Introspecção
Há companhias que ensinam que, às vezes, o silêncio da solidão é mais doce que a presença de quem exige que a gente viva pisando em palavras.
Suspiro profundo e olho pro céu e aí observo o pássaro que parece ser cúmplice dessa minha introspecção e parece dizer-me que as vezes no silêncio também se vive...
À medida que te desdobras em novas camadas de ser, descobrirás que a solidão não é vazia, mas repleta de ecos da tua própria voz.
Tem dias em que tudo me cansa. Então, eu deixo de existir e, em silêncio, me enterro dentro de mim.
Universo em Cada Ser
Cada pessoa carrega um universo,
com planetas em desalinho,
luas em fase de esquecimento,
e estrelas que brilham...
mesmo quando ninguém está olhando.
Há constelações inteiras escondidas
atrás de um silêncio...
e estrelas exaustas que se apagam
antes de serem vistas.
Nem todo brilho se vê à primeira vista.
Nem tudo que machuca faz barulho...
E nem todo mundo sabe dizer onde dói.
Por isso, aprendi a olhar com cuidado...
A escutar com o coração o que a boca cala...
A ouvir o que o silêncio tenta dizer...
A não julgar o tempo de ninguém.
Cada pessoa carrega um universo.
E todo universo...
mesmo os que ainda não compreendo...
merece respeito.
Respeito pelo espaço que ocupa,
pela história que guarda,
pela beleza que ainda não sei decifrar.
Porque há mundos que florescem
no silêncio...
e só se abrem diante da gentileza...
há mundos que só se revelam quando
deixamos de apontar o dedo e estendemos
a mão.
Estabeleça limites quando as críticas forem prejudiciais, desenvolvendo uma comunicação de ordem, reflexão, respeito, introspecção, liberdade e, acima de tudo, empregando ou aceitando o perdão no momento oportuno.
Fragmento IV - Conação
Entre corpo e alma, eu.
Um entre-espaço, dito maneira, que tange a esfera transcendental da mística à relação lógica e contemplativa do abstrato.
Assim, o corpo existe apenas como relação meramente espacial da afirmação, ao passo que, a mente flutua, introspectivamente, em busca de sua intuição.
Nesse radiante e permeável oaristo, de um ao outro, eu.
Nella città IV - Substância
O que em mim permanece silencioso
é também o que, em mim, permanece vivo...
É o que não foi capturado,
nem domesticado pelo hábito,
muito menos reduzido
à conveniência do sentido.
