Inocência
Se escolho o que acho que é inocência sem ser
Devo ter a consciência de que por traz da máscara
Posso me arrepender;
A inocência de uma criança pode ir além do que se possa acreditar;
Diga a uma criança que animação não é realidade, que a dimensão dela não tenta compreender a expressão;
Mas diga que a animação (desenho) está triste ou está feliz em ser assistida, que a mesma se debulha em reações imensuráveis;
E seus limites se tornam plausíveis ao que vêem lúdico ou sentimental...
Por fim o mundo de uma criança tem o respaldo do imaginável, construindo a sua própria realidade;
Só peço um pouco de generosidade,
porque eu não tenho todo o tempo;
Das minhas inocência a verdade se
impõe, causando receio de não
mais amar;
Estou à cega, traçando o seu caminho sem direção, não vejo perdão, mas não tenho inocência solto no desejo em aflição;
Como é lindo sermos livres para nos comportarmos com a inocência da infância! Se perdemos a pureza, necessitamos da confiança ingénua para nos tornarmos seguros novamente.
Atrai-me a verdade e a inocência
A pureza do sorriso de uma criança
As birras e os amuos
A ternura ingénua dos seus abraços
Sendo eu... essa criança
Serei eternamente feliz.
Esse não é o começo do fim
Esse é o retorno a você mesmo
O retorno à inocência
Para viver de acordo com uma inocência consciente ou melhor para soltar essa a criança que existe dentro de cada um de nós é necessário conexão com a alma com o amor e assim experienciar de forma sentida e sublime o que significa estar no mundo, mas não pertencer ao mundo.
Passando por aqueles campos verdes,
Contemplei a inocência.
Satisfiz-me em saciar aquelas criaturas que a mim vinham
E retornavam com seus sorrisos estampados.
Segui meu caminho, intacto.
Vi ao longe, algo como uma floresta.
Com gigantescas árvores de caules simétricos e retos,
Não vi galhos, nem folhas.
Ao invés da atmosfera nédia daqueles campos,
Fui me aproximando de uma suspensão negra, mórbida.
Na mina lhaneza, não recusei traspassá-la.
Não vi aqueles seres tranqüilos,
Que espargiam no ar a felicidade da bonança da natureza.
Só pude ver seres fechados em sua sisudez.
Laivo algum de compaixão e altruísmo encontrei.
Não sei como, mas fui me tornando negro como aquele lugar.
Olhei para trás, vi tais criaturas pungindo meu corpo,
Que corria ao longe dos campos, tralhas escusadas.
Acabrunhado, fui me afastando daquele cautério.
Andei mais um pouco.
Rejubilei-me quando vi aquele vasto tapete azul
A rutilar ao sol.
Apressei-me em alcançá-lo.
Ao chegar, fui engolfado naquela imensidão.
Aquele calor me fez lembrar daquelas criaturas radiantes.
Perguntei ao meu novo amigo
Se tinha como voltar ao derradeiro lugar.
Com grande alegria, recebi a afirmação positiva.
Aviei o que me foi proposto.
Esfacelei, aos poucos, meu corpo
E fui levado aos ares.
Apesar da dor, voltei a minha diáfana limpidez.
Caminhei com o vento ao encontro daqueles campos.
Encontrei-me em cima dos seres maviosos.
Minhas partículas foram se agregando
E em intenso júbilo,
Envolvi aquele lindo lugar.
Não havendo lugar para rancor,
A situação me levou a indulgência
Daqueles outros seres pusilânimes.
Agora só me resta aproveitar
O lacônico tempo que tenho aqui,
Pois me foi dito que passarei
Novamente por aquela floresta cinza...
