Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

E até o tempo passa arrastado
SĂł pra eu ficar do teu lado
VocĂȘ me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu nĂŁo quero ser teu amigo
É, que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano, Ă©
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto
Eu jĂĄ nĂŁo sei se eu tĂŽ misturando

Eu nĂŁo vou gostar de vocĂȘ porque sua cara Ă© bonita. O amor Ă© mais que isso


Se o escultor despreza a argila, terĂĄ de modelar o vento. Se o teu amor despreza os sinais do amor a pretexto de atingir a essĂȘncia, o teu amor nĂŁo passa de palavreado

"Muito amor"

Para os grandes, eu penso. E viro a cabeça pra pensar em outra coisa. É mais feliz gostar, amar Ă© pra quem pode. Mas vocĂȘ ou a vida ou sei lĂĄ. Insiste. E entĂŁo chega enorme. E sĂł me resta rir que nem quando vejo um bebĂȘ muito pequeno e lindo. VocĂȘ ri. Vai fazer o quĂȘ? É o milagre maravilhoso da vida e eu ficando brega e cheia de medo e cheia de vontade de te contar tantas coisas e nem sei se vocĂȘ gosta de ouvir meus atropelos. Muito amor. E entĂŁo fico querendo nĂŁo trair a beleza. Com vocĂȘ sinto a fidelidade de ser tranquila. Um pacto de paz com o mundo. Pra nĂŁo me afastar de vocĂȘ quando estou longe. E Ă© impossĂ­vel entĂŁo que os martelos do apartamento de cima sejam realmente martelos. E Ă© impossĂ­vel que as chatices do dia sejam realmente sem solução. E os outros caras, aviso, olha, Ă© amor. É amor. Ainda que eu quisesse, nĂŁo consigo mais nem um centĂ­metro pra vocĂȘ. Desculpa. O amor Ă© terrivelmente fiel. Porque ele ocupa coisas nossas que nem existem nos sentidos conhecidos. É como tomar ĂĄgua morna depois de ter engolido um filtro inteiro de ĂĄgua geladinha. NinguĂ©m nem pensa nisso. Muito amor. De um jeito que era mesmo o que eu achava que existia. E Ă© orgĂąnico dentro da gente ainda que vendo de fora nĂŁo pareça caber. O corpo dĂĄ um jeito. Minha casca reclama mas incha. Tudo faz drama dentro de mim, ainda que nada seja realmente de surpresa. Sentir isso era o casaco de frio que sempre carreguei no carro. Cansado, abandonado, amassado, sujo, velho. Mas, de repente, tudo isso desistente tem serventia e a vida te abraça. O guarda-chuva do porta-malas. A bolsa falsa do assalto que minha mĂŁe mandava eu ter embaixo do banco do passageiro. Sentir isso sĂŁo os trocos que vocĂȘ guarda pra emergĂȘncia. Amar grande Ă© gastar reservas e ainda assim ter coragem pra dar o que nĂŁo se tem. Amar grande Ă© ter vertigem no chĂŁo mas sentir um chamado pra voar. Amar grande Ă© essa fome enjoada ou esse enjĂŽo faminto. É o soco do bem na barriga. É mostrar os dentes pra se defender mas acaba em sorriso. É o sal que carrego no fundo falso da bolsa pra quando eu nĂŁo aguentar a vida. É o açĂșcar que carrego junto. É tudo que pode sair do controle. É meu corpo caindo. E as almofadas de vĂĄrias cores pra me dizer que pode dar certo. É o desespero aconchegante.

NĂŁo me faltam homens. O que me falta Ă© amor.

Minha vida, minha paz, Ă© vocĂȘ e mais ninguĂ©m. No amor a gente acredita, esse Ă© o amor que eu sempre quis. Faz o nosso mundo tĂŁo perfeito, esse amor que nos faz feliz.

Quero comer bolo de noiva,
puro açĂșcar, puro amor carnal
disfarçado de coraçÔes e sininhos:
um branco, outro cor-de-rosa,
um branco, outro cor-de-rosa.

Certos graus de amor só são perceptíveis a partir da impossibilidade de se exercerem ou da ameaça de não poderem jamais vir à tona.

Amor , insanidade temporĂĄria curĂĄvel com o casamento .

SĂł quem passa pelo gelo da dor chega ao incĂȘndio do amor.

Chiara Lubich
Ideal e luz: pensamento, espiritualidade, mundo unido. SĂŁo Paulo: Cidade Nova, 2021.

O amor Ă© a melhor parte de qualquer histĂłria.

Tenho amor a isto, talvez porque não tenha mais nada que amar - ou talvez, também, porque nada valha o amor de uma alma, e, se temos por sentimento que o dar, tanto vale då-lo ao pequeno aspecto do meu tinteiro como à grande indiferença das estrelas.

O amor me fere é debaixo do braço, de um vão entre as costelas, atinge o meu coração é por esta via inclinada

Adélia Prado

Nota: Trecho de poema presente no livro "Bagagem", de Adélia Prado. Link

Sofri um acidente de amor, mas estou legal, sĂł quebrei a cara.

Não tem poesia nem palavra difícil e nem construção sofisticada. O amor é simples como sorrir numa droga de fila. E não se sentir mais sozinho e nem esperando e nem desesperado e nem morrendo e nem com tanto medo.

Eu quero encontrar alguém
que ao ver que meu amor caiu e se quebrou
nĂŁo o jogue fora,
mas que, com carinho,
junte os pedacinhos
e me ajude a consertar.

O dia que vocĂȘ quiser que o outro seja perfeito, vocĂȘ jĂĄ esqueceu todas as regras do amor. Porque o amor nasce das imperfeiçÔes.

O que é que eu posso contra o encanto desse amor que eu nego tanto, evito tanto e que no entanto, volta sempre a enfeitiçar?

Chico Buarque

Nota: Trecho da mĂșsica Retrato em branco e preto.

De tudo ao meu amor serei atento.

Vinicius de Moraes
Antologia Poética. Rio de Janeiro, 1960.

Nota: Trecho de "Soneto de Fidelidade".

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Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor. Como as outras, ridículas...