Inventar
Escrevo tanto sobre mim, mas ainda estou tentado me encontrar em alguns dos tantos trechos que inventei.
Quem quer ser criativo tem, obrigatoriamente, que se permitir o erro. O que diferencia a ideia genial da absolutamente equivocada é, muitas vezes, um detalhe. O raciocínio lógico e de senso comum é menos fadado ao erro. O criativo arrisca mais, inventa, testa, ousa… com isso paga seu preço: erra bem mais. Fugir do óbvio leva a territórios mais perigosos mas também muito mais férteis.
É incrível como nosso cérebro pode criar todo tipo de forma de evitar a verdade. Ainda mais quando há algo que você simplesmente não quer encarar sobre si mesmo ou sobre quem você ama. Nunca nos cansamos de fugir de nós mesmos. Nunca nos cansamos de inventar desculpas.
FEIJÃO COM ARROZ!
Feijão com arroz,
Agora só no pensamento,
Pois, é tempo de carestia,
Esse é meu lamento
Com arroz faço poesia
O arroz leva a melhor.
Vou comer feijão e mocotó
Feijão faça com arroz
Não se misture ao baião de dois
O feijão agora está só.
Feijão faça greve à mesa
Tente se valorizar
O preço do arroz subiu
No mercadinho tá pra matar
Em casa o arroz sumiu
Ele só que faturar
No campo não tem solução
Subiu também o pão
Na mesa vou ter que inventar.
Sempre nos encontramos despreparados diante das coisas. Sempre elas se inventam, enquanto fazemos algo.
Já devem ter me perguntado um milhão de vezes se vou parar ou não. Eu me divirto inventando coisas. Ninguém quer que eu saia, sabendo que ainda dou conta.
É difícil ser você mesmo
Quando todo mundo inventa algo sobre você. Mas ter o que você tem muitos vão possuir
Mas ser o que tu és em caráter, ninguém vai ser.
Aos que acreditam que a frivolidade é uma perversão, eu também acredito em tudo para ganhar o poder de inventar.
O Universo, as Estrelas, o Sol, a Lua, o Mar, todos sabem que aí, bem aí dentro, ainda existe amor e imploram pra que você não os encarregue de mudar o curso correto das coisas, não invente amor onde não há.
Relembrava a vida passada, pensava no presente, mas não sonhava e nem inventava nada para o futuro.
Quando tomei posse da vontade de escrever, vi-me de repente num vácuo. E nesse vácuo não havia quem pudesse me ajudar. Eu tinha que eu mesma me erguer de um nada, tinha eu mesma que me entender, eu mesma inventar por assim dizer a minha verdade.
Sabe o que dizem? Que os homens inventaram o vestido e o salto pras mulheres não fugirem.
"Não perco tempo tentando me encontrar, gasto minhas energias tentando me renovar, tentando me inventar."
Eu sempre gostei de disfarces. É o que a gente faz quando não sabemos quem somos, né? Se fantasia e inventa um novo passado pra esquecer o antigo.
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