Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
GĂMEOS DE BARRIGA
Casamento Ă© gravidez
Da mulher buchuda
O homem também
Duas bolinhas esperando
Outra que vem.
O VENTO DE EROS
Toda calçada tem meu desejo
Impregnado no vestido florido
Bailando com o vento presepeiro
Dissimulado num olhar sorrateiro
Que desnuda Ă donzela, eternamente ligeiro
Colorindo-a de vergonha postiça: vermelho
No brilho do olhar malicia e sorriso inteiro
O vento sessa
A saia para
Balança
E a vida perde todo seu encanto
CONHECE-TE Ă TI MESMO
Certo dia fiquei estacado
Olhando dentro do espelho
Os meus, OUTROS olhos me engolindo
tentando sai do espelho e
ver o que nos MEUS olhos
estava refletido.
CAMA MACIA
Cama macia para sono pesado
Por um instante tornou-se retardo
Descansando, acordar para quĂȘ?
_Se nesse sonho lucido tudo vĂȘ
O frio da noite, o breu do dia
Estancada de joelhos em fé pia
LĂĄgrimas banhavam a fria cova
A mĂŁe rezava segurando a rosa
Carnaval apoteĂłtico de vermes com fome
Cavucando carne gelada, a forma se some
Sem pressa, agonia vagarosa a alma consome
Uma chorrava em prantos, enquanto outra ria
A Ășltima trouxe a morte; Daquela, a sua luz sumia
Sonhando acordado em cama macia
Que meus dias aqui na terra sĂł cessem,quando eu puder falar pra vocĂȘ a importĂąncia de sua existĂȘncia nesse mundo.E ainda que vocĂȘ nĂŁo se lembre disso,vou continuar a te buscar e por toda a minha aternidade,atĂ© a sua alma reconhecer a minha...
CRIAĂĂO
As cores devorando o papel
As cores devorando o pincel
As cores devorando a criança
A criança devorando a vida
A vida devorada por Deus
Que vomita: vida
ALEGRIA
Todo boneco escuta
Todo carro toca
Todo piĂŁo observa
Todo vĂdeo game Ă© viciado
em alegria de criança.
Te procuro na luz.. e nĂŁo te encontro.Te procuro na escuridĂŁo, e acho uma alma perdida, por nĂŁo saber que sua outra asa,se encontra do outro lado do mundo e sĂł aguarda que vocĂȘ a reconheça com um simples olhar..e enquanto isso..espero..
A SEMENTE
O TODO contém o TUDO
O TUDO estĂĄ contido no TODO
Do TODO veio o TUDO
E TUDO voltarĂĄ ao TODO
Todos estĂŁo no TUDO
Ninguém estå no TODO
O TODO Ă© TUDO
Mas o TUDO nĂŁo Ă© o TODO
ARAĂĂ (A RODA DO TEMPO)
Quem tĂĄ, veio, porque jĂĄ foi
Quem veio, tĂĄ, porque voltou
Quem voltou, jĂĄ veio, porque tava
Quem foi, voltou, porque nĂŁo tĂĄ
Quem vai, nĂŁo vem, porque tĂĄ
SALVE, DEDĂ SEIXAS
Conheci um atlante andando no chĂŁo
Vi com meu olhos, iludidos pelo anciĂŁo
Com meia idade, tinha saber de um milhĂŁo
Falou de uma universidade, por ele cursada com fervor
Daquelas que a vida, te coloca como aluno e professor
Ă um ser que se inventou, como homem, sĂĄbio e doutor
Maluco beleza, que veio aprender o que tinha pra ensinar
NĂŁo cresceu, pra esconder seu tamanho, e humildade mostrar
Aos olhos dos que carregam o mundo, nas costas a lhes esmagar
Os pensamentos e as palavras em medidas bem pitada
Encheu livros, cabeças, poemas e conversa animada
Percorreu o mundo, voltando pra amada
Em sua fome desenfreada, um tal de Nietzche devorou
Vomitou outro Seixas, aquele do rock and roll
Filosofraseando o mundo encantou
O Dom Quixote da SuĂça Pernambucana
Desbravando o frio daqui, dentro do sertĂŁo em chama
Enfeitou-se de glória, sem espaço pra fama
Na simplicidade ocultou, os poemas da vida espalhada
Editores nĂŁo enxergaram as obras, pelo leitor aclamada
Do poeta de fogo, que tira poesia, entre a cruz e a espada
Vou falar sĂł uma vez, pra quem lĂȘ e quem nĂŁo leu
Que mistério nele transcendeu, nas frases que escreveu
O pequeno se fez grande, e como sol a iluminar se deu
PAULO COELHO
Garoto pequeno que o mundo engoliu
Nos livros jogado, seu mundo surgiu
A vocação que nascia
Da Grande Magia
Que as vendas da âboa moralâ jurava nĂŁo ver:
Um coração oprimido, apertado
Gritando por SER
OUTRO PAULO, O LEMINSKI
Na tarde fria me jogava
Em gelo frio e quente
Dentro de mim vindo
Na liberdade escorregadia
Tu me ensinaste a ser
Liberto de mim
Pra ser vocĂȘ:
deus de poema
POESIA DO EXĂLIO
W.W. MATTA E SILVA
_O ESCRITOR ESPIRITUALISTA _
GARANHUENSE,
TORNOU-SE PĂGINA VIRADA?
O berço deixado, caiu na estrada
No Rio de Janeiro fez casa, tenda.
Na caridade desmanchando contenda
Sabedoria, tirou: porque a vida Ă© jangada
E sem rumo nĂŁo chega, quem se deixa levar
A rota da fĂ©, sĂł o Ăntimo Ă© timĂŁo
Não vive na paz, quem não tem coração.
Foi na caridade que serviu a ajudar.
Escritor de diversas obras religiosas
De cunho afro-brasileiras e mĂticas
Ă estudado em suas obras volumosas.
Dos acadĂȘmicos, recebeu positivas criticas
Tornou-se por mérito referencia
No fundamento esotérico umbandista
Com preparo argumentou com ciĂȘncia
Abrindo caminho para linha doutrinista
Sua inteligĂȘncia, abaixo da humildade
Na aflição e na doença o povo atendia
Guindo como podia: os pequenos da sociedade
Atraindo também, os cultos da época que vivia
A fama que trouxe consigo, nĂŁo o tirou
O sacerdote da fé; do prumo da razão
A disciplina, estudo e caridade o guiou
Simplicidade, amor e trabalho sua missĂŁo.
Assim, foi chamando pelo saber profundo
Que sem todos, nĂŁo somos nenhum
Semeando na prĂĄtica como de um
se faz quatro, correr o mundo.
CHICO XAVIER
Em tenra idade com outros aprender a ter
Eles lhe ensinavam o que iriĂĄ vir
Diante de olhos torcidos ao que ai ser
Caminho Ășnico nesta vida: servir
Sua mĂŁo tracejava mensagens do Lado
Aos lamentados, filhos apartados do coração
Em memĂłrias revividas, hoje Ă© encontrado
Paziguando a tristeza e a dor da multidĂŁo
LĂĄgrimas colhidas, no balde da vida
Aos que fadados perderam para morte
Amados levados pelo destino que finda
Esperança encontrada em Xavier nova sorte
Caridade e instrução chamavam todos da Luz
Ajudando povo doente de profunda saudade
Exemplo vĂvido, sempre SERVINDO o guia da cruz
Amor enjaulado, SER de humilde verdade
Sina traçada, abraçava os de cå
Aonde hå dor arrancava esperança
Vida marcada, ensinava os de lĂĄ
Que era no outro a grande bonança
O que fez é celebrado, com admiração
Os livros escritos, a palavra semeada
Aos pobres: o ombro, aos ricos: compaixĂŁo
O santo da gente, fez sua prĂłpria jornada
Um mandamento somente cumpriu
Amou-os como a si mesmo:_ vivia
E feito o trabalho da terra partiu
Em dia de festa, de muita alegria
ESTAĂĂO BRĂS
Corpos em pilhas de homem
Como molhos de coentro
Respirando Ă agonia do outro
Marés de gente numa brecha que os consomem
Assim o rebanho corria sem tempo a perder
Deixando a vida passar dentro de lata apertada
E por vinte centavos, a ganĂąncia fugiu apressada
Na sombra do gigante acordado: POVO NO PODER
As promessas voltaram em canto bonito
O gigante coitado, de sono caiu
O mundo na lata, Ă barriga consentiu
Passando_ a força sua _as sanguessugas de granito
E no sonho, ele se viu acordado
Sem parasitas dos lados
Mostrando que nĂŁo Ă© nada coitado
Se seus olhos, nossos e vossos abrir, estĂŁo acabados.
VAGA-LUME
O ser humano Ă© uma bosta
Que maltrata, que violenta
Que descarta, que mata
Que bosta
Mas, Ă© o Ășnico que salva-me desta merda
De vida
