Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Amor Ă© encontro de pertenças de almas, que se perderam nas vidas e nas mortes. Sem domĂnio, sem lugar, existindo apenas na liberdade de compartir o sentimento.
O cérebro vaticina caminhos,
o coração inventa asas.
E Ă© a voar sem mapa
que se chega até ao Amor.
Nada Ă© mais perigoso
que o silĂȘncio que
existe entre
duas respiraçÔes
que se desejam.
O amor Ă© o infinito
instante em que a
pele reconhece a alma.
A vida evoca que devo continuar,
a existĂȘncia permanece onde a dor grita. E o Amor ensina-me, todos os dias, que a ferida se transforma em superação, nĂŁo em aprisionamento.
O amor Ă© onde a pele aprende a pensar, um enigma que respira dentro do peito.
Ă o que nos desfaz para que possamos ver,
e o que nos refaz
quando jĂĄ nĂŁo sabemos quem somos.
No fim, o amor Ă© isto:
um silĂȘncio que nos reconhece
antes mesmo de chegarmos.
O amor: ensina que nada floresce
sem silĂȘncio, e quando verdadeiro,
é sempre uma espécie de primavera interior.
Na casinha simples de famĂlia humilde, a mĂŁe colocava na mesa a comida feita com amor e carinho: cuscuz, arroz, feijĂŁo de corda cozido com carne de sol, fruto do nosso trabalho. E o suco de caju nĂŁo poderia faltar. Era um banquete!
Mas a alegria estava estampada no sorriso. A mĂŁe e o pai faziam o sinal da cruz, agradecidos:
"Obrigado ao nosso Senhor."
Era pura simplicidade, onde a fĂ© fortalecia a esperança e esta enchia o peito de coragem. A pobreza nĂŁo existia. E toda a nossa riqueza estava ali, em volta de uma sĂł mesa: a famĂlia...
Bem maior!
Por Marcio Melo
