Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Se um dia me perguntar das coisas boas da vida, vou lembrar do AMOR puro e verdadeiro que jamais serĂĄ esquecido e da FELICIDADE singela que vive ao nosso redor, que por mas simples que seja te faz acreditar que ser feliz depende de vocĂȘ e que estĂĄ em volta completa sua felicidade.
Amor verdadeiro
TĂŁo forte Ă© esse amor
TĂŁo forte como o ferro
Que tudo quebra e esmiĂșça
Doce Ă© o que me faz sentir e,
Agradåvel a sua satisfação
Quero sempre te amar
Porque isto me serve de motivação
Crio, interiorizo e materializo
Tudo a partir do coração
DifĂcil Ă© assemelhar o que sinto
Porque sinonimo nenhum serve para tal
Esse amor Ă© especial
NĂŁo inveja, nĂŁo trata mal
NĂŁo se vende
Até pode enfraquecer
Mas no fim tudo suporta.
SĂł quem ama
Pode entender
Os porquĂȘs do amor
E gritar sem dissabor
Que ama por merecer
Ă preciso saber o que Ă©
Isso de amor
Para sentir prazer neste poema
E entender porque as estrofes se apaixonam
Se não amas até hoje
EntĂŁo esse poema nĂŁo te diz respeito
Ele Ă© pobre sim, bem que aceito
Mas para que ama
Esse poema Ă© luz, Ă© paz
Ă sentimento escrito, mas vive
Ă mais que poema Ă© reflexĂŁo.
Meu primeiro amor
Com o âŠ
Por entre as pĂ©talas das suas âmathangasâ
Aprendi como Ă© que,
Se desenha um filho
Sem noção de arquitectura
Penetrei-te amorosamente
Como o camponĂȘs
Desvirgina a terra
Na esperança de um dia
Lhe proporcionar uma bela colheita
Quando gritei NhandayeyoĂŽĂŽâŠ
Quando invoquei aos meus antepassados
Era o nosso filho estalando-se no seu Ăłvulo,
Fecundante.
Era o leite que, amanhĂŁ, farĂĄ com que,
Os que hoje te chamam de âNguavanaâ
Te chamem mulher
Contigo aprendi que,
Na vida nada mais doce pode existir
SenĂŁo essa fonte de prazer
Que as sexopatas vendem atĂ© em âDumbaneguesâ .
O Nosso amor jĂĄ era
Ontem foste a preferida
Amava-te mais do que a prĂłpria vida
Igualmente me amaste também
SĂł que o tempo foi passando
E conheceste outro alguém
Desde entĂŁo vivi corneado
Tentei avivar o nosso amor
Mas em troca me causavas dissabor
Sonhei acordado e desacordei
NĂŁo soube explicar-me o sucedido
Muito menos entender onde errei
Vi o amor desgastado e desiludido
Hoje sou eu quem nĂŁo te quer
Não por vingança, nem se eu puder
Magoaste-me quando te superiorizaste
Como quem traz o mundo Ă s costas
Sem medir esforços te mostraste
NĂŁo quero saber se de mim ainda gostas
Saia dos caminhos que um dia nos uniram
E devolva-me o amor que as flores pariram
Para que nĂŁo mais de mim sintas falta
Para que nĂŁo mais me lembre de ti um dia
E com meu novo amor tenha vida grata
Pois contigo jĂĄ era, se Ă© que nĂŁo sabia.
AMOR SEM FIM...
Meu amor queria ser irracional,
Ver vocĂȘ nas asas de gato,
Mas gatos nĂŁo tĂȘm asas?
VocĂȘ me questionaria.
O amor nĂŁo tem lĂłgica de existir...
Quero dançar um balé inventado,
Sem nomes complicados,
Sem pontas de pés e sapatilhas.
Quero unhas em minhas costas,
PalavrÔes num sussurrar de prazer,
Suores emanados pelo ar
E tendo vocĂȘ a tremer por ter me amado.
Quero amar vocĂȘ...
Sei que ai Ă© o seu lugar,
Mas sei que meu coração fica vazio sem vocĂȘ,
Venha sentada num gato alado
O seu lugar ocupar...
André Zanarella 13-11-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4601904
O uso e o abuso do amor.
O amor,
serve pra transpor,
pra superar Ăłdio e rancor,
pra salvar-nos todos,
de mĂĄgoas e outras dores,
pra sucumbir,
lavando a alma,
vivendo novos sabores.
Mas claro!
Tem gente que estraga,
faz da palavra amor,
uma desculpa,
pra torturar,
manipular a pessoa amada.
Jogando-lhe culpas,
mentiras diĂĄrias,
misturando ternura,
com tapas na cara,
uma palavra doce,
com doze amargas,
um unhar que arrepia,
com o fio da navalha.
Por isso cuidado,
sim cuidado,
cuidado com o rancor,
cuidado com o amor.
Na raiva, tenha cuidado,
no amor, seja cuidado.
BANDAGEM DE AMOR
Meu passado sempre me assombrou,
Mas para isso nĂŁo chame o psiquiatra,
Venha e apenas me de carinho e amor.
Coloque bandagens em meus ferimentos,
Deixemos que eles cicatrizem por vocĂȘ.
NĂŁo sei se vamos para o altar um dia,
Ou se seremos abençoados pelos orixås,
Ou apenas oficializado por oficial de justiça,
Mas quero viver uma historia longa com vocĂȘ.
Quero ao tirar as bandagens apenas te amando,
Pois o amor gerara apenas mais e mais amor.
Se vamos segurar a mão de outra criança,
NĂŁo preciso saber, pois jĂĄ considero a tua a minha,
Seu passado jĂĄ Ă© meu e sua historia eu amo.
EntĂŁo quando vocĂȘ cai coloco minhas bandagens,
Troco-as com carinho, pois sei o que Ă© estar sozinho.
Sei que quero construir sonhos e dividir emoçÔes,
Fazer mimos em todos os planos para vocĂȘ,
Peço apenas que não me abandone sozinho.
Se eu vou chorar em seu ombro Ă© por que confio em vocĂȘ,
Coloque em minha alma uma bandagem de amor
SĂł quero vĂȘ-la crescer e te apoiar quando precisar de mim.
Minha caixa de primeiros socorros Ă© toda sua.
André Zanarella 17-12-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4635851
NA BANCA ESTĂ O AMOR
Aposto tudo que tenho em mim,
Com essa jovem quero ir até o fim,
Esqueço o simbolismo das datas
E lanço ao ar todas as minhas cartas.
Quero ver em tudo que Ă© folhetim,
Vendido na banca e no botequim,
Que passamos por brigas e dor,
Mas com certeza o vitorioso foi o amor.
Resta no dia de hoje fazer uma oração,
Colocando os meus joelhos no chĂŁo,
Agradecer o criado do nosso universo,
Por ter alguém mesmo sendo o meu inverso,
Que me traz no seu sorriso a felicidade,
E desperta o desejo de caminhar com ela para a eternidade...
Negra gata, eu adorei vocĂȘ ter me visitado,
Ano que vem quero que vocĂȘ transforme aqui em seu lar.
André Zanarella 25-12-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4596412
Dizem que o amor
Ă um mar de rosas
Isso Ă© para quem ama
E Ă© amado
Aos que nĂŁo sĂŁo correspondidos
O amor se torna
O mar dos afogados.
Amor e dinheiro. SĂŁo duas coisas necessĂĄrias aos seres humanos. Mas o que faz da vida quem nĂŁo tem nenhum deles? Se mata? Ou continua vivendo uma vida sem sentido?
Meu pescoço é feito de metal gelado e personalizado.
Meu amor foi feito com a moldura mais bem desenhada; Minha cabeça é o rotulo da coca-cola.
DESAMPARO!
As vezes me pego pensando, como pode um amor de mĂŁe ser tĂŁo torto?
Sempre senti que a maternidade era algo divino, lindo, momento mais maravilhoso de uma mulher. Mas que mulher? HĂĄ tantas!
Aquela que nunca foi amada.
Aquela que nunca teve um toque afetivo.
Aquela que foi obrigada a crescer antes da hora.
Aquela que se eternizou dentro das suas dores sem jamais fraquejar aparentemente.
Gerou também filhos, que um dia estava ligado apenas por um cordão umbilical. Juntas respiravam juntas se alimentavam juntas sorriam juntas choravam.
Um amor por aquele feto invadiu, e ela sentiu pela primeira vez motivar e brotar um amor que parecia infinito, achou que amou, achou que eternizou, mas lĂĄ se foi uma utopia.
O cordĂŁo se rompeu, e houve o nascimento, aquele bebĂȘ desejado de repente invadiu um espaço imenso, espaço que nĂŁo mais existia, pois o marido se afastou, a outra filha lhe exigia atenção, aquele bebĂȘ de repente era um fardo. A necessidade financeira abalou mais ainda.
Aquele bebĂȘ era a cara do pai. Pai que a mĂŁe queria apenas pra ela, mas que roubou a cena. Deixando-a um pouco de lado e se apegando mais a outra filha. O bebĂȘ crescia e tamanha a semelhança com o pai invadia todos os comentĂĄrios, e principalmente o afeto do pai.
O pai a traiu, e ela herdou aquela criança a cara do pai. A criança perdeu o amor do pai, seu entĂŁo Ășnico porto seguro. Onde se perdeu aquele Amor? Aquele que ela achava que existia e que hoje procura de volta e nĂŁo consegue encontrar?
O bebĂȘ cresceu, tornou-se mais independente que a irmĂŁ, se tornou uma mulher forte, que como ela, espelhada nela, era uma mulher de coragem. Com menos dogmas e mais livre. Como pode? Aquele ser que um dia esteve dentro de mim, mais livre que eu? Mais experiente que eu? O amor se esvaiu, acabou, findou...
Hoje só restam lembranças em fotos amareladas, e a certeza que se ainda existe uma fração daquele amor, deve ser mantido a distùncia pra preservação e durabilidade.
Aquele bebĂȘ que cresceu, virou uma mulher de coragem, tambĂ©m acha que pode amar, mas nĂŁo quer cometer o mesmo erro, e no dia de hoje decidiu veemente nĂŁo procriar, nĂŁo colocar outro ser no mundo, que um dia o cordĂŁo umbilical serĂĄ tambĂ©m cortado e que tambĂ©m nĂŁo saberĂĄ o que Ă© o amor, amparo, defesa, segurança...
Ela resolveu viver seus dias como der e vier um de cada vez, demonstrando o amor que sente, nĂŁo pelo sangue, mas por pessoas merecedoras desse amor, cansou de tudo e hoje renova um pacto consigo mesma de apenas ser FELIZ!
Juliana Fernandes - 04/02/2014.
A vida Ă© uma simples poesia cheia de misterios, envolvendo nela o amor, pois sem amor nĂŁo hĂĄ sentido.
De que adianta escrever belos
versos, que falam de amor, dor
felicidade coisa e tal.
Se para o leitor Ă© apenas um texto,
uma sequĂȘncial de palavras tĂŁo
banal quanto o gesto de para o lado
olhar.
Palavras sĂŁo apenas palavras se nĂŁo
sabemos delas uma lição tirar,
aproveitar o que hĂĄ de mais belo, o
que um simples verso tem a te
ensinar
