Irmao Nao Va embora
É triste tentar não se convencer e perceber que a nossa amizade não acabou por uma briga, mas sim pelo silêncio de quem cansou de procurar e de quem nunca fez questão de responder.
Aos poucos, o 'até logo' virou vácuo. Lamento muito termos chegado aqui, mas o afeto não sobrevive onde a amizade é unilateral.
Ninguém perde espaço na vida de alguém por falta de tempo, perde por falta de interesse. É frustante reconhecer que os passos dados nessa aparente fraternidade, fora dado apenas por um dos lados.
Mensagem para você que pensa em desistir
Não pare por nada desse mundo! Eu sei, você está passando por dificuldades e já não sabe mais o que fazer. Ontem se pegou chorando e se questionando se as coisas não iam dar certo para você; que até quem você ama lhe falou para que parasse e procurasse outra coisa para fazer.
Mas ei...não pare! Não desista! Vou te contar uma coisa que talvez você ainda não tenha percebido, mas todos nós passamos por dificuldades e muitas vezes não temos apoio para garantir os nossos sonhos. Problemas, dificuldades são ruins, machucam o corpo e a alma, a falta de apoio de quem nós gostamos também, só que isso não é motivo para desistir.
Se você acredita em algo, se você sonha com algo, creia nisso cada vez mais e faça o que deseja se tornar realidade! Mesmo com as suas limitações, faça! Prossiga, tente, tente de novo e quantas vezes forem necessárias, mas faça! Não pare! Se quer chorar, chore, mas depois limpe as suas lágrimas e prossiga.
A espera e o esforço não são etapas fáceis, mas são as etapas necessárias para que você dê o devido valor ao seu desejo. Estou certo que ao final de tudo você ainda vai gritar: Obrigada senhor, porque eu te ouvi e não desisti!
Amém! Eu recebo.
@keylak.holanda
"A fé verdadeira não se curva ao palanque, nem veste o Criador com as vestes da vaidade humana. Quando o nome de Deus é usado como moeda de troca para barganhar o poder, a religião perde o seu céu e se torna apenas mais uma sombra na terra."
Descanse no SENHOR e aguarde por ele com paciência; não se aborreça quando outros obtêm sucesso em seus caminhos, quando eles maquinam o mal.
Salmo 37:7
Quem aceita a infelicidade pelo conforto que possui, não enxerga o seu verdadeiro valor — aceita o preço do vazio e a retenção de suas vontades.
o gabrieu e o parice II
Existe alguém dentro de mim que não tem paciência.
Eu descobri isso tarde, depois de passar tempo demais tentando ser uma pessoa fácil de carregar. Ele apareceu quando eu já estava acostumado a me abandonar em pequenas doses, quando dizer não para mim mesmo tinha virado uma forma de educação e desistir dos meus sonhos parecia apenas uma consequência natural de crescer.
Ele odiou isso.
Odiou a minha prudência.
Odiou o jeito como eu transformava medo em maturidade e acomodação em paz.
Odiou principalmente quando eu dizia “um dia”.
Porque ele sabia.
Ele sabia de todas as coisas que eu já imaginei fazer, de todas as versões de mim que já existiram na minha cabeça antes que eu tivesse coragem de colocá-las no mundo. Sabia dos lugares onde eu queria chegar, das coisas que queria construir, da pessoa que eu dizia que seria quando tivesse tempo, dinheiro, coragem, oportunidade, certeza.
Ele escutou todas essas promessas.
E um dia perdeu a paciência.
Não veio me consolar.
Veio me buscar.
Disse que eu estava correndo na direção errada e que, se precisasse, me arrancaria dela à força. Não porque me odiasse, mas porque talvez fosse a única coisa dentro de mim que ainda me amasse o suficiente para não aceitar a minha própria desistência.
Eu tentei explicar.
Falei de responsabilidade.
De pessoas.
De consequências.
De tudo aquilo que existe do lado de fora de nós e que aprendemos a carregar como se fosse nossa obrigação.
Ele riu.
Não porque aquilo fosse engraçado.
Porque estava cansado.
“E você?”
Foi só isso.
E você?
Eu não tinha resposta.
Porque passei tanto tempo perguntando o que os outros precisavam que esqueci de perguntar o que eu queria.
Ele não esqueceu.
Ele queria tudo.
Queria as viagens que eu adiei.
Os projetos que eu deixei morrer antes de nascer.
As noites em que eu deveria ter saído.
As conversas que eu deveria ter tido.
As portas que eu não bati.
As cidades que eu só conheci pela tela.
Queria que eu fosse até o fim de cada coisa que um dia fez meus olhos brilharem.
Não importava se eu fracassasse.
Fracasso, para ele, ainda era movimento.
O que ele não aceitava era a covardia sofisticada de chamar desistência de escolha.
Então começou a destruir.
Não minha vida.
A vida antiga.
Aquela que tinha sido construída para me manter pequeno.
Quebrou os móveis imaginários daquele apartamento mental onde tudo estava sempre no lugar, mas nada realmente acontecia. Pegou as fotografias das versões antigas de mim e rasgou uma por uma. Incendiou as desculpas. Jogou no asfalto os planos que nunca saíam do papel.
Eu fiquei desesperado.
“Você está acabando com tudo.”
Ele respondeu:
“Não. Estou acabando com aquilo que acabou com você.”
E eu odiei ouvir aquilo porque alguma parte de mim sabia que era verdade.
Ele não tinha delicadeza.
Delicadeza demais tinha sido justamente o problema.
Ele era egoísta.
Completamente.
Se alguém precisasse ficar para trás para que eu pudesse avançar, ele não passaria a noite inteira se culpando.
Se uma porta exigisse que eu deixasse uma versão antiga de mim do lado de fora, ele fecharia.
Se uma vida inteira tivesse sido construída em cima da ideia de agradar todo mundo, ele preferiria colocar fogo na casa a continuar morando nela.
Ele não queria ser uma pessoa melhor.
Queria que eu fosse inteiro.
Essa era a diferença.
E talvez fosse por isso que eu tivesse tanto medo dele.
Porque ele não negociava com a parte de mim que queria continuar pequena.
Quando eu dizia “não consigo”, ele perguntava “ainda não ou nunca?”
Quando eu dizia “não é a hora”, ele perguntava “quando foi que você decidiu que teria outra?”
Quando eu dizia “e se der errado?”, ele respondia que pelo menos o erro teria o meu nome.
Ele tinha raiva.
Uma raiva quase sagrada.
Raiva de tudo que transforma pessoas em versões aceitáveis delas mesmas.
Raiva da cadeira confortável onde sonhos morrem lentamente.
Raiva das frases que começam com “se eu pudesse”.
Raiva de olhar para uma vida inteira pela frente e escolher viver como se já estivesse no fim.
Ele ardia.
Eu conseguia sentir.
Era como carregar uma pequena tempestade atrás das costelas.
E quanto mais eu tentava apagá-lo, mais fogo ele colocava nas coisas.
Só que, estranhamente, quanto mais ele queimava, mais frio ficava o mundo ao redor.
Eu corria dele.
Ele corria atrás de mim.
Eu procurava abrigo.
Ele derrubava o teto.
Eu queria voltar.
Ele apontava para frente.
E essa talvez seja a parte mais cruel:
eu quero ficar.
Quero ficar exatamente onde estou.
Quero preservar as pessoas, os lugares, os hábitos, as versões que conheço.
Quero acreditar que ainda posso ter tudo sem precisar perder nada.
Mas ele sabe que não.
Ele sabe que algumas versões de nós não cabem na próxima.
E quando chega a hora, ele não pede permissão.
Ele pega minha mão.
Eu puxo de volta.
Ele segura mais forte.
Eu digo que tenho medo.
Ele diz que também.
E continua andando.
Porque talvez coragem nunca tenha sido ausência de medo.
Talvez coragem seja ter alguém dentro de você que tenha medo também e, mesmo assim, continue arrastando você para frente.
Hoje eu ainda reluto.
Ainda tento negociar.
Ainda olho para trás.
Ainda sinto falta daquilo que ele destruiu.
Mas existe uma coisa que não consigo mais negar.
Aquele monstro nunca quis me machucar.
Ele queria me impedir de passar o resto da vida me machucando devagar.
Ele não apareceu para tomar minha vida.
Apareceu porque eu tinha deixado de tomá-la para mim.
E agora, quando sinto o fogo dele subindo, quando aquela voz começa a dizer que já chega, que não existe mais espaço para adiar, eu sei o que está acontecendo.
Ele está acordando.
E eu sei que vou correr.
Vou relutar.
Vou tentar convencê-lo a me deixar em paz.
Mas, no fundo, existe uma parte de mim que já sabe exatamente para onde estamos indo.
Para tudo aquilo que um dia eu imaginei.
Para tudo aquilo que ainda não existe.
Para a vida que eu continuei prometendo que começaria algum dia.
Ele não quer esperar.
Ele quer agora.
E talvez seja por isso que eu tenha tanto medo de olhar para ele.
Porque quando olho, não vejo um monstro.
Vejo a única versão de mim que nunca desistiu de nós dois.
Assuma o controle Parice, eu lhe permito, não existe mais nada pra mim aqui.
O melhor que poderia esperar da vida recebi no dia em que minha filha nasceu. Não tem realização melhor neste mundo que um filho.
O Poder da Reflexão...
Olhe para sua jornada. Não como um acúmulo de fracassos, mas como um mapa repleto de lições. Pergunte a si mesmo: O que dá certo? O que preciso abandonar? A sabedoria está em reconhecer padrões que não funcionam e aprimorar aqueles que trazem resultados.
Controle e Disciplina...
Você não é escravo das suas compulsões. Cada escolha é uma oportunidade de tomar controle. Desenvolva disciplina como seu escudo e espada. Pequenas vitórias diárias constroem uma fortaleza inabalável.
Renovando a Esperança...
A esperança não é um desejo vago. É uma força poderosa que acende a determinação nascida da adversidade. Acredite que cada passo, por menor que seja, o aproxima de seus objetivos.
Eu não sou médico. Mas sou humano.
E é da minha humanidade que nasce essa dor silenciosa, essa indignação cravada no peito e essa tristeza que carrego como um eco de muitas experiências, minhas e de tantos outros.
Porque, na essência mais dura e real, a medicina tem se afastado do amor.
Nos corredores frios onde se deveria escutar a esperança, ecoa a pressa.
Em muitos olhares, vejo o cansaço… mas também a ausência. A ausência de presença.
Vejo decisões tomadas sem escuta, tratamentos aplicados sem preparo, protocolos cumpridos sem alma.
E a pergunta que grita dentro de mim é:
em que momento deixamos de enxergar o outro como ser humano?
Quantas vezes vi pessoas enfraquecidas, sem o mínimo de condições físicas, sendo submetidas a procedimentos agressivos, não por maldade, talvez, mas por automatismo, por insensibilidade, por uma confiança cega nos processos.
Quantas vezes observei diagnósticos mal conduzidos, ausências de investigação, condutas impessoais…
E tudo isso, por vezes, diante da total ausência de quem deveria olhar, ouvir, acolher e, principalmente, cuidar.
Mas essa culpa, não é só de quem executa.
É também minha.
E é também sua.
É de todos nós.
Culpo-me, sim.
Culpo-me pela falta de coragem em certos momentos, por não questionar, por não insistir, por não exigir o que era justo.
E todos nós, de alguma forma, deveríamos nos culpar também.
Pela omissão. Pela passividade. Pela falta de atitude diante do que sabíamos que não estava certo.
Deveríamos nos culpar por não nos aprofundarmos nos temas, por não buscarmos entender, por delegarmos tudo a quem, muitas vezes, sequer nos escutou.
Deveríamos nos culpar por termos nos acostumado a aceitar qualquer coisa sem lutar, sem perguntar, sem pedir ajuda.
Porque enquanto aceitarmos com silêncio, profissionais continuarão tratando a vida como plantão.
E plantões, por mais importantes que sejam, não podem ser apenas relógios a bater ponto.
Sinto, e profundamente, o que tudo isso tem causado:
Sinto a frustração de, muitas vezes, não ter voz num sistema que frequentemente se mostra cego.
Sinto o desconforto de saber que decisões são tomadas como se o fim já estivesse decretado.
Sinto a dor de quem ainda tem fé… e encontra frieza.
Sinto o vazio deixado por ausências, de presença, de escuta, de compaixão.
Sinto a indignação de testemunhar que, por trás de muitos jalecos, o cuidado virou função, e não mais missão.
Não é uma acusação cega.
É um chamado.
É um clamor por consciência.
Falhamos, sim, falhamos como sociedade quando permitimos que a vida seja tratada como um detalhe.
Falhamos quando deixamos que o sistema engula o indivíduo.
Falhamos quando banalizamos o sofrimento alheio, como se não pudesse ser o nosso amanhã.
Mas aqui faço uma pausa necessária:
não quero, de forma alguma, generalizar.
Existem, sim, profissionais incríveis, médicos e equipes que ainda preservam a essência do cuidado, que escutam com atenção, que sentem com o paciente, que tratam com humanidade e zelo.
Esses profissionais existem, e a eles, minha profunda admiração.
Mas o que relato aqui nasce das experiências que tenho vivido e presenciado e, talvez, eu esteja enganado, mas os bons profissionais da área de saúde parecem estar se tornando raros.
Espécies em extinção.
E esse texto não é um ataque, mas um pedido urgente para que essas exceções voltem a ser a regra.
Podemos fazer diferente.
E é isso que peço:
Que cada um de nós volte a exigir.
Que cada um de nós volte a se importar.
Que cada um de nós volte a cuidar, inclusive de quem deveria cuidar de nós.
Só assim forjaremos uma nova geração de profissionais.
Profissionais que amam o que fazem.
Que estudam além do óbvio.
Que escutam o que não está no prontuário.
Que reconhecem, em cada paciente, uma alma e não apenas um caso.
E talvez, só então, a medicina volte a ser o que nasceu para ser:
uma extensão do amor.
E que esse amor nos cure, a todos.
