Infinito
O FILÓSOFO QUE LEVAVA O INFINITO NO BOLSO
Sonhei que me tornei filósofo
numa quinta-feira qualquer;
a dúvida pediu meu currículo,
e eu perguntei: “Para quê?”
Fui comprar um pouco de sabedoria,
mas o vendedor, muito ocupado,
disse que só tinha perguntas
e um silêncio recém-chegado.
Levei três quilos de espanto,
duas ideias e um talvez;
o talvez escapou da sacola
e me seguiu pelo resto do mês.
Em casa, sentei para escrever
minhas composições sobre a existência;
a caneta criou duas pernas
e saiu à procura da própria essência.
“Volte aqui! Tenho coisas a dizer!”
Ela respondeu do portão:
“Se você quer entender a vida,
por que me prende na sua mão?”
Minha cabeça virou uma praça,
com pensamentos fazendo comício;
um queria explicar o universo,
outro só queria um sanduíche.
Dei ouvidos aos dois, por prudência,
pois pensar também dá fome;
o universo coube numa frase,
mas o sanduíche levou meu nome.
Escrevi que o tempo nos transforma.
O relógio se pôs a rir,
tirou do bolso uma foto de infância
e perguntou: “E quem me viu crescer aqui?”
A verdade chegou de chinelos,
sem diploma, gravata ou anel;
leu meus escritos, coçou a cabeça
e fez um barquinho de papel.
“Vamos testar sua filosofia.”
Pôs o barco numa poça do chão.
Embarquei com meus sonhos e versos,
e a sala virou imensidão.
Hoje levo o infinito no bolso,
embora ele insista em cair;
quero ser filósofo e, enquanto aprendo,
dou às perguntas uma cadeira
e deixo a vida me contradizer e rir.
Interpretação:
Esse poema apresenta seu sonho de ser filósofo como uma aventura de curiosidade, escrita e descoberta. O humor e o surrealismo mostram alguém que deseja compreender a existência e aprende a conviver com perguntas que não têm respostas fáceis.
A dúvida pedindo seu currículo brinca com a ideia de que seria preciso apresentar credenciais para começar a filosofar. Sua resposta “Para quê?” já inicia o exercício filosófico: você questiona a própria exigência.
A loja que vende perguntas e silêncio, em vez de sabedoria, sugere que o conhecimento não vem como um produto pronto. As perguntas abrem caminhos; o silêncio permite escutar e refletir.
“Três quilos de espanto” dão peso à capacidade de se surpreender com o mundo. E o “talvez” que escapa e acompanha você representa uma incerteza persistente: aquela questão que continua trabalhando dentro da cabeça, mesmo depois que fechamos o livro.
A caneta que sai à procura da própria essência representa suas composições ganhando liberdade. Ao perguntar por que você a prende, ela provoca uma reflexão: para compreender a vida, também precisamos permitir que ela nos surpreenda, em vez de tentar fazê-la caber inteiramente nas nossas ideias.
A cabeça transformada numa praça mostra seus pensamentos convivendo, discutindo e disputando atenção. Um quer explicar o universo; outro quer comer. Essa passagem reconhece, com graça, que quem filosofa também tem corpo, fome e necessidades cotidianas.
“O universo coube numa frase, mas o sanduíche levou meu nome” pode ser lido como uma brincadeira com nossa pretensão de explicar tudo. Você resume algo imenso numa frase, enquanto uma coisa simples recebe sua assinatura. A imagem convida a rir da vontade de produzir grandes conclusões e deixar nossa marca.
O relógio mostrando uma fotografia da infância vira sua afirmação pelo avesso. Você escreve que o tempo transforma as pessoas, mas o próprio tempo aparece como alguém que também teve infância. É uma provocação sobre aquilo que parece óbvio: afinal, como percebemos e medimos a mudança?
A verdade chegando de chinelos aproxima a compreensão da vida comum. Ela pode aparecer numa conversa, numa experiência ou num detalhe cotidiano, sem cerimônia. Ao transformar seus escritos num barco, ela propõe uma experiência: ver como suas ideias navegam quando entram em contato com a realidade.
A sala que se torna imensidão mostra como a reflexão e a imaginação podem ampliar um espaço pequeno. Você permanece em casa, mas seus sonhos e versos o levam muito além.
O final reúne o sentido do poema. Levar o infinito no bolso é desejar compreender algo maior do que nossa capacidade de guardar ou explicar. Ele insiste em cair porque sempre há alguma coisa que escapa.
E dar uma cadeira às perguntas significa acolher as dúvidas, ter paciência com elas. Deixar a vida contradizer você expressa disposição para rever suas ideias e rir preserva a leveza durante esse aprendizado.
Seu sonho aparece aqui com muita beleza: tornar-se filósofo é cultivar a coragem de perguntar, escrever o que pensa e continuar aprendendo com aquilo que a vida responde.
Portas para o Infinito
Uma passagem e um caminho sem volta.
Momentos reflexivos e tempos de mudança.
São tantas portas!
Não sabemos em qual bater.
Dúvidas, pontos de interrogações, indecisões
E ansiedades no limite.
Cada porta um mistério
E um caminho diferente a seguir
São as portas para o infinito mundo
Das incógnitas e dos ocultos
Que só vamos descobrir entrando
E se arriscando a seguir sem medo.
Rita Padoin
O ser infinito
O ser parece estar longe mas está perto,o ser parece que se move mas está sempre quieto ,o ser é eterno.
_Isopanishad
*Raízes e Asas*
Um sorriso que não esconde a tristeza,
um olhar que busca o infinito
e uma lágrima que escorre
para molhar a semente plantada.
Um futuro que ainda não chegou
e um passado que se faz presente,
raízes e asas no mesmo peito,
esperando a hora de florescer.
Saudade que virou solidão,
palavras que perderam a chance de serem ditas
e promessas que o dia vai nascer
mesmo que a noite insista em não ter fim.
(Saul Beleza)
“O infinito talvez não esteja na fórmula, mas naquilo que a fórmula é capaz de fazer quando o tempo lhe permite repetir-se.”
' SONETO DE UM GRANDE AMOR '
Nosso amor será infinito a todo momento
De ti cuidarei com carinho e encanto
um amor entre sonhos e esperança
Com lealdade respeito e confiança
Vamos viver esse amor com alegria
Todos os dias, em harmonia
Gritar para o mundo ouvir nosso amor
Na vasta imensidão com todo fervor
Um amor vivido entre razão e paixão
Sentindo a chama ardente do amor
Na suavidade de uma linda canção
Que nosso amor, seja uma paixão vivida
No mais profundo de nosso interior
Unindo nossas almas em uma só vida
Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei -9.619/98
"Desejo que Deus te abençoe sete vezes setenta vezes elevado ao cubo do infinito."
Parabéns!
Haredita Angel
"A vida é um jardim onde algumas flores morrem e outras desabrocham:
-Um ciclo infinito de despedidas e recomeços."
Haredita Angel
27.06.23
"Mulher, ser infinito,
Que a vida faz continuar.
Mulher, escolhida para o amor complementar."
-Haredita
11.08.12
ATRAÇÃO DO MAR
Murmura o mar
No barulho das ondas
Na profundeza de suas águas
No infinito, onde o sol no entardecer se esconde
No mar...Tudo é magia tudo é mistério
E o meu olhar meio que perdido, mas perplexo acompanha
Gaivotas que pousam em ilhas distantes
Peixes enormes e saltitantes
E é nessa calmaria e volúpia constante
Que me aproximo devagarinho, meio que intimidada
Diria até mesmo que hipinotizada
Molhando meus pés nas águas frias e salgadas
Pelas ondas mansinhas de espuma prateada
Aos poucos vou sentindo todo meu corpo molhado
Mergulho entre as ondas me sentindo beijada
Num abraço apertado sou lançada na areia
Me sentindo como se fosse a própria sereia
E num cansaço gostoso me deito na praia
Como se tivesse ao mar me entregado
E com todo o amor, o mar me amado
Cenas pantaneiras...
Não há nada mais bonito
que o pantanal alagado,
e na linha do infinito,
ver o céu amplo e azulado!
Os jacarés bocejantes,
mormacentos, preguiçosos,
as araras revoantes,
tuiuiús esplendorosos!
Nos corixos, nas baías,
o pantaneiro pescando,
nas canoas flutuantes...
As garças tão alvadias
os periquitos cantando
nas palmeiras mais distantes...
Quando o nada é quase tudo
E quando o tudo já passa a não significar nada
Quando um infinito cabe nos seus olhos
E os seus sonhos não cabem em um infinito
Quando o fogo arde, mas não queima
quando o fogo queima mas não aquece
Quando o horizonte não está tão distante
Quando a linha horizontal está fora dos limites da imaginação
Quando cada verso, perde a rima
e as rimas já não encaixam nos versos
Quando o amor deixa de encantar
e os poetas descareditam na essencia do amor
Por que um universo pode caber em uma lágrima
mas não uma lágrima em um universo todinho seu...
Por que uma brisa pode destruir e devstar
e um tornado pode enxugar um rosto molhado
E aquele que vê custa a enxergar
mas aquele que não vê enxerga de imediato
Por que mesmo sem ar
pode-se respirar...
E mesmo sem sentindo
pode-se entender...
O Conhecimento não ocupa lugar no espaço.
E o saber é infinito.
Então logo podemos adquirir qualquer tipo de informação sem desculpas.
A limitação existente é Psicologia, não deixe o pessimismo atrapalhar seu raciocínio e sua lógica.
