Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Sinto falta dele como se me faltasse um dente na frente: excrucitante.

Clarice Lispector
Borelli, Olga. Clarice Lispector: esboço para um possível retrato. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.
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Eu poderia suportar, embora nĂŁo sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Paulo Sant'Ana

Nota: Trecho da crĂŽnica "Meus secretos amigos" de Paulo Sant'Ana: Link. A frase Ă© muitas vezes atribuĂ­da, de forma errĂŽnea, a Vinicius de Moraes

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O Cristo nĂŁo pediu muita coisa, nĂŁo exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifĂ­cios. Ele sĂł pediu que nos amĂĄssemos uns aos outros.

O Homem e A Mulher

O homem Ă© a mais elevada das criaturas;
A mulher Ă© o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem Ă© forte pela razĂŁo;
A mulher Ă© invencĂ­vel pelas lĂĄgrimas.
A razĂŁo convence, as lĂĄgrimas comovem.
O homem Ă© capaz de todos os heroĂ­smos;
A mulher, de todos os martĂ­rios.
O heroĂ­smo enobrece, o martĂ­rio sublima.
O homem Ă© um cĂłdigo;
A mulher Ă© um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem Ă© um templo; a mulher Ă© o sacrĂĄrio.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrĂĄrio nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar Ă© ter , no crĂąnio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem Ă© um oceano; a mulher Ă© um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem Ă© a ĂĄguia que voa;
A mulher Ă© o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar Ă© conquistar a alma.
Enfim, o homem estĂĄ colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.

Victor Hugo
Citado em "Autoconhecimento: caminhos para a excelĂȘncia pessoal" - PĂĄgina 30, Ernani JosĂ© Mottin - Editora AGE Ltda, 1998, ISBN 8585627425, 9788585627423
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Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que nĂŁo provocam Ăłdio nem paixĂŁo, as coisas definidas como mais ou menos. Um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, Ă© preciso que nossos anjos e demĂŽnios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu acaso, sua adoração ou seu desprezo. O que nĂŁo faz vocĂȘ mover um mĂșsculo, o que nĂŁo faz vocĂȘ estremecer, suar, desatinar, nĂŁo merece fazer parte da sua biografia.

Se vocĂȘ nĂŁo acorda cedo, nunca conseguirĂĄ ver o sol nascendo. Se vocĂȘ nĂŁo reza, embora Deus esteja sempre perto, vocĂȘ nunca conseguirĂĄ notar sua presença.

Te adoro simplesmente porque vocĂȘ existe!

Cristiana Passinato

Nota: Atribuído erroneamente a Charles Chaplin, a frase consta de uma adaptação do texto original de Cristiana Passinato.

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AĂ­ Tem

As coisas são como são. Se alguém diz que estå calmo, é porque estå calmo. Se alguém diz que te ama, é porque te ama. Se alguém diz que não vai poder sair à noite porque precisa estudar, estå explicado. Mas a gente não escuta só as palavras: a gente ouve também os sinais.

Ele telefonou na hora que disse que ia ligar, mas estava frio como um iglu. VocĂȘ falava, falava, e ele quieto, monossilĂĄbico. AtĂ© que vocĂȘ o coloca contra a parede: "O que Ă© que estĂĄ havendo?". "Nada, tĂŽ na minha, sĂł isso." SĂł isso???? AĂ­ tem.

Ele telefonou na hora que disse que ia ligar, mas estava exaltado demais. NĂŁo parava de tagarelar. Um entusiasmo fora do comum. VocĂȘ pergunta Ă  queima-roupa: "Que alegria Ă© essa?" "UĂ©, tĂŽ feliz, sĂł isso". SĂł isso????? AĂ­ tem.

Os tais sinais. Ansiedade fora de hora, mudez estranha, olhar perdido, mudança no jeito de se vestir, olheiras e bocejos de quem dormiu pouco Ă  noite: aĂ­ tem. Somos doutoras em traduzir gestos, silĂȘncios e atitudes incomuns. Se ele estĂĄ calado demais, Ă© porque estĂĄ pensando na melhor maneira de nos dar uma mĂĄ notĂ­cia. Se estĂĄ esfuziante demais, Ă© porque andou rolando novidades que vocĂȘ nĂŁo estĂĄ sabendo. Se ele estĂĄ carinhoso demais, Ă© porque nĂŁo quer que vocĂȘ perceba que estĂĄ com a cabeça em outra. Se manda flores, Ă© porque estĂĄ querendo que a gente facilite alguma coisa pra ele. Se vai viajar com os amigos, Ă© porque nĂŁo nos ama mais. Se parou de fumar, Ă© uma promessa que ele nĂŁo contou pra vocĂȘ. Enfim, o cara nĂŁo pode respirar diferente que aĂ­ tem.

Às vezes não tem. O cara pode estar calado porque leu um troço que mexeu com ele, ou está falando muito porque o time dele venceu. Pode estar mais carinhoso porque conversou sobre isso na terapia e pode estar mais produzido porque teve um aumento de salário. Por que tudo o que eles fazem tem que ser um recado pra gente?

É uma generalização, mas as mulheres costumam ser mais inseguras que os homens no quesito relacionamento. Qualquer mudança de rota nos deixa em estado de alerta, qualquer outra mulher que cruze o caminho dele pode ser uma concorrente, qualquer rispidez nĂŁo justificada pode ser um cartĂŁo amarelo. O que ele diz importa menos do que sua conduta. Pobres homens. Se nĂŁo estĂŁo babando por nĂłs, se tiram o dia para meditar ou para assistir um jogo de vĂŽlei na tevĂȘ sem avisar com duas semanas de antecedĂȘncia, danou-se: aĂ­ tem.

Martha Medeiros
CrÔnica "Aí Tem", 1999

Nota: Texto originalmente publicado na coluna de Martha Medeiros, no website Almas GĂȘmeas, a 31 de maio de 1999.

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Ser feliz Ă© encontrar força no perdĂŁo, esperanças nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. É agradecer a Deus a cada minuto pelo milagre da vida.

Augusto Cury

Nota: Trecho de frases adaptadas do livro "Dez leis para ser feliz", de Augusto Cury.

HĂĄ vĂĄrios motivos para nĂŁo se amar uma pessoa e um sĂł para amĂĄ-la.

Carlos Drummond de Andrade

Nota: Adaptação de trecho do livro "O Avesso das Coisas - Aforismos", de Carlos Drummond Andrade.

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Quando a boca não consegue dizer o que o coração sente, o melhor é deixar a boca sentir o que o coração diz.

Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno voo e cai sem graça no chão.

Clarice Lispector
A legiĂŁo estrangeira. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964.

Cada um tem de mim exatamente o que cativou.

Desconhecido

Nota: A autoria do texto tem vindo a ser erroneamente atribuĂ­da a Charles Chaplin.

Inconfesso Desejo

Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
NĂŁo me falta vontade
NĂŁo me falta desejo
VocĂȘ Ă© minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudĂĄvel
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
VocĂȘ Ă© a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que Ă© largar tudo
Para viver com vocĂȘ
Este inconfesso desejo

Desconhecido

Nota: O poema costuma ser atribuĂ­do a Carlos Drummond de Andrade, mas nĂŁo hĂĄ fontes que confirmem essa autoria.

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Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias nĂŁo confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, nĂŁo percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que, apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para nĂŁo abrir mĂŁo de se sentir feliz.
As coisas vĂŁo dar certo.
Vai ter amor, vai ter fĂ©, vai ter paz – se nĂŁo tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusÔes dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas como velas.

Ana JĂĄcomo

Nota: Adaptação do texto "Tomara", muitas vezes erroneamente atribuído a Caio Fernando Abreu.

O guerreiro da luz aprendeu que Deus usa a solidĂŁo para ensinar a convivĂȘncia. Usa a raiva para mostrar o infinito valor da paz. Usa o tĂ©dio para ressaltar a importĂąncia da aventura e do abandono. Deus usa o silĂȘncio para ensinar sobre a responsabilidade das palavras. Usa o cansaço para que se possa compreender o valor do despertar. Usa a doença para ressaltar a benção da saĂșde. Deus usa o fogo para ensinar sobre a ĂĄgua. Usa a terra para que se compreenda o valor do ar. Usa a morte para mostrar a importĂąncia da vida.

Paulo Coelho

Nota: Trecho do livro "Manual do Guerreiro da Luz".

Eu sei, eu sei, o eterno clichĂȘ “isso passa”. Passa sim e, quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu nĂŁo vou mais te amar.
É triste saber que um dia vou ver vocĂȘ passar e nĂŁo sentir cada milĂ­metro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo nĂŁo vai desaparecer. O fim do amor Ă© ainda mais triste do que o nosso fim.
Meu amor estĂĄ cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu nĂŁo quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto.
Eu me agarro Ă  beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por vocĂȘ nĂŁo me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportĂĄvel, nĂŁo desista.

NĂŁo Ă© a altura, nem o peso, nem os mĂșsculos que tornam uma pessoa grande, Ă© a sua sensibilidade sem tamanho.

Martha Medeiros
Non-stop: crĂŽnicas do cotidiano

Nota: Trecho da crÎnica "A Fita Métrica do amor", de Martha Medeiros.

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POEMA da SAUDADE

Em alguma outra vida,devemos ter feito algo muito grave,para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta doĂ­.
Bater o queixo no chĂŁo doĂ­.
DoĂ­ morder a lĂ­ngua,cĂłlica doĂ­, doĂ­ torcer o tornozelo.
Doí bater a cabeça na quina da mesa,carie doí,pedras nos rins também doí.
Mas o que mais doĂ­ Ă© a saudade.
Saudade de um irmĂŁo que mora longe.
Saudade de uma brincadeira de infĂąncia.
Saudade do gosto de uma fruta que nĂŁo se encontra mais.
Saudade do amigo imaginĂĄrio que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade de nĂłs mesmo,o tempo nĂŁo perdoĂĄ.
Mas a saudade mais dolorida Ă© a saudade de quem se Ama.
Saudade da pele,do cheiro,dos beijos.
Saudade da presença,e atĂ© da ausĂȘncia consentida.
VocĂȘ podia ficar na sala e ele no quarto,sem se verem,mas sabiam-se lĂĄ.
VocĂȘ podia ir para o dentista e ele para a trabalho,mas sabiam-se onde.
VocĂȘ podia ficar sem vĂȘ-lo,e ele sem vĂȘ-la,mas sabiam-se amanhĂŁ.
Contudo,quando o Amor de um acaba,ou torna-se menor no outro.
Sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade Ă© basicamente nĂŁo saber.
NĂŁo saber se ele continua fungando num ambiente mais frio.
NĂŁo saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Se aprendeu a entrar na internet,se aprendeu a ter calma no trĂąnsito.
Se continua preferindo cerveja a uĂ­sque(e qual a cerveja)
Se continua sorrindo com aqueles olhos apertados,e que sorriso lindo.
SerĂĄ que ele continua cantando aquelas mesmas musicas tĂŁo bem(ao menos eu admirava)?
SerĂĄ que ele continua fumando e se continua adorando Mac Donald's?
SerĂĄ que ele continua nĂŁo amando os livros,e ela cada vez mais?
E continua nĂŁo gostando de dar longas caminhadas,e ela nĂŁo assistindo televisĂŁo?
Serå que ele continua gostando de filmes de ação,e ela de chorar em comédias.
SerĂĄ que ela continua lendo os livros que jĂĄ leu?
SerĂĄ que ele continua tossindo cada vez que fuma?
Saber Ă© nĂŁo saber mesmo!!!
NĂŁo saber o que fazer com os dias que ficaram mais longos,nĂŁo saber como encontrar
tarefas que lhe cessem o pensamento.
NĂŁo saber como frear as lĂĄgrimas diante de uma mĂșsica,nĂŁo saber como vencer a dor
de um silĂȘncio que nada preenche.
Saudade Ă© nĂŁo querer saber se ele estĂĄ com outra,e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz,e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro,se ele está mais belo.
Saudade Ă© nunca mais saber de quem se Ama e ainda assim doer.
Saudade Ă© isso que senti(e sinto) enquanto estive escrevendo e o que vocĂȘ (deveria)
provavelmente estar sentido agora depois que acabou de ler.”
Quem inventou a distĂąncia nunca sofreu a dor de uma saudade!

Martha Medeiros

Nota: VersĂŁo adaptada da crĂŽnica "A dor que dĂłi mais" de Martha Medeiros. Muitas vezes atribuĂ­da de forma errada a Miguel Falabella, sob o nome "Saudade" ou "Saudade dĂłi".

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Viver uma verdadeira experiĂȘncia amorosa Ă© um dos maiores prazeres da vida. Gostar Ă© sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das ideias de cada um. Condicionamos o amor Ă s nossas necessidades neurĂłticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nĂłs nos abandonamos irresponsavelmente.

Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha a preencher o buraco que nós cavamos. A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão.

Cada um Ă© o Ășnico responsĂĄvel pelas suas prĂłprias necessidades. SĂł quem se ama pode encontrar em sua vida um amor de verdade.