O seu vazio afetou estruturas que eu duvidava existir;
O medo e a inconstância não podem habitar aqui;
Num existir à flor da pele, o raso que você traz não sente o que sou e acomete meu ego o querer fútil de um olhar;
Um olhar pra dentro que você não é capaz de dar.
Ninguém é abrigado se não é lar.
Que não sejamos pessoas que atravessam décadas sem sair emocionalmente do mesmo lugar, transformando feridas em altares e culpando os outros pela coragem que nos faltou para confrontar a nós mesmos.
Quando você quiser encontrar colo, não procure em molas sofisticadas de alguém que não lhe oferece conforto.
Existem colos no olhar, no carinho, no dizer: “Oi, querida, eu te amo”; no aperto de um abraço sincero, na carta escrita, no beijo demorado.
E, por fim, no abraço de inverno...
Ouvindo a mais pura música do luar de Janeiro.