Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Sempre soube que o amor nĂŁo estava reservado para mim...Mas ao mesmo tempo sonhava com a possibilidade de ele acontecer na minha vida independentemente do que o destino reservava para mim. Certo dia apaixonei-me e foi aĂ que me iludi e o meu mundo parou de girar por causa de um simples olhar, foi nesse momento que poderia ser feliz e finalmente completar o espaço vazio que em mim havia. Passei no entretanto muitas provaçÔes que me fizeram mais sĂĄbio e clarificaram a minha visĂŁo do mundo e de tudo aquilo que fazia parte dele...Foi nesse momento que descobri que o meu amor nĂŁo era um sentimento reciproco e fiquei com a alma despedaçada...Mais tarde com a minha experiĂȘncia aprendi que tudo aquilo que passei na vida foi nada mais nada menos do que uma forma de aprendizagem. Aprendi que aquele espaço vazio em mim nĂŁo tinha de ser necessariamente completado por alguĂ©m mas sim por mim prĂłprio, nĂŁo era o amor que faltava no meu vazio, mas sim todas as liçÔes que aprendi na minha vida, nĂŁo era o amor de outrem que me faria feliz mas sim o amor prĂłprio...No final de contas era sempre eu que estava em falta para comigo prĂłprio e a vida foi o que ajudou a transcender-me a mim prĂłprio numa viagem de auto-descoberta.
O amor na verdade, é uma força ativa, força que derruba a parede que separa uns dos outros e faz superar todo o isolamento de segregação.
A paixĂŁo e o amor
A paixĂŁo se anuncia em voz alta pois se surpreende consigo, como um deboche do que ainda estĂĄ por vir. NĂŁo coloca pĂ© apĂłs pĂ©, mas se descobre na corda bamba e o seu maior medo Ă© nĂŁo cair, equilibrar a insegurança e com ela ficar, dando para a plateia a impressĂŁo de que estĂĄ tudo sob controle. AliĂĄs, a paixĂŁo, quando nova, recrimina-se por ser quem Ă©, porque entrega a alguĂ©m que se esconde o produto do acĂșmulo de afetos e desafetos que, outrora, outras, como ela, jĂĄ se dedicaram a recolher.
Mas que nĂŁo se enganem os desavisados, porque, ainda que esta doação ocorras por livre e espontĂąnea vontade do ser, do universo, de Deus, ou da carne, ela encerra em si um mundo de expectativas: o cheiro, o gosto, o toque, a roupa, a mĂșsica, a beleza, o portuguĂȘs, o bom dia... Ou seja, a paixĂŁo Ă© preconceituosa! Atribui qualidades pelo simples fato de existir, ou pelos olhos, pela estampa do Chico, pelo sopro de sonho que sai da sua sorte.
De vez em quando ela acerta e não tem do que reclamar. Porém, quando erra, fica procurando uma maneira de chegar ao seu destino por um caminho que nunca existiu. Só que nesse meio tempo tem muita pupila dilatada, muito arrepio, muita surpresa, muita febre.
JĂĄ o amor nĂŁo grita a sua essĂȘncia porque sabe que se construiu muito mais sobre o silĂȘncio do que sobre o ruĂdo. NĂŁo tem mais fĂŽlego para deslizar na corda, mas estĂĄ lĂĄ embaixo segurando a haste que lhe dĂĄ sustentação.
O amor tambĂ©m entrega a alguĂ©m o acĂșmulo dos seus afetos e desafetos, mas nĂŁo mais o desconhece, pelo contrĂĄrio, jĂĄ nĂŁo se assusta quando toca a campainha. E Ă© por isso que o amor jĂĄ nĂŁo espera, ele doa, dĂĄ, entrega, sem pedir que o outro seja aquilo que ele jĂĄ sabe que nĂŁo Ă©.
A loteria jĂĄ nĂŁo tem mais relevĂąncia porque ele sabe que nĂŁo ganhou o maior prĂȘmio, mas se contenta com o que tem no bolso.
O amor nĂŁo erra ou acerta, ele Ă©.
Entretanto, apesar de ser o irmĂŁo mais velho e experiente, ele coloca todos os dias a paixĂŁo para ninar, momento em que escuta as histĂłrias que ela tem para contar, pois sabe que nesse meio tempo da vida tem que ter muita pupila dilatada, muito arrepio, muita surpresa, muita febre.
I
Eu tenho quinze anos
E sou morena e linda!
Mas amo e nĂŁo me amam
E tenho amor ainda.
E por tĂŁo triste amar,
Aqui venho chorar.
II
O riso de meus lĂĄbios
HĂĄ muito que murchou;
Aquele que eu adoro
Ah! Foi quem matou;
Ao riso, que morreu,
O pranto sucedeu.
III
O fogo de meus olhos
De todo se acabou,
Aquele que eu adoro
Foi quem o apagou:
Onde houve fogo tanto
Agora corre o pranto.
IV
A face cor de jambo
Enfim se descorou,
Aquele que eu adoro
Ah! Foi quem a desbotou:
A face tĂŁo rosada
De pranto estĂĄ lavada!
V
O coração tão puro
JĂĄ sabe o que Ă© amor,
Aquele que eu adoro
Ah! SĂł me dĂĄ rigor:
O coração no entanto
Desfaz o amor em pranto.
VI
Diurno aqui se mostra
Aquele que eu adoro;
E nunca ele me vĂȘ,
E sempre o vejo e choro;
Por paga a tal paixĂŁo
SĂł lĂĄgrimas me dĂŁo!
VII
Aquele que eu adoro
E qual rio que corre,
Sem ver a flor pendente
Que ti margem murcha e morre:
Eu sou u pobre flor
Que vou murchar de amor.
VIII
SĂŁo horas de raiar
O sol dos olhos meus,
Mau sol! Queima a florzinha
Que adora os olhos seus:
Tempo Ă© do sol raiar
E Ă© tempo de chorar.
IX
LĂĄ vem sua piroga
Cortando leve os mares,
Lå vem uma esperança
Que sempre dĂĄ pesares:
LĂĄ vem o meu encanto,
Que sempre causa pranto.
X
Enfim abica a praia,
Enfim salta apressado.
Garboso como o cervo
Que salta alto valado:
Quando hĂĄ de ele cĂĄ vir
SĂł pra me ver sorrir
?
XI
LĂĄ corre em busca de aves
A selva que lhe Ă© cara,
Ligeiro como a seta
Que do arco seu dispara:
Quando hĂĄ de ele correr
Somente para me ver.
XII
LĂĄ vem do feliz bosque
Cansado de caçar,
Qual beija-flor que cansa
De mil flores a beijar:
Quando hĂĄ de ele, cansado,
Descansar a meu lado?
XIII
LĂĄ entra para a gruta,
E cai na rude cama,
Qual flor de belas cores,
Que cai do pé na grama:
Quando hĂĄ de nesse leito
Dormir junto a meu peito?
XIV
LĂĄ sĂșbito desperta,
E na piroga embarca,
Qual sol que, se ocultando,
O fim do dia marca:
Quando hei de este sol ver
NĂŁo mais desaparecer?
XV
LĂĄ voa na piroga,
Que o rasto deixa aos mares,
Qual sonho que se esvai
E deixa apĂłs pesares:
Quando hĂĄ de ele cĂĄ vir
Pra nunca mais fugir?...
XVI
Oh bĂĄrbaro! Tu partes
E nem sequer me olhaste?
Amor tĂŁo delicado
Em outra jĂĄ achaste?
Oh bĂĄrbaro! responde,
Amor como este, aon
de?
XVII
Somente pra teus beijos
Te guardo a boca para;
Em que lĂĄbios tu podes
Achar maior doçura?...
Meus lĂĄbios, murchareis,
Seus beijos nĂŁo tereis!
XVIII
Meu colo alevantado
Não vale teus abraços?...
Que colo hĂĄ mais formoso,
Mais digno de teus braços?
ingrato! Morrerei...
E não te abraçarei.
XIX
Meus seios entonados
NĂŁo podem ter valia?
Desprezas as delĂcias
Que neles te ofÂrecia?
Pois hĂŁo de os seios puros
Murcharem prematuros?
XX
NĂŁo sabes que me chamam
A bela do deserto?...
Empurras para longe
O bem que te estĂĄ perto?...
SĂł pagas com rigor
As lĂĄgrimas de amor?...
XXI
Ingrato! Ingrato! foge...
E aqui nĂŁo tornes mais,
Que, sempre que tornares,
TerĂĄs de ouvir meus ais:
E ouvir queixas de amor,
E ver pranto de dor...
XXII
E, se amanhĂŁ vieres,
Em pé na rocha dura
'Starei cantando aos ares
A mal paga ternura...
Cantando me ouviras,
Chorando me acharĂĄs!...
Acredito que a partir do momento que nosso amor prĂłprio cresce, tudo passa a ter sentido, inclusive o prĂłprio amor.
O quĂȘ Ă© amor? Ă© algo que nos faz fazer o impossĂvel, acreditar em promessas loucas, atravessando qualquer barreira pela frente sĂł para salvar o amor da sua vida, e vocĂȘ ainda tem coragem de dizer que o amor nĂŁo existe.
Eu penso em ti. 24 horas por dia!
E nĂŁo hĂĄ nada mais bonito em mim do que o teu amor
Surgindo em meio aos raios do sol.
Beijando meu rosto, aquecendo o meu coração
E alegrando o meu viver...
E Ă© assim que acordo, suspirando, refletindo
Saudando o mundo e agradecendo Ă DEUS por tua
ExistĂȘncia em minha vida.
