Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Amar dĂłi tanto que vocĂȘ fica humilde e olha de verdade para o mundo, mas ao mesmo tempo fica gigante e sente a dor da humanidade inteira. Amar dĂłi tanto que nĂŁo dĂłi mais, como toda dor que de tĂŁo insuportĂĄvel produz anestesia prĂłpria.
Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
Nota: Trecho de "Timidez".
Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. à tarefa da nossa cabecinha, que aliås é nossa em termos: tem alguma coisa lå dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto.
EU TE AMO
Ah, se jå perdemos a noção da hora
Se juntos jĂĄ jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde Ă© que inda posso ir
Se nĂłs, nas travessuras das noites eternas
JĂĄ confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chĂŁo
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armĂĄrio embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagĂŁos
Teus seios inda estĂŁo nas minhas mĂŁos
Me explica com que cara eu vou sair
NĂŁo, acho que estĂĄs sĂł fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
Cansei de quem gosta como se gostar fosse mais uma ferramenta de marketing. Gostar aos poucos, gostar analisando, gostar duas vezes por semana, gostar atĂ© as duas e dezoito. Cansei de gente que gosta como pensa que Ă© certo gostar. Gostar Ă© essa besta desenfreada mesmo. E nĂŁo tem pensar. E arrepia o corpo inteiro, mas vocĂȘ nĂŁo sabe se Ă© defesa para recuar ou atacar. Eu eu gosto de vocĂȘ porque gostar nĂŁo faz sentido.
Permita-se. Se vocĂȘ acha que no fundo mesmo, apesar de todas essas reuniĂ”es e palavras em inglĂȘs que sĂł querem dizer que vocĂȘ nĂŁo sabe o que estĂĄ falando, o que importa Ă© ter pra quem mostrar que saiu o arco-Ăris. Permita-se. Porque eu nĂŁo quero que vocĂȘ tenha essa pressa ao ponto de ajudar com as prĂłprias mĂŁos. Eu quero que vocĂȘ sinta esse prazer que chega aos poucos. E mata tudo que hĂĄ em volta. E explode os relĂłgios. E chega aos poucos ainda que vocĂȘ ainda nĂŁo saiba nem quem Ă© pouco e nem quem Ă© lento. Porque vocĂȘ morre. Se vocĂȘ prefere a vida quando se morre um pouco por alguĂ©m. permita-se.
Eu nĂŁo faço a menor idĂ©ia de como esperar vocĂȘ me querer. porque se eu esperar, talvez eu nĂŁo te queira mais.
Eu nĂŁo queria ir embora e esperar o dia seguinte. porque cansei dessa gente que manda ter mais calma. E me diz que sempre tem outro dia. E me diz que eu nĂŁo posso esperar nada de ninguĂ©m. E me diz que eu preciso de uma camisa de força. Se vocĂȘ puder sofrer comigo a loucura que Ă© estar vivo. se vocĂȘ puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, se vocĂȘ puder esquecer a camisa de força e me enroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum equilĂbrio. Se vocĂȘ puder ser alguĂ©m de quem se espera algo, afinal, Ă© uma grande mentira viver sozinho, permita-se. Eu sĂł queria alguĂ©m pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos.
Canção das mulheres
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silĂȘncio e nĂŁo vĂĄ embora batendo a porta, mas entenda que nĂŁo o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e nĂŁo se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e nĂŁo ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro nĂŁo pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dĂłia idĂ©ia da perda, e ouse ficar comigo um pouco â em lugar de voltar logo Ă sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cĂșmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciĂȘncia com vocĂȘ!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro nĂŁo me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciĂȘncia, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro nĂŁo me considere sempre disponĂvel, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando nĂŁo estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se Ă s vezes me esforço, nĂŁo sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerĂĄvel e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa â uma mulher.
Por um lado, ter um inimigo Ă© muito ruim. Perturba nossa paz mental e destrĂłi algumas de nossas coisas boas. Mas, se vemos de outro Ăąngulo, somente um inimigo nos dĂĄ a oportunidade de exercer a paciĂȘncia. NinguĂ©m mais do que ele nos concede a oportunidade para a tolerĂąncia. JĂĄ que nĂŁo conhecemos a maioria dos cinco bilhĂ”es de seres humanos nesta terra, a maioria das pessoas tambĂ©m nĂŁo nos dĂĄ oportunidade de mostrar tolerĂąncia ou paciĂȘncia. Somente essas pessoas que nĂłs conhecemos e que nos criam problemas Ă© que realmente nos dĂŁo uma boa chance de praticar a tolerĂąncia e a paciĂȘncia.
A maior solidĂŁo Ă© a do ser que nĂŁo ama. A maior solidĂŁo Ă© a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidĂŁo Ă© a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que nĂŁo dĂĄ a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitĂĄrio Ă© o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lĂąmpada triste, cujo reflexo entristece tambĂ©m tudo em torno. Ele Ă© a angĂșstia do mundo que o reflete. Ele Ă© o que se recusa Ă s verdadeiras fontes de emoção, as que sĂŁo o patrimĂŽnio de todos, e, encerrado em seu duro privilĂ©gio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.
Nota: Trecho do texto Da solidĂŁo.
...MaisSe vocĂȘ conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...
Se vocĂȘ achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se vocĂȘ nĂŁo consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que estĂĄ marcado para a noite...
Se vocĂȘ nĂŁo consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se vocĂȘ tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...
Se vocĂȘ preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: Ă© o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida, poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Ăs vezes encontram e, por nĂŁo prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixĂĄ-lo acontecer verdadeiramente.
Ă o livre-arbĂtrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
NĂŁo deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o amor!
Nota: Trecho de poema de Selma Soares Albuquerque, muitas vezes atribuĂdo erroneamente a Carlos Drummond de Andrade.
...MaisComo se ela não tivesse suportado sentir o que sentira, desviou subitamente o rosto e olhou uma årvore. Seu coração não bateu no peito, o coração batia oco entre o estÎmago e os intestinos.
Existe gente que precisa da ausĂȘncia para querer a presença. O ser humano nĂŁo Ă© absoluto. Ele titubeia, tem dĂșvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Nota: Trecho do texto "Relacionamentos" com autoria atribuĂda a Arnaldo Jabor.
Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como podia ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
(...)
NĂŁo sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. NĂŁo existe morte para o que nunca nasceu.
(...)
Sinto falta da perdição involuntĂĄria que era congelar na sua presença tĂŁo insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais Ăłbvia do que todas as minhas crenças. Eu nĂŁo mandava no que sentia por vocĂȘ, eu nĂŁo aceitava, nĂŁo queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e nĂŁo por minha causa. E isso era lindo. VocĂȘ era lindo.
Sinto falta da perdição involuntĂĄria que era congelar na sua presença tĂŁo insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais Ăłbvia do que todas as minhas crenças. Eu nĂŁo mandava no que sentia por vocĂȘ, eu nĂŁo aceitava, nĂŁo queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e nĂŁo por minha causa. E isso era lindo. VocĂȘ era lindo.
Simplesmente isso. VocĂȘ, uma pessoa sem poesia, sem dor, sem assunto para agĂŒentar o silĂȘncio, sem alma para agĂŒentar apenas a nossa presença, sem tempo para que o tempo parasse. VocĂȘ, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsĂĄvel por todas as minhas manhĂŁs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza.
(...) sinto falta de quando a imensa distĂąncia ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que vocĂȘ me via tanto, que preferia fazer que nĂŁo via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogĂąncia, de nĂŁo dar conta, de nĂŁo ter nem amor, nem vida, nem saco, nem mĂșsculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Prometi nĂŁo tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras. Sinto falta do mistĂ©rio que era amar a Ășltima pessoa do mundo que eu amaria.
Se for para esquentar, que seja o sol;
Se for para enganar, que seja o estĂŽmago;
Se for para chorar, que seja de alegria;
Se for para mentir, que seja a idade;
Se for para roubar,que se roube um beijo;
Se for para perder,que seja o medo;
Se for para cair,que seja na gandaia;
Se existir guerra, que seja de travesseiros;
Se existir fome,que seja de amor;
Se for para ser feliz, que seja o tempo todo!!
O teu riso
Tira-me o pĂŁo, se quiseres,
tira-me o ar, mas nĂŁo
me tires o teu riso.
NĂŁo me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a ĂĄgua que de sĂșbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta Ă© dura e regresso
com os olhos cansados
Ă s vezes por ver
que a terra nĂŁo muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de sĂșbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
serĂĄ para as minhas mĂŁos
como uma espada fresca.
Ă beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera , amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pĂĄtria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vĂŁo,
quando voltam meus passos,
nega-me o pĂŁo, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque entĂŁo morreria.
NĂŁo tente adivinhar o que as pessoas pensam a seu respeito.
Faça a sua parte, se doe sem medo.
O que importa mesmo Ă© o que vocĂȘ Ă©.
Mesmo que outras pessoas nĂŁo se importem.
Atitudes simples podem melhorar sua vida.
NĂŁo julgue para nĂŁo ser julgado.
Um covarde Ă© incapaz de demonstrar amor
- isso é privilégio dos corajosos.
Por te falar eu te assustarei e te perderei? mas se eu nĂŁo falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia
Qualquer ideia que te agrade,
Por isso mesmo... Ă© tua.
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro em ti se achava inteiramente nua...
