Ja Chorei de tanto Rir
Vou contando os pingos.
Pontos sem tanto nexo, mas resumindo o meu desconexo enredo.
Ácido ferindo a face.
Momento de opacidade absoluta.
Nó que emudece o suspiro.
Não posso anunciar o que não é relatável... mas, relampejando os meus sussurros, exponho a migalha de hora que atormenta outros pingos que descem ferindo a face.
Let me count the drops.
Points without much connection, but to summarize my rambling plot.
Face injuring acid.
Moment of absolute opacity.
Node that mutes the sigh.
I can not announce what is not reportable ... but flashing my whispers, expose the bit of time that plagues other drops that fall injuring the face.
Insisto tanto para receber o que ficou com você.
Pode até remendar ou devolvê-lo em fragmentos, mas não destrua o meu coração.
Tenho as minhas penas que tanto sobrepesam o meu voar.
Abro as asas e, muitas vezes, não consigo movimentar.
Existe o peso dos sonhos enterrados,
tem o apego àquilo que não pôde ser realizado,
persiste o medo dos espaços desconhecidos,
o ninho desfeito e o vendaval que não cessa!...
e um amor escorrido entre os dedos fluindo da minha alma.
Mantenho a calma...
a despeito da bravura da minha alma
que tanto luta para não esmorecer frente às amarguras da vida.
Seguindo sem tanto esforço, pois caminhar não solicita desmedido movimento, mas sofro quando as encruzilhadas me impõem a opção para o novo rumo.
Implorei tanto para devolver-me inteiro e devolveu-me em partes e o resto de mim deve estar na sua soberba.
Canto a falta de eco que tanto incomoda a minha alma.
Canto os ciscos do meu coração em cada estrofe e
em cada gesto que movimenta os vazios tão cheios de mim.
Preciso tanto que nem sei o tanto que agora eu preciso precisar para me ver caminhando rumo afora por não saber dizer o tanto que você me faz falta.
Tem gente que finge tanto e
vive tão bem os seus papéis que se enganam nas suas farsas e se declaram gente.
Não irá nos importar tanto o tanto de histórias que contarmos somente como quantidade!... se nenhuma delas indica-nos com qualidade no momento e, talvez, sofrendo em um castelo solitário de nossas almas!
#PERSISTE
Em minhas histórias de loucuras...
Que há muito me gabei de possuir...
Tanto sonhei...
Como tanto vivi...
Escrevi silêncios em noites longas...
Pelas ruas solitárias que trilhei...
Atrás de vozes que me atraíram… Deu em nada...
Só um grande vazio encontrei...
Em meu mundo acendi...
Centenas de estrelas para me iluminar...
À lua tanto cantei...
Querendo me encontrar...
Não, jamais fecharei as portas dos meus sentidos...
Mesmo que minhas ilusões tenham ardido...
E os meus desejos...
Antes tão fortemente vividos...
Jamais serão esquecidos...
Mesmo que os frutos do amor que não deram...
Continuarei persistindo...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#TANTO...
Calei-me por ti...
Sem poder, sem querer, calei-me...
Perdi-me no mundo...
Em silêncio segui...
De olhos tristes e cansados...
Por tanto por ti chorar...
O grito em meu peito...
Por tanta incompreensão...
Tu me fizeste sufocar...
De ti o tanto que recebi...
Foi mais mal do que bem...
No muito que recebi...
Pouco fui feliz também...
Mas sobrevivi...
Diante de tudo que experimentei e senti...
À sarjeta, ao lôdo que me jogaste...
Tal qual bela flor renasci...
Pode não ser fácil...
Interpretar o amor...
Meu coração é frágil...
Amigo...
De ti vou para bem longe...
Você não sabe...
O que é sentir tamanha dor...
O meu coração que um dia tiveste...
Agora segue por outros ventos...
Foste apenas uma ilusão...
Em algum momento...
Passou...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Nasci...
E vim para ser amado e para amar...
Mas esqueci-me e me perdi em algum lugar...
Tanto de meu estado me acho incerto...
E meus soluços sobem à eternidade...
É tudo quanto sinto um desconcerto...
Se me pergunta alguém porque assim ando...
Respondo:
Ansiedade...
Lamento...
Procurei me enganar, acreditando...
Que tudo poderia ser diferente...
E perdi-me mais e mais fundo...
No silêncio desse vasto mundo...
Até o amor nos mente...
Hoje bem sei...
Só nele acredita quem é louco...
Mas vale, nem que seja só por um instante...
Não me acordes...
Deixai-me sonhar...
Meus olhos, minha boca vão sedentos...
De um encanto maior entre os encantos...
D’estrelas que andam dentro em mim cantando...
Sandro Paschoal Nogueira
Sombra que segue os desejos...
Alma que tanto procura...
Sem encontrar...
Em ruas, conversas vazias...
Fundo de copos se aventura...
Doidos passos incontidos...
Império dos sentidos...
Enfim o copo vazio...
- "Enche outra vez vizinho"...
Vinhas de vinhos de oiro não bebidos…
Ócios e sossegos…
Desejados e outros sentidos...
Noite sucedendo noite...
Vertigem em qualquer leito...
Tanto faz...
Tudo tem jeito...
Amores, esperanças e desejos...
Quase os mal diz...
Eis que entrega seu coração...
De nada serve e vale...
Tudo é ilusão...
Dias mal gastados...
Noites mal dormidas...
Desejos de coisas esquecidas...
Lembranças de velhas feridas...
Incansável a tudo retorna...
Rotina a que se entrega...
Fraqueza que vira resistência...
Quando qualquer hora e hora...
Mas pois por vosso mal seus males vistos...
E todos os dias finjes te-los esquecidos...
Já nem vives...
Nunca aprendeste...
Vem de sua saudade, o que presume...
A ânsia de realmente viver...
Dizes que ficas tonto…
Hás de então ficar louco...
Tonto, o feio fica bonito...
O corpo só arde em desvario...
No entanto, o imaginário
desejo de alcançar...
Já nada mais importa...
Nem mesmo se terá outro amanhã...
Ou se terá...
No dia seguinte se arrependido...
Sandro Paschoal Nogueira
Eu penso tanto em você… Te quero com uma fome que não se sacia, um desejo que me incendeia por dentro e arde em silêncio. É loucura sentir saudade de um corpo que nunca toquei, mas é teu nome que meus lábios murmuram nas madrugadas quentes, como uma oração proibida. Mesmo sem te conhecer, minha pele já te reconhece, como se teu toque estivesse gravado em mim desde antes do tempo.
Sempre singular comigo...
Eis que ressurge...
Saindo de mim feito enxurrada...
Tanto erro passado...
O que nunca foi perdido...
Mas que sempre é reencontrado...
A vida não explica...
Nem sob medida...
Queria não ser um perigo...
Fazer nada escondido...
Do pecado que cometi...
Ser o alvo escolhido...
Quem não me conhece...
Que me procure...
Que me encontre...
Que me espere...
Talvez não tenha acabado...
Talvez esteja só começando...
As coisas lá do céu...
Sandro Paschoal Nogueira
A mente de um adulto pode ficar presa por uma corrente de anéis de cebola; para tanto, basta condicioná-lo, quando criança, constantemente a um estado operante, onde o rompimento da célula da cebola lhe provoca um intenso ardor e lacrimação nos olhos.
Muitas vezes o trabalho me absorve tanto que eu acho que continuarei sempre abstraído demais e desajeitado para me virar também com o resto da vida.
Uma pessoa deixa mágoas tanto quanto é magoado.
Mas o que difere o homem com relação aos demais seres vivos é a capacidade de discernimento, da compreensão e da superação.
221022
