Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Jamais irei me arrepender
De dizer o que sinto, doce e garbosa
Ă tĂŁo peculiar esse nosso amor
Que seu pelido carinhoso Ă© airosa
Se juntasse todos os adjetivos
Te resumiria em donairosa
Pois és tão bela e cintilante
A mais cordial, e proeminente jeitosa
Nunca imaginei meu mundo
Sem a aprazĂvel e mais vistosa
A mais apolĂnea flor do meu jardim
E por demais harmoniosa
Ao seu lado quero sempre estar
Mesmo que a vida nĂŁo seja tĂŁo gostosa
Mas passarei todos bons e mĂĄs momentos
Com vocĂȘ, galante, atraente, encantadora e charmosa
â Hoje Ă© Dia do Poeta, poeta sei que sou
NĂŁo porque escrevo poemas
Mas porque acredito no amor.
HĂĄ poesia nas palavras
Mas a poesia, em seu esplendor,
EstĂĄ mesmo nas coisas pequenas
E naqueles que as dĂŁo valor.
â E quando sentir frio
Corre debaixo do cobertor
Porque nao sou mais seu amor
Não te aqueço mais
E quando sentir frio
Lembre-se do calor e da emoção
Que dava em seu coração
De dormir agarradinho
NĂŁo minta eu ainda hĂĄbito
Dentro desse coraçãozinho
Mas se um dia doer
Lembre se que tudo foi bom
Os nosso momentos de paixĂŁo
Talvez nós tivéssemos nós iludidos
AchĂĄvamos que era amor
Mas estĂĄvamos confundidos.
Porque se fosse amor
NĂłs estarĂamos unidos
E nĂŁo desprovidos
â Um bule cheio de inspiração...
café com leite em ebulição,
ao tomar com poesia...
amor e emoção!
Luciano Spagnol - poeta do cerrado
â sobre definiçÔes do amor
Apesar de ser uma ĂĄvida leitora, eu nunca encontrei alguĂ©m que definisse uma palavra em especĂfico por completo: Amor. NĂŁo hĂĄ no dicionĂĄrio o significado do amor, pelo que eu me lembre, mas as pessoas insistem em repetir a palavra como se ela possuĂsse uma força milagrosa. O amor resolve tudo, eles dizem. O amor Ă© generoso, altruĂsta, e nĂŁo pode ser medido. Ă algo que nĂŁo se consegue descrever, sĂł sentir. Me pergunto, entĂŁo, como podem tentar defini-lo, se o sentimento Ă© algo particular e nĂŁo vem em um manual de instruçÔes.
Quero dizer, eu amo meus pais. Quero o bem e a felicidade deles, mas nĂŁo sei como fui levada a sentir isso. NĂŁo posso dizer que aprendi a amĂĄ-los, porque Ă© quase unĂąnime o pensamento de que vocĂȘ deve amar seus pais, e eles devem amĂĄ-lo. Mas de onde veio essa instrução? SerĂĄ que Ă© regra que todos os pais amem seus filhos e todos os filhos amem seus pais? Sabemos que nĂŁo. Ainda assim, as pessoas repetem que o amor cura tudo e supera tudo. Mas eu nĂŁo sei mais se acredito nisso.
NĂŁo consigo entender meu amor como altruĂsta, tampouco como generoso. Amar alguĂ©m nĂŁo significa que vocĂȘ nĂŁo sinta ciĂșmes dele ou dela e queira deixa-los livres demais. Amar tambĂ©m nĂŁo assegura que vocĂȘ ficarĂĄ feliz por todas as conquistas da pessoa, ou que vocĂȘ aceitarĂĄ todos os seus defeitos. Acredito que, quando tentamos definir o amor, acabamos por segregĂĄ-lo, porque nĂŁo hĂĄ sĂł uma espĂ©cie de amor. E, ao dizer isso, eu tambĂ©m caio na mediocridade de dizer que hĂĄ espĂ©cies de amor. Como saberia, se nĂŁo hĂĄ uma definição exata do termo?
O ponto Ă©: o amor deve ser uma coisa indefinida. Deve ser sentido, sim, mas nĂŁo colocado em nenhuma categoria para que evitemos perder por nĂŁo amar do jeito convencional. Acredito que seja possĂvel amar com muita vontade, mas odiar na mesma proporção, e isso nĂŁo anularia o amor, nem seria capaz de diminuĂ-lo. Acredito que podemos amar sem precisar aceitar os defeitos do outro, ou querer deixa-lo muito solto. Acredito que amar Ă© pensar em perder, Ă© querer terminar, Ă© brigar, e nĂŁo devemos nos culpar por isso. Eu acredito, mas dificilmente pratico, porque ainda estou presa Ă prĂ©via definição do amor: altruĂsta e generoso, quando pode nĂŁo ser exatamente assim.
Assim, vamos tentar definir menos e sentir mais, porque o amor Ă© algo muito maior que conhecemos, portanto, passĂvel de generalizaçÔes.
â Nem sempre botĂŁo vira rosa, ou a rosa vira amor. Nem todo amor Ă© adorno, para capricho enlaçador, enlaçado no encanto, em paixĂŁo se transformarĂĄ, mas Ă© no conto de abandono que irĂĄ se encontrar.
â O amor chega atĂ© nĂłs como um presente. Como um brinquedo que uma criança queria tanto. No começo a criança nĂŁo se cansa de brincar, fica tĂŁo feliz que quer mostrar pra todo mundo o brinquedo novo. Depois de um certo tempo o interesse diminui, jĂĄ nĂŁo brinca mais como antes. Passado mais algum tempo o brinquedo fica de lado... Embora nĂŁo brinque mais, ainda gosta do brinquedo e tem ciĂșmes dele. De vez em quando repara nele largado num canto, ainda gosta dele, no entanto nĂŁo Ă© mais a mesma coisa.
Poderia doar pra outra criança, que de repente ficaria feliz em ganhar o brinquedo mesmo usado, mas não consegue desapegar, então embora não brinque mais, mantém o brinquedo guardado quando poderia deixå-lo para outra criança que certamente o adoraria.
Assim pode ser o amor de algumas pessoas, nĂŁo Ă© mais como antes, nĂŁo se interessa mais, nĂŁo Ă© mais importante,mas ao invĂ©s de deixar o outro ir, o mantĂ©m preso ao seu egoĂsmo.
â Quero um amor vivo como o fogo e nĂŁo morto e sĂłlido quanto gelo, se ĂĄgua da vida, o fogo Ă© a magia que a motiva a viver.
â Existe uma linha muito tĂȘnue entre o egoĂsmo, o individualismo e o amor prĂłprio. Talvez porque eles tenham influĂȘncias entre si, jĂĄ que o egoĂsmo pode levar ao individualismo, o fantasioso individualismo da independĂȘncia muitas vezes se confunde com a plenitude do amor prĂłprio, e o amor prĂłprio massageia o ego, retroalimentando o egoĂsmo, indiretamente. Seja indivĂduo, mas nĂŁo seja individual, ame-se e domine seu ego.
â Por nĂŁo poder responder a um amor
Deixei que ele partisse...
Por nĂŁo poder viver sem esse amor
Pedi que ele voltasse...
Tarde demais, disse o meu amor.
SolidĂŁo demais, reclama minha dor.
Amores
Amor te entende,
Que mesmo insano,
NĂŁo estĂĄ doente.
Amor estranho,
Que remete a superação,
Me deixa sem chĂŁo,
Diante desta redenção.
Amor que me fadiga
E agita meu coração,
Não sei se é batida ou decepção.
Amor quando verdadeiro,
Sem paixĂŁo,
Com o tempo envelheceu,
E se tornou irmĂŁo.
Amor de uma sĂł unidade
Plural nunca se torna a ser,
Triste quem vive este amor,
Sozinha sempre hĂĄ de viver.
Amor...
Quando vocĂȘ quer ser feliz, nĂŁo podes medir o peso dos desafios. Porque amor Ă© loucura, ela passa por cima dos obstĂĄculos.
