Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Enquanto eu tiver perguntas e nĂŁo houver resposta continuarei a escrever.
ConstruĂ amigos, enfrentei derrotas, venci obstĂĄculos, bati na porta da vida e disse-lhe: nĂŁo tenho medo de vivĂȘ-la.
Saudades
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem nĂŁo mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infĂąncia,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penĂșltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que nĂŁo aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente nĂŁo serĂĄ do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem nĂŁo me despedi direito!
Daqueles que nĂŁo tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contråria da minha vida
e que sĂł enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que nĂŁo tive
mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiĂȘncias...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como sĂł os cĂŁes sĂŁo capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar nĂŁo sei o que...
nĂŁo sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que Ă© e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonĂȘs, em russo,
em italiano, em inglĂȘs...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
sĂł fala portuguĂȘs, embora, lĂĄ no fundo, possa ser poliglota.
AliĂĄs, dizem que costuma-se usar sempre a lĂngua pĂĄtria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lĂĄ em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lĂĄ
como possamos traduzir saudade em outra lĂngua,
nunca terå a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez nĂŁo exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.
E Ă© por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostĂĄlgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.
Ela Ă© a prova inequĂvoca
de que somos sensĂveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existĂȘncia...
Com perdão da palavra, sou um mistério para mim.
A Lista
Faça uma lista de grandes amigos,
quem vocĂȘ mais via hĂĄ dez anos atrĂĄs...
Quantos vocĂȘ ainda vĂȘ todo dia ?
Quantos vocĂȘ jĂĄ nĂŁo encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos vocĂȘ desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos vocĂȘ conseguiu preservar?
Onde vocĂȘ ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje Ă© do jeito que achou que seria?
Quantos amigos vocĂȘ jogou fora...
Quantos mistĂ©rios que vocĂȘ sondava,
quantos vocĂȘ conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em vocĂȘ?
Quantas mentiras vocĂȘ condenava,
quantas vocĂȘ teve que cometer ?
Quantas cançÔes que vocĂȘ nĂŁo cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que vocĂȘ guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que vocĂȘ amava,
hoje acredita que amam vocĂȘ?
Se vocĂȘ nĂŁo consegue entender o meu silĂȘncio, de nada irĂĄ adiantar as palavras, pois Ă© no silĂȘncio das minhas palavras que estĂŁo todos os meus maiores sentimentos.
Aprende que nĂŁo importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo nĂŁo para para que vocĂȘ o conserte. Aprende que o tempo nĂŁo Ă© algo que possa voltar. Portanto, plante seu jardim e decorre sua alma, em vez de esperar que alguĂ©m lhe traga flores.
Nota: Trecho do poema O Menestrel de Veronica Shoffstall.
MemĂłria
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do NĂŁo.
As coisas tangĂveis
tornam-se insensĂveis
Ă palma da mĂŁo
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarĂŁo.
Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordaçÔes.
Se vocĂȘ quer ser minha namorada
Ai, que linda namorada
VocĂȘ poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
VocĂȘ tem que me fazer um juramento
De sĂł ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarzinho
Essas histĂłrias de vocĂȘ
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguĂ©m saber porquĂȘ
Porém, se mais do que minha namorada
VocĂȘ quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida Ă© nada
Sem a qual se quer morrer
VocĂȘ tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra vocĂȘ
Os seus olhos tĂȘm que ser sĂł dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silĂȘncio de depois
E vocĂȘ tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nĂłs dois.
Como Ă© por dentro outra pessoa?
Quem Ă© que o saberĂĄ sonhar?
A alma de outrem Ă© outro universo
Com que nĂŁo hĂĄ comunicação possĂvel,
Com que nĂŁo hĂĄ verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
SenĂŁo da nossa;
As dos outros sĂŁo olhares,
SĂŁo gestos, sĂŁo palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.
Hoje Ă© tempo de ser feliz!
A vida Ă© fruto da decisĂŁo de cada momento. Talvez seja por isso, que a ideia de plantio seja tĂŁo reveladora sobre a arte de viver.
Viver Ă© plantar. Ă atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existĂȘncia as mais diversas formas de sementes.
Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, serå plantação que poderå ser vista de longe...
Para cada dia, o seu empenho. A sabedoria bĂblica nos confirma isso, quando nos diz que "debaixo do cĂ©u hĂĄ um tempo para cada coisa!".
Hoje, neste tempo que Ă© seu, o futuro estĂĄ sendo plantado. As escolhas que vocĂȘ procura, os amigos que vocĂȘ cultiva, as leituras que vocĂȘ faz, os valores que vocĂȘ abraça, os amores que vocĂȘ ama, tudo serĂĄ determinante para a colheita futura.
Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradĂĄveis aos olhos!
Infelicidade, talvez seja o contrĂĄrio.
O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes... Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje, sementes de hoje, frutos de amanhã!
Por isso, nĂŁo perca de vista o que vocĂȘ anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os semeadores que nĂŁo lhe amam. Eles tĂȘm o poder de estragar o resultado de muitas coisas.
Cuidado com os semeadores que vocĂȘ nĂŁo conhece. HĂĄ muita maldade escondida em sorrisos sedutores...
Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre vocĂȘ, afinal, vocĂȘ merece muito mais que qualquer coisa.
Cuidado com os amores passageiros... eles costumam deixar marcas dolorosas que nĂŁo passam...
Cuidado com os invasores do seu corpo... eles nĂŁo costumam voltar para ajudar a consertar a desordem...
Cuidado com os olhares de quem nĂŁo sabe lhe amar... eles costumam lhe fazer esquecer que vocĂȘ vale Ă pena...
Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aĂ... elas costumam estragar o nosso referencial da verdade...
Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos... elas costumam prejudicar a sua visĂŁo sobre si mesmo.
NĂŁo tenha medo de se olhar no espelho. Ă nessa cara safada que vocĂȘ tem, que Deus resolveu expressar mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo.
NĂŁo desanime de vocĂȘ, ainda que a colheita de hoje nĂŁo seja muito feliz.
Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda hå muito o que fazer, ainda hå muito o que plantar, e o que amar nessa vida.
Ao invĂ©s de ficar parado no que vocĂȘ fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito...
A vida ainda nĂŁo terminou. E jĂĄ dizia o poeta "que os sonhos nĂŁo envelhecem...".
Vai em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisÔes.
Deus resolveu reformar o mundo, e escolheu o seu coração para iniciar a reforma.
Isso prova que Ele ainda acredita em vocĂȘ. E se Ele ainda acredita, quem sou eu para duvidar...
Pode ser que um dia nos afastemos.
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximarĂĄ.
Nota: Trecho de texto atribuĂdo a Albert Einstein.
Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. à a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa.
Saudade
Por que sinto falta de vocĂȘ? Por que esta saudade?
Eu não te vejo, mas imagino suas expressÔes, sua voz, seu cheiro.
Sua amizade me faz sonhar com um carinho,
Um caminhar Ă luz da lua, Ă beira-mar.
Saudade: este sentimento de vazio que me tira o sono,
me fazendo sentir num triste abandono, Ă© amizade, eu sei, serĂĄ amor, talvez...
SĂł nĂŁo quero perder sua amizade, esta amizade...
Que me fortalece, me enobrece por ter vocĂȘ.
A UM AUSENTE
Tenho razĂŁo de sentir saudade,
tenho razĂŁo de te acusar.
Houve um pacto implĂcito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescĂȘncia
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
atĂ© o limite das folhas caĂdas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que nĂŁo ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele nĂŁo hĂĄ nada?
Tenho razĂŁo para sentir saudade de ti,
de nossa convivĂȘncia em falas camaradas,
simples apertar de mĂŁos, nem isso, voz
modulando sĂlabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o nĂŁo previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
nĂŁo vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser sĂł...
HĂĄ quem diga que todas as noites sĂŁo de sonhos.
Mas hå também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importùncia.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.
SĂĄbio Ă© o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizĂĄ-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligĂȘncia.
Ă tĂŁo difĂcil falar, Ă© tĂŁo difĂcil dizer coisas que nĂŁo podem ser ditas, Ă© tĂŁo silencioso. Como traduzir o profundo silĂȘncio do encontro entre duas almas? Ă dificĂlimo contar: nĂłs estĂĄvamos nos olhando fixamente, e assim ficamos por uns instantes. Ăramos um sĂł ser. Esses momentos sĂŁo o meu segredo. Houve o que se chama de comunhĂŁo perfeita. Eu chamo isso de: estado agudo de felicidade.
