Infinito
Minha mente é um canteiro de obras infinito, sempre há algo sendo demolido para que uma nova versão de mim tente nascer.
Quando olho o infinito que existe em você… lembro que o infinito também mora em mim.
Sua alma toca a minha de um jeito que o mundo não consegue explicar.
Ela cura sem prometer.
Abraça sem prender.
Transborda sem pedir nada em troca.
Talvez porque sejamos feitos da mesma essência…
Folhas da mesma árvore.
Raízes da mesma vida.
Pó da mesma criação.
E, diante dessa conexão, meu coração apenas sussurra: amém.
Porque reconhecer você em mim…
é, finalmente, reconhecer a mim mesma em você.
No fim, talvez o amor mais verdadeiro seja aquele que desperta a consciência de que nunca estivemos separados.
Teu olhar guarda o infinito,
como céu sereno que acolhe a alma.
Cada sorriso teu acende meu espírito, teu abraço é refúgio, tua presença é calma.
Ele cura feridas com um simples toque, faz do pouco um infinito em nós.
Mas cobra caro quando vira posse,
quando ama alto e escuta a sós.
Filha ( Pai de menina )
Filha, meu pequeno infinito,
quando você chegou, o mundo mudou de nome,
e tudo que antes era caminho solto
ganhou direção no brilho do teu olhar.
Sou pai de menina
— e isso é ser abrigo,
é aprender a ser forte com delicadeza,
é segurar tua mão sem
prender teus passos,
é te ver crescer e ainda assim
querer te proteger do vento.
Se um dia o mundo parecer
pesado demais,
lembra que teu lugar sempre
será meu abraço,
onde o medo se desfaz em
silêncio
e teu sorriso volta a ser casa.
E quando você voar
— porque eu sei que vai
— leva contigo tudo que te ensinei
em amor,
mas deixa comigo um pedaço teu, bem guardado,
porque ser teu pai…
é o que dá sentido a tudo em mim.
Ela Disse, Ele Disse. [ Part 1 ]
Ela disse:
"Não prometa o infinito se o tempo pode mudar. Apenas segure minha mão quando o mundo parecer pesado, e me olhe como quem encontrou um lar. O amor não precisa ser perfeito; basta ser verdadeiro."
Ele disse:
"Não conheço o futuro, mas conheço a paz que encontro no teu sorriso. Se a vida nos provar com tempestades, serei abrigo. Se vierem dias de sol, serei teu riso. Em qualquer caminho, escolho caminhar ao teu lado."
Ela disse:
"Então me ame nos dias em que eu florescer, mas também naqueles em que eu me sentir jardim sem cores. Que teu carinho não dependa das estações, porque o amor mais bonito é o que permanece."
Ele disse:
"Eu te amarei em cada amanhecer e em cada silêncio. Farei do teu coração a minha morada, e da nossa história a mais bela poesia. Porque, desde que encontrei você, descobri que o verdadeiro amor não se diz apenas com palavras... ele se vive."Se quiser, posso escrever outra versão com um tom mais intenso, mais triste ou mais apaixonado.
"Desejo que Deus te abençoe sete vezes setenta vezes elevado ao cubo do infinito."
Parabéns!
Haredita Angel
“O Infinito em Fragmentos”
Não quero ser um. Quero ser todos. Quero sentir como o místico sente Deus, como o pagão sente a carne, como o engenheiro sente a precisão dos números. Quero contradizer-me, porque na contradição habita a totalidade. Ser coerente é ser parcial. É escolher uma porta e fechar todas as outras. Eu quero atravessar todas as portas simultaneamente, mesmo que para isso precise me estilhaçar em mil pedaços.
Inventei-me vários. Não por loucura, mas por necessidade metafísica. Como poderia um só homem conter o universo? Como poderia uma só voz cantar todas as canções possíveis? Então fragmentei-me. Fiz de minha ausência de centro a minha obra-prima. Onde outros construíram identidades sólidas como fortalezas, eu construí um arquipélago de ilhas que nunca se tocam mas pertencem ao mesmo oceano.
Há aquele que nega o pensamento e vê apenas o que existe. Há o que exalta os deuses antigos e a beleza sensorial do mundo. Há o engenheiro das palavras, frio e preciso. Há o que escreve mensagens cifradas sobre ocultismo e hermetismo. E há eu, que não sou nenhum deles e sou todos ao mesmo tempo, o maestro invisível de uma orquestra onde cada músico toca uma partitura diferente.
Sentir tudo de todas as maneiras. Não é dispersão. É ambição máxima. É querer ser o universo experimentando a si mesmo. Cada emoção possível, cada pensamento concebível, cada filosofia imaginável - tudo isso precisa ser vivido, sentido, expresso. Não posso me limitar a ser católico ou ateu, monárquico ou republicano, clássico ou moderno. Preciso ser todos esses e seus opostos, porque a verdade não está em nenhum deles mas na soma impossível de todos.
Os outros escrevem o que sentem. Eu sinto o que escrevo. Ou melhor: invento quem sinta o que preciso expressar. É uma fraude? Talvez. Mas é a fraude mais honesta que existe. Porque reconhece que toda identidade é ficção, todo “eu” é personagem, toda coerência é máscara. Eu apenas tive a coragem de admitir que sou teatro, e de fazer desse teatro a minha verdade.
Não tenho biografia. Tenho bibliografias. Não tenho psicologia. Tenho dramaturgia. Minha vida não está nos fatos que vivi mas nas vidas que criei. Enquanto outros buscam encontrar-se, eu me perdi propositadamente em todas as direções possíveis. E nessa perda encontrei algo maior que qualquer identidade individual poderia oferecer.
A unidade do ser é uma prisão confortável. “Conheça-te a ti mesmo”, diziam os gregos. Mas e se não houver um “ti mesmo” para conhecer? E se formos apenas potência pura, possibilidade infinita que se trai cada vez que escolhe uma forma? Preferi não escolher. Ou melhor: escolhi todas as escolhas, habitei todas as possibilidades.
Minha ausência de identidade fixa não é falha. É método. É filosofia encarnada. É a prova viva de que podemos ser mais que nos permitem ser. Que podemos explodir os limites do eu e nos espalhar por todos os eus possíveis. Que podemos fazer da multiplicidade não uma doença, mas uma arte.
Serei lembrado? Talvez. Mas por quem? Pelo sensacionista? Pelo heteronímico? Pelo ortónimo melancólico? Por todos e por nenhum. Porque minha obra não é o que escrevi. Minha obra sou eu - ou melhor, a ausência de mim transformada em constelação de presenças.
Sentir tudo de todas as maneiras. Viver todas as vidas. Morrer todas as mortes. Ser nenhum para poder ser todos.
Esta é a única identidade que aceito: a de não ter nenhuma.
E assim me tornei múltiplo, para que na multiplicidade coubesse o universo inteiro.
Pessoa: o nome perfeito para quem escolheu ser todas as pessoas possíveis.
Sabedoria do Tavinho: "O infinito, às vezes, está dentro de nós mesmos!"
Otávio ABernardes
Gyn, 19 de março de 2026.
O universo é um texto infinito escrito em algarismos mudos; decifrar a Cabala não é somar o destino, mas subtrair o silêncio divino.
Reno Fioraso
*Raízes e Asas*
Um sorriso que não esconde a tristeza,
um olhar que busca o infinito
e uma lágrima que escorre
para molhar a semente plantada.
Um futuro que ainda não chegou
e um passado que se faz presente,
raízes e asas no mesmo peito,
esperando a hora de florescer.
Saudade que virou solidão,
palavras que perderam a chance de serem ditas
e promessas que o dia vai nascer
mesmo que a noite insista em não ter fim.
(Saul Beleza)
Você se tornou o meu ponto de partida, o meu destino e a certeza absoluta de que o infinito cabe perfeitamente no espaço entre nós dois. _Enzo Ruchell_
Que o nosso dia seja tão leve quanto o nosso sentimento e tão infinito quanto a vontade que eu tenho de te amar cada vez mais.
_ Enzo Ruchell_
Neste renascimento, não somos apenas quem éramos, mas o reflexo infinito um do outro, desfazendo as cicatrizes do tempo para descobrir que, em cada detalhe que redescobrimos, a nossa história de amor é a única verdade que sempre nos pertenceu." _ Enzo Ruchell_
O amor é infinito de si próprio
o amor nunca terá fim
por que o amor é todo nosso
Quando se há reciprocidade
o amor é invencível
quando o amor habita em
um coração, a felicidade
entende que não existe a impossível
Quando é amor nada faz sentido
quando é amor as palavras se
confundem no fundo do abismo;
POEMA QUASE INFINITO.
OS JARDINS INFINITOS DO CRIADOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando a noite derrama seus mantos sobre a amplidão celeste, E a estrela mais distante parece um diamante agreste, A alma ergue os olhos em silenciosa contemplação, E percebe quão pequena é sua pretensão.
Pensava o homem ser senhor do próprio destino, Erguendo palácios de orgulho sobre terreno peregrino, Mas diante dos oceanos do espaço sideral, Toda vaidade revela-se efêmera e trivial.
Não existem duas folhas iguais sob o vento errante, Nem dois rios que repitam seu percurso incessante, Por que seriam idênticos os mundos sem fim, Que florescem no infinito como jardins de querubim?
Cada esfera suspensa no veludo da amplidão, Guarda segredos velados à terrestre percepção, Cada sol acende auroras em regiões desconhecidas, Onde outras almas escrevem suas jornadas vividas.
Talvez existam céus de matizes jamais sonhados, Campos de luz por nossos olhos nunca contemplados, E criaturas cuja forma escapa à imaginação, Habitando horizontes além da humana concepção.
Enquanto o homem mede a vida pelos sentidos, Muitos mistérios permanecem adormecidos, Pois aquilo que a vista limitada não alcança, É percebido pela eternidade da esperança.
Cada mundo é uma escola em sublime construção, Onde o espírito aprimora mente e coração, Aprendendo entre lágrimas, conquistas e dever, As lições necessárias para verdadeiramente crescer.
Uns conhecem a alegria dos jardins luminosos, Outros atravessam caminhos ásperos e pedregosos, Mas todos seguem unidos na mesma ascensão, Sob a perfeita justiça da Divina Criação.
Bilhões de estrelas navegam pelo firmamento profundo, Como lanternas eternas iluminando mundo após mundo, E cada centelha acesa na vastidão sem igual, Proclama a grandeza de um Amor universal.
Então a alma compreende, com reverência e calma, Que o Universo não foi criado apenas para uma alma, Mas para incontáveis viajores da imensidão, Marchando pelos séculos em direção à perfeição.
O orgulho curva-se diante da verdade revelada, Como folha que retorna ao chão após a alvorada, E nasce a humildade, serena e fecunda, Ao contemplar a majestade dos espaços sem segunda.
Cada estrela talvez seja um lar resplandecente, Onde pulsa a mesma busca que habita nossa mente, E cada luz distante que cintila sobre o véu noturno, É um convite ao progresso em movimento diuturno.
Assim seguimos todos pela estrada incomensurável, Entre mundos e eras de valor inestimável, Aprendendo que a grandeza não está em dominar, Mas em reconhecer a sabedoria de amar.
E quando a consciência tocar os confins da amplidão, Verá que o Universo inteiro é uma única canção, Cantada pelas galáxias, pelos sóis e pelo infinito, Em louvor ao Criador, eternamente bendito.
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