Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
O amor começa como encantamento, mas sua verdade revela-se quando o encanto sobrevive ao cotidiano.
Adoro as mulheres; talvez por isso jamais tenha desejado submeter a liberdade do amor Ă arquitetura de um casamento.
O amor nasce da liberdade do encontro; o casamento, quando mal compreendido, pode convertĂȘ-la na liturgia silenciosa da obrigação.
O amor deseja a presença do outro; o casamento pode transformar esse desejo em uma gramåtica de pertencimento.
O casamento não necessariamente extingue o amor; às vezes apenas substitui o mistério que o alimentava pela familiaridade que o administra.
Quando o amor necessita de garantias para permanecer, talvez jĂĄ esteja procurando na lei aquilo que deixou de encontrar no desejo.
O amor Ă© uma experiĂȘncia da liberdade; sua institucionalização Ă© a tentativa humana de conferir estabilidade jurĂdica ao que nasceu sem contrato.
O amor pode suportar a distĂąncia porque pertence Ă liberdade; o casamento, quando reduzido Ă posse, passa a temĂȘ-la como se toda ausĂȘncia fosse uma sentença.
Talvez o amor seja uma de nossas escolhas mais arbitrårias: encontramos uma pessoa entre milhÔes e damos ao acaso o nome de destino.
Ser privado de amor Ă© uma ferida; tornar-se incapaz de amar Ă© transformar a prĂłpria alma em territĂłrio desabitado.
O amor continua sendo a experiĂȘncia mais sofisticada que temos de perder temporariamente o controle sobre nĂłs mesmos.
O amor de si procura preservar a prĂłpria existĂȘncia; o amor-prĂłprio nasce quando a consciĂȘncia começa a medir seu valor pelo olhar e pela comparação com os demais.
Amor, substantivo masculino, forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relaçÔes sociais.
AristĂłteles dizia, que o amor Ă© formado por uma Ășnica alma, habitando em dois corpos, que Ă© um sentimento de seres imperfeitos, posto que a função do amor, Ă© levar o ser humano a perfeição, uma alegria que nos fazer querer que um breve momento, se torne magicamente eterno.
Nietzsche dizia que o amor é um derramamento, uma espécie de luxo e de dådiva daquilo que cada um conquistou por, e para si mesmo, e quer partilhar alegremente com outra pessoa.
E completo com SĂłcrates, que dizia que o amor Ă© um processo de busca pela beleza, sabedoria e virtude. Ele acreditava que o amor era uma forma de ascender a um estado mais elevado de conhecimento e compreensĂŁo, e que a partir desse processo, poderĂamos alcançar a verdadeira felicidade e realização.
Diante de definiçÔes diferentes, mas, ao mesmo tempo, parecidas, eu acredito que nĂŁo seja possĂvel dar uma definição exata ao amor, depende muito da individualidade de cada pessoa. Ă algo que sĂł Ă© possĂvel sentir, cada um sente o amor do seu jeito, alguns sentem o amor em um abraço apertado, naquele cafunĂ© depois de um dia cansativo, naquele sorriso durante o beijo, naquela troca de olhares, onde vocĂȘ sĂł consegue pensar o quanto Ă© grato por estar vivendo aquilo. O amor pode, e deve ser sentido de muitas formas, e quem tem um amor correspondido, cuide, proteja, porque vocĂȘ pode ter encontrado, o que muitas pessoas buscam a vida toda, e nĂŁo encontram. Pois quem tem um amor, tem tudo.
