Ja Chorei de tanto Rir
EMBARCAÇÃO
Nem tanto assim,
Os meus delírios são só meus,
É um refúgio,
Nada mais que enganar a ilusão,
Eu aprendi a ser assim fugidio,
Mais fugaz, que vagabundo e vadio
Pra escapar da paixão,
E se as vezes me sinto sozinho...
É solitude não é solidão,
Nem tanto assim...
Este deserto é plantação,
Nos descampados eu tenho o meu teto,
Nos absurdos percebo o que é sábio,
Bússola e astrolábio é este vazio,
Neste deserto sou embarcação...
EDIFICIO
Edifício diante de tanto concreto
Não sentir-se abstrato...
Edifício diante de tanta opulência,
Não sentir-se humilhado...
Edifício diante de tanto luxo,
Não sentir-se miserável...
Edifício diante de tantos espelhos
Não sentir-se desfigurado...
Edifício diante de tantos andares,
Não sentir-se sem passos...
Edifício dentro do elevador não sentir-se
Rebaixado...
Edifício diante de tantas câmeras
Não se sentir marginal...
Edifício no jardim não se sentir
Um gnomo...
Edifício na cobertura
Não se sentir um sem teto...
Edifício diante de olhares
Não se sentir um suspeito...
Porque no “é difícil” onde moro,
São fáceis os sorrisos, a hospitalidade,
a amizade...
Porque tanto barulho
se dessa gente, o orgulho
morre ao passar das horas...
porque brindar assim um novo ano
se nos instigam ao raiar do dia
velhos enganos...
RELÓGIO
Eu canto se eu me encanto
eu caio se eu flutuo
faz tanto tempo pra coisa nenhuma
faz tanto tempo pra um ou outro sorriso
um verso escondido,
um guarda chuva perdido na noite fria de vento,
faz tanto tempo
e aquela voz grave ainda é um carinho
uma censura; acho que não herdei
a doçura de minha mãe,
a sua força, sua abnegação...
faz tanto tempo,
faz tanto tempo,
tanto tempo, tanto tempo,
os relógios resistem incólumes,
blindados, invulneráveis...
faz tanto tempo,
tanto tempo, tanto tempo...
sua mão continua estendida,
sua voz a orientar,
seu sorriso a encorajar...
faz tanto tempo,
acho que não sou um relógio eu sei chorar...
MULHER
Eu te quero tanto agora
Como a aurora de ontem e anteontem,
Como a chuva de todos os invernos
Que alimenta o nordeste
Eu te quero como a tarde
Que arde de desejo
Sob o sol da primavera
Que as papoulas enrubesce
Eu te quero como as noites
Que alimentam os amante
Como as mães que seus filhos amamentam
Que amam seus maridos
E satisfazem seus homens
E se consomem nos partos
E morrem com seus abortos
Eu te quero como a vida
Que sai de suas entranhas
E sustenta a existencia da humanidade
Nesse ciclo que se renova
No teu beijo e abraço
Nessa essência de se dar e se fazer
MULHER
TALVEZ
eu nem te amo tanto assim
eu nem te amo tanto
eu nem te amo
talvez só um pouquinho ao amanhecer
quando um restia de sonho me induz
e depois só um pouquinho
porque ninguém é de ferro,
também preciso de carinho
preciso precisar o que preciso
talvez nem seja amor
mas se não for o que será ao entardecer
ao te querer por perto
o que será esse deserto
a te esconder de mim
o que será esse fim do mundo
ao não ter fim este querer
talvez eu ame mais a mim que a você
talvez eu queira mais
não ser amor este te amar enfim
eu nem te amo
eu nem te amo tanto
eu nem te amo tanto assim
A solidão do espaço não assusta tanto quanto o ônus da escolha entre salvar o mundo e abandonar quem se ama.
D'tanto me cobrarem,
cobri-me d'desgosto.
Não me aceito c'ndo
cobrador q'levanta,
nem ando me v'ndo
cobrado no encosto.
Sempre que tento olhar pra dentro de mim percebo a carestia, um tanto rebelde minha mente intensifica ideias pesarosos, e faz-me acreditar no pior de mim. Só gostaria de poder viver sem essa aflição agonizante. Só vivo perante velas e chuva, carregando diariamente toneladas de flagelos e ao dormi, torço para que em meus sonhos eu possa viver um pouco a fantasia de uma vida menos consternada. Minha mente às vezes me conforta, com sugestões imaginativas, vivo um meu - apenas eu - sem cair em choro, e posso sentir meu "Eu" longe daqui.
Caminhando pelos meus próprios passos, tento decifrar quem diabos eu sou. Escrevo tanto, mas às vezes parece que tô só dando voltas, sem chegar a lugar nenhum. Será que perdi o fio da meada ou nunca soube mesmo qual era? Às vezes, parece que tô flutuando entre querer e ser, como se tivesse esquecido onde me encaixo nessa bagunça toda. Talvez tenha me perdido no meio do caminho, ou quem sabe tenha percebido que não tem um destino certo pra tudo isso. Eu sou tipo uma sombra, só dando uns passinhos na beirada do meu próprio ser. Às vezes, me sinto um rascunho mal acabado, uma música que não consegui compor. As páginas em branco parecem pedir um desvendar, um jeito de desembrulhar o mistério que me habita.
Todos da humanidade,
Tanto o rico como o pobre,
Seguem num cortejo fúnebre,
Cientes que possuem um prazo de validade. 🤔
•^•
Neste fim de ANO
Pensei tanto em minhas RAÍZES,
Nas minhas ORIGENS,
Acho que quase todo ser HUMANO
Faz uma retrospectiva,
Revisando e buscando IMAGENS
Do que ficou pra trás sem ESTIMATIVA.
Mas, com certeza busco esperança,
Em bons pensamentos, em novos CÉUS,
Para que tudo que for bom PREVALEÇA.
Ele amava tanto os livros
e a leitura,
que os seus malucos pensamentos,
criavam na sua doce imaginação,
uma parceira e uma canção,
e saia dançando nos seus devaneios!
A vida, essa longa estrada
de tanto vai e vem...
E agora me aparece alguém
correndo do meu lado,
dizendo que, eu o despertei,
e ele me libertou...
Será que ao correr fiz tanto barulho assim!?
E eu estava acorrentada em quê!?
Sei que todos nascem escravos,
mas, minha mente sempre buscou a desejada libertação...
Faz algum tempo que fui alforriada pela Verdade...
"Conhecereis a verdade e a verdade vós libertarás."
(João 8:32)
*
RUAS...🛣️
Falam tanto
No vai e vem das pessoas,
Sempre caminha um pensamento.
Alguns tristes e outros alegres...🤔💭
***
Tanto no escrever como no descrever,
Passei por aqui um décimo
Da minha vida, faz parte do meu histórico, em um íntimo
E atribulado sobreviver...
Mas viva e pé no chão,
e fé no coração...🏠❤️
***
