Inverno

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Diz o Sábio que na antiguidade, em um povoado distante, as pessoas haviam se tornado frias, egoístas e pouco solidárias.
Reclamavam da frieza uns dos outros, mas não se permitiam mudar. Uma criança muito sensível, ao ver o que se passava, dirigiu-se aos céus e clamou uma ação do Divino, pedindo que lhe mandasse um sinal a fim de mudar o pensamento das pessoas do povoado, e após sua reflexão, adormeceu.
No dia seguinte, fora acordado pela sua família, pedindo que levantasse logo, pois algo muito estranho acontecia... Sua mãe lhe disse que o Divino lançara sua fúria sobre o povo, e que algo gélido, branco e intenso cobria as pastagens e deixava as pessoas com tanto frio a ponto de quase congelarem.
Vendo suas lavouras e animais sendo cobertos pela neve, as pessoas não tiveram escolha senão ajudar umas as outras para que pudessem salvar o máximo de animais e alimentos que conseguissem, e assim o fizeram. Porém, a noite chegou, e com ela, a neve mais e mais forte, tornava a situação calamitosa.
Vendo toda a situação e o frio a castigar a todos, o menino então sugeriu que em vez de cada família ficar em sua morada, poderiam todos ficar juntos, assim, o calor humano os ajudaria a suportar o frio, o que foi aceito por todos.
E Como em uma grande corrente, todos, em círculo, feito um caracol, se aninharam, e juntos, conseguiam suportar o frio da noite.
Antes do amanhecer, o menino, com sentimento de culpa, explicou seu pedido ao Chefe do povoado, e pediu perdão por submeter seu povo a tal sofrimento. Porém, foi abraçado pelo Líder, que com os olhos cheios de água, pediu perdão ao menino por deixar que a comunidade se torna-se um mau exemplo para crianças como ele. Se abraçaram bem forte e adormeceram.
E tamanha foi a surpresa de todos ao ver que, no dia seguinte, o sol brilhara majestosamente e o céu parecia mais azul do que nunca... A tormenta teve fim.
Com pulos de alegria, cânticos e abraços, o povoado festejou o “perdão Divino”, e logo recomeçaram suas atividades rotineiras.
No dia seguinte, logo após o amanhecer, o menino pediu ao Líder do povoado que reunisse a todos, pois durante a noite tivera um sonho, onde o Divino lhe revelara um comunicado...
Foi então que o menino, relatando seu sonho, disse que a tempestade que ocorrera não seria a única, e que todos os anos ela se repetiria... Falou mais, disse que quando os primeiros flocos gelados caíssem do céu, que servissem de alerta e reflexão sobre a união, a bondade e a solidariedade.
Finalizou o menino dizendo que a este fenômeno, chamar-se-ia Inverno, e que seria uma época para não se pensar no frio, mas no calor humano que todos possuem e podem compartilhar.

Inserida por decofleck

Um dia sem sol uma eternidade vivida,
A sua ausência presente,
A distância perdida,
Quando aqui está, não há Sol, não há Lua, que brilhe tanto quanto o seu olhar tanto quanto seu sorriso e esta presença enche meu coração de alegria

Apesar de eu ainda estar a sentir uma leve tristeza porque sei que em breve, novamente só estarei, pois terás que partir, e meu dia voltará a ser frio e escuro como uma noite de inverno

Aqueça-me enquanto presente estiver e
amorne-me enquanto longe ficar
pois no tempo presente é o que me vitaliza pra suportar a distância e a espera de um novo amanhecer a seu lado.

Inserida por italeonjur

Você prometeu não me abandonar em nenhuma primavera, ser meu amante em todo verão. Prometeu se esfriássemos no outono, aqueceríamos no inverno.

Inserida por jayvituriano

Instintos à solta... como fera
aponta o alvo e não erra
espera que da vida só lhe cheguem primaveras...

Hiberna no inverno,
no outono e no verão.
Testemunha efêmera
longínqua... como o som de um trovão.

Fingidor ferido,
caído, prostituído,
bárbaros ruídos...
teoremas de ilusão....
sortilégio, bruxaria, maldição.

Inserida por RosangelaCalza

Oh! Meu Anjo, caístes de uma estrela;
Numa noite em que jamais se esquecera;
Fora em Junho um Inverno Primavera;
Cuja flor puro Amor teu ser exala;

Ah! Moça rara és em tudo tão bela !
Viestes do nada e me enlouquecera...
Aquele brilho no olhar, me rendera;
Cuja a pureza, tua alma revela !

Especial, razão de meu viver;
De ti agora é tudo que preciso;
Saudade amiga sempre lhe acolher;


Eu quero ver a vida em teu sorriso;
Co´alma em sentidos, sempre, a entender;
Esse amor que ficou feito feitiço!

Inserida por marcelgrazioli

Deixei cair
sonhos,
que eram
somente meus,
para cobrir
seu corpo,
que vivia
um intenso inverno!

Inserida por daysesene

Lá fora faz frio, dentro de muitas casas também, as pessoas estão frias e tão sós quanto ao pobre morador de rua, e nenhum conforto vai aquecê-las.

Inserida por max_gallao_mesquita

⁠O amor seguem as quatro estações ... brota na primavera, floresce no verão, murcha no outono e desaparece no inverno. Mas, se for forte o bastante a ponto de enraizar ... brota novamente na primavera!

Inserida por Murys

⁠O amor faz a primavera mais encantadora, como passar pela adversidade valoriza o sucesso.

Inserida por diasbatista

apenas um breve

no invernado do cerrado, ipês, flóreo
num gesto leve, pintando o dia

a surpresa do encanto deste arbóreo
redigi no devaneio, sutil poesia

matizado o chão de fugaz fragilidade
onde decanta a vida em romaria

e a natureza recita-se em suavidade
num cântico breve de doce magia

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

IPÊ ROSA (soneto)

Cálice róseo de fugaz formosura
Donde vem teu matizado, o tom
Que o árido cerrado te escultura
No agreste, num veludo crepom

Sois volúpia em flor, tal bravura
Doidas da "sequia", audaz dom
Onde catou a tua cor, ó candura
Belo buquê em poema tão bom

Teus segredos ao olhar rouxinol
Em um canto dum verso e prosa
O teu frescor abrigo no avido sol

Ó almas feitas, casta, tal estriga
Copiosas a esvoaçar ipês, rosa
Na savana goiana toada cantiga

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Agosto de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

AMANHECER (soneto)

O sol do cerrado, hoje nasceu no cantinho
da página do horizonte, e o vento friorento
opaco, a chiar na fresta, com olhar sedento
abraçando o dia e, brindado com remoinho

E no cantinho da pauta do céu, momento
dum novo alvorecer, engrunhado, mansinho
encimando o inverno no sertão torvelinho
num ritmo trêmulo, mas cheio de elemento

E o coração na janela d'alma observando
suspenso nos pensamentos, devaneando
enquanto o tempo tingia o olhar de magia

Neste amanhecer da vida de sol brando
que nasce ali no cantinho, dia formando
meus sonhos vão sonhando em romaria...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2017, junho – Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠"Folhas secas destorcem meu caminho
Antes eu era o sol
Hoje sou apenas a brisa leve
De uma tarde de inverno.
Meus passos ainda cansados
Procuram repouso
Mas só vejo folhas
Encobrindo o rastro que um dia
Criastes para mim...
A natureza desta vez foi mais forte
E me perdi de você..."

Inserida por DaniRaphael

⁠Somente quem já atravessou vários invernos sabe que não é qualquer ventinho de outono que vai atrasar a primavera.

Inserida por ednafrigato

⁠Calmaria tu és,
primavera
Das minhas
tormentas
Dos meus
invernos.

Inserida por barbaramelosiqueira

⁠Sobre você:

Não há primavera se não houver sua alegria. Não há campo de flores se não houver seu sorriso. Sem a sua essência não haverá luar. Não há brilho se não houver o seu olhar.
Não há azul no céu se não refletir seus olhos. Só há uma rosa no inverno, à infinita sonata dos corvos. ❄☁

Inserida por ValeriaRibella

⁠Galhos grisalhos entre teias guardados, claridade desvanecida desta natureza tão despida.

Inserida por catarinalmc

Escolha ser verão, seja calor para quem sente frio, seja fogo para quem congela. Seja você e não esfrie, nem se vá como o vento. Permaneça. Seja sol e não apenas uma estação.

Inserida por raypires

" A oração me lembra a vida de alguém que busca lenha durante o verão,pode não ter sentido carregar fardos durante o tempo quente,mas quando chegar o inverno você terá o suficiente para se manter aquecido"

Inserida por FlavioMacedo

Quatro estações .

E eu que te vi pé de manga
sem nunca te apedrejar
eu desejei tua sombra
Pra nela me sombrear
Mas eras mangueira orgulhosa
Tua sombra me negava
Tu metida a manga espada
E eu te quis manga rosa

Te aprimaverastes de flores
Pra eu não te manguezá
E eu me veraniei
Pra meu calor te esquentar
Depois me outonizei
Tuas fores desnudei
E serei chuva de beijos
Te molharei de desejos
E serei teu invernar.

Jardel Cavalcante.

Inserida por Prjardelcavalcante