Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
NAS FORMAS DE TI
Espera-me, Ăł meu Amor, que vou voltar!
NĂŁo vĂȘs como anda apagada esta paixĂŁo?
Tão cansado jå estå, o meu coração...
Vou ao alĂ©m de mim pâra te encontrar!
Espera-me, Ăł meu Amor, que vou buscar
A chama deste amor, que nĂŁo foi em vĂŁo!
Mas que nos teus braços foi furação,
A estranha forma dâeu querer te amar!...
NĂŁo se tem como apagar uma velha chama,
Pode se abrandar quando Ă© um que ama,
Mas nada pode extinguir o teu esplendor!...
Os teus sentimentos sĂŁo finos e delicados,
SĂŁo de afetos divinos, nĂŁo de pecados...
Aos céus eu irei buscar o teu mesmo Amor!
SONETO VAGO
Porque Ă noite me abre triste
Num frio intenso sem amor,
E nessa ardĂȘncia nada existe
E me falta Ă pele o seu calor...
Porque a lua Ă© sem fulgor
E sem vocĂȘ nada consiste,
Porque em mim tudo persiste
Na luz branca do esplendor...
Porque morrem meus encantos
E intensos sĂŁo meus prantos
Na noite imensa sem luar...
Porque eu perduro a solidĂŁo,
E na dor intensa ao coração
Eu vagueio sem te encontrar...
A ELA
Talvez tudo me pudesse ser
Menos que fosse a mim amor;
Pois aos céus fosse esquecer
Nesse presente a minha dor...
Talvez eu amar jamais vocĂȘ
Poderia a esse meu fulgor;
Como mendigo em merecer
Cem mil estrelas ao esplendor...
Pois tanto que meus versos
SĂŁo aos ares todos dispersos
Nem são ditos por ninguém...
E sem que amar me poderia
Mesmo que fosse Ă fantasia;
Que assim eu fosse de alguém.
ĂS TUAS VAIDADES
Um amor tĂŁo mais risonho, assim nĂŁo vejo!
Quem o diria de felicidade nĂŁo ter conta...
E nada Ă© tĂŁo mais puro, que o desaponta
De tempo algum a lhe ofuscar o meu desejo.
Passam dias e passam noites ao teu beijo...
E nessa era um outro afeto ninguém aponta
Como preciosos risos, que a fizeste pronta
Totalmente a mim, amor, sem quer um pejo!
Ah! Que bem, tudo isso me fosse Ă verdade...
Que bem, oh, meu amor, sem vaidades
Me fosse esse impossĂvel nunca a morrer...
Esse amor tĂŁo mais contente ainda Ă© sonho!
Inda estĂŁo nos versos que eu te componho,
Em meio aos infinitos risos, pâra em ti viver...
O AMOR QUE SE FOI
Onde estĂŁo aqueles dias teus
Que também foram os meus
TĂŁo imensos, com tanta alegria,
Que nos foram de amor
De tanto calor, dias de cor,
E de tanta luz, como os da lua,
Que nos puseram no coração a magia
Carregada de encantos,
Que nos puseram os cantos
Do infinito azul, pra cantar
Sobre o imenso mar, a navegar
Contando as estrelas do céu...
Ah, os dias de paixĂŁo, onde estĂŁo
Aqueles que eram sem ilusĂŁo pra viver,
Onde estå a esperança,
Oh, meu amor, onde estĂĄ vocĂȘ?
A SAUDADE Dâ Ela
Eis o tempo que nĂŁo hĂĄ tempo...
Os dias que esperavas, amor!
TerĂĄs agora o conhecimento
Das horas perdidas em seu langor.
De almas passadas fez-se o vento...
Trazem em versos a minha dor...
Que hoje de mim Ă© o alento
No agora que vive meu esplendor...
Mas tanto de brilho nĂŁo vivo ainda
Por antes beijar-te a face linda,
Por antes amĂĄ-la aos meus delĂrios...
Foi-se de mim a prĂłpria saudade...
Por hoje nos contos de vaidade
Eis que a ressurge dentre os lĂrios.
Amor Verdadeiro
Sabe como Ă©, a gente se apaixona na adolescĂȘncia e pensa que tudo Ă© perfeito
EntĂŁo, se decepciona, e vĂȘ que o mundo nĂŁo Ă© bem desse jeito
E foi aĂ que eu o conheci, e eu encontrei um amor verdadeiro
Descobri que o que eu procurava estava sempre ali do meu lado
Senhor, em Ti encontrei o amor verdadeiro que procurei neste mundo de ilusÔes
Um amor que, na cruz, sacrifĂcio se fez
Estou apaixonado por Ti, Jesus!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
ĂLTIMO PRANTO
Acaso torto! HĂĄs dâeu, portanto, cumprir
Por esta vida de prantos e de amor:
ExistĂȘncia qual foi traçado o meu porvir,
E glĂłria, qual me foi vista ao esplendor...
O firmamento, que me figura em exaurir
A maldição, o engano sedutor
Que me avaria, em promessas, induzir
A alma em displicĂȘncia ao meu fulgor...
O qual me invoca em ilusĂŁo ao pecado,
Que sem razĂŁo, me complexa ao mundo,
Que sem esperança me intui elevado...
E consumado eu me vejo ao sol disposto,
A vencer todo chĂŁo de ardor profundo,
Que de triunfos, eu me vejo sorrir o rosto...
PRECEITO
Que para o amor
o coração haverå de pulsar,
e a verdade em paixĂŁo
se aflorar desse pulsado...
Eis o seu coração de precioso,
confessa-o de amor e de direito;
mas nĂŁo o confunda
em sentimentos enganosos.
DEPĂS O INVERNO
Aos sĂłis, num tempo de desventura,
Pregado ao amor e a tristeza,
O lĂrio ao vento espalha a beleza,
Formando-se paixĂŁo sem amargura...
Eleva-se, e cantiga, a lua-ventura
Das noites pratas, e, quanto mais acesa
Clareia aos campos em realeza
Juntando-se as flores sua candura...
E pecados nĂŁo se ouvem de perverso;
Os bĂĄlsamos dispersam o reverso,
O jardim Ă© um sĂł complexo de fulgor...
As estrelas se completam as amadas,
E na fragrĂąncia azul das alvoradas
Renasce dentre as cinzas uma nova flor!
MENDIGO
Posso ser o que me quiserem ser;
Amor... Tortura... Astro pungente!
Aos versos, um grito incoerente,
Ou um tolo mendigo ao se merecer...
Belos segredos dâum vil viver,
HĂĄs em meu peito para toda a gente...
HĂĄs amarguras; dor do que sente,
A minhâalma em vos compreender!
Pregado a cruz de minha estrada,
Podem me ver como luz de alvorada,
Ou como ocaso dâum sĂŁo pecador!
Posso ser sol, trevas, mutĂĄvel deserto,
Ser porta fechada, ou lĂrio aberto
Sob as esmolas dâum sĂł pouco amor!
A UMA CONSORTE
Ăs como aroma de rosas! Adolescente,
Como uma pomba divina de amor...
Ăs como do cĂ©u o sol! Simplesmente,
Como o clarĂŁo da lua em esplendor...
Tens sorrisos Ă face, e, suavemente
O corpo desfila em andares de primor...
Tens anseios que se embalam, docemente
Ă pele rubra em brados belos e sem dor!
Por existir em chama viva, em queimar
Qual astro poente a procurar
Na noite longa o brilho intenso percorrer,
Ăs como as estrelas de azuis celestes,
Que inteiramente me enriqueces
No infinito do teu amor nunca a morrer...
EXPRESSĂO
Digo aos versos a voz conspirada,
Qual dispersa amargura e amor...
Que vem quente, outrâora gelada,
Que vĂȘm trevas e vem esplendor...
Digo de alma, de ternura apagada,
De espĂrito-luz, de intenso fulgor...
Que digo da esperança fechada,
Que digo da fé a Deus-alto: Senhor!
Voz, que ao mudo, a alma chora...
De palavras frias, coração apavora,
Que apaga estrelas ao céu imenso...
Que ao reverso, perfume seâspalha...
Em primor aceso, do Divo que talha,
Como brisa mansa ao ar propenso...
VOCĂ Ă TODA A MINHA LUZ
Quando nesse mundo eu nĂŁo tiver
Mais a sua luz, meu amor, o teu viver,
Nada em mim poderĂĄ dizer
Que o sol nasce todas as manhĂŁs,
Que a lua brilha na paixĂŁo
E que no meu coração o sangue faz pulsar
No seu todo e intenso esplendor...
Quando nas estrelas nĂŁo luzir
O fulgor azul dos céus, é que o seu olhar
Dentre os astros fez se apagar
Todo o amor que entre nĂłs foi de existir...
E nada mais, meu amor, nada mais
Me serå de luar e até mesmo de sorrir...
Se que um dia isso puder acontecer
Nada mais de profundo que nĂŁo de vocĂȘ
Eu poderei dizer de amar...
Hoje ainda hĂĄ o sol sobre as montanhas,
E o meu todo amor por vocĂȘ
Somente haverĂĄ de se desfazer e apagar
Quando nesse mundo eu nĂŁo tiver
O que em mim se faz dizer
Que sĂł vocĂȘ, meu amor, hĂĄ de existir...
E quando de vocĂȘ o fulgor azul dos cĂ©us
Dentre as estrelas nĂŁo brilhar,
Ă que entre os astros fez se apagar
O amor que entre nĂłs Ă© de eu sentir...
E nada mais, meu amor, nada mais
Me serå de luar e até mesmo de sorrir...
O NOME DELA Ă PAIXĂO
TĂŁo deslumbrante, minha rainha, meu amor.
Pele de seda, cheirosas curvas, quente...
Com teu brasar de atração e de furor
Esquece-me o mundo ao teu beijo eloquente!
Tanto aos deuses eu a roguei... TĂŁo dependente,
Aos meus insanos carinhos de primor...
Que me destes aos teus Ăntimos, simplesmente,
Como profana de ternuras e de esplendor!
VisĂŁo sem olhos, Ă alma louca fosse outrora...
Pois minha prenda, minha pomba, tu és agora
O meu conforto ao deserto frio de ansiedade...
Como as rosas, eterna tu me seja a deslumbrar...
Pois que o meu corpo tu jĂĄ fazes exaltar
Desde o princĂpio em que te vejo Ă insanidade...
TRESLOUCADO
Eu sou a-quém vive o amor cantando,
Um påssaro a voejar por céu-além...
Um desdenhado ao tempo sonhando
Por se encontrar no que nĂŁo me tĂȘm...
Os segredos dum vultoso sol-harém...
Sou um vagante, aos poucos buscando
Os de afeição, e sem ser ninguém,
Dâoutra existĂȘncia vou desvairando...
Que lua, que fulgor intenso dâestrelas
AcalentarĂĄ meus cĂ©us, por eu de vĂȘ-las
No independente mundo em que sou?!
SolidĂŁo oculta! PaixĂŁo tanta! Perdido,
â Eu sou dos cĂ©us um condor ferido
Por um amor que nunca se encontrou...
LĂGRIMAS OCULTAS
Nesses meus sentimentos ocultos
Onde lhe guardo todo o amor,
Nessa imensa paixĂŁo, nesse calor,
Nas ansiedades que comigo vive...
Apenas te vivo esperança, querida.
Outrora fui realidade, uma vida,
Uma existĂȘncia que eu jamais tive,
Uma luz que nunca me brilhou.
O que agora me faz amar vocĂȘ
Ă o que tanto busco compreender
Nas verdades que eu nĂŁo tenho
E que nem por um instante eu sou.
Mas sei que ninguĂ©m me vĂȘ passar
Dentre as estrelas do céu imenso,
Sob a razĂŁo que comigo ignora,
Nem no coração que por vocĂȘ chora
Nas noites plenas e brancas de luar.
Nessas lĂĄgrimas que me faz perecer
Eu sĂł nĂŁo quero ocultar novamente,
O sonho, a busca que me faz viver...
O que Ă© de mim tĂŁo simplesmente
Uma esperança de reencontrar vocĂȘ.
INSANIDADE
Por que de vida estranha pĂŽde o amor?
Que sentimento corrompe e engana
Em gume desejado, sem que o fosse dor
Numa vida ardente e de alma insana?
Por que de vida alheia a paixĂŁo profana?
Quais eloquentes vozes de condor
Ao brado de anseios duma alma humana
PÎde o coração sem que a fosse ardor?
Antes inspirados em desejos poucos
Os meus lĂĄbios ĂĄvidos e inconsequentes,
Que fosse a sofrer eu em sonhos loucos...
MĂłvel no qual me ponho a dormir
Sentindo os castigos das cobiças quentes,
E que nada de insano fosse a eu devir!
TĂȘm dias que, a gente acorda com a vontade de sacudir o mundo pra ver se cai umas moedinhas de amor, pra colocar nos bolsos dos coraçÔes de algumas pessoas!
Feliz aquele que chegar onde estou !
com humildade,
paciĂȘncia,
amor ao prĂłximo,
perseverança,
respeito,
e muito amor prĂłprio,
e conquistar a vida feliz.
A felicidade existe e estĂĄ inserida em mim.
