Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Eu conversei com Deus e ele guiou o meu destino atĂ© vocĂȘ, um anjo em formato de pessoa, e ainda estou aprendendo com vocĂȘ eu quero ter mestrado e doutorado nesse assunto que Ă© te amar, para que eu possa te entregar o melhor de mim, para que o meu Ășnico diploma seja ser especialista em compreender e entender seu coração, e que vai fazer eu me sentir muito mais do que feliz em momentos que eu for vivendo ao seu lado, e sempre serei o seu eterno aprendiz e hoje estou aqui iniciando o começo de um amor que jamais vai existir um fim, e eu recebi um certificado da sua alma que vou contemplando que o nosso amor, Ă© muito mais do que os intervalos de pausas sem buscar o entendimento nas horas vagas do seu coração, para preencher aquilo que jĂĄ estĂĄ escrito em outras fraternização dĂĄ pra dizer que os batimentos do meu coração Ă© a pulsação de uma pĂłs graduação da nossa relação.
JĂĄ pensou se nĂŁo fosse a fĂ©? Como a minha mĂŁe se levantaria todos os dias para cuidar da minha irmĂŁ Aline que vive hĂĄ 30 anos em cima de uma cama apĂłs um erro mĂ©dico? Se nĂŁo fosse a fĂ©, como a minha vizinha teria fĂŽlego para se recuperar diante da perda de um jovem filho em um fatĂdico acidente de moto? SĂł a fĂ© abraça as mĂŁes que esperam o tempo passar em suas dores internas e invisĂveis. Se nĂŁo fosse a fĂ©, como uma colega sobreviveria a um tratamento agressivo contra o cĂąncer? E da fĂ© tirava o riso e a certeza de que tudo ficaria bem um dia. Se nĂŁo fosse a fĂ©, como seria a vida da minha prima que, apĂłs anos de casada, precisou recomeçar a vida por dentro para sobreviver com o que restou na sua casa vazia. Se nĂŁo fosse a fĂ©, como a minha irmĂŁ Lucinha suportaria o luto pela perda do Geraldo apĂłs cinquenta anos de casada? Se nĂŁo fosse a fĂ©, como eu escreveria todos os dias? Como eu abraçaria os distantes coraçÔes doloridos de quem me alcança atravĂ©s das palavras? Como vocĂȘ chegaria atĂ© essa parte do texto, se nĂŁo fosse a fĂ©? NĂŁo digo a fĂ© que lotam as igrejas, que lotam os bolsos dos que lucram com a fĂ© alheia. Estou falando da fĂ© destemida. A fĂ© que enxergo ao olhar nos olhos da minha mĂŁe. A fĂ© que sinto na vida da minha irmĂŁ Aline sob a cama. Estou falando da fĂ©. Simplesmente, fĂ©.
.
Ă possĂvel?
Caso houvesse uma possibilidade
Caso tivesse uma porcentagem
Talvez vocĂȘ me olharia de outra forma?
Se vocĂȘ visse minhas açÔes
E porventura soubesse o significado
Talvez vocĂȘ pensaria a respeito?
Se eu dissesse mil indiretas ambĂguas
E vocĂȘ tentasse entender
Talvez vocĂȘ me compreenderia?
Se eu morresse por vocĂȘ
E vendo minha morte
Talvez vocĂȘ visse quem a ama?
...
Bom, nĂŁo Ă© que nĂŁo vejo
JĂĄ vi a muito tempo
Mas... nĂŁo Ă© recĂproco
ENSAIO SOBRE NOĂĂO DE ACUSAĂĂO E PERDĂO NA ESFERA ESPIRITUAL
NĂŁo Ă© que Jesus aprovava o que o bandido fazia, o que o prostituto fazia, o que o falso discĂpulo fazia, mas que ele amava cada um por sua essĂȘncia como gente. A concepção do amor de Deus vai contra o âinstintoâ do homem.
Porque nĂŁo entendiam seu pensamento, suas açÔes e reaçÔes, tinham-no por revolucionĂĄrio em meio a uma sociedade cujos conceitos abrangiam sentimentos de Ăłdio, vingança, justiça com as prĂłprias mĂŁos, revelando a falta de amor âinteriorâ que inundava a alma contra a qual ele se pronunciava porque Deus Ă© amor.
Esse amor de Deus é incondicional, imparcial, i.e., sem acepção de pessoas, mas o problema jaz no interior do homem. Por isso, Jesus pediu a Deus para que perdoasse aqueles que o injuriavam porque não sabiam o que faziam. Quem poderia compreender tal amor?!
Todavia, o sistema ao qual a humanidade se adaptou Ă© o que aplica a lei mosaica âOlho por olho, dente por dente: assim como feriu serĂĄ feridoâ em detrimento da graça revelada por Jesus âAmarĂĄs o teu prĂłximo como a ti mesmo â.
Esse sistema que invade mentes e coraçÔes, proclamando puniçÔes â diga-se, en passant, âdevidasâ conforme o delito cometido por cada delinquente â nĂŁo esclarece que a punição Ă© tĂŁo somente para o malfeitor, e nĂŁo para suas vĂtimas, pois se a vĂtima manifesta sentimentos contrĂĄrios Ă doutrina do amor cristĂŁo, ela estĂĄ se corrompendo interiormente.
Por isso, estĂĄ escrito: âIrai-vos e nĂŁo pequeisâ, ou seja, a ira que clama por justiça nĂŁo Ă© pecaminosa; pecaminosa Ă© a reação interior que culmina na destruição da pureza do ser porque elimina, destrĂłi, erradica toda a possibilidade da manifestação do perdĂŁo, motivo pelo qual Jesus veio a nĂłs como homem, como nĂłs, para que soubĂ©ssemos que assim como ele perdoou aqueles que o injustiçaram, nĂłs devemos fazer o mesmo. Nisso estĂĄ a pureza da alma que nĂŁo se contamina.
O mal não tem poder para corroer e corromper o amor, a não ser que a pessoa permita. Se ela permite, ela é responsåvel pelo mal que ela coloca sobre ela mesma e dentro de si mesma. O mal não estava nela, mas entrou com a sua permissão. Da mesma forma que Jesus bate na porta do coração pedindo permissão para entrar. à a pessoa quem abre a porta do coração, para o mal ou para o bem, e, depois disso, cada um responde segundo suas obras.
Por isso que depois a pessoa não compreende porque estå passando por isso por aquilo, porque não lembra dos pecados cometidos, pois acreditava que não era pecado, mas senso de justiça. No entanto, é preciso compreender o que é senso de justiça para não a confundir com as diversas faces da vingança. à aà que entra a razão da vinda de Jesus: perdão para salvação.
Muitos, porém, confundem o amor de Jesus com rebelião ou afronta às autoridades ou imbecilidade por estarem com os ouvidos tapados e os olhos vendados para não compreenderem a verdade que liberta, pois se encontram nessa condição por serem eles os verdadeiros rebeldes à causa de Cristo.
A verdadeira justiça nĂŁo extingue a manifestação do amor pelo prĂłximo â um ser igual com suas respectivas diferenças. Ă mister que o indivĂduo permaneça incĂłlume em sua constituição trinitĂĄria de corpo, alma e espĂrito a fim de corresponder Ă s instruçÔes dadas por Jesus, se Ă© que Ă© um seguidor fiel, e nĂŁo de carteirinha ou por status social ou da boca para fora! Essas Ășltimas manifestaçÔes nĂŁo refletem o amor de Cristo, mas um fim amargoso. Jesus jamais os conhecerĂĄ.
âE, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriarĂĄ. Mas aquele que perseverar atĂ© ao fim, esse serĂĄ salvoâ (Mt 24:12,13).
As histórias que cercam nossa sexualidade pedem que as mulheres se tornem mais independentes e procurem a satisfação interior, em vez de procurar sempre amor e valorização no mundo exterior.
Sempre quis quase tudo nessa vida, mas, por ordem de importĂąncia, diria que ser correspondida no amor e fazer parte da mesa de jantar ocuparam, desde que me entendo por gente, o topo da pirĂąmide da minha lista de sentidos da existĂȘncia e ideias de felicidade.
Preste bem atenção
Sabe aquele sentimento que vocĂȘ pela aquela pessoa ?
Esse pensamento Ă© seu nĂŁo dela.
EntĂŁo se pensa mal quem estĂĄ errado Ă© vocĂȘ.
Sua teimosia å fazia lutar pelo o que ela queria, transformava minha vida de moleque apaixonado em versos muito bem feitos e sua animação interior hå fazia explodir de desejos inquietos...
O encontro.
Em um desses dias despretensiosos eu o avistei na parada de ĂŽnibus, aquela cena nunca saiu da minha mente. Ele tinha uma distração interessante, as pessoas, o movimento que elas faziam ao seu redor, o meu olhar fixado e obsessivo nĂŁo chamavam sua atenção. Eu fiquei ali, a observar, percebi que estava com a concentração voltada para um livro, Kafka, Ăłtima escolha, certamente nĂŁo era um leitor iniciante. Permaneci alguns minutos no mesmo local e ele tambĂ©m, nossas visĂ”es nĂŁo se modificaram nesse meio tempo, a minha para ele, e a dele para o livro. Quando finalmente um ĂŽnibus de cor escura se aproximou, isso foi o bastante para rouba-lhe atenção, guardou o livro que estava em mĂŁos dentro de uma mochila ao lado de sua perna esquerda e seguiu em direção ao ĂŽnibus, foi quando percebeu que o olhava, me lançou um olhar atento e um sorriso no canto da boca e foi-se. Ele nunca saiu da minha mente, dediquei alguns textos a ele, como este agora, voltei ao ponto de ĂŽnibus por alguns dias na tentativa incansĂĄvel de reencontra-lo, mas nada foi possĂvel.
Numa manhĂŁ de segunda-feira o despertador tocou Ă s sete horas, o corpo me pedia mais cama, mas as obrigaçÔes me forçavam a sair da lĂĄ, por fim consegui levantar-me com a sensação de pesar cem quilos. Encaminhei-me para o banheiro, tomei um banho que durou menos do que eu esperava, tomei um cafĂ© rĂĄpido e parti para a Universidade onde trabalhava, era professora do curso de Letras, especificamente de Literatura. Ao chegar lĂĄ nada me denunciou novidade, mais um dia normal, como durante aqueles Ășltimos dois, foi quando avistei aquela figura que durante muito tempo se manteve viva em minha memĂłria, fraca agora, mas viva, era o homem que um dia fitou meu olhar, nĂŁo sei se ele havia me reconhecido, mas algo o deixou um pouco desequilibrado diante a minha presença.
- OlĂĄ professora Julia. Ă um prazer conhece-la pessoalmente, durante muito tempo acompanho seu trabalho e me sinto fascinado com tanta criatividade com a sua escrita.
AlĂ©m de professora eu me dedicava Ă escrita, havia publicado dois livros, âTrĂȘs contos de pura solidĂŁoâ e âCem anos de amor & dorâ, romances clĂĄssicos.
- OlĂĄ, obrigada por acompanhar meu trabalho. Perdoe-me, embora me conheça devo dizer que nĂŁo reconheço ou nĂŁo me recordo do seu nome e/ou de vocĂȘ. â AlĂ©m de uma boa escritora eu tambĂ©m era uma boa mentirosa, ele permaneceu presente em minha memĂłria por longos dois anos.
- Não, claro. Que tolo! Não nos conhecemos, me chamo Gustavo, sou professor também, agora professor substituto aqui na Universidade. Irei substituir o professor Fernando na disciplina de Literatura Brasileira. à uma honra conhece-la.
- Que legal, um companheiro para discutir sobre literatura. Isso nĂŁo pode ser melhor.
- Enfim, preciso ir para a aula, posso pagar uma cerveja hoje Ă noite para vocĂȘ enquanto conversamos um pouco?
- Sim, claro. â Aquela certamente seria uma oportunidade de contar-lhe tudo que havia acontecido hĂĄ dois anos atrĂĄs no ponto de ĂŽnibus.
Logo depois das seis horas da tarde eu o reencontrei na sala dos professores, curiosamente da mesma maneira que teria visto hĂĄ dois anos, cabeça baixa, lendo, a movimentação e presença de outras pessoas nĂŁo chamavam sua atenção, nem que por um instante. Aproximei-me e o toquei, sĂł assim pude roubar um pouco daquela atenção para mim. â Vamos?
Ele não conhecia a cidade, como presumi. Entramos no meu carro e levei-o a um restaurante famoso, mas calmo da cidade. Algo me dizia que o conhecia hå muito tempo, não sei se pelo fato de muito tempo imaginar aquele momento ou se pelo fato de ele ter se mostrado à vontade demais, embora que ainda assim estivesse um pouco nervoso, percebi pela maneira que batia nas pernas com as pontas dos dedos. Ao chegarmos ao restaurante ele pareceu um pouco quanto curioso, mas não o julgo, senti a mesma sensação quando estive ali pela primeira vez, era um lugar um tanto quanto casual, demonstrava um pouco de cultura em sua decoração.
Quando sentamos em uma mesa prĂłxima da varanda com vista para a cidade eu iniciei a conversa.
- Sinceramente eu nĂŁo sei como dizer isso, mas hoje pela manhĂŁ eu nĂŁo fui honesta com vocĂȘ, nĂŁo uma foi mentira absoluta, mas uma meia mentira, se por assim posso classificar. JĂĄ conhecia vocĂȘ, mesmo que sĂł de vista, uma breve vista. HĂĄ dois anos eu o encontrei no ponto de ĂŽnibus dessa mesma cidade, eu estava chegando para ensinar na Universidade e encontrei vocĂȘ em um dos bancos, com a cabeça baixa, lendo um livro de Kafka, nada tomava sua atenção, mas vocĂȘ me tomou muita, na chegada do seu ĂŽnibus vocĂȘ me lançou um olhar penetrante e um sorriso de canto da boca, aquela imagem ficou viva durante dois anos em minha mente, desejei encontra-lo por muito tempo e agora vocĂȘ âcai em minhas mĂŁosâ se por assim posso dizer, Ă© estranho e ao mesmo tempo reconfortante. - Sem me dizer nada, apenas a me observar eu continuei. â VocĂȘ permaneceu presente em meus pensamentos atĂ© o presente momento e hoje eu reencontro vocĂȘ, estĂĄ comigo agora, existe destino maior que esse? â Por um instante eu sĂł queria que ele me calasse com um beijo e/ou abraço, e assim fez, em um movimento minucioso ele me beijou, o seu beijo foi tĂŁo intenso, tĂŁo penetrante que por um instante ali eu desejei morrer, havia imaginado aquele instante por muito tempo, mas nunca havia chegado nem perto do que realmente aconteceu.
Por um instante ficamos ali, calados, apenas refletindo o que acabara de acontecer, mas o silĂȘncio em alguns momentos se torna agressivo e nada confortante, entĂŁo retornei a falar.
- Eu não peço que me entenda, nem muito menos que faça esforço para recordar de algum momento. Por favor, não. Só não me ache estranha e isso serå de grande importùncia para mim.
Ele me olhou agora com um olhar diferente, um pouco assustado, mas com leveza. â NĂŁo seja boba, acho que eu esperava por esse momento tanto quanto vocĂȘ, sempre fui um grande admirador do seu trabalho e agora eu descubro que vocĂȘ sempre manteve em sigilo um interesse por mim. Enquanto eu, pouco me recordo daquele momento na parada de ĂŽnibus, sempre soube tanto de vocĂȘ. VocĂȘ por outro lado recorda-se perfeitamente do momento, mas pouco me conhece, o destino parece brincar com nĂłs dois, mas finalmente nos uniu.
Destino. Nunca acreditei nisso, sabe? Mas agora, percebendo que ele nos deu outra chance, que nos proporcionou outro encontro, agora eu percebo o quanto foi generoso conosco. Se assim posso dizer, o destino estĂĄ ao nosso lado, e agora do seu lado nĂŁo quero mais sair.
Não morro de amores por ninguém; vivo-os na intensidade do meu querer. Acho que isso é o suficiente.
Se preciso pensar: desenho, se quero lembrar: ouço mĂșsicas, se tenho saudades: faço uso daquelas memĂłrias que te pedi...Cada um com seus mecanismos para se sentir bem. A propĂłsito vocĂȘ nĂŁo me faz sentir bem, Ă©s meu bem!
Eu preciso de vocĂȘ!
Eu amo vocĂȘ!
Graças a vocĂȘ eu posso vencer!
Juntos vamos vencer!
Essas frases sempre devem ser ditas em frente os espelhos.
Existem coisas que nĂŁo se pedem, existem outras que nĂŁo se faz.
NĂŁo posso pedir que, o que desejo de vocĂȘ venha sem que eu peça,tĂŁo pouco por esse desprezo, fazer o que nĂŁo me convĂ©m.
Visita Inesperada
Sei que se eu pudesse escrever tudo o que eu sinto certamente me perderia em meio Ă s palavras e em meio a mim. Pois nĂŁo me compreendo, de modo que sinto tudo e todos. Experimentaria escrever um pouco sobre o que eu tenho sentido por esse jovem de cabelos encaracolados e pele levemente avermelhada, que muito me atrai. TambĂ©m ousaria escrever sobre o sexo, sobre o gozo e sobre amor. AH... o amor... Esse sentimento que me Ă© tĂŁo sagrado, antes mesmo de amĂĄ-lo. Essa coisa que ninguĂ©m compreende, que faz alguns o projetarem em forma de Ăłdio, outros o mascaram e o suavizam, de modo que parecem dizer: - amar Ă© perigoso. E Ă© mesmo, o amor Ă© um perigo que tortura a alma, que muitas vezes tira o sono ou o interrompe naquela noite mais fresca, em que o sono se fazia leve. SĂŁo 7h da manhĂŁ e veja bem... meu sono foi interrompido por ninguĂ©m mais, ninguĂ©m menos que o amor. Veio agora, de mansinho e bateu na minha porta. â Oi estou aqui.
Amor Ă© coisa que vive e, se vive, se morre, e para o amor nĂŁo morrer, se deve inundar suas raĂzes de um fluido que o faça sereno, que mantenha suas estruturas. Que trabalho difĂcil alimentar as raĂzes. Essa fragilidade insana, que sempre foi um mistĂ©rio para mim. Acho inclusive que nunca irei compreender o amor, assim como nĂŁo compreenderei jamais diversas coisas que sinto, que parecem acontecer apenas dentro desse casulo misterioso que chamo de âeuâ. Amar nĂŁo me causa espanto, mas me indaga, em um dia vocĂȘ estĂĄ vazio, pensando em tudo e em nada, noutro acorda 7h da manhĂŁ porque o amor bateu a porta. Quem deixou? Eu deixei? O amor Ă© coisa que precisa ser autorizado? Essas sĂŁo perguntas que nĂŁo saberei responder e, que talvez nenhuma ĂĄrea do conhecimento humano saiba. Porque o amor Ă© coisa que nĂŁo se calcula, que nĂŁo se pega nas mĂŁos e todas as vezes que tentei pegĂĄ-lo, falhei. Por isso, tomo o maior cuidado de nĂŁo tentar pegĂĄ-lo agora, vejo o amor como aquele canĂĄrio amarelo, que um dia foge da gaiola e que ninguĂ©m o captura novamente. Tomo o maior cuidado de nĂŁo o capturar, temo que ele fuja pelos espaços entre meus dedos.
Ăs vezes, sĂł Ă s vezes, o amor nĂŁo foge, nem morre, nem o matam. Ele simplesmente se vai e, voa como o canĂĄrio amarelo em tela. A pior perda de amor certamente Ă© essa, mas tambĂ©m Ă© a ferida que mais rĂĄpido se cura, pelo menos para maioria das pessoas, porque nĂŁo hĂĄ culpados, certamente hĂĄ erros, mas nĂŁo culpados. Conhecendo o pouco que conheço de mim, essa me seria a pior forma de aniquilar o amor, talvez porque eu sou muito teimoso e precise que as coisas terminem ferindo meu ego, para que eu me defenda de algo que nem eu compreendo, ou tambĂ©m porque muito idealizo e idealizar demais Ă© sofrer um pouco mais. NĂŁo sei, quando o assunto Ă© amor, pouco sei. O amor Ă© uma confusĂŁo tĂŁo prazerosa, sĂł consigo pensar se em algum lugar do mundo, outro alguĂ©m sente o que eu sinto, porque me parece algo tĂŁo singular. O amor nĂŁo Ă© direcionado, agora Ă©, mas o amor Ă© um sentimento que sempre se fez presente em mim. Gosto de amar e sinto que o amor serĂĄ o Ășnico sentimento que nos salvarĂĄ nos dias sombrios. NĂŁo me dou o luxo de nĂŁo amar, de nĂŁo ser intenso, de nĂŁo expor. Exponho, amo, intensifico. Permito-me ceder, porque a vida Ă© rara, porque sentir amor nesse vale de lagrimas Ă© um desafio que quero enfrentar e, mais que enfrentar, quero vencer.
