Íntegra
Das grandes batalhas que tem enfrentado na vida, Laís tem procurando manter-se integra aos seus princípios. Mas a fortaleza de Laís, na verdade, está na tentativa. Com a alma partida, coração machucado ou lágrimas nos olhos, Laís não fica imobilizada nas adversidades. Ela segue transformando dores em força bruta e singular. Tudo isso por acreditar que o bem, no final, sempre irá prevalecer. E com a tranquilidade da certeza de estar do lado certo, Laís arruma os cabelos, enxuga as lágrimas, levanta a cabeça e segue. Linda, forte e invencível.
SOU POEMA
Sou poema, sou amor...
Sou rascunho interno da alma
Expressão integra do sentimental
Lagrimas de puro fervor
Sou deserto comunidade, capital.
Sou poema, sou amor...
Sou a lagrimar no rosto inocente
O pólen da flor o pulsar do coração
O gesto do lábio o tic, tác do momento
O chilrear do vento sobre o tempo
O chorar da solidão... A paixão.
Sou poema, sou amor...
Sou o semear da harmonia
O romper e o entardecer do dia
As ondas ao morrer na praia
O peixe a rabanar no ar
Sou o falar a expressão o gargalhar.
Sou poema, sou amor...
Sou partículas da natureza
Expressão real do momento
Um grito que sai do intimo
Notas brotadas sobre um tempo
Sorriso a plainar sobre o vento
Cifras do som do arpoador.
Sou poema, sou amor...
Eu sou o carreiro com a poeira
O berrante do boiadeiro
O menino, moeda, chuva a lama
O grito a porteira, moça a janela
A tranquilidade um repousar na cama
O segredo guardado na algibeira.
Sou poema, sou amor...
Sou musica que acalenta os anjos
As rugas que demarcam o rosto
Timbre da paz sobre o mundo
Os sentidos de todos os gostos
Eco da expansão da alegria
Esperança de um vagabundo
Sou astral que eleva os dias.
Sou poema, sou amor...
Sou a beleza da natureza
A serenidade de um olhar
A discrição esbouçada da pétala
O farfalhar de um sonho na noite
O açoite da mimica no jardim
A algazarra alada dos pássaros
As dores do principio ao fim.
“Sentido vento pródigo
pelo transparecer real.
Pela elaborada alma que nos integra,
o saber da vida,
na ausente canção,
sustenta o nuance ao lírico!”
III {a noite...} [íntegra]
A lua nova fez-me a noite ficar mais longa. Eu encabulado por querer e não ser, por buscar e não achar, desenhei um castelo onde imperava aquela rainha que me faria por toda a vida conhecer a sua paz. Num delicado copo depositei o que eram esperanças, para encontrar no prato não só o deleite do meu apetite, mas a alegria de ficar à mesa, de comungar do que não é simplesmente carnal, humano e limitado, mas totalmente transcendente e vivente, imortal e incontável. Ela como que aos poucos foi se mostrando, enquanto eu ainda acordava meus sonhos por coisas imensas. Sim quão belo foi encontrá-la, assim sorrateiramente, à porta de minha tenda, vê-la estender sobre mim seus braços abertos, e eu querendo a imitar para sermos só um outra vez.
Nas sombras do passado apareciam grandes feras que intentavam contra nossa união, ela ria de mim como que caçoando, porque eu tolo como sempre me arrazoava com aquilo que já não existia a não ser na memória e no tempo sem regresso. Assim ficamos, e ela brincava comigo e me dizia insistentemente que olhasse para ela com paixão de agora, enquanto eu preso com insatisfação do ontem me acusava toda hora de não ser digno dela, de nunca poder conhecê-la.
E nós nos conhecemos, quem diria que não? Quem negaria que ela veio quando tudo se passou contrário ao que lhe traria? Ela veio e me ajudou a amar meu passado sem que me desfizesse dele, ela me encantou tão gravemente que fiquei doente crônico por suas graças. Ela me fez caminhar, não só pelas sombras, mas por tudo o que dava medo até no sol do meio dia. Quão agradável se mostrou me fazendo irromper para além das minhas mazelas, me levando para os campos de trigo maduros que se apoiam na força do vento para bailar sem receios. Me conduziu por estradas de chão, por caminhos tão sinuosos que me fazem ver outras belezas no caminho, que se vão para trás um passo a cada passo que dou para frente. Me fez aperceber que ater-se ao passado é parar durante o percurso para olhar o que se tem deixado sem continuar andando, ao passo que o horizonte me convida a novas razões para ir.
Eu não quero deixa-la jamais, mesmo que me cortem todos os membros, não quero perdê-la, pois sei o que me custou, e não só por isso, porque mesmo que nada custasse somente a queria sem porquês.
O que teria esse voo que, de tão inteiro, nem existe? Essa imagem que, de tão completa e íntegra, se desintegra? Esses traços que, de tão delicados e firmes, nada sabem do real e do sublime?" O último verão em Paris, crônicas, 2000
Não consigo ser íntegra em tudo que faço, porem tenho em mim todos os seres do mundo e seus respectivos caracteres depende do meu estado de espírito e obviamente da minha comunhão com o Pai, sim só assim sou Integra no todo, acredite não é um estagio infinito porque se der uma brecha...
Ninguém sente ódio e amor na íntegra
precisamos ter pausas para definir cada sentimento,como eles nos movem e são carregados se é pela dor ou por amor..
Ser mãe é abnegar-se do todo para viver uma parte. Entrega íntegra...Ser mãe é ser tudo, onde não cabe ser nada e nem parte. É rocha firme, é lágrima suave, ser mãe é dom divino, dádiva, arte. (Pensamentos meus)
Existem pessoas que são como um ovo podre. Por fora, está perfeito, com uma casca integra e bela, escondendo um interior fétido, onde nada se salva e nem se aproveita.
Pessoas assim podem possuir uma beleza divina, mas quando a "casca" se quebra (a máscara cai), revelam um interior cheio de maldade, falsidade, egoísmo e ingratidão!
"O CONVÍVIO INTEGRA ÀS PESSOAS OU DESINTEGRA -- À medida que há o convívio se conhece às virtudes e defeitos das pessoas e a possibilidade de um convívio harmônico ou divergência que acabam prejudicando o relacionamento. Por isso, se quiser conhecer a pessoa, conviva com ela" Ademar de Borba
Hierarquia sem valorização e reconhecimento de cada componente que integra seus pontos principais tende a ruir diante da desmotivação estabelecida por sua ingratidão.
Na Política do Estado, a pessoa só é íntegra se, estiver disposta a fazer de tudo pelo bem comum. Senão, fica sendo uma energúmena.
É assim que a liderança política deve fazer e se sentir: uma cidadã que rege as pessoas e opera as coisas, pelo bem de todas. Independente de ser pobre ou rica.
