Castro Nagafuti
Quando criança, almejei um brinquedo.
Brinquedo esse que brilhava, pulava e me encantava.
Encantava-me a ponto de recitar mil e um motivos para me convencer de que aquele era o brinquedo.
Mas como seria?
Ele me consome, ele me vivencia.
Aquele brinquedo me faz sonhar e me faz sentir vivo.
Tenho medo de envelhecer, de me olhar no espelho e ver os cabelos brancos tomando conta do que um dia já foi marrom, e pensar:
Onde posso encontrar aquele maldito brinquedo, que agora enfim não tenho medo de brincar.
E, no final, morrer. Morrer não com uma vida em vão, mas com uma vida de incertezas, sem nunca saber como teria sido viver com o maldito brinquedo.
