Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Hoje completa exatos 150 dias, meu amor!
150 dias que vocĂȘ chegou pra completar a nossa famĂlia.
150 dias de um amor incondicional!
150 dias em que abdico de mim para cuidar de vocĂȘ â e se vocĂȘ quer saber, nĂŁo me arrependo nem um pouco disso.
Um dia, eu pedi pra Deus alguĂ©m que eu amasse com todo o meu coraçãoâŠ
E Ele, com toda bondade, me enviou vocĂȘ.
Se eu tivesse mais 10 vidas, pediria somente para ser sua mĂŁe em todas elas.
Eu amo vocĂȘ.
Amo ser sua mĂŁe, amo cuidar de vocĂȘ, amo atĂ© as noites sem dormir, as madrugadas acordadas e os chorinhos que sĂł uma mĂŁe sabe decifrarâŠ
Eu te amo, meu filho, minha dĂĄdiva.
Ecos
O que eu sentia por vocĂȘ?
Um eco vazio, um amor dilacerado,
Troca constante, como sombra em dia nublado
A confiança se esvaiu, um sonho desfeito.
Anos passaram sem um gesto sincero
Palavras que brotavam de meu ser como flores,
VocĂȘ sĂł repetia, ecoando meus temores
Nada partia de vocĂȘ, apenas um silĂȘncio severo.
CompetĂamos em uma dança cruel
Eu nĂŁo queria vencer, sĂł queria amar.
Vi seus erros se acumulando em um painel
Mas a cegueira do amor me fez hesitar.
Preferi desistir da vida a sentir a dor profunda,
Machucando-me fisicamente para calar a mente.
VocĂȘ nunca viu as lĂĄgrimas que o peito afunda,
Desconhecendo o abismo em que eu me fazia ausente.
Sentimental por dentro, chorava em segredo,
Temia aborrecer-te com minha fragilidade.
Transformava sua vida em risos e enredo,
Amendoim e vinho â nossa falsa felicidade.
Acreditava que ter vocĂȘ perto era melhor,
Sofrendo na companhia da sua indiferença.
Esperava que vocĂȘ fosse meu alvorecer,
Mas no fim percebi que era só uma crença.
Na Ășltima volta que nos encontramos,
Me tornei sua sombra â briga e grito.
Um espelho da dor que juntos formamos,
Entregando-me inteira a um amor tĂŁo aflito.
Agora carrego as marcas desse amor sombrio,
Um fardo pesado que nĂŁo sei como soltar.
E mesmo perdida em meio ao vazio,
Espero um dia encontrar o caminho para amar.â
â Sua alma calada Ă© uma fruta de plĂĄstico.
O agora eterno era um relĂłgio sem bateria.
O amor sem liberdade Ă© um homem preso ao corpo.
Uma flor que nasce do silĂȘncio era um gesto que sĂł o tempo entendia.
A lucidez em demasia é a distorção da realidade em estado de insanidade.
Quando ninguém a observava ela ria com os ouvidos.
A cor da ausĂȘncia Ă© transparente e quando preenchida Ă© um prisma de arco de Ăris.
A lĂĄgrima interna molha a alma.
PĂĄaa Ă© o som do impossĂvel absurdo.
Se a linguagem evaporasse ela nascia de novo na chuva das palavras.
â A sensação de um amor sĂĄfico
Sempre serå um mistério inefåvel,
Quando ela chega, meu coração dispara,
Nos olhos de mel, encontro meu lar.
Sinto-me em outro mundo,
Onde sĂł existe esse sentimento genuĂno,
Sorrisos tĂmidos, um leve tremor,
E a leveza de um amor sem temor.
Pergunto-me entĂŁo,
O que Ă© amar sem culpa, sem medo,
Viver esse romance leve,
Que desafia o tabu, que rompe o segredo.
Pois o amor verdadeiro nĂŁo conhece limites,
E na coragem de amar, encontro minha liberdade.
â AMOR QUE FREIMA (soneto)
Versos meus que chamei de ilusĂŁo
Devaneios, mas cheios de sentido
Suspiro, sussurro, na dor escondido
Versos meus a que chamei paixĂŁo
O ardor cultivei, tive sofreguidĂŁo
Também, de afeição fui servido
Nesta versificação estive aluĂdo
Ora cå, ora acolå, varia emoção
Romantismo na rima foi colocado
Onde o meu versar fica debruçado
A espiar o existir a se movimentar
E direis, versos meus, ainda teima?
Como negar a um verso apaixonado
Se meu canto tem amor que freima.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24 julho, 2025, 19â56â â Araguari, MG
â Ela queria um amor que a curasse.
Ele era a ferida que aprendeu a caminhar.
Ela achava que alma bonita era alma leve.
Ele sabia que as mais belas afundam em silĂȘncio.
Marco Aurélio teria inveja da calma dele.
Epicteto entenderia seu desprezo pelo caos.
PlatĂŁo veria nele a caverna â
mas Nietzsche o chamaria de fogo.
Ele nĂŁo responde com gritos.
Ele vinga com presença.
Ele nĂŁo precisa vencer:
jĂĄ virou a dor em destino.
JĂĄ fez do abismo um espelho â
e sorriu."**
â Purificação
---
â QUERIDO AMOR
Escrevo essa carta com o coração
VocĂȘ Ă© resposta da minha oração
Obrigada por me ensinar a amar
Obrigada por me ensinar a descansar
....
Descansar, apoiada em seu peito
Nisso que penso quando deito
Te admiro, meu amor
Por isso, nĂŁo quero te ver sentindo dor
....
VocĂȘ Ă© o homem que eu sempre quis
EntĂŁo, nunca se esqueça do que vocĂȘ diz:
"Devemos sentir gratidĂŁo, mesmo que tudo seja em vĂŁo"
....
VocĂȘ me ensinou o que Ă© o amor
me fez sentir poder entre o medo
VocĂȘ me ensinou a lutar contra a dor
me trouxe o significado de 'enredo'
.....
Um enredo lindo nĂłs criamos
Juntos, pensamos, criamos, amamos
Meu amor, nĂŁo hĂĄ palavras para descrever
A força que vocĂȘ me trouxe para voltar a viver
â "SenĂŁo de UrgĂȘncia"
O amor nĂŁo nasce da falta, mas da escolha consciente.
NĂŁo Ă© urgĂȘncia, Ă© presença.
Querer alguém sem depender, amar sem se perder, e caminhar ao lado sem pressa, sem pressão.
Ser inteiro, oferecer afeto calmo, livre e verdadeiro, um vĂnculo sem correntes, onde permanecer Ă© liberdade, nĂŁo obrigação...
- Fran Lima -
â UM SONHO
O sonho ou vontade de um dia...
O amor,que sĂł ela nĂŁo via...
Do longe tudo perfeito...
Inverdades,sonhadas com ar verdadeiro...
Sentimentos criados,sem arte e respeito...
Pintura ruim de qualquer obreiro...
Imperfeição de aventureiro...
SilĂȘncio,angustia..em dia inteiro
Num sonho de um sĂł dia...
Ou talvez de vida inteira...
O amor Ă© surpreendente, quando pensamos que jĂĄ vivemos e experimentamos todas as suas vertentes, o amor nos mostra que nada Ă© igual, cada segundo de nossa vida Ă© diferente um do outro, eu poderia falar um milhĂŁo de coisas, mesmo assim nĂŁo conseguiria expressar todas as minhas emocĂ”es, a chama que vocĂȘ plantou aqui, nunca irĂĄ apagar, obrigado pelo carinho, obrigado pela compreensĂŁo, pelo sorriso, pelas aventuras, por me fazer sentir que estou vivo, obrigado pelo amor, eu jamais vou te esquecer, mas agora Ă© hora de vocĂȘ voar, vai lĂĄ, conquista o mundo, "Quem sabe em outra vida" BABY.â
â Perdi VocĂȘ
Perdi, o Ășnico motivo
O Ășnico desvio
De tantos desvarios
Perdi vocĂȘ, meu amor
Um dia eu vou abençoar
Meu prĂłprio amor
SĂł pra ceifar essa dor
Nessa casa grande que hei de soar
Pois vocĂȘ nĂŁo vem
Cedo nĂŁo vai dar pra andar
Sozinha na rua
De dia
Todo sua
Menina
Mas vou ver
O tempo correr
Pro espaço varrer
Pra longe, essa dor
Que faz eu pensar em vocĂȘ
â Ele chegou com calma.
Sem prometer o mundo, mas me mostrando que o amor mora nos detalhes.
No cuidado. No carinho. No gesto simples que aquece o peito.
Ă o oposto de tudo que jĂĄ viviâŠ
E talvez, por isso, esteja me fazendo tĂŁo bem.
NĂŁo Ă© conto de fadas.
Ă real. Ă leve. Ă recĂproco.
E depois de tanto procurar nos lugares erradosâŠ
A vida me trouxe alguĂ©m que parece ter vindo no tempo certo. đż
â Sinta o aroma que exala do peito, esem pressa...
A essĂȘncia do amor nĂŁo se vĂȘ, e sim se confessa...
Quem aprende a amar, nĂŁo fere, e nem mente...
Acaricia a alma do amado, e permanece presente...
Confiança é jardim, e o toque, e oração...
Quem ama de verdade, segura a mão, e não fere outro coração...
Nadson - Origem Poética
â O Amor Que Resta Aos Homens de sucesso
Meu irmĂŁo me disse algo simples, quase banal Ă primeira vista, mas que carregava uma densidade que sĂł o tempo sabe revelar:
"VocĂȘ nĂŁo precisa mais de diplomas, nem de alguĂ©m mais bem-sucedido que vocĂȘ. SĂł precisa de alguĂ©m que te toque a alma."
E eu fiquei ali, entre o silĂȘncio e o impacto, digerindo aquela frase como quem ouve uma verdade Ăłbvia pela primeira vez â e se pergunta por que passou tanto tempo ignorando-a.
Percebi que, em algum ponto do meu caminho, transformei o amor em currĂculo. Como se relacionar fosse um tipo de compatibilidade curricular entre conquistas, graus acadĂȘmicos e prestĂgio social. O afeto virou exigĂȘncia. A conexĂŁo, performance.
Mas agora, com os pĂ©s firmes sobre o que construĂ e o cansaço de ter sido tantas versĂ”es de mim, compreendi que o que busco jĂĄ nĂŁo Ă© idealizado â Ă© real.
Não preciso mais de alguém que me prove algo, nem que me desafie intelectualmente em todo café da manhã.
Quero alguĂ©m que me olhe e me veja. Que compartilhe o silĂȘncio comigo sem necessidade de quebrĂĄ-lo com explicaçÔes.
Alguém que não veja minha alma como um quebra-cabeça, mas como um abrigo.
Quando ele me disse aquilo, senti como se tivesse recebido uma autorização existencial para parar de lutar por mais.
Como se, finalmente, eu pudesse descansar do papel de quem precisa sempre encontrar o âalguĂ©m Ă alturaâ.
Porque talvez, no fundo, o que a gente precisa mesmo não é de alguém que nos ultrapasse,
mas de alguém que caminhe ao lado.
E foi nesse instante que entendi por que tantos homens bem-sucedidos, ao final de um ciclo, escolhem mulheres mais jovens, mais simples, menos densamente filosĂłficas.
NĂŁo por vaidade, como muitos presumem.
Mas por exaustĂŁo.
Eles jĂĄ enfrentaram a vida com espadas. JĂĄ passaram pelas guerras do ego, das metas, das autossabotagens refinadas.
Jå suportaram relaçÔes que eram debates disfarçados de encontros,
e agora desejam apenas um lugar onde nĂŁo precisem se defender da complexidade.
Depois de tanta construção, o ser humano deseja um espaço onde possa apenas ser.
Leve. Inteiro. Sem precisar provar o prĂłprio peso.
A verdade Ă© que hĂĄ um tempo para a profundidade que inquieta, e outro para a profundidade que acolhe.
HĂĄ um tempo para a mulher que provoca revoluçÔes â e outro para aquela que silencia as tempestades.
E isso nĂŁo Ă© uma hierarquia, Ă© uma travessia.
Porque quando se caminha o bastante, o que se deseja nĂŁo Ă© o extraordinĂĄrio â
mas o essencial.
E o essencial, quase sempre, Ă© invisĂvel para quem ainda estĂĄ tentando ser visto.
Tamara T Guglielmi
â 𩞠PACTO BRUTAL
FamĂlia nĂŁo Ă© amor.
FamĂlia Ă© um pacto.
Um pacto assinado com sangue,
mas nunca com consentimento.
Nasce-se algemado a vozes que nĂŁo se escolhe.
Sorri-se para carrascos com sobrenome em comum.
E aprende-se cedo que "eu te amo" pode doer mais que um tapa,
porque vem de quem te destrĂłi por dentro e depois ora por ti em voz alta.
FamĂlia, Ă s vezes, nĂŁo Ă© lar:
Ă© prisĂŁo com cortinas floridas.
Ă onde se enterra o grito na garganta
e se aprende a vestir a mĂĄscara de âtĂĄ tudo bemâ.
Nesse pacto brutal,
o afeto Ă© moeda de troca.
Se vocĂȘ pensa diferente,
Ă© o herege.
Se adoece,
Ă© o ingrato.
Se sangra,
é o fraco da geração.
Eles nĂŁo querem sua verdade.
Querem a manutenção do mito:
a mentira de que sangue basta.
Mas sangue nĂŁo cria.
Sangue nĂŁo acolhe.
Sangue sĂł mancha.
Neste pacto,
te juram amor eterno,
mas falham em te ver como ser humano.
Te querem funcional, sorridente, obediente.
Ser vocĂȘ? SĂł se couber no molde deles.
Por isso, escuta bem:
VocĂȘ nĂŁo deve lealdade ao que te destrĂłi.
FamĂlia que nĂŁo respeita tua dor
nĂŁo Ă© sagrada â Ă© maldição.
E talvez o ato mais santo
seja quebrar o pacto.
Seja romper o ciclo.
Seja gritar, pela primeira vez, com a voz limpa:
𩞠"Eu existo, mesmo que isso custe a ilusĂŁo da famĂlia perfeita."
â Purificação
---
