Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â ...e vos indago!
Amor! VocĂȘ percebe tudo suponho!
Quando mensuro "Coletivo" em contexto de cheio, sabeis do que vos indago.
Ă que o vazio anda transbordante.
Tanto que nos estĂĄ sufocando. Percebes?!.
â PERDIDO AMOR
Na poesia, eu te chamava com teimosia
Saudando-te com um tal prĂłprio jeitinho
Eram versos de sentimento e de alegria
Que nos quais eu te sussurrava baixinho
Era uma sensação que, muito, eu sentia
E jå sabia da emoção que viria, carinho
Pois, em cada rima, de ti uma melodia
Urgia e, o tempo passava devagarinho
Por onde andara meus versos agora?
Sem ti, se só hå lembrança de outrora...
EntĂŁo, um aperto na alma, um ardor
E, aquela atenção que era companhia
Que trazia cheiro, agora, Ă© prosa vazia
Tentando esquecer um perdido amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16, agosto, 2022, 19â46â â Araguari, MG
â Quem Ă©s?
Ăs a dor que transpira na noite pĂĄlida,
Com saudade de um dia ter visto
O amor, o sonho, a felicidade.
Ăs o desvendar da virgem mata
Ăs o horror, o choro, a verdade,
Do mundo erguido em casa mĂĄquina.
Ăs lĂĄgrimas quĂmicas do homem viciado,
O ganir dos animais torturados,
O morrer das plantas maltratadas.
Ăs molĂ©culas, ĂĄtomos latejantes,
A ciĂȘncia, a loucura, o medo.
Ăs o crĂąnio do progresso absurdo.
Ăs a caneta do escritor esquecido,
Transcrevendo os amores e os risos
De uma vida entre homens amantes.
Ăs triste e amarga realidade
De um ser nascendo espremido
Da boca de um tubo de ensaio.
Quem és?
_ Sou eu, crescendo e lamentando:
A fome, as guerras, a necessidade, mas,
Comandando o mundo mecanizado.
â
ENVOLVIDA NA SOLIDĂO
Agora Ă© tarde
vocĂȘ deixou o tempo me curar
do seu amor
te apagar para sempre da minha mente
apagar as marcas da sua mĂŁo no meu corpo,
vocĂȘ me deixou gelar da boca ao coração
que antes corria fogo
deixou meu sangue enfraquecer
deixou minha mĂŁo estendida e
meus olhos fechados
vocĂȘ me deixou sozinha na noite escura
e me sufocar com seu desespero
vocĂȘ me deixou,
me esqueceu
me enlouqueceu
e hoje te deixo fora de mim.
â AQUELE AMOR, AQUELA PAIXĂO.
Sob um céu de estrelas,
Sobre uma grama rente,
SĂł eu estou com ela,
SĂł ela estĂĄ a me ouvir.
Só o coração revela
O que a mĂșsica nĂŁo diz,
O amor que eu sinto por ela,
O amor que a faz tĂŁo feliz
Quando a noite se esconde,
E o dia vem brilhando,
Vai derretendo a felicidade
Que o frio da noite uniu com o luar.
Quem és tu donzela,
Que com teu olhar de sonhos,
E sua voz singela,
Me fez apaixonar?
A noite jĂĄ se foi,
O dia vai findar,
E sua despedida
Me fez chorar.
Saudades, saudades!
Amargura no coração,
De um dia ter possuĂdo
Aquele amor, aquela paixĂŁo.
â O amor nĂŁo se faz com palavras, lĂĄgrimas perdidas, mĂŁos que se tocam, lĂĄbios que se desejam, nem corpos que se unem.
O amor nĂŁo se faz com presentes, nem com momentos alegres que ignoram verdades e conflitos...
O amor não se faz com o tempo, nem com a vitória e nem com a derrota consolada com o abraço!
O amor nĂŁo se faz, pois ele Ă.
E antes de tudo isso Ele jĂĄ era Amor!
Ele Ă© tudo o que nĂŁo conseguimos dizer quando o coração palpita no fundo da alma e a tristeza com a saudade que nĂŁo cobre ausĂȘncias...
O amor nĂŁo se cria, nem se elabora com mensagens bonitas e convenientes...
O amor Ă© aquilo que cada um sente em seus momentos solitĂĄrios, de encontros e/ou de despedida!
â Eu mereço felicidade tambĂ©m
Eu mereço paz também
Eu mereço amor também
Apenas por existir, vocĂȘ merece tambĂ©m.
â O amor Ă© algo que construĂmos com base no que alguĂ©m nos faz sentir, somente uma pessoa incrivelmente interessante por dentro, pode nos fazer se sentir bem de verdade.
â LEBERTEM A PAZ
A paz,
Toda paz,
Ă sempre paz,
Quando mĂŁos se unem,
E num apelo de amor
Trabalham em comunhĂŁo,
Em favor daquele irmĂŁo
Que nĂŁo sorri.
O sorriso,
Todo sorriso,
Que vem da paz.
Toda paz,
Que um dia o homem
Trancou em seu coração,
E se esqueceu de dizer:
'EU TE AMO"
Para quem precisa.
Para aquele que sofre.
1986.
â A saudade Ă© a segunda casa do amor. Sempre que o amor estiver distante, procure na saudade, que Ă© lĂĄ que ele deve estar.
