Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Vc Ă© meu sonho impossĂvel
meu pecado mais proibido
Tinha tudo pra ser paixĂŁo
apenas dissemos nĂŁo...
Se o seu silĂȘncio for mais barulhento que a sua voz, entĂŁo Ă© bom que cante ao invĂ©s de falar e falar.
Procrastinar Ă© construir o hoje amanhĂŁ, ou depois de amanhĂŁ... Ansiedade Ă© querer saltar logo pro futuro.
Imagina a combinação! [Risos]
TROVANDO COM ESPINHOS (soneto)
SofrĂȘncia sem tempo, dor com agonia
Que suspira e sufoca a emoção no peito
Que cala mais do que a solidĂŁo queria
E com tanto aperto ainda nĂŁo satisfeito
Amor, que a boa sorte assim repudia
Em uma ação de azar e sem proveito
E tanto... sorriso para a cruel arrelia
Fica inacabado, ficando imperfeito...
Poema, sem sintonia, que consome
Musicando das mĂĄgoas sĂł lamento!
Cego sempre o poetar que desanimas!
E eu tenha sempre, paixĂŁo: - com fome
O coração, gelado no cålido sentimento
Com espinhos trovando as ĂĄridas rimas.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Quando abro os olhos Ă s belezas visĂveis sĂŁo sombras, pois a luz do meu dia se revela quando olho para meu coração, assim tudo fica... ...felicidade!
HomensâŠ
Sua mulher precisa perceber que vocĂȘ estĂĄ aprendendo a ser melhor como marido e que vai fazer de tudo para mudar essa impressĂŁo que ela tem
EntĂŁo, faça o que puder para convencĂȘ-la⊠Inclusive, desfazer a impressĂŁo de que desiste fĂĄcil!
Te esquecerei
Foi vocĂȘ que errou primeiro
E agora estou melhor sozinho
Procurando por amores, mas passageiros
E eu sĂł quero que nĂłs nos entendamos, mesmo que nĂŁo seja assim tĂŁo simples. Porque tu Ă© tĂŁo livre, tĂŁo dona de si, e eu sou tĂŁo dura e cheia de regras, mas eu somei e dividi nossos amores para saber quanto podemos amar por dia.
Tudo acontece por uma razĂŁo inexplicĂĄvel, sem sentido, com um propĂłsito desconhecido, apenas vivido e sempre lembrado.
Catador De Letrinhas
Dizem que sou poeta, mas acho que nĂŁo, sou um catador de letrinhas, junto umas aqui, outras ali, tambĂ©m as que caĂram no chĂŁo.
Nessa brincadeira, com elas todas juntinhas, vagueio entre os amores, as paixÔes, pinto sete, uno e separo coraçÔes.
Mergulho na alegria, me afogo na dor, no bailar das letrinhas, levo emoção, as vezes solidão, das lagrimas faço esperança, da tristeza canção.
Nessa magia louca, abro caminhos, fecho portas, escrevo por linhas tortas, sou catador de letrinhas, brincalhão, levo magia pra todos os lados, não esqueço do seu coração.
Seja lå onde for, sem elas, letrinhas danadas, nada faz sentido, é a menina sem laço de chita, o inverno sem cobertor, o poeta sem um amor.
Dizem que sou poeta, sou então, entre rimas, versos e prosas, deixo uma flor, no perfume, a paixão, no olhar da mulher amada, toda minha inspiração.
Autor
Ademir de O. Lima.
Por via de regra, vocĂȘ sĂł Ă© notado quando vocĂȘ Ă© renomado.
Então multidÔes o seguiram.
E vocĂȘ continuarĂĄ sendo a mesma pessoa.
Realmente nĂŁo consigo entender o valor que a fama possui?
O que faz as pessoas te amar se vocĂȘ possuir fama?
Se nĂŁo vĂŁo ter serventia dela!
âșSaudades
Ăs vezes se torna um conto cĂŽmico
Se lembrar de alguém que não irå voltar
Acaba por se transformar em algo momentĂąneo
Assim como um beijo que jamais voltarei a sentir
Aqueles lĂĄbios macios que jamais irei usufruir
Curvas que minhas mĂŁos nunca mais poderĂŁo conduzir
Tudo o que resta é um pobre coração infeliz.
E, em demasiada expectativa
O abandono me deixou em profunda agonia
E, talvez sem um bilhete ou recado,
Aquela tristeza que eu julgava ter superado
Hoje estĂĄ aqui, bem do meu lado
Sussurrando palavras que provocam lĂĄgrimas
Lågrimas em depressão, vazias, sem bela emoção
Debulhando-me, recordo outros contos, que pensava serem eternos
Assim como aquela frågil pétala,
Que prometera ficar comigo em inverno, e que se fora bem antes
Agora me vejo em péssimo semblante
Implorando que, em misericĂłrdia, eu tenha mais uma chance
Peço apenas mais uma, desejando ardentemente um Ășnico romance.
A caneta começarå a se revoltar
Em versos e pĂĄginas eu a abuso, sem parar
Sem folga, sem férias, noites a madrugar
Mas, ela sabe que, se eu a soltar
Eu irei me afogar, em mares sem horizonte
Mas deixarei no sĂłtĂŁo este ser repugnante.
âșPobre Coração
Em um dilĂșvio de ideias,
Tudo o que me resta
Ă pensar nela.
Enquanto os dias passam,
E as noites me solapam
Busco refĂșgio, como um cĂŁozinho assustado,
Em memĂłrias aconchegantes, esperando reparo.
Exangue, diante a um sorriso vibrante,
Enlouqueço-me, deslumbrando o vermelho brilhante
Agonizada e desamparada, a triste saudade clama teu nome
"Donzela, para onde fugiste? Cansou-se deste teu amante?".
E, tal como Carolina
Musa, pudera eu audaciosamente chamĂĄ-la de minha
Transformaste na rainha de meu xadrez
Em ĂĄguas, longĂnquas, em escassez
E, em olhos do vira-lata, preto e branco,
Resumo meu mundo sem "vocĂȘ".
Aguentei por horas a fio os gritos de solidĂŁo
Mas, o meu coração se encontra sem guarnição
Incapaz, pobre coitado, de se defender
Incapaz, pobre coitado, de se compreender
E, tudo o que ele consegue dizer, em desolação
Confesso, em murmĂșrios, nĂŁo conseguir escrever
"Irei te amar em direção ao horizonte,
E jamais haverei de te esquecer".
