Infinito
eu sou dessa laia
descompromissada com padrões
que mede pessoas da cabeça ao infinito
que encontra na simplicidade o próximo amigo,
ou amor.
sou da laia que não procura aviões
que se apaixona por bicicleta
e por pessoa que me envia carta ou mensagem
perguntando se está tudo bem.
amo as pessoas que erram e se reconstroem
amo as pessoas que amam e não desistem
da fé, do outro, da humanidade
por mais cruel que esteja a atualidade.
me encanto pelas pessoas que se revelam
sem abrir a boca,
amo as pessoas que me veem
quando estou no escuro
Porque o infinito é pouco para caber tudo o que sinto em te olhar, e qualquer futuro só faz sentido se for para construir o nosso para sempre, passo a passo, no abraço que me abriga do mundo.._Enzo Ruchell_
Ser grato a Deus é reconhecer, em cada detalhe da vida, o Seu infinito amor por nós. Mesmo nas dificuldades, Ele nos sustenta com graça e misericórdia. A cada novo dia, temos a prova de que somos cuidados, guiados e profundamente amados por Ele.
Me ame no choro no riso.
Me ame no olhar no beijo no abraço…
Me ame no infinito, nas ondas do mar…
Mas o que eu mais quero.
É que me ame e deixe eu te amar…
“Temos alcance infinito, mas presença escassa. Evitamos quem pensa diferente e trocamos o diálogo pelo isolamento. Nunca estivemos tão conectados e talvez nunca foi tão necessário reaprender a construir pontes.”
Amar é acreditar que pode ser infinito,
é ter o tempo como amigo,
o desejo dividido
e o prazer de estar contigo.
O Infinito Tem o Seu Nome
As ondas do mar pausam para admirar
a sua beleza, o seu brilho, o seu jeito de encantar.
A maré, que nunca obedece a ninguém,
parece encontrar em você o motivo para ir e vir também.
O sol, tão convencido de ser dono do céu,
olha para você e percebe que o seu brilho é mais fiel.
Com uma certa inveja, resolve brilhar mais forte,
como se quisesse provar que também tem a sua sorte.
Mas a lua, que conhece os segredos da noite,
não entra nessa disputa — apenas observa e se esconde.
Porque sabe que existem brilhos que nenhuma estrela alcança,
e que certas belezas fazem até o universo perder a esperança.
As estrelas mudam suas constelações
só para desenhar você entre galáxias e imensidões.
E o vento, que atravessa continentes sem pedir licença,
quando passa por você, desacelera — como se também sentisse a presença.
Até Marte, com seu vermelho incendiado,
parece menos intenso quando você está ao seu lado.
E Saturno, com seus anéis a girar,
talvez os usasse apenas para ter uma desculpa para te admirar.
O céu guarda seu nome em algum lugar distante,
o universo parece menor diante de um instante
em que você sorri, e tudo ao redor
parece entender que nasceu ali um novo tipo de amor.
Mar, Sol, Lua, Praia, Maré, Vento e Estrelas,
Galáxias, Planetas, Céu e Constelações tão belas...
Tudo parece existir em perfeita harmonia,
como se a própria natureza soubesse que você merecia poesia.
O mar te contempla, a lua te ilumina,
o sol perde o brilho quando você se aproxima.
As estrelas te seguem na imensidão,
e o universo te guarda como constelação.
Se o céu tem seu encanto e o mar sua beleza,
você reúne os dois com tamanha delicadeza.
E entre o infinito, o tempo e o luar,
há uma certeza que não posso negar:
se o universo é infinito e o amor também,
talvez você seja o infinito que o meu coração contém.
POEMA QUASE INFINITO.
OS JARDINS INFINITOS DO CRIADOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando a noite derrama seus mantos sobre a amplidão celeste, E a estrela mais distante parece um diamante agreste, A alma ergue os olhos em silenciosa contemplação, E percebe quão pequena é sua pretensão.
Pensava o homem ser senhor do próprio destino, Erguendo palácios de orgulho sobre terreno peregrino, Mas diante dos oceanos do espaço sideral, Toda vaidade revela-se efêmera e trivial.
Não existem duas folhas iguais sob o vento errante, Nem dois rios que repitam seu percurso incessante, Por que seriam idênticos os mundos sem fim, Que florescem no infinito como jardins de querubim?
Cada esfera suspensa no veludo da amplidão, Guarda segredos velados à terrestre percepção, Cada sol acende auroras em regiões desconhecidas, Onde outras almas escrevem suas jornadas vividas.
Talvez existam céus de matizes jamais sonhados, Campos de luz por nossos olhos nunca contemplados, E criaturas cuja forma escapa à imaginação, Habitando horizontes além da humana concepção.
Enquanto o homem mede a vida pelos sentidos, Muitos mistérios permanecem adormecidos, Pois aquilo que a vista limitada não alcança, É percebido pela eternidade da esperança.
Cada mundo é uma escola em sublime construção, Onde o espírito aprimora mente e coração, Aprendendo entre lágrimas, conquistas e dever, As lições necessárias para verdadeiramente crescer.
Uns conhecem a alegria dos jardins luminosos, Outros atravessam caminhos ásperos e pedregosos, Mas todos seguem unidos na mesma ascensão, Sob a perfeita justiça da Divina Criação.
Bilhões de estrelas navegam pelo firmamento profundo, Como lanternas eternas iluminando mundo após mundo, E cada centelha acesa na vastidão sem igual, Proclama a grandeza de um Amor universal.
Então a alma compreende, com reverência e calma, Que o Universo não foi criado apenas para uma alma, Mas para incontáveis viajores da imensidão, Marchando pelos séculos em direção à perfeição.
O orgulho curva-se diante da verdade revelada, Como folha que retorna ao chão após a alvorada, E nasce a humildade, serena e fecunda, Ao contemplar a majestade dos espaços sem segunda.
Cada estrela talvez seja um lar resplandecente, Onde pulsa a mesma busca que habita nossa mente, E cada luz distante que cintila sobre o véu noturno, É um convite ao progresso em movimento diuturno.
Assim seguimos todos pela estrada incomensurável, Entre mundos e eras de valor inestimável, Aprendendo que a grandeza não está em dominar, Mas em reconhecer a sabedoria de amar.
E quando a consciência tocar os confins da amplidão, Verá que o Universo inteiro é uma única canção, Cantada pelas galáxias, pelos sóis e pelo infinito, Em louvor ao Criador, eternamente bendito.
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"Se o caminho parece infinito, não conte os passos que faltam. Olhe para a estrela que brilha acima de você e continue andando. Não olvide o quanto já foi superado.É assim que os viajantes chegam aos lugares mais bonitos."
VENTO, HÁLITO DO INFINITO.
Vento sutil, que em lúcida alvorada,desces do azul em musical cicio,trazendo à gleba, em doce eflúvio, o frioda madrugada em luz acariciada.
És peregrino da amplidão sagrada,invisível arauto do estelífero vazio;percorres o universo, em vasto estio,qual prece errante à esfera iluminada.
Nas tuas asas, trêmulas de encanto,viaja o murmúrio do celeste cantoque embala a criação em harmonia;
e quando beijas a campina agreste,pareces transportar do reino celestea voz eterna da Sabedoria.
Vestindo o manto do Louco, dou o salto de fé em direção ao infinito. Sob a luz de Hermes, o precipício vira caminho e o caos se curva à ordem. Sou o criador do meu destino e o arquiteto do meu universo.
O LENÇO DAS LÁGRIMAS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando a penumbra desfolha o infinito,
E o sino verte o derradeiro rito,
Retiro, em muda e sepulcral unção,
O alvo sudário do meu coração.
Não é de linho, cambraia ou cetim;
Foi urdido onde não floresce jardim.
Fiaram-no os dedos da Ausência infiel
Com fios de névoa e fragmentos de fel.
Ali repousam, translúcidas, sem voz,
As gotas que o destino verteu por nós;
Cada cristal, em sua fria claridade,
É um relicário da eternidade.
Há prantos que jamais encontram chão;
Suspensos vivem na constelação.
São pérolas que o Tempo não desfez,
Velando o que não há de vir talvez.
À meia-noite, quando o Éter se abre,
E a solidão seus sacrários descobre,
Ergue-se o lenço, em místico esplendor,
Como um incenso tecido de torpor.
Ninguém o vê. Contudo, ele vagueia
Pelas galerias da memória alheia;
Tange os espelhos da consciência aflita
E desperta a culpa que ninguém evita.
Seu tecido não conhece deterioração;
Alimenta-se da humana aflição.
Quanto mais se esquece um rosto querido,
Mais alvo se torna o pano esquecido.
Vi-o descer sobre um túmulo ermo,
Sem vento algum, em movimento enfermo;
Não ocultava a pedra funerária:
Cobria a saudade necessária.
Então compreendi, no átrio do Mistério,
Que toda lágrima é um silencioso império.
Ela não morre quando a face a esquece:
No Invisível, amadurece.
Quem enxuga os olhos apenas da fronte
Ignora a nascente escondida no monte.
Há lágrimas que recusam sepultura,
Porque pertencem à eterna criatura.
E quando eu partir para o país sem nome,
Onde o relógio já não conta nem consome,
Desejo apenas — sem louvor, sem vaidade —
Levar comigo esse véu da eternidade.
Pois nele dormem, em arcana mansidão,
As cinzas vivas de cada ilusão;
E talvez Deus, ao recolhê-lo enfim,
Descubra que suas dobras... também choraram por mim.
A HUMILDADE DA RAZÃO DIANTE DO INFINITO
REFLEXÕES SOBRE A INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA.
VII
O Livro dos Espíritos — Allan Kardec.
Marcelo Caetano Monteiro.
Na sétima parte da Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, Allan Kardec apresenta uma das mais profundas advertências filosóficas e morais de sua obra: a necessidade da humildade intelectual diante dos grandes enigmas da existência.
O Codificador não combate a razão; ao contrário, ele a coloca como instrumento indispensável para a investigação da verdade. Porém, demonstra que a razão, quando afastada da prudência e dominada pelo orgulho, transforma-se em obstáculo ao progresso do conhecimento.
A frase inicial possui uma força extraordinária:
“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro.”
Kardec revela um paradoxo essencial: quanto mais o homem acredita possuir a verdade absoluta, mais distante pode estar dela. A verdadeira inteligência não se manifesta pela arrogância de afirmar que nada mais existe além do que já se conhece, mas pela capacidade de reconhecer os limites temporários do próprio entendimento.
A história da humanidade confirma essa reflexão. Muitas descobertas que hoje são consideradas fundamentais foram inicialmente rejeitadas porque ultrapassavam os conceitos estabelecidos de determinada época. O desconhecido frequentemente causa resistência, pois obriga o pensamento a abandonar antigas estruturas e abrir espaço para novas perspectivas.
Kardec recorda:
“Mesmo aqueles cujas ideias são as mais falsas se apoiam na sua própria razão...”
Essa observação possui profundo valor psicológico. O erro raramente se apresenta como erro aos olhos daquele que o sustenta. O indivíduo equivocado normalmente encontra justificativas internas para suas convicções. A razão, quando utilizada sem humildade, pode tornar-se uma ferramenta para defender preconceitos, e não para buscar a verdade.
A razão verdadeira não é aquela que simplesmente confirma nossas opiniões; é aquela que possui coragem para examiná-las.
A RAZÃO COMO LUZ, NÃO COMO ÍDOLO.
A Doutrina Espírita estabelece uma relação equilibrada entre fé e razão. Kardec não propõe uma crença cega, mas uma fé raciocinada, capaz de enfrentar o exame da consciência e da inteligência.
Entretanto, ele alerta para um perigo: transformar a própria capacidade intelectual em uma espécie de autoridade absoluta.
Quando alguém declara, consciente ou inconscientemente:
"Aquilo que não compreendo não pode existir",
está colocando o próprio conhecimento limitado como medida do universo.
Essa postura revela uma inversão filosófica: o homem deixa de investigar a realidade e passa a exigir que a realidade se limite ao seu entendimento.
A natureza, porém, é infinitamente maior do que qualquer concepção humana.
O sábio reconhece:
que conhece algumas verdades;
que ignora muitas outras;
que o progresso depende da constante ampliação do saber.
O ORGULHO DISFARÇADO DE RACIONALIDADE.
Um dos pontos mais contundentes do texto é a afirmação:
“O que se chama razão não é muitas vezes senão orgulho disfarçado.”
Kardec identifica um fenômeno moral: algumas pessoas utilizam argumentos racionais não para encontrar a verdade, mas para proteger suas próprias certezas.
A razão iluminada pela humildade conduz ao progresso.
A razão dominada pelo orgulho conduz à estagnação.
O orgulho intelectual pode ser mais difícil de perceber do que o orgulho comum, porque frequentemente se apresenta com aparência de superioridade lógica. O indivíduo acredita estar defendendo a inteligência, quando, na realidade, está apenas defendendo suas limitações.
A CIÊNCIA E O PROGRESSO HUMANO.
Kardec utiliza a própria história das descobertas humanas como exemplo.
Muitos conhecimentos hoje aceitos foram considerados absurdos no passado. Ideias sobre astronomia, medicina, física e diversas áreas foram rejeitadas porque ultrapassavam a compreensão vigente.
A humanidade evolui justamente porque alguns homens tiveram coragem de ultrapassar fronteiras estabelecidas.
O passado ensina que o impossível de uma época pode tornar-se a realidade de outra.
Por isso Kardec dirige sua mensagem aos homens ponderados:
“Aos que são suficientemente ponderados para duvidar do que não viram...”
Essa dúvida não é incredulidade negativa; é prudência investigativa.
O espírita, segundo Kardec, não deve aceitar tudo sem análise, mas também não deve rejeitar aquilo que desconhece apenas porque ainda não possui compreensão completa.
A atitude correta é a pesquisa sincera.
O HOMEM NÃO CHEGOU AO APOGEU DO CONHECIMENTO.
Outro ensinamento fundamental encontra-se nesta passagem:
“Não creem que o homem haja chegado ao apogeu nem que a natureza lhe tenha facultado ler a última página do seu livro.”
Essa frase possui uma dimensão filosófica profunda.
Kardec convida o ser humano a abandonar a ilusão de completude. A humanidade está em constante desenvolvimento. O conhecimento é uma construção progressiva.
Assim como uma criança não compreende os pensamentos de um adulto, o espírito humano, em sua jornada evolutiva, ainda possui muito a aprender diante da vastidão universal.
Na perspectiva espírita, o progresso intelectual acompanha o progresso moral. A verdadeira sabedoria não está apenas em acumular conhecimentos, mas em desenvolver virtudes como:
humildade;
tolerância;
prudência;
amor à verdade.
A ADVERTÊNCIA DE KARDEC AOS ESPÍRITAS.
Este trecho da introdução também é um chamado direto aos estudiosos do Espiritismo.
O espírita não deve assumir uma postura de superioridade perante os demais, pois o conhecimento espiritual exige ainda mais responsabilidade.
A Doutrina Espírita não deve ser utilizada como instrumento de vaidade, mas como caminho de transformação moral.
O verdadeiro espírita é aquele que compreende que:
a verdade pertence a Deus, não ao homem;
o conhecimento é uma conquista gradual;
toda revelação deve ser examinada com equilíbrio;
a inteligência deve caminhar junto com a caridade.
Aquele que conhece a Doutrina e permanece dominado pelo orgulho ainda não compreendeu sua essência.
CONCLUSÃO.
Na Introdução VII de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec oferece uma das maiores lições de filosofia espiritual: a inteligência humana é uma ferramenta sublime, mas não deve transformar-se em soberana absoluta.
A razão é uma luz; porém, quando o orgulho cobre essa luz, ela deixa de iluminar e passa a criar sombras.
O progresso espiritual exige uma atitude permanente de abertura diante do infinito. O homem sábio não é aquele que afirma conhecer tudo, mas aquele que possui humildade suficiente para continuar aprendendo.
Como princípio fundamental, permanece a advertência de Kardec:
Aquele que acredita possuir a última palavra sobre todas as coisas fecha as portas para o próprio progresso. Aquele que reconhece seus limites abre-se para a verdade.
FONTES:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita — Item VII. 1857.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo VII — “Bem-aventurados os pobres de espírito”. 1864.
KARDEC, Allan. A Gênese. Capítulo I — “Caráter da Revelação Espírita”. 1868.
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos. Diversos artigos sobre razão, progresso e conhecimento espiritual. 1858–1869.
ENTRE O CORPO E O INFINITO.
Entre o corpo e o infinito, o Espírito humano constrói sua eternidade. Cada gesto de cuidado, cada palavra de amor e cada pensamento de fé convertem-se em sementes que florescem no jardim da alma.
A educação moral, a comunicação consciente e a oração sincera são os três pilares de uma nova civilização mais fraterna, mais justa e espiritualmente desperta.
Que saibamos, pois, reencontrar o equilíbrio entre a matéria e o espírito, transformando o cotidiano em um hino silencioso de amor e progresso.
“A verdadeira paz nasce quando a alma aprende a conversar com Deus dentro de si.”
Como estrelas solitárias no tecido do infinito, cada ser carrega o mistério da própria existência. Assim como as estrelas na imensidão do cosmos, há uma luz em você que ninguém pode apagar
NO QUADRO INFINITO DA MATÉRIA ESCURA
Sou mineiro com muito orgulho,
sou raiz, sou estrada, sou poesia.
Nasci no berço de Minas Gerais,
onde o céu parece conversar com as montanhas
e as estrelas tocam a alma de quem sabe sentir.
Uai, sô!
Ser mineiro não é precisar provar quem somos.
É carregar no peito o caráter,
a disciplina, a simplicidade
e o respeito pela vida.
Não nasci cercado pela riqueza do ouro,
mas pelo ouro maior:
o ensinamento de quem me criou.
Minha vó, com seu café e sua simplicidade,
me ensinou que a verdadeira riqueza
não mora no bolso —
mora no coração.
Sou escritor, poeta, locutor,
narrador, dublador e compositor.
Minha ferramenta é a palavra.
Meu palco é a vida.
Meu microfone transforma silêncio em voz,
e minha poesia transforma sentimento em luz.
Aprendi que ofensa não enche barriga,
preconceito não constrói ninguém,
homofobia não alimenta nenhuma alma
e discriminação jamais será maior
que a dignidade de um ser humano.
Eu olho para quem muitos não enxergam.
Olho para o idoso, para a pessoa com deficiência,
para quem carrega uma dor escondida
e continua caminhando.
Minha deficiência nunca foi vergonha.
Ela faz parte da minha história,
mas não escreve o limite da minha existência.
Eu aprendi a caminhar de outra maneira.
E talvez seja justamente por isso
que aprendi a enxergar caminhos
que muitos nunca perceberam.
Não preciso de muitas mãos nas costas.
Prefiro poucas pessoas verdadeiras
a uma multidão de falsas amizades.
Porque amizade verdadeira não humilha.
Amor verdadeiro não machuca por prazer.
Respeito verdadeiro não precisa de plateia.
A poesia não se explica:
a poesia se sente.
Ela nasce da dor,
cresce na esperança
e floresce quando alguém encontra
uma palavra capaz de iluminar o próprio coração.
Minha fé me ensinou que Deus conhece
aquilo que ninguém vê.
Ele conhece minhas lágrimas,
minhas lutas, minhas quedas
e também os meus recomeços.
Eu não preciso que todos entendam minha caminhada.
Deus conhece o caminho.
E se alguém quiser falar de mim,
que fale.
Enquanto alguns apontam o dedo,
eu continuo escrevendo.
Enquanto alguns julgam,
eu continuo amando.
Enquanto alguns espalham ódio,
eu espalho palavras.
Porque eu acredito que
o amor pode vencer a indiferença,
a educação pode vencer a arrogância
e a verdade pode atravessar
até a mais escura das noites.
No meu quadro infinito da matéria escura,
há uma luz que ninguém consegue apagar.
Essa luz é a minha fé.
Essa luz é a minha poesia.
Essa luz é a minha história.
Sou mineiro.
Sou escritor.
Sou poeta da vida.
E sigo pelas estradas da luz,
com a caneta na mão,
Deus no coração
e a esperança como companheira.
Podem não conhecer toda a minha história.
Mas não precisam conhecer minhas cicatrizes
para respeitar minha caminhada.
Eu sou Marcos Escritor.
E enquanto Deus permitir,
continuarei transformando palavras em luz,
dor em poesia
e poesia em amor.
Marcos Escritor
Poeta da vida • Escritor • Locutor • Narrador • Dublador • Compositor
