Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
POEMA INEVITĂVEL
Eu queria falar sobre deus, sexo, polĂtica, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, mĂșsico, filĂłsofo e atĂ© ator. PorĂ©m, descobri que, desses, eu jĂĄ tinha me tornado ator, nĂŁo por opção, mas por imposição das situaçÔes, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociĂłlogo, talvez antropĂłlogo, filĂłlogo e atĂ© defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem nĂŁo discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniĂȘncia grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, jĂĄ que nĂŁo me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei nĂŁo sendo eu. EntĂŁo, fiz da vida minha luta, minha sobrevivĂȘncia, minha causa (tambĂ©m por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que nĂŁo eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitĂĄvel, confrontando meu personagem que, por conveniĂȘncia, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!
#israelsoler
âVĂRTICES
âQuando me vem o medo de amar,
lembro-me de que o amor Ă© bom
e paro num espaço de tempo retrógrado.
Em fraçÔes de segundos,
vejo-me, olhando-me por dentro,
com o coração acelerado.
E, em um curto espaço de tempo,
a colisĂŁo de dois corpos,
ambos tentando ocupar
o mesmo espaço, a mesma matéria...
Assim foram aqueles tempos.
âChego a pensar na suavidade do vento,
este que lambia seus cabelos naquele dia,
e lembro de belezas mil que me ofertaste.
As lembranças são partes a revoar
ao longo dos dias na minha mente,
que insistem em se perpetuar
ao longo dos anos!!!
âEm meus pensamentos,
estas lembranças que se formam
através de imagens
ressuscitam tempos bons, enigmas e parĂĄbolas,
construindo, assim, vértices
em pontos estratégicos do coração,
mostrando toda a beleza
dessa encantadora criatura
que caminha em busca do seu equilĂbrio!
"A maior prova de amor Ă© esquecermos de tudo que somos, Ă© abrir mĂŁo de tudo, de nossos medos e de nossas fraquezas".
"O amor...sempre...o amor...fonte inspiradora...na alegria...na tristeza...a fonte inspiradora...se chama...Amor."đ
" Foi por amor...aquele beijo...puro desejo...de te querer...tocar...sentir a pele...o perfume...o doce sabor...do nosso amor."đ
âšïžđ"...onde estĂĄ o meu amor?...no belo amanhecer...nos raios de sol...no vento...no ar que respiro...no belo sorriso...nas lĂĄgrimas...no andar...caminhar...sempre a te procurar....nas palavras...num belo cantar...dançar...nas lembranças...saudades...no abraço apertado...no suave toque de nossas mĂŁos...no beijo...onde estĂĄ o meu amor?...onde sempre esteve e sempre estarĂĄ...nas minhas palavras...em meu pensamento...no meu coração...enquanto viver...vocĂȘ viverĂĄ...sempre...no meu coração...te amo...te amo...te amo."đâšïž
đđ¶"...as vezes...na dor...nasce amor...entre perdas e partidas...vocĂȘ chegou...me conquistou...minha filha...peluda...do coração...te amamos muito...muito."đ¶đ
"O amor,Ă© um fogo sagrado, de uma estranha claridade, que,ainda mesmo apagado, deixa o clarĂŁo da saudade."
O grito constante destrĂłi o amor lentamente; a violĂȘncia o destrĂłi brutalmente. Ambos revelam ausĂȘncia de maturidade emocional.
Relacionamentos nĂŁo fracassam apenas por falta de amor, mas pelo excesso de orgulho, descontrole e ausĂȘncia de paz.
A ausĂȘncia de amor na infĂąncia nĂŁo condena ninguĂ©m ao vazio, mas pode ensinar a alma a amar com medo.
Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado
Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:
â Ă, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verĂĄ o inferno que eu sofro.
O Sol lhe respondeu:
â Ah, vocĂȘ nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguĂ©m nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais prĂłximo de mim Ă© o planeta com vida mais longe de mim.
A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:
â Sol, queres trocar de lugar comigo?
E o Sol respondeu:
â NĂŁo, estou bem em minha solidĂŁo vasta. Afinal, sou quente, diferente de vocĂȘ, que Ă©s gelada. Onde tem fogo, ninguĂ©m pisa. Onde tem mistĂ©rio, todos querem desvendar.
A Lua nĂŁo se enfureceu. Ela sĂł disse seus problemas para o Sol:
â Meu amigo, ainda nĂŁo sei como estou viva. Eles dizem que sou domĂnio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.
O Sol lhe responde:
â Que bom, vocĂȘ tem algo a ver. O mĂĄximo que eu consigo enxergar sĂŁo os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um estĂĄ vindo, ele evapora. Meu calor Ă© tĂŁo grande que o planeta mais prĂłximo de mim se tornou pequeno.
A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.
Se passou o tempo.
A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:
â Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um Ășnico dia. Quero descansar de tudo isso.
E o Sol lhe responde:
â Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitĂĄrio por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.
E a Lua retruca:
â Para quem vĂȘ eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.
E o Sol rebate:
â Os outros dias seriam inquietantes e vocĂȘ pensaria em voltar.
A Lua nĂŁo se cala. Ela volta e pede novamente:
â Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, trĂȘs segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.
Riu o Sol:
â Jovem, queria ter esse direito de escolha que vocĂȘ tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhĂ”es amarrados por cordas que vĂŁo Ă s mĂŁos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhĂŁo mais prĂłximo dele Ă© devorado. Se ele levar a mĂŁo a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua Ășnica missĂŁo Ă© proteger criaturas.
Mas a Lua retruca:
â Ă melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vĂŁo me destruir.
O Sol responde:
â NĂŁo lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, estĂĄ em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missĂŁo. E quando tu foste criada, foi para outra missĂŁo. Lua, nĂŁo se desfaça deles. Acreditas que Ă© em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando Ă sua pauta, se eu fosse aĂ, tudo o que estivesse em minha frente seria destruĂdo.
A Lua entĂŁo pede novamente:
â Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.
E o Sol lhe responde:
â Se eu fosse aĂ, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espĂ©cie.
â Nossa, o planeta dele Ă© tĂŁo pequeno assim? â exclamou a Lua.
â Aos teus olhos, eles sĂŁo grandes. Aos meus, eu nem enxergo.
A Lua cita:
â Mas aqui tu Ă©s tĂŁo pequeno. Se parece com meu tamanho.
E o Sol lhe diz:
â Veja como a vista engana. Eu sou um milhĂŁo de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhĂŁo, um quilhĂŁo.
A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.
Ela deu uma Ășltima olhada aos homens e, para que nĂŁo aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.
Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.
E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:
â Ă, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro Ă© melhor, tem luz.
E a Lua responde Ă s estrelas:
â Se olhar para lĂĄ, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocĂȘs, de certa forma consigo paz.
As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:
â Estamos tĂŁo longe umas das outras. Somos tĂŁo grandes, mas ainda nĂŁo conseguimos nos tocar. E conversamos como se nĂŁo houvesse leis que proibissem nosso diĂĄlogo, de tĂŁo distante. Olha, Lua, se pudĂ©ssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adorarĂamos. Mas estamos distantes. VocĂȘ deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu territĂłrio o Ășnico planeta com vida.
â E, na realidade, vocĂȘ chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu Ă©s uma rocha brilhante Ă noite. E eles sĂŁo carne e osso. TambĂ©m somos luz, luz distante.
Mas a Lua exclama:
â Ă porque nĂŁo sĂŁo vocĂȘs no meu lugar. Se fossem, jĂĄ teriam pedido a rico.
EntĂŁo uma estrela velha lhe disse:
â Sabia que muitas de nĂłs jĂĄ estĂŁo mortas?
A Lua questiona:
â Por quĂȘ?
E responde a estrela:
â Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhĂ”es, atĂ© mesmo trilhĂ”es de anos. E, atĂ© lĂĄ, nosso fado jĂĄ morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo nĂŁo Ă© minha matĂ©ria, Ă© minha luz. O espaço Ă© tĂŁo vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.
A Lua fala novamente:
â Sinto pena de vocĂȘs. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?
E a estrela diz:
â EstĂĄ vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantĂ©m tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trĂĄs ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.
â Por quĂȘ? â disse a Lua.
â Consulte-lhe â diz a estrela.
E a estrela, com rapidez, lhe responde:
â Oras, nĂŁo vĂȘ? Ela Ă© grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela Ă© sua mĂŁe ou seu pai. FicarĂĄ melhor como pai? Ele Ă© o Sol, no caso. Quando tu estĂĄs triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, Ă s vezes, como, por exemplo, nĂłs, asteroides, nĂŁo temos pais. Temos criador.
A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dĂĄ-lhes novamente um bom dia ao Sol.
Fim.Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado
Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:
â Ă, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verĂĄ o inferno que eu sofro.
O Sol lhe respondeu:
â Ah, vocĂȘ nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguĂ©m nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais prĂłximo de mim Ă© o planeta com vida mais longe de mim.
A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:
â Sol, queres trocar de lugar comigo?
E o Sol respondeu:
â NĂŁo, estou bem em minha solidĂŁo vasta. Afinal, sou quente, diferente de vocĂȘ, que Ă©s gelada. Onde tem fogo, ninguĂ©m pisa. Onde tem mistĂ©rio, todos querem desvendar.
A Lua nĂŁo se enfureceu. Ela sĂł disse seus problemas para o Sol:
â Meu amigo, ainda nĂŁo sei como estou viva. Eles dizem que sou domĂnio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.
O Sol lhe responde:
â Que bom, vocĂȘ tem algo a ver. O mĂĄximo que eu consigo enxergar sĂŁo os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um estĂĄ vindo, ele evapora. Meu calor Ă© tĂŁo grande que o planeta mais prĂłximo de mim se tornou pequeno.
A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.
Se passou o tempo.
A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:
â Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um Ășnico dia. Quero descansar de tudo isso.
E o Sol lhe responde:
â Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitĂĄrio por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.
E a Lua retruca:
â Para quem vĂȘ eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.
E o Sol rebate:
â Os outros dias seriam inquietantes e vocĂȘ pensaria em voltar.
A Lua nĂŁo se cala. Ela volta e pede novamente:
â Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, trĂȘs segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.
Riu o Sol:
â Jovem, queria ter esse direito de escolha que vocĂȘ tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhĂ”es amarrados por cordas que vĂŁo Ă s mĂŁos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhĂŁo mais prĂłximo dele Ă© devorado. Se ele levar a mĂŁo a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua Ășnica missĂŁo Ă© proteger criaturas.
Mas a Lua retruca:
â Ă melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vĂŁo me destruir.
O Sol responde:
â NĂŁo lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, estĂĄ em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missĂŁo. E quando tu foste criada, foi para outra missĂŁo. Lua, nĂŁo se desfaça deles. Acreditas que Ă© em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando Ă sua pauta, se eu fosse aĂ, tudo o que estivesse em minha frente seria destruĂdo.
A Lua entĂŁo pede novamente:
â Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.
E o Sol lhe responde:
â Se eu fosse aĂ, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espĂ©cie.
â Nossa, o planeta dele Ă© tĂŁo pequeno assim? â exclamou a Lua.
â Aos teus olhos, eles sĂŁo grandes. Aos meus, eu nem enxergo.
A Lua cita:
â Mas aqui tu Ă©s tĂŁo pequeno. Se parece com meu tamanho.
E o Sol lhe diz:
â Veja como a vista engana. Eu sou um milhĂŁo de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhĂŁo, um quilhĂŁo.
A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.
Ela deu uma Ășltima olhada aos homens e, para que nĂŁo aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.
Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.
E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:
â Ă, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro Ă© melhor, tem luz.
E a Lua responde Ă s estrelas:
â Se olhar para lĂĄ, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocĂȘs, de certa forma consigo paz.
As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:
â Estamos tĂŁo longe umas das outras. Somos tĂŁo grandes, mas ainda nĂŁo conseguimos nos tocar. E conversamos como se nĂŁo houvesse leis que proibissem nosso diĂĄlogo, de tĂŁo distante. Olha, Lua, se pudĂ©ssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adorarĂamos. Mas estamos distantes. VocĂȘ deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu territĂłrio o Ășnico planeta com vida.
â E, na realidade, vocĂȘ chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu Ă©s uma rocha brilhante Ă noite. E eles sĂŁo carne e osso. TambĂ©m somos luz, luz distante.
Mas a Lua exclama:
â Ă porque nĂŁo sĂŁo vocĂȘs no meu lugar. Se fossem, jĂĄ teriam pedido a rico.
EntĂŁo uma estrela velha lhe disse:
â Sabia que muitas de nĂłs jĂĄ estĂŁo mortas?
A Lua questiona:
â Por quĂȘ?
E responde a estrela:
â Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhĂ”es, atĂ© mesmo trilhĂ”es de anos. E, atĂ© lĂĄ, nosso fado jĂĄ morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo nĂŁo Ă© minha matĂ©ria, Ă© minha luz. O espaço Ă© tĂŁo vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.
A Lua fala novamente:
â Sinto pena de vocĂȘs. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?
E a estrela diz:
â EstĂĄ vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantĂ©m tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trĂĄs ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.
â Por quĂȘ? â disse a Lua.
â Consulte-lhe â diz a estrela.
E a estrela, com rapidez, lhe responde:
â Oras, nĂŁo vĂȘ? Ela Ă© grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela Ă© sua mĂŁe ou seu pai. FicarĂĄ melhor como pai? Ele Ă© o Sol, no caso. Quando tu estĂĄs triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, Ă s vezes, como, por exemplo, nĂłs, asteroides, nĂŁo temos pais. Temos criador.
A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dĂĄ-lhes novamente um bom dia ao Sol.
Fim.
