Inveja Arma dos Incompetentes
O tempo passa e a gente disfarça
É tão fácil usurpar algo externo
Que está pronto e permitir-nos deixar de existir
O tempo encarrega de revelar, através das dores
A falta de uma poesia viva de direito autoral
O sistema que nos governa, esse não pode morrer
A única coisa que existe e permanece é esse “eu”
O mais ignorado e maltratado.
Aquele que nunca deixa de existir de verdade!
As vírgulas ainda predominam...
O que há de retrato?!
O medo não é apenas um sentimento, mas um escape para uma possível fuga... "Se ele não invadir, não afundaremos"
O perfeito foi descoberto, tem que ser verdadeiro. Não adianta desenhar o que não é possível trazer à realidade verdadeira!
A FOME, A PRAGA ... O MUNDO ...
Por onde andas oh, altruísmo, amor?
Agora que estamos tão longe de nós?
O homem insiste na vaidade, no status, no glamour...
E a miséria no mundo nos deixa mais a sós.
Temos a terra fértil na nossa vida;
Onde se plantando de tudo dá...
Uma alma se faz perdida
Se não pude se alimentar...
Temos os animais, as matas, os jardins, os rios?
Mas os homens frios os faz questão de destruir
Cadê a nossa pátria e o nosso céu azul gentil?
Estamos de esmola e só a fé a nos conduzir!
É preciso plantar com sabedoria;
E colher com ainda mais gana...
Temos a luz que em nós irradia;
É do plantar que o fruto emana...
É preciso mais respeito um com o outro.
É preciso todos nos darmos as mãos.
O mundo clama por saída e por socorro
Sermos Um num Só coração.
O mundo hoje tem fome de tudo...
Até do bendito pão...
Muitos são os “sortudos”;
Tem-se fome até de educação...
O mundo está cego, surdo e louco...
Nada de melhora tem sido feito.
Estamos nos matando uns aos outros aos poucos ...
E os governantes só pensam em serem eleitos.
Dói no coração do poeta;
Ver alimento ser jogado no lixo...
Um mundo assim, pra que presta?
De um mundo assim eu não preciso.
Dói ver uma criança na praça sem chão e sem nome
Carecendo de afago, do brinquedo, do alimento...
Dói ver um velho mendigo na esquina da fome
Precisando de remédio, de saúde, de sustento...
Minha alma sonha com fartura...
E todos com liberdade...
Poucos a muitos causam torturas;
Destruindo tristemente uma sociedade...
É tão triste ver o que Deus nos deu...
Sendo desperdiçado pelos covardes.
Enquanto muitos sofrem ao breu...
O homem só anseia pela vaidade.
Quero até crer não ser por maldade...
E sim por uma fome de sapiência...
Passar fome é crueldade.
Provocar, uma triste ignorância...
Falta ainda muito para evoluirmos
Com o mesmo olhar d'uma pura criança
Estamos indo pra beira do abismo
E desflorindo nossa linda esperança.
Como podemos aceitar;
Muitos têm fome por besteira...
Ainda têm muitos sem o alimento;
Falta-lhe uma moeda em sua carteira...
O ser humano tem sido tão mesquinho e tão pouco.
Falta-nos a grandeza do altruísmo amor!
A vida clama por saída e por socorro.
Salva-nos, por favor, nosso querido Senhor!
Fico pensando em como Nao pensar em vc...
mais percebo q nao pensar em ti...
e o msm q nao existir...
Frase do Dia...
Eu aprendi desde cedo a não chamar de amor a quem não amo;
A não chamar de paixão, por quem não me apaixonei;
De amigo, por quem não me tem por amigo;
Por isso, tenho poucos amigos;
Muitas paixões;
E um único amor.
Nuno
A verdade é uma só: é preciso estar sempre pronto, porque, ainda que falte algum detalhe lembre-se que o principal é você!
Deixe uma exceção a suas próprias promessas, pois não ficará abaixo de sua condição reconhecer sua imperfeição.
Diálogo do Tempo
O tempo por não ter tempo de pensar no tempo, perguntou para o tempo:
- Quanto tempo tem o tempo?
E o tempo por ter tempo de pensar no tempo, respondeu para o tempo:
- Tempo tem sempre tempo!
Era uma vez em suas mãos: dizia-lhe o irmão que o amor era a espada macia da morte. Destituída face em talhos de beijos perdidos. Vago regaço perdido no maior dos seus rios. Nada lhe foi oferecido, nada foi aproveitado de sua pálida e doentia carne.
Ambos confessaram e confeccionaram páginas amarelas autobiográficas. Desde a traição até a compra de um aquário em vez de calmantes.
Para as cores, somente o dia. Que fosse ontem, o que será amanhã? Registros descontínuos de caras e corpos. Volúpias do animal em si como a melhor pose. Conseqüente fotografia em papel que se opaca e se esfarela como os lapsos encontros entre a lembrança e o tempo.
