nós todos somos alunos da mesma escola chamada vida aprendemos um pouquinho de tudo compartilhamos o amor as alegrias e até o que nos deixa triste, temos amigos que consideramos como irmãos praticamente fizemos uma família e quem faz parte dessa família esta sempre procurando compreender o outro sem tanta cobrança sem tanto jugo venha fazer parte também dessa mesma família que eu amo tanto voce mesmo distante é muito querido muito amado uma linda tarde pra voce felicidade nem todos o tem mas o amor entre todos existe isso sim é muito lindo

Inserida por mariadefatima1

A fórmula da minha felicidade: um sim, um não, uma linha reta, um objetivo.
Acredito que cada um ja tenha tentado encontrar algo onde nao existia. Nunca devemos perder a esperança.
Serenidade,Alternativas, Coragem, Vontade,Humildade,Carisma, Honestidade, Companheirismo, Determinaçao, Com tais palavras sempre acreditamos que ao colocadas em pratica.
Tudo sempre dara Certo em nossas vidas.
Sim mas sempre teremos que contar com nossa força de batalha pois sempre surgirar o poder que luta contra nossos Objetivos, Fe em DEUS ele sempre no CONTROLE. nao existe força que pode nos segurar

Inserida por MaxDanielAlves

RIVAL

O papai sempre gostava de dizer que “doido não tem juízo.” Eu, já digo que tem sim: apenas, em muitos momentos, “lhes faltam alguns parafusos.”

Há muitas histórias envolvendo esses personagens, com sofrimento mental; nas cidades grandes e pequenas, nesse mundão sem fim. Muitas delas, tristes; outras, engraçadas... Outras, nem tanto.

Em Campos Belos, conheci Rival; forte, de estatura mediana, usava cabelos longos, que nunca viam água. Ainda não totalmente brancos, afinal de contas ele só tinha cinqüenta anos; com uma pequena margem de erro, para mais ou para menos. E, uma imensa barba fechada.

Andava calmamente pelas ruas da cidade, sempre mastigando alguma coisa que a gente não sabia o que era. Andava e parava, ao longo de qualquer percurso que viesse a fazer.

Nessas paradas que fazia, geralmente eram para observar algo que lhes chamava à atenção; e sempre tinha uma coisa ou outra. Olhava os mínimos detalhes de tudo, com muito critério. - Como se tivesse mesmo fazendo uma vistoria minuciosa. E, em muitos casos, parecia discordar de algumas irregularidades que via: ao coçar, e balançar a cabeça negativamente, quando o objeto da observação não atendesse suas expectativas.

Morava num quartinho isolado na residência de um parente de primeiro grau, na Rua Sete de Setembro, próximo do açougue do Juá.

No final dos anos setenta e início dos anos oitenta, houve uma exploração de Aroeira muito intensa na região. Tempos depois, eu soube que a aroeira fora extinta no Nordeste goiano.

Paulo (in memoriam), o genro do Seu Farina (o italiano do Restaurante), trabalhava no transporte e comercialização dessa nobre madeira; e geralmente o fazia no Sul do Estado de Goiás; Minas Gerais e São Paulo. Em forma de mourões e laxas, muito usados em currais e cercas; pela sua potencial resistência em se decompor, na natureza.

Um belo dia...

Como de costume, Rival, subiu a Rua BH Foreman, atravessou a Av. Desembargador Rivadávia, e chegou ao calçadão em frente à Prefeitura Municipal.

Parou, e colocou a mão direita atrás da orelha, em forma de concha, para ouvir melhor o sino repicando a sua frente, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

Era o sacristão chamando os fiéis, para a “encomendação de um corpo.”

O curioso é que, naquele dia, ele não atendeu o apelo religioso, apesar de nunca ter perdido um enterro na cidade (tinha essa boa fama); mas, aproximou-se da Paróquia, e tomou a benção ao Seu Vigário, que estava posicionado à frente do Templo, recebendo o povo, para a cerimônia fúnebre.

Riscou o dedo polegar direito na testa, três vezes, e inclinou-se levemente para frente, em sinal de respeito ao Pároco, ao Santuário e ao falecido. Beijou um enorme crucifixo metálico, preso num cordão feito de argolas, de lacres de latinhas de alumínio; confeccionados artesanalmente, pelos presos da cadeia púbica local;

Olhava ao longe, o esquife num ataúde com a Bandeira do Brasil sobre ele, próximo ao altar; era um filho ilustre que havia “partido antes do combinado.”

Rogou a Deus por ele em silêncio, estendendo as mãos unidas,uma a outra, e levantadas verticalmente, rumo ao céus.

Deu as costas ao Reverendo, sem se despedir, e desceu a Rua do Comércio, enxugando com a manga da camisa, algumas lágrimas que insistiam em descer, lentamente dos seus olhos castanhos, se escondendo no emaranhado de sua barba; resultante do impacto da perda irreparável. – O Pároco lhe dissera o nome do falecido anteriormente.

Teve fome...

Já era meio dia e ele ainda não havia forrado o estomago.
Entrou na padaria de Zé Padeiro. Pediu um lanche, sem dinheiro. – “Não preciso de dinheiro: tudo o que vocês vêem, são meus...” deixava isso bem claro nas poucas conversas que tinha com as pessoas,digamos,normais.

A atendente lhe deu um pão dormido, sem manteiga mesmo - como sempre o fazia, e um café num copo descartável.

- “Capricha senhora!... É para dois tomar.” A moça colocou mais um pouquinho.
E ficou sem entender: pois não o viu acompanhado de mais ninguém!...

Ao retornar a sua casa, pelas mesmas pisadas, parou diante do caminhão em que Paulo trabalhava; que estava encostado junto ao meio fio, logo à frente; e conversava seriamente com ele. Sim! Com o caminhão.
Que estava cheio de laxas de Aroeira. Com uma ponta de eixo quebrado. Na porta do Armazém de Seu Natã.

O proprietário do caminhão, já havia pedido ao papai que desse uma olhada no mesmo; pois, teria que se deslocar até a Capital Federal, para comprar a referida peça. Pois não a encontrava na região, para repô-la.

Ainda que as faculdades mentais de Rival não funcionasse cem por cento; ele tinha um coração piedoso. Com certeza, aquilo era um Reflexo da criação que recebera de seus pais. Que por sua vez, eram pessoas muito religiosas e bondosas.

O sol estava a pino e não havia uma nuvem sequer, nos céus, para atenuar a sua intensidade.

Rival, por sua vez, continuava parado em frente ao caminhão, dando andamento na prosa...

Depois de ter observado por muito tempo aquela situação; de todos os ângulos possíveis. Continuava olhando, olhando,olhando... E, balançava a cabeça de um lado para o outro. Como quem não concordando com aquela situação.

E conversava baixinho, de maneira que só o caminhão ouvia:
- “Isso que estão fazendo com você é um absurdo, é uma desumanidade muito grande! Como é que pode tanto descaso, com um ser tão indefeso!”...

Falava com sigo mesmo:
- “Coitadinho!... quanta judiação!... Quanto tempo sem comer e sem beber; já cheirando mal, e cheio de poeira, com esse calor tremendo que está fazendo, não pôde até agora, tomar um banho para refrescar; como tem sofrido!”...

“Não tenho mais tempo a perder: tenho mesmo de fazer alguma coisa.” Pensava ele.

E, lhe sobreveio uma iluminura, procedente do seu coração grandioso: então, deu o seu lanche para o caminhão comer.
Antes de despedir-se, balbuciou quase imperceptivelmente, algumas palavras:
- “Tenha um bom apetite! Voltarei amanhã para ti ver.” E, foi-se embora balançando a cabeça, desaprovando aquele estado de coisas.

Repetiu o gesto de alimentá-lo, durante mais de quinze dias.

Todos os dias, sempre nos mesmos horários, ele deixava próximo à placa, um pão e um cafezinho, para o aquele pobre e faminto caminhão, alimentar-se; porque a “fome é negra”.

- 13.04.16

Inserida por NemilsonVdeMoraes

Para conquistar o meu coração não teve nenhuma, mas já teve aquela que ganhou espaço em mim.

Inserida por lucassoares

SÓCRATES JÁ DIZIA: Uma vida sem busca não é digna de ser vivida. Contudo, percebo que em minha breve existência, já busquei muito, o melhor consegui, o que não consegui portanto, não me fez falta.

Inserida por RicardoMoura

Apenas mostrar caminhos não basta...

Até aquele dia, já com 58 anos de idade, após negações inconscientes que o acompanharam dia após dia, sabia que apenas vivia, sem rumos, metas e objetivos, nunca ousara nada, estava enclausurado em si mesmo.

Quase sem amigos, de quando em vez, ouvia de uns poucos colegas de trabalho, como ele humildes operários, terem aproveitado os raros dias de descanso em companhia de familiares ou mesmo sozinhos em atividades simples e diferentes, um sorvete, um cinema, passeio na praça, comer pipoca e algodão doce.

Dentre esses companheiros um em especial lhe dedicava mais atenção, era quem mais se aproximava da condição de amigo e, sempre, mas de maneira delicada, respeitando sua introspecção, puxava conversa aparentemente despretensiosa, buscando sem que ele percebesse que estava a lhe mostrar caminhos e escolhas.

Após algum tempo percebia-se mudando, mais atento e interessado no que estava além daquela rotina de viver sem um sentido e, melhor, contava e confiava num desinteressado amigo.

Estava mais seguro, quebrara os muros ao seu redor, conhecera outras pessoas, fora a lugares mais distantes e descobrira que, em menos de duas horas, caminhando, chegara pela primeira vez diante do mar, veio-lhe toda a energia daquela imensidão de água, da beleza das ondas, ilhas no horizonte e um por do sol inesquecível.

Sentira-se senhor de sua vida pela primeira vez em tantos anos passados, nesse instante veio-lhe à mente as palavras do amigo, como se estivesse ao seu lado.

Com paciência e generosidade, além de lhe mostrar caminhos, durante todo o tempo havia, o amigo, sutilmente, com ele caminhado junto.

Inserida por pauloafonsobarros57

Amantes

Já não é o mesmo sol da manhã
Já não tem o mesmo brilho
Que antes,
Nem aquele cheiro de hortelã
Que lembrava aquele beijo
Na boca daqueles amantes

Já não é o mesmo homem
Nem mais a mesma mulher
Porque será que eles somem
E não vive mais como quer?
Se ambos tinham a mente sã
Porque hoje vive tão distantes?

Foi culpa do passado
E daquela casa cheia
Depois do rio ter transbordado
E tanto sangue pulsando na veia,
Onde a correnteza fez morada
Com aquele amor tão pouco
E quase não dava pra nada
Assim já era um sufoco

O amor é precioso
E ao mesmo tempo preguiçoso
Você que não sente
Nunca vai saber
O quanto ele rigoroso
E mal da conta da gente,
O amor é perigoso
É um remar contra a corrente
Muitas vezes tão doloroso
Mas é o que tem pra hoje
E já nos faz tão contente

Já não é a mesma chuva
O mesmo rosto
E o chão molhado,
Já não é o mesmo desgosto
O mesmo choro
De um rei deposto
Lágrima é no telhado
E chuva no mês de agosto

Luz se fez poeira
E vento ali fez morada
Homem saiu na carreira
E mulher ficou apaixonada,
Como cego no escuro
Pouco som fez zoada
Vizinho pulava o muro
E pra descer usava a escada

Aquilo era muito estranho
Tudo fora do normal
Amante dormia no banho
E amanhã era noticia no jornal

Já não é o mesmo ar
Tudo já deu sinal
Reputação já quis naufragar
Quando tudo deixou de ser normal,
Amanhã um outro dia vem lá
E tudo como sempre nada igual
Crença deixou de ser importante
E muita gente não quis mais rezar,
O que era perto agora é distante
Veio o tal de favor
E mulher já quis abusar,
Como se conhecesse de dor
E por paixão tentasse me usar
Como se a boca
Fosse um cobertor
E ao me beijar tirasse essa toca,
Dizendo que se enganou
Quando me beijava
Pensava que era um ator
Assim ela se alegrava
E logo perguntava quem sou.

Inserida por valdenirdelimaolivei

Em poesia não existe amarras, pois as palavras pertencem ao vento, já o amor é coisa inventiva da poesia.

Inserida por biohelioramos