Irmao Nao Va embora
Originando uma definida alternativa de rumo!... sigamos!
Não nos prendamos ao que iremos deixar!
O rio deságua no mar!
Ele, jamais, repete seu curso!
Assine sua história com a caneta das suas pegadas!
Não permita rasuras e, tampouco, delete o que já viveu!
Autoaceite seus resultados e persista na caminhada mudando as escolhas que causaram as suas decepções!
Não chegará pulando espaços!
Viva intensamente cada passo, mas seja a verdade que espera dos outros!
Pudesse criar outro tempo!... certamente, mesmo não sendo um novo tempo... mudaria muitos fatos vividos!
A gente não herda a sabedoria; é preciso descobri-la por nós mesmos depois de uma trajetória que ninguém pode fazer por nós, e que ninguém nos pode evitar, pois ela é uma forma de ver as coisas.
"Existem palavras que são ditas, e existem palavras que não são ditas. As não ditas são as mais difíceis de ouvir."
Um neurônio isolado é como uma voz que nunca encontra ouvidos.
Não importa o quanto tenha potencial — se não se conecta, ele se apaga.
O cérebro não guarda o que não conversa.
Assim como o mundo não valoriza o que não se comunica.
Quem não se expressa, desaparece. Literalmente.
Renato Ribeiro
Quero viver num mundo em que os seres sejam somente humanos, sem outros títulos a não ser estes, sem serem golpeados na cabeça com uma régua, com uma palavra, com um rótulo.
Os violentos se refletem no espelho do mundo e seu rosto não é bonito nem para eles mesmos.
Se minha poesia tem algum significado, é essa tendência espacial, ilimitada, que não se satisfaz em um lugar só. Minha fronteira tinha que ultrapassar a mim mesmo, não me tinha confinado no enquadramento de uma cultura distante. Eu tinha que ser eu mesmo, esforçando-me por me estender como as próprias terras, onde me tocou nascer.
Se minha poesia tem algum significado, é essa tendência espacial, ilimitada, que não se satisfaz em um lugar só.
A vida nos ensina, com delicadeza e firmeza, que a mudança é o nosso maior guia. Não precisamos entender tudo, apenas confiar que cada experiência tem seu motivo e seu tempo. Deixar ir é respeitar esse ciclo, permitindo que o que nos espera tenha o seu lugar de luz e renovação.
Deus não é uma escolha
Deus não é cultura
Deus não é desejo
Deus é uma necessidade humana .
Faz parte da natureza do homem.
A angústia de não saber quem somos é a chave para encontrarmos a resposta
Jordan das Chagas Pena
Idealismo Existencial (2026-2030)
#Ingenuidade
Vivo tranquilo...
A liberdade é quem me faz carinho...
A brisa, como tem tempo não tem pressa...
Flores, música, poesia...
O luar e o sol...
São minhas companhias...
Bastam minhas asas...
Escolho a ousadia...
Ilusão de cada dia...
Vivendo em maestria...
Não é da minha natureza esperar que me deem liberdade...
Não sinto medo...
Até quando não percebo...
Eu mesmo me concedo...
Serei eu ingênuo?
Sandro Paschoal Nogueira
#MEUS #ESPINHOS
Ao longe, o vento vai falando de mim...
No império da vontade...
A alegria não está nas coisas...
Está dentro de nós...
Ninguém vive num jardim sem espinhos...
E nas auroras Deus enche minha taça com seu vinho...
Dos cegos do castelo me despeço...
Eu não mais quero dormir...
Ando por aí...
E se você puder me olhar...
E se você quiser me achar...
Você sabe onde me encontrar...
Diga-me quem você mais perdoou na vida...
E eu, então, saberei dizer quem você mais amou...
Se eu perdesse os sonhos dentro de mim...
E vivesse na escuridão...
Não lhe amaria tanto assim...
Eu possuía e não sabia...
Desconhecia...
Os jardins da vida...
Ainda que ferido e dilacerado...
No meio do caminho aprendi a caminhar...
Desistir nunca foi uma opção...
Sendo sempre fiel e verdadeiro...
Sou eu...
Ser diferente é atrair olhares e pensamentos...
Que me acolham...
Com minhas flores...
Com minhas dores...
E todos os meus defeitos...
Sandro Paschoal Nogueira
#GERALDO
Era ainda madrugada...
Cobertas frias...
Abandonou o leito...
Contra gosto...
Não tinha jeito...
Era pra ser feito...
Esposa ainda dormia...
Grávida sonhava...
Que em algum dia...
Sua vida melhorava...
Casa pequena...
De dois cômodos apenas...
Dividida por cortinas...
Surradas chitas...
Olhou com ternura ...
Para sua amada...
Com dó no peito...
Para sua mãe idosa acamada...
"Até quando ela sofreria?"
Pensava...com grande pesar...
Resignado...
Ao que nada poderia mudar...
As duas mulheres que mais ele amava...
E por quais era muito amado...
Arrumou sua marmita...
Sem fazer barulho...
Com zeloso cuidado...
Tinha que ir ao trabalho...
Tanto frio...
Blusa esburacada...
Sozinho...
Naquela rua abandonada...
"Vai Geraldo...Vai trabalhar...
Nas sombras das sarjetas...Só os ratos a olhar..."
Vielas tortas, escuras...
Sujas...
Mas sem medo...
Em Deus confiava...
No ponto de ônibus...
Um cigarro ascendeu...
Esquentando a mão...
Afugentando a solidão...
Enquanto o ônibus não vinha...
Na fumaça que subia...
Para Deus orava...
E pedia...
Um término na tristeza de sua vida...
Condução chegou...
Como sempre lotada...
Viajando em pé...
Pernas já ficaram cansadas...
Era apenas uma lotação...
Tinha mais uma pela frente...
Pesaroso sabia...
Que adiante , mais e mais gente...
Enfim...
Chegou ao trabalho...
Pela manhã...
Já estava suado...
Por momentos esteve alegre...
Ouviu vários bom dia...
De seus amigos tantos ou mais como ele...
Desafortunados...
As mãos calejadas...
Fortes e grossas...
Eram leves...
Na pele de sua cabrocha...
Aquele dia...
Seria de grande alegria...
Poderia levar para casa...
Um pouco de carne moída...
Seria sustância para a mãe doente...
Para o filho que viria...
Sua amada saberia ...
Como preparar...
E naquela noite...
Já antevia muito amar...
Refez todo percurso de volta...
Esqueceu de todo cansaço...
Comprou o que desejava...
E ainda sobrou uns trocados...
Já era tarde...
Mas a rua estava cheia...
Fogueteiros de olho...
Comércio cheio...
Não estava a tudo alheio...
Então de repente...
De cores o se se fez...
Tiros...
Correrias...
Confusão...
Algazarra...
Uma bala perdida...
Encontrou alguém...
Que não merecia..
Naquela noite...
Não teve mais alegria...
A cabrocha chorou...
A mãe doente mais ficou...
E para a história terminar...
Só teve uma alegria...
Na sarjeta suja e fria...
A carne moída foi festa...
Para os ratos que ali estavam...
Desconheciam a triste sina...
De Geraldo...
Sandro Paschoal Nogueira
