Instrumento
Olhe os instrumentos,observe....Olhe as portas,observe...Você pode ser usado como instrumento,você escolhe pra quem quer abrir a porta...seja um instrumento de ajuda,abrindo a porta para o que você possui de melhor...
As palavras podem ser um instrumento de rompimento quando numa união uma das partes prefere apenas falar enquanto a outra opta por se expressar. Ou quando uma prefere não ouvir enquanto a outra aposta na comunicação. E também no caso de uma parte não saber calar enquanto a outra dialoga no plano do silêncio.
Uma lagarta espreguiçada
A tarde chegava mansinha enquanto eu praticava meu instrumento; os sentidos atentos aos sons e posições do dedilhado. A curiosidade instigou-me a fitar os olhos em uma lagarta. Estava ao meu lado, na cerca. Lagarta bonita: preta com certas listas amarelo-pálidos, corpo da largura de um dedo polegar adulto. Um conjunto de patinhas e aparelho digestivo bem planejados.
Enfim, ela estava suspensa na cerca de forma hábil. Eis a razão de minha curiosidade. Com oito pares de patas abraçava-se às hastes da cerca, deixando livre as patas dianteiras. Desse modo, permanecia envergada para trás, como se fosse um exercício de alongamento ou ioga.
Inerte, a lagarta espreguiçada e de vida morosa sugeriu-me pensamentos a respeito de nossas transcendências. Lagarta e homem têm desfechos semelhantes: ser pleno.
Após a eclosão dos ovos, a lagarta verá a vida de baixo. Uma existência carregada de limitações e inseguranças. Naturalmente, seu ofício é alimentar-se de folhas, paciência e esperança. Precisa estar bem nutrida para a metamorfose.
Todavia, a lagarta não conhece a transformação futura a que experimentar-se-á, mas, pode ser testemunha dos voos cheios de cores das borboletas se ergue a pequena cabeça para o céu. Esse bichinho virtuoso, objeto de fobia para muitos, terá de superar as vicissitudes para se tornar plena. E, para alcançar a plenitude, alçar voo rumo ao céu, seu ser viverá cá embaixo, experimentará a harmonia dos contrários, que une o selvagem e o divino no mesmo berço, digo, a vida.
Senhor usa-me como um instrumento em tuas mãos,
e faz de mim a mais bela canção,
composta em teu coração.
"O instrumento da conquista dirá qual a viabilidade, o tempo e a dificuldade de conquista do sonho dentro da visão. Em outras palavras, revelará qual o preço da conquista."
A sinceridade é o maior instrumento de respeito a quem está a sua volta. Por mais que você cometa erros ou tenha concepções equivocadas, ninguém se surpreenderá pelo que você faz ou pelo que você pensa.
Você
toca
O instrumento que
toca
O som que
toca
A música que
me toca.
E eu sinto ao
Toque.
E respondo ao
Toque.
Sorrí.
Nao adianta você confiar em alguém sem esperar uma surpresa, pessoas são como enigmas, o instrumento necessário pra decifra-las é o tempo, só ele vai te mostrar quem é quem
O instrumentista esta dividido em dois grupos, aqueles que extraem o som do instrumento, e os que passam a vida em busca de um instrumento com som.
A indignação é instrumento da mobilização, jamais única alternativa para mudança ou resultado final!
O tato delicado e acariciante da mão faz o instrumento falar a delicada linguagem da alma: Fala de suas tristezas, de suas alegrias, de suas esperanças, temores e saudades de tal maneira que só a música pode fazê-lo. É a linguagem do mundo celeste, a verdadeira pátria do espírito, que flui para a chispa divina aprisionada na carne, como mensagem da terra nativa.
A música apela para todos, sem discriminação de raças, credo ou qualquer outra distinção mundana. Quanto mais elevado espiritualmente é o individuo, tanto mais claro a música lhe fala, e ainda o selvagem não fica sem comover-se com ela.
Compreender que a gramática é um instrumento e não uma lei. Suponhamos que vejo diante de nós uma rapariga de modos masculinos. Um ente humano vulgar dirá dela, ‘Aquela rapariga parece um rapaz’. Um outro ente humano vulgar, já mais próximo da consciência de que falar é dizer, dirá dela ‘Aquela rapariga é um rapaz’. Outro ainda, igualmente consciente dos deveres da expressão, mas mais animado do afecto pela concisão, que é a luxúria do pensamento, dirá dela, ‘Aquele rapaz’. Eu direi ‘Aquela rapaz’, violando a mais elementar das regras da gramática, que manda que haja concordância de gênero, como de número, entre a voz substantiva e a adjetiva. E terei dito bem; terei falado em absoluto, fotograficamente, fora da chateza, da norma e da quotidianidade. Não terei falado: terei dito.”
