Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Quando se ama nĂŁo Ă© preciso entender o que se passa lĂĄ fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nĂłs.

Paulo Coelho
O Alquimista. Rio de Janeiro: Rocco.1990.

Nota: Trecho adaptado do livro "O Alquimista".

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Eu aprendi...
...que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo;

Eu aprendi...
...que ser gentil Ă© mais importante do que estar certo;

Eu aprendi...
...que nunca se deve negar um presente a uma criança;

Eu aprendi...
...que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajudå-lo de alguma outra forma;

Eu aprendi...
...que nĂŁo importa quanta seriedade a vida exija de vocĂȘ, cada um de nĂłs precisa de um amigo brincalhĂŁo para se divertir junto;

Eu aprendi...
...que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;

Eu aprendi...
...que os passeios simples com meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão quando eu era criança fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto;

Eu aprendi...
...que deverĂ­amos ser gratos a Deus por nĂŁo nos dar tudo que lhe pedimos;

Eu aprendi...
...que dinheiro nĂŁo compra "classe";

Eu aprendi...
...que sĂŁo os pequenos acontecimentos diĂĄrios que tornam a vida espetacular;

Eu aprendi...
...que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada, compreendida e amada;

Eu aprendi...
...que Deus nĂŁo fez tudo num sĂł dia; o que me faz pensar que eu possa?

Eu aprendi...
...que ignorar os fatos nĂŁo os altera;

Eu aprendi...
...que quando vocĂȘ planeja se nivelar com alguĂ©m, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar vocĂȘ;

Eu aprendi...
...que o AMOR, e nĂŁo o TEMPO, Ă© que cura todas as feridas;

Eu aprendi...
...que a maneira mais fĂĄcil para eu crescer como pessoa Ă© me cercar de gente mais inteligente do que eu;

Eu aprendi...
...que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso;

Eu aprendi...
...que ninguĂ©m Ă© perfeito atĂ© que vocĂȘ se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi...
...que a vida Ă© dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca sĂŁo perdidas; alguĂ©m vai aproveitar as que vocĂȘ perdeu.

Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi...
...que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhĂŁ talvez tenhamos que engoli-las;

Eu aprendi...
...que um sorriso Ă© a maneira mais barata de melhorar sua aparĂȘncia;

Eu aprendi...
...que nĂŁo posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando vocĂȘ esta escalando-a;

Eu aprendi...
...que só se deve dar conselho em duas ocasiÔes: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte;

Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

H. Jackson Brown Jr

Nota: Trechos do livro "The Complete Live and Learn and Pass It On" de H. Jackson Brown Jr. O texto Ă© muitas vezes atribuĂ­do, de forma errĂŽnea, a William Shakespeare.

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NĂŁo tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito.

Adélia Prado
Poesia Reunida. Rio de Janeiro: Record, 2015.

Nota: Adaptação de uma frase de Adélia Prado, do poema A Criatura. A citação costuma ser erroneamente atribuída a Clarice Lispector.

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ReverĂȘncia ao destino

Falar Ă© completamente fĂĄcil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opiniĂŁo.
DifĂ­cil Ă© expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vĂĄ.

FĂĄcil Ă© julgar pessoas que estĂŁo sendo expostas pelas circunstĂąncias.
DifĂ­cil Ă© encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que jĂĄ fez muito errado.

Fåcil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
DifĂ­cil Ă© ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fåcil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

FĂĄcil Ă© demonstrar raiva e impaciĂȘncia quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E Ă© assim que perdemos pessoas especiais.

FĂĄcil Ă© mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

FĂĄcil Ă© ver o que queremos enxergar.
DifĂ­cil Ă© saber que nos iludimos com o que achĂĄvamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso Ă© difĂ­cil.

FĂĄcil Ă© dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fåcil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
DifĂ­cil Ă© sentir a energia transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

FĂĄcil Ă© querer ser amado.
DifĂ­cil Ă© amar completamente sĂł.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

FĂĄcil Ă© ouvir a mĂșsica que toca.
DifĂ­cil Ă© ouvir a sua consciĂȘncia, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

FĂĄcil Ă© ditar regras.
DifĂ­cil Ă© segui-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

FĂĄcil Ă© perguntar o que deseja saber.
DifĂ­cil Ă© estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

FĂĄcil Ă© chorar ou sorrir quando der vontade.
DifĂ­cil Ă© sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

FĂĄcil Ă© dar um beijo.
DifĂ­cil Ă© entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

FĂĄcil Ă© sair com vĂĄrias pessoas ao longo da vida.
DifĂ­cil Ă© entender que pouquĂ­ssimas delas vĂŁo te aceitar como vocĂȘ Ă© e te fazer feliz por inteiro.

FĂĄcil Ă© ocupar um lugar na caderneta telefĂŽnica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

FĂĄcil Ă© sonhar todas as noites.
DifĂ­cil Ă© lutar por um sonho.

Desconhecido

Nota: O poema, por vezes intitulado "Eterno" ou "FĂĄcil e DifĂ­cil", tem vindo a ser erroneamente atribuĂ­do a Carlos Drummond de Andrade.

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PEDAÇOS DE MIM

Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razĂŁo
pessoas no coração
atos por impulsĂŁo

Sinto falta de
Lugares que nĂŁo conheci
experiĂȘncias que nĂŁo vivi
momentos que jĂĄ esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
nĂŁo paro por instante

JĂĄ
Tive noites maldormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas nĂŁo prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir, para nĂŁo enfrentar
sorri para nĂŁo chorar

Eu sinto pelas
Coisas que nĂŁo mudei
amizades que nĂŁo cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.

Martha Medeiros

Nota: Autoria nĂŁo confirmada

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo estĂĄ mais ou menos...

Tudo bem!

O que a gente nĂŁo pode mesmo, nunca, de jeito nenhum
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
SenĂŁo a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

Tomara
Que vocĂȘ volte depressa
Que vocĂȘ nĂŁo se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que Ă© melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade nĂŁo compensa
E que a ausĂȘncia nĂŁo dĂĄ paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que nĂŁo se desfaz

E a coisa mais divina
Que hĂĄ no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

Vinicius de Moraes
Álbum "Como dizia o poeta"

Nota: Letra da mĂșsica "Tomara", composta por Vinicius de Moraes.

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Eu, modo de usar:

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas nĂŁo tĂŁo devagar que me faça dormir. NĂŁo grite comigo, tenho o pĂ©ssimo hĂĄbito de revidar. Acordo pela manhĂŁ com Ăłtimo humor mas
 permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.
Tenho vida prĂłpria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas nĂŁo conte piadas e nem seja preconceituoso, nĂŁo perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, vocĂȘ nĂŁo gastarĂĄ muito comigo. Acredite nas verdades que digo e tambĂ©m nas mentiras, elas serĂŁo raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, sĂł volte quando eu chamar e, nĂŁo me obedeça sempre que eu tambĂ©m gosto de ser contrariada. (EntĂŁo fique comigo quando eu chorar, combinado?).
Seja mais forte que eu e menos altruĂ­sta! NĂŁo se vista tĂŁo bem
 gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em vocĂȘ que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, vocĂȘ tem que se esfolar Ă s vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus prĂłprios livros, releia-os. Odeie a vida domĂ©stica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, nĂŁo de boate que isto Ă© coisa de gente triste. NĂŁo seja escravo da televisĂŁo, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para vocĂȘ que ainda nĂŁo tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mĂȘs mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca
 Goste de mĂșsica e de sexo. Goste de um esporte nĂŁo muito banal. NĂŁo invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua famĂ­lia
 isso a gente vĂȘ depois
 se calhar
 deixa eu dirigir o seu carro, que vocĂȘ adora. Quero ver vocĂȘ nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. NĂŁo me conte seus segredos
 me faça massagem nas costas. NĂŁo fume, beba, chore, eleja algumas contravençÔes. Me rapte! Se nada disso funcionar
 experimente me amar!

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Cartas Extraviadas e Outros Poemas. Porto Alegre: LP&M, 2010.

Mas tenho medo do que Ă© novo e tenho medo de viver o que nĂŁo entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, nĂŁo sei me entregar Ă  desorientação.

Clarice Lispector
A paixĂŁo segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Sentir-se amado

O cara diz que te ama, entĂŁo tĂĄ. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, entĂŁo assunto encerrado.

VocĂȘ sabe que Ă© amado porque lhe disseram isso, as trĂȘs palavrinhas mĂĄgicas. Mas saber-se amado Ă© uma coisa, sentir-se amado Ă© outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angĂșstia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de nĂŁo sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciĂȘncia, vou querer que ele faça pacto de sangue tambĂ©m?

Pactos. Acho que Ă© isso. NĂŁo de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado Ă© sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas nĂŁo estĂŁo dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dĂșvidas e que dĂĄ uma sacudida em vocĂȘ, caso vocĂȘ esteja delirando. "NĂŁo seja tĂŁo severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cĂĄlice de vinho".

Sentir-se amado Ă© ver que ela lembra de coisas que vocĂȘ contou dois anos atrĂĄs, Ă© vĂȘ-la tentar reconciliar vocĂȘ com seu pai, Ă© ver como ela fica triste quando vocĂȘ estĂĄ triste e como sorri com delicadeza quando diz que vocĂȘ estĂĄ fazendo uma tempestade em copo dÂŽĂĄgua. "Lembra que quando eu passei por isso vocĂȘ disse que eu estava dramatizando? EntĂŁo, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mågoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo nĂŁo diz tudo .

Martha Medeiros
CrĂŽnica "Sentir-se amado", 2002

Nota: Texto originalmente publicado na coluna de Martha Medeiros, no website Almas GĂȘmeas, a 18 de fevereiro de 2002. O texto surge tambĂ©m com o tĂ­tulo "Saber Amar" ou "Eu te amo nĂŁo diz tudo".

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Que minha solidĂŁo me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.

Clarice Lispector

Nota: Adaptação de trecho do livro "Um sopro de vida".

Os homens pensam que possuem uma mente, mas Ă© a mente que os possui.

Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerĂĄ no futuro Ă© repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia Ă© igual a outro. Cada manhĂŁ traz uma bĂȘnção escondida; uma bĂȘnção que sĂł serve para esse dia e que nĂŁo se pode guardar nem desaproveitar. Se nĂŁo usamos este milagre hoje, ele vai se perder. Este milagre estĂĄ nos detalhes do cotidiano; Ă© preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saĂ­da de nossas confusĂ”es, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisĂŁo que tomaremos. Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias sĂŁo diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.

Desejo que vocĂȘ
NĂŁo tenha medo da vida, tenha medo de nĂŁo vivĂȘ-la.
Não hå céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.
Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançå-lo.
SĂł Ă© digno da sabedoria quem usa as lĂĄgrimas para irrigĂĄ-la.
Os frĂĄgeis usam a força; os fortes, a inteligĂȘncia.
Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina,
Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas.
Seja um debatedor de ideias. Lute pelo que vocĂȘ ama.

Augusto Cury

Nota: Citado em vĂĄrios livros, tais como: "Vida Longa", Dr. JoĂŁo Vaz Da Silva Junior, Clube de Autores, 2010.

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Saudade Ă© amar um passado que ainda nĂŁo passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida...

Aguinaldo Silva

Nota: Citação atribuída muitas vezes, de forma errÎnea, a Pablo Neruda. Trecho do original de Aguinaldo Silva.

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Quando fazemos tudo para que nos amem... e nĂŁo conseguimos, resta-nos um Ășltimo recurso, nĂŁo fazer mais nada.
Por isto digo, quando nĂŁo obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havĂ­amos solicitado... melhor serĂĄ desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram.
NĂŁo façamos esforços inĂșteis, pois o amor nasce ou nĂŁo espontaneamente, mas nunca por força de imposição.
Às vezes Ă© inĂștil esforçar-se demais... nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende a nossos pĂ©s.
Os sentimentos sĂŁo sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixĂŁo ou um favor concedido.
Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer.
Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um sĂł caminho... o de nada mais fazer.

Clarice Lispector
Correio feminino. Rio de Janeiro: Rocco, 2013.

Para se roubar um coração

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
NĂŁo se pode deixar que percebam que ele serĂĄ roubado, na verdade, teremos que furtĂĄ-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dĂĄ trabalho, requer paciĂȘncia, Ă© como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes jå tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele jå tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que jå se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirå conosco.
Uma metade de alguém que serå guiada por nós e o nosso coração passarå a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerĂŁo altos e baixos sim, mas com certeza haverĂĄ instantes, milhares de instantes de alegria.
BaterĂĄ descompassado muitas vezes e sabe por que?
FaltarĂĄ a metade dele que ainda nĂŁo estĂĄ junto de nĂłs.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamarå a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubå-la ou furtå-la nos entregarå a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fåcil não?
Pois Ă©, nĂłs sĂł precisaremos roubar uma metade, a outra virĂĄ na nossa mĂŁo e ficarĂĄ detectado um roubo entĂŁo!
E Ă© sĂł por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguĂ©m... Ă© simples... Ă© porque elas nĂŁo possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terĂĄ um novo coração, afinal de contas, coraçÔes sĂŁo para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirĂĄ o dele com vocĂȘ.

Desconhecido

Nota: Apesar de muitas vezes aparecer atribuĂ­do a LuĂ­s Fernando VerĂ­ssimo, o texto nĂŁo tem autoria conhecida.

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Meu dia a dia Ă© mais tranquilo atĂ© que minha cabeça me leva atĂ© vocĂȘ. Minha cabeça me trai, o coração aperta, a atenção esvanece, o frio na barriga. Com tantos sintomas a saudade atĂ© parece doença, mas sei que a cura Ă© a sua presença.

Bob Marley

Nota: Autoria nĂŁo confirmada.

Sou pessoa de dentro para fora. Minha beleza estĂĄ na minha essĂȘncia e no meu carĂĄter. Acredito em sonhos, nĂŁo em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui Ă© pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje...
AmanhĂŁ, jĂĄ me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessårio, enlouqueço e deixo rolar...
NĂŁo me dou pela metade, nĂŁo sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo, ou sou nada. NĂŁo suporto meio termos. Sou boba, mas nĂŁo sou burra. IngĂȘnua, mas nĂŁo santa. Sou pessoa de riso fĂĄcil... e choro tambĂ©m!

ThaĂ­sa Lima

Nota: Trecho adaptado do livro "Encontros e Desencontros de uma Adolescente".

Se choras por nĂŁo teres visto o pĂŽr do sol, as lĂĄgrimas nĂŁo te deixarĂŁo ver as estrelas.

Rabindranath Tagore

Nota: Adaptação de uma frase muitas vezes atribuída, de forma errÎnea, a Bob Marley e Antoine de Saint-Exupéry.

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