Inteira
Antes que você diga qualquer coisa, sua imagem já contou uma história inteira. Goste ou não, você está sempre falando — até em silêncio."
— Purificação
Um dia, olharemos para o nosso castelo, que passamos uma vida inteira de luta e sofrimento construindo sob o sol e a chuva,
e o veremos em ruínas.
O tempo não respeita sonhos nem nossos esforços.
O amor da minha vida, minha vida, meu amor
Uma vida inteira pra encontrar, mas
A intensidade valeu pela vida perdida,
O tempo pouco que vai durar toda a vida que resta.
Teus lábios são o fogo que me incendeia,
Um toque, um sussurro, a noite inteira.
Teu corpo é o meu desejo, minha canção,
Em cada curva, encontro a minha paixão.
Teus olhos me hipnotizam, são pura sedução,
Cada olhar é um convite à nossa união.
No calor do teu abraço, perco a razão,
E no ritmo dos nossos corpos, dançamos em combinação.
Quero explorar cada canto do teu ser,
Desvendar segredos que só nós podemos conhecer.
Na penumbra da noite, deixemos a luz apagar,
E que o silêncio fale tudo que temos a contar.
Cinco meses de amor e desejo ardente,
A cada instante contigo, sinto-me mais presente.
Prometo te amar com toda a intensidade,
E fazer de cada momento uma deliciosa realidade.
Então vem, minha Sapekinha, vamos nos perder,
Na dança do amor que nos faz renascer.
A vida é breve e o desejo é voraz,
Que cada toque seja um grito de paz.
Cicatrizes que sussurram
Estou em pé, mas não inteira, há frestas em mim onde a luz hesita, esquinas da alma onde o medo ainda mora, e a vergonha sussurra antigos nomes.
Carrego silêncios que pesam mais que gritos, feridas que não sangram, mas ardem baixinho.
Já quis fugir de mim,calar partes que doem só de existir.
Mas hoje aprendo a me sentar comigo,
a ouvir sem julgar, a tocar cada sombra com mãos de ternura, e chamar pelo nome o que antes eu escondia.
Porque há beleza também no imperfeito,
força no que um dia foi queda, e cura, talvez, em simplesmente não fugir mais.
Eu
Eu sou eu, inteira
Serei sempre assim, inteira
Completa e plena, como uma pena
Leve, mas firme e densa
Eu e tai somente eu
Calada, vazia, silenciosa,
Eu, tão eu como sempre
Me meço, me olho, me vejo, me escuto,
Me ouço, me toco, me conforto
Sou eu, inteiramente eu.
Marta Almeida: 13/06/2025
Coloco minha fé inteira em Deus, não como quem entende, mas como quem sente. E às vezes, só isso me basta. É uma entrega. Porque, no fundo, ainda é Ele quem segura a minha mão quando tudo parece ruir. Quem escuta os barulhos do que cala em mim. Quem enxerga os cacos que disfarço com sorrisos. Tem dias que eu simplesmente me sinto abraçado pelas minhas próprias dúvidas, e digo: "Deus, só cuida." Como se dissesse: não precisa explicar nada, só fica perto. E Ele fica. Nos vazios, nos silêncios, na ausência de respostas. Fica em forma de força. De algum jeito, Ele fica. A fé virou o meu idioma mais sincero, e o meu ato de confiar em Deus virou a minha oração mais bonita. Eu não tenho certeza de quase nada, mas até quando o caminho fica difícil, é essa fé que me faz seguir. A confiança não me protege das dores, mas me ampara dentro delas. E de alguma forma, no meio do improvável, entendo: até no processo silencioso, Deus segue cuidando de tudo. Me protegendo das coisas que nem imagino. Tem um cuidado acontecendo. Tem uma proteção nas coisas que não aconteceram. Um livramento no que pareceu atraso. Deus vai ficando, sabe? Mesmo quando tudo dentro de mim parte. Ele fica. E isso, talvez, seja a única coisa que eu realmente precise saber.
"Não" é a palavra que carrega a coragem de ser inteira. Não deve explicações, não pede licença, não precisa de nada além de si mesma.
