Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais

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Sofrer por amor já não é mais dor, depois de tanto terror o medo me dominou, se não amo mais, dor não sofro mais.
Recuso a acreditar que o amor pode dominar o que por tanto tempos quis guardar, guardo meu coração diante dessa ilusão que é querer amar.

O amanhã
é o hoje
que já não mais é
e sim será
num pretérito imperfeito
do futuro
é o infinito
numa tentativa limitada
de
explicar o infinito

Quando meu pai se foi passei a compreender melhor o valor do tempo.
Pena que já não dava mais tempo.

Não leio mais. Todo mal que a filosofia poderia me fazer, já fez. E, quanto à poesia, esta também não tem mais nada a me dizer.

Quando já não couber no coração
o que em pergaminho verte paixão,
e não couber mais nos sonhos
o fel antigo da inspiração,


há de a pena romper silêncio
e dos versos o próprio incêndio.

Até que os ventos já não passem
A lua não se escondesse
O sol não se ilumina-se
Mais o amor que sinto por você esse sim, jamais vai acabar
Te amo muito

A gente muda quando percebe
que continuar do mesmo jeito já não dá mais.
E isso começa por dentro,
em silêncio.




_ João Maia _

"Eu já tinha excluído seu número de um jeito que eu não pudesse mais encontrá-lo. Mas, sabe? Acabei encontrando-o no fundo do poço. Eu apaguei tudo, mas fui lá, no fundo do poço, e peguei de volta."
Rosimara Saraiva Caparroz
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Não sei o que dizer!
Já não escrevo poemas, já não sou mais poeta.
A ausência de palavras me aparecem do tanto que cresce nossa distância.
Confesso que não deveria ter conhecido o inimaginável, deveria ter deixado subentendido apenas em pensamentos.
Você se foi levando consigo todas as rosas, e palavras, e versos.
Levando o sol dos meus verões.
Voce foi chuva passageira, e eu fiz de você inverno, me agasalhem no teu frio e conheci a solidão.
Agora habitas tu nas estações das minhas recordações.

Amar é quando tem que ser, porque ja é. Não há como fugir. Ainda mais quando traz esse transbordar das cores, do pulsar, do respirar, do olhar, do sentir, da vida. É como desvendar os mistérios dos sonhos, é como descortinar o véu da sabedoria, é como perder a bussóla, é como se perder e achar dentro de si,no outro, o sentido que deixa os dias mais belos. Amar é viver, morrer e ressuscitar a cada segundo.

A vida já me derrubou muitas vezes, mais eu preciso te dizer que os tombos não são um privilégio só meu, a vida dá tombo em todo o mundo.
Eu vou te contar algumas coisas que eu aprendi..
Primeiro, não facilite a vida dos outros se você tiver que dificultar a sua, no final as pessoas agem com ingratidão e esquecem tudo aquilo que você fez por elas, então cuidado, porque tem gente que não muda, elas apenas se comportam melhor quando estão precisando da gente.
Então ore, ore muito, porque às vezes a maldade vem de quem a gente menos espera.
Fique longe de pessoas que agem como vítimas de um problema que elas mesmas criaram!
E o folgado, o folgado adora quem não sabe dizer não, eu já sofri bastante na mão de gente folgada, para chegar a seguinte conclusão; bondade demais não te gera valor, gera apenas utilidade e dizer não, não te torna mal, te torna sábio.
Outra coisa, os opostos não se atraem, se você escolher alguém com valores e princípios diferentes dos seus, sua vida inteira será uma batalha.
Os opostos não se atraem, eles se atrasam.

Que Importância Tem Isso Agora?

Hoje já não tem mais importância, não é mesmo?
Já não há mais volta.

São outros tempos.
Tempos estranhos, mas que não apagaram o que foi vivido.

Distâncias enormes, carregadas de sentimentos enclausurados.
Mãos que se tocam, cheias de velhas lembranças.
Olhos que se fecham na busca do início.

Saudades... muitas saudades.

Mas... que importância tem isso agora?

Ou talvez tenha.

Talvez more justamente aí, nas lembranças que resistem ao tempo,
nos sentimentos que se recusam a partir,
nas marcas invisíveis que carregamos pela vida.

Porque algumas histórias terminam,
mas nunca deixam de existir.

Ivo Terra Mattos

O mercado não precisa de mais leads. Precisa de infraestrutura para processar os leads que já existem. Dado bruto sem orquestração é custo, não ativo.

Não amo mais como antes, já consigo dizer não, reclamo menos e não tenho grandes ilusões...O tempo faz mudar,e, somente ele permanece do mesmo jeito, sempre passando.

Uma cerveja é bom demais, duas melhor ainda, três já não se sabe mais.

"Se não te responde, já respondeu. Ignorar é a mensagem mais clara que existe."

O Pintor e a Obra Imperfeita


Eis aqui o pintor. A tela, antes alva, já não o é mais...
A vida a manchou por inteira.
Um caos de pinceladas, cores que estremecem o coração:
Leves, confusas, fortes, terrivelmente transcendentais.
No fim, o traço certo jamais ocorreu.


O pintor buscava o branco absoluto para, enfim, pintar a sua dor,
Buscava o belo...
Apenas o belo.


Mas, ao observar as marcas do seu próprio desespero,
Ele a encontrou: uma obra-prima.
E, diante do caos que ele mesmo criou,
O pintor finalmente se encantou.

Teus olhos


Se um dia me perguntarem qual é a paisagem mais bela que já vi,
não direi que foi o mar, nem o pôr do sol no fim.
Direi, com toda a certeza que meu coração escolheu:
a mais bela vista do universo
sempre será o brilho dos teus olhos.

Não quero
depois da morte.


Sempre querendo mais
depois de 40 anos
já entendi
nada aqui satisfaz
já que é pra ser assim
eu já quero o eterno
aqui


sem pressa
sem demora
quero começar
isso nessa hora.
não quero depois
da morte
já quero essa
sorte


começar
vislumbrar
e o eterno
já vivenciar.

Quando ensinar já não basta

Há dias em que a escola pesa mais do que a mochila dos professores em semana de avaliações.
Não por causa das aulas. Nem das provas. Nem da burocracia, embora ela exista e cresça a cada ano. Pesa porque, em algum momento, ensinar deixou de ser apenas ensinar. Hoje, espera-se que o professor seja gestor de conflitos, mediador familiar, psicólogo improvisado, agente social, produtor de relatórios, alimentador de plataformas, responsável por índices, motivador permanente e, de alguma forma, o último elo de uma corrente que começou a se romper muito antes de sua chegada. Tudo retorna ao professor. Se o estudante aprende, cumpriu sua obrigação. Se não aprende, pergunta-se o que o professor fez, ou deixou de fazer. Essa lógica revela uma das maiores distorções da educação contemporânea: individualiza-se a responsabilidade por um problema que é estrutural.
Nesta semana, sentei-me diante de um estudante do sexto ano que não lê. Não escreve. Não domina habilidades que deveriam ter sido construídas nos primeiros anos da escolarização. É educado, prestativo, participa, tem vontade de agradar, mas a linguagem escrita ainda não lhe pertence. Foi nesse momento que a palavra "avaliação" perdeu o sentido. Como avaliar alguém que não consegue acessar aquilo que é condição para realizar a própria atividade? Que nota representa essa realidade?
A escola, então, oferece caminhos conhecidos. Recuperação. Nova oportunidade. Trabalho substitutivo. Mais prazo. Mais uma atividade. Mais uma tentativa. O RAV. Até que, quase sempre, chega-se ao mesmo destino: a aprovação. Não porque as dificuldades desapareceram, mas porque o sistema precisa continuar funcionando.
É uma engrenagem curiosa. Cobra-se do professor uma avaliação criteriosa, instrumentos diversificados, registros, evidências e lançamento de notas. Ao mesmo tempo, espera-se que os resultados finais não contrariem o fluxo esperado. A avaliação precisa existir, mas suas consequências nem sempre podem existir. Talvez seja por isso que tantos professores experimentem a sensação de correr sem sair do lugar.
O sociólogo Zygmunt Bauman escreveu que vivemos tempos líquidos, marcados pela fragilidade dos vínculos e pela dificuldade de sustentar compromissos duradouros. A escola não ficou imune a essa condição. A responsabilidade pela aprendizagem tornou-se cada vez mais difusa. Quando tudo é responsabilidade de todos, frequentemente acaba não sendo responsabilidade de ninguém. E, no fim, sobra para quem está diante da turma.
Também me vem à memória Paulo Freire, quando afirmava que ensinar exige rigor metodológico e compromisso ético. Curiosamente, quase sempre lembramos apenas da palavra "amor". Esquecemos do rigor. Ensinar também exige reconhecer quando uma aprendizagem ainda não aconteceu. Fingir que aconteceu não é inclusão; é apenas adiar um problema que se tornará maior no ano seguinte.
Há algo profundamente injusto nisso. O estudante é privado de um direito fundamental: aprender. O professor é privado da possibilidade de avaliar com honestidade. A família, muitas vezes, acredita que a aprovação significa desenvolvimento. E a escola produz documentos que atestam competências que, na prática, ainda não existem.
Não escrevo estas linhas porque acredito que reprovar resolveria o problema. Não resolveria. Mas aprovar sem garantir a aprendizagem também nunca resolveu. Entre essas duas margens existe um vazio que temos insistido em chamar de política educacional.
Enquanto isso, seguimos preenchendo planilhas, lançando notas, organizando recuperações, respondendo questionários sobre estratégias, justificando ausências, explicando conflitos que nasceram em segundos e tentando provar, diariamente, que estamos fazendo o suficiente.
Talvez a pergunta mais incômoda não seja por que tantos estudantes chegam ao sexto ano sem ler. A pergunta é outra: em que momento nos acostumamos com isso?
Talvez seja esse o maior retrato da crise educacional. Não a existência do problema, mas a naturalidade com que passamos a conviver com ele.
Há dias em que a escola não cansa apenas pelo excesso de trabalho. Ela cansa porque obriga bons profissionais a escolher, diariamente, entre registrar a realidade ou alimentar a ficção de que ela já foi transformada.
E essa talvez seja uma das violências mais silenciosas da educação brasileira.