Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
O amor prĂłprio tem opiniĂŁo e fotos de status, no linear do dia ver o por do sol...
Te da um significado e um sentido de ser.
ĂS IGREJAS DO PLENO AMOR.
Catarina Labouré / Irmã Zoé .
Queridos irmãos, fraternidade e paz descam sobre cada um de nós e permaneça em morada plena no cùntaro de nossos sentimentos.
O mundo sacode-se e contorce-se de dores sequazes imperativas das nossas corrupçÔes morais que não cabendo mais no alforje transborda pelos caminhos onde vai o interesse humano que regorgita o veneno sorvido pelo próprio homem.
A iniguidade, a dor, a injustiça e as trevas do orgulho e do egoĂsmo tem alimentado fartamente o monstro da destruição que investe contra a esperança e a paz.
O estertor das bombas de outrora que estilhaçava uma fria e indiferente belicosidade, eis que bate quase que jĂĄ arrombando todas as portas do mais alĂ©m na terra e no cĂ©u. IrmĂŁos de Jesus, amados e amantes do Cristo, relembremos os primĂłrdios do Evangelho sobrevivendo ensanguentado pelos mĂĄrtires sem nenhuma particular denominação religiosa o estandarte era tĂŁo somente a mensagem cristĂŁ. Hoje, hora aponta e convoca os coraçÔes de um sĂł amor, de um sĂł pastor e um sĂł rebanho. Somos convidados hĂĄ muito meus filhos a amparar e estender o socorro a quem Ă© vĂtima limpa e que se encontra sobre os escombros da maldade que sem dar-se conta devora a si mesma num repasto que nĂŁo cabe Ă mesa messiĂąnica. Somos convidados a lutar pela paz distante e tĂŁo seguaz tĂŁo perto, mas lutar sem atacar, lutar sem ferir, lutar sem o peso das nuvens densas em nossos coraçÔes e nem em nossa razĂŁo. NĂŁo existe o que justifique o aniquilamento de uma reencarnação. IrmĂŁos que somos, como outrora jĂĄ o provamos estando sob as bĂȘnçãos do Cristo. Qual a diferença que nos dividiu que nĂŁo tenha causa primordial no interesse humano? Hora urge combatentes, sustentĂĄculos do brilho do amor excelso daquele que amou e ama para todo o sempre atĂ© os confins do mundo demo-nos as mĂŁos mais uma vez, mas em plena homogeneidade com o coração. Jesus conta com cada alma sempre e sempre uma vez mais,nĂŁo o abandonemos no horto entregando-nos ao sono da indiferença. O Mestre conta com os vitimados para que busquem força na crença do estar no lugar do outro,conta com os que compadecem para que o samaritano resurja antes do assalto na estrada, conta com cada pensamento de harmonia e paz e esta paz fortalecerĂĄ os lares e ao mundo. As potĂȘncias bĂ©licas estĂŁo nas mĂŁos humanas, mas a Lei e a vontade na permissĂŁo Divina. Sejamos hoje mais que ontem nos holocaustos CristĂŁos, mais unidos, compreendendo que tudo tem um curso de meandros,mas somos os herdeiros de Deus a exercer a obra magistral de carĂĄter efetivamente e inequĂvoco pois sĂł se comprova na fraternidade.
NA SEARA DO AMOR:
O DISCĂPULO Ă RECONHECIDO PELO QUE SENTE E PRATICA.
Marcelo Caetano Monteiro.
âNisto conhecerĂŁo todos que sois meus discĂpulos: se vos amardes uns aos outros.â
â Jesus, JoĂŁo 13:35, BĂblia de JerusalĂ©m
Introdução:
A marca do verdadeiro trabalhador do Cristo.
Jesus, em sua sublime pedagogia moral, legou Ă Humanidade nĂŁo apenas um cĂłdigo de virtudes, mas o sinal distintivo de seus verdadeiros seguidores: o amor fraterno vivido com autenticidade. A frase âOs meus discĂpulos serĂŁo reconhecidos por muito se amaremâ Ă© uma sĂntese interpretativa fiel do Evangelho segundo JoĂŁo 13:35. Esse ensinamento ecoa na Doutrina EspĂrita como pilar da regeneração do homem de si para as sociedades universais.
Com Jesus e Kardec aprendemos amor como Identidade Espiritual.
No Espiritismo, o tema do amor como reconhecimento do discĂpulo fiel Ă© central.Em O Evangelho segundo o Espiritismo, especialmente:
CapĂtulo XI â Amar o prĂłximo como a si mesmo,
Item 4: âFora da caridade nĂŁo hĂĄ salvaçãoâ, reafirmando que o amor ao prĂłximo Ă© o verdadeiro sinal da elevação moral.
Item 13: Os EspĂritos nos dizem que âo amor resume a doutrina de Jesus inteira, porque esse Ă© o sentimento por excelĂȘncia.â
Em O Livro dos EspĂritos, encontramos o fundamento dessa moral elevada:
QuestĂŁo 886: Quando Kardec pergunta qual o verdadeiro sentido da caridade, os EspĂritos respondem: âBenevolĂȘncia para com todos, indulgĂȘncia para as imperfeiçÔes dos outros, perdĂŁo das ofensas.â
O Evangelho segundo o Espiritismo:
CapĂtulo XVII - Sede perfeito.Os bons espĂritas âReconhece-se o verdadeiro espĂrita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas mĂĄs inclinaçÔes."
A frase retoma a mesma ideia do Cristo: Ă© pela conduta amorosa diĂĄria, nos esforços empreendidos com o real desejo de se melhorar que se reconhece o discĂpulo.
Na Revista EspĂrita, edição de julho de 1865, hĂĄ um texto de Allan Kardec intitulado O egoĂsmo e o orgulho â causas do sofrimento, no qual ele ressalta:
âEnquanto o homem nĂŁo colocar o amor ao prĂłximo acima de suas vaidades e interesses mesquinhos, nĂŁo poderĂĄ dizer que segue a Cristo.â
Léon Denis: A Dinùmica do Amor no Coração do Trabalhador.
Em O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis aprofunda o ideal cristão sob a luz da razão:
CapĂtulo XX â O Dever, ele escreve:
âO amor Ă© a força suprema que rege os mundos; o dever Ă© a aplicação do amor. Quem ama,serve. Quem serve, realiza o bem.â
Em O Grande Enigma, no CapĂtulo XVI â O Culto do Belo, Denis aponta:
âO verdadeiro discĂpulo do Cristo Ă© aquele que faz da sua vida um apostolado silencioso,irradiando a luz do bem por onde passa.â
Joana de Ăngelis: A Psicologia do Amor como Alimento da Alma.
Na obra Vida Feliz (Divaldo Franco â EspĂrito Joana de Ăngelis):
Mensagem 45:
âAma sempre,mesmo quando nĂŁo sejas correspondido,porque o amor Ă© fonte que desata correntes e dissolve as algemas do sofrimento.â
Em Jesus e Atualidade, capĂtulo 1 â DiscĂpulos de Jesus:
âO discĂpulo real do Mestre Ă© o que ama sem impor,serve sem exigir,permanece quando todos partem,e se sacrifica em nome do bem.â
Joana nos apresenta o amor nĂŁo como emoção instĂĄvel,mas como decisĂŁo de doação contĂnua, que Ă© o verdadeiro critĂ©rio de reconhecimento espiritual.
Raul Teixeira: O Trabalhador da Seara de Coração Humilde.
No livro Na Seara do Mestre (EspĂrito Camilo â psicografia de Raul Teixeira):
CapĂtulo "DiscĂpulos de Ontem, Servidores de Hoje",encontramos:
âJesus nĂŁo busca especialistas em letras, mas coraçÔes dĂłceis e voluntĂĄrios.O sinal Ă© o amor:quem ama,nĂŁo cansa de servir.â
Raul reforça o carĂĄter prĂĄtico do amor no cotidiano das casas espĂritas, no acolhimento, no passe, na escuta fraterna formas pelas quais o discĂpulo se revela.
AplicaçÔes na Seara: O Amor como Ação
A seara de Jesus nĂŁo Ă© feita de teorias, mas de mĂŁos estendidas,gestos anĂŽnimos e sacrifĂcios discretos.Os trabalhadores espĂritas sĂŁo convidados a ser reconhecidos pelo que sentem,mas principalmente pelo que praticam em silĂȘncio,com doçura,renĂșncia e espĂrito de cooperação.
Quem se oferece ao serviço na Seara do Cristo deve trazer no coração a sua insĂgnia: a bondade ativa.
*ConclusĂŁo Consoladora.
O verdadeiro discĂpulo nĂŁo Ă© o que fala mais,nem o que se destaca aos olhos do mundo,mas aquele que ama discretamente,que perdoa com sinceridade,e que serve mesmo quando incompreendido.
Lembremos as palavras do Mestre:
âNisto conhecerĂŁo todos que sois meus discĂpulos: se vos amardes uns aos outros.â
(JoĂŁo 13:35)
Que cada gesto nosso,cada palavra e cada renĂșncia seja como uma pĂ©tala de luz ofertada ao Cristo,para que a seara floresça onde houver espinhos.
âNa obra do bem,nĂŁo importa o tamanho da tua missĂŁo,mas que tenhamos a nossa no cerne Ăntimo imantado ao tamanho do nosso amor.â
ReferĂȘncias:
BĂblia de JerusalĂ©m â JoĂŁo 13:35
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI, itens 4 e 13.
KARDEC, Allan. O Livro dos EspĂritos, questĂ”es 886 e 917.
KARDEC, Allan. Revista EspĂrita, julho de 1865, artigo O egoĂsmo e o orgulho â causas do sofrimento.
DENIS, LĂ©on. O Problema do Ser, do Destino e da Dor, cap. XX â O Dever.
DENIS, LĂ©on. O Grande Enigma, cap. XVI â O Culto do Belo.
JOANA DE ĂNGELIS. Jesus e Atualidade, cap. 1.
JOANA DE ĂNGELIS. Vida Feliz, mensagem 45.
CAMILO (espĂrito), psicografia de Raul Teixeira. Na Seara do Mestre, cap. âDiscĂpulos de Ontem, Servidores de Hojeâ.
A OBSESSĂO FAMILIAR - E O MITO DA âMEDIUNIDADE MISSIONĂRIA"
Quando o amor se transforma em sugestão psicológica e o lar passa a alimentar ilusÔes espirituais.
HĂĄ uma forma de obsessĂŁo pouco discutida nos meios espĂritas e espiritualistas. Ela nĂŁo se manifesta apenas atravĂ©s da influĂȘncia de EspĂritos desencarnados perturbadores, mas tambĂ©m por intermĂ©dio das ideias fixas, projeçÔes emocionais e expectativas desmedidas cultivadas dentro do prĂłprio ambiente familiar.
Não são raros os casos em que pais, avós ou parentes passam anos repetindo a uma criança ou adolescente que ele possui uma "mediunidade extraordinåria", uma "missão grandiosa" ou uma "tarefa espiritual superior" destinada a mudar o mundo.
Aquilo que inicialmente parece incentivo pode converter-se em verdadeira indução psicológica.
Allan Kardec ensina que a mediunidade Ă© uma faculdade natural, encontrada em diferentes graus na humanidade. Em "O Livro dos MĂ©diuns", item 159, afirma que toda pessoa que sente, num grau qualquer, a influĂȘncia dos EspĂritos Ă©, por isso mesmo, mĂ©dium. Contudo, em momento algum Kardec estabelece que a mediunidade seja sinĂŽnimo de superioridade moral, santidade ou missĂŁo especial.
Ao contrĂĄrio, em "O Livro dos EspĂritos", questĂ”es 459 e 466, os EspĂritos esclarecem que as influĂȘncias espirituais ocorrem constantemente sobre os pensamentos humanos, e que muitas vezes somos dirigidos por sugestĂ”es que sequer percebemos.
Quando uma famĂlia insiste continuamente em convencer um filho de que ele Ă© um "escolhido", um "missionĂĄrio" ou um "enviado espiritual", cria-se um fenĂŽmeno delicado: a sugestĂŁo sistemĂĄtica. A criança passa a interpretar acontecimentos comuns como manifestaçÔes sobrenaturais. Sonhos tornam-se profecias. IntuiçÔes tornam-se revelaçÔes. CoincidĂȘncias transformam-se em sinais divinos.
Em muitos casos, nĂŁo hĂĄ mĂĄ-fĂ©. HĂĄ afeto, entusiasmo e desconhecimento. Entretanto, o resultado pode ser profundamente prejudicial ao equilĂbrio psicolĂłgico e espiritual.
Kardec adverte, em "O Livro dos MĂ©diuns", capĂtulo XXIII, que a obsessĂŁo nĂŁo ocorre apenas por ação direta dos EspĂritos inferiores. Ela encontra terreno fĂ©rtil nas imperfeiçÔes humanas, no orgulho, na vaidade e nas ideias fixas.
Nesse sentido, o culto familiar Ă "missĂŁo espiritual" pode tornar-se um poderoso instrumento de fascinação. A fascinação, segundo Kardec, Ă© uma das formas mais perigosas de obsessĂŁo, porque altera a capacidade crĂtica do indivĂduo, levando-o a aceitar sem exame aquilo que deseja acreditar.
JosĂ© Herculano Pires observava que um dos maiores perigos do movimento espĂrita Ă© a substituição do estudo pelo personalismo. Quando a figura do mĂ©dium passa a ser mais importante que o conteĂșdo moral da Doutrina, abre-se espaço para mistificaçÔes, fanatismos e desequilĂbrios.
A verdadeira grandeza espiritual nĂŁo necessita de proclamaçÔes familiares nem de tĂtulos espirituais. Os grandes missionĂĄrios da humanidade foram reconhecidos pelas obras, pela renĂșncia e pelo serviço prestado ao prĂłximo, nĂŁo por anĂșncios antecipados de parentes ou admiradores.
O prĂłprio EspĂrito Emmanuel adverte que a mediunidade Ă© instrumento de trabalho e responsabilidade, jamais certificado de elevação moral.
A Doutrina EspĂrita Ă© clara ao ensinar que a evolução se mede pelas virtudes conquistadas. Em "O Livro dos EspĂritos", questĂŁo 625, encontramos Jesus como o modelo e guia da Humanidade. NĂŁo Ă© a capacidade de ver EspĂritos que define a grandeza de alguĂ©m, mas a capacidade de amar, servir, perdoar e melhorar a si mesmo.
Muitos jovens adoecem emocionalmente ao carregar expectativas familiares desproporcionais. Sentem-se obrigados a produzir fenÎmenos, receber mensagens ou apresentar dons extraordinårios para corresponder às crenças dos pais. Outros desenvolvem sentimentos de superioridade espiritual, comprometendo o próprio progresso moral.
O lar deve ser escola de equilĂbrio, nĂŁo laboratĂłrio de exaltaçÔes mĂsticas.
Se uma faculdade mediĂșnica realmente existir, ela se manifestarĂĄ naturalmente e deverĂĄ ser educada com estudo sĂ©rio, disciplina, humildade e observação criteriosa, conforme recomenda Kardec.
A função dos pais nĂŁo Ă© decretar missĂ”es espirituais para os filhos. Sua missĂŁo Ă© mais simples e mais sublime: educar consciĂȘncias, formar caracteres e ensinar valores.
Toda vez que a famĂlia substitui a educação pela exaltação, corre o risco de alimentar ilusĂ”es.
Toda vez que substitui o estudo pelo entusiasmo, aproxima-se do fanatismo.
E toda vez que transforma uma possibilidade mediĂșnica em sĂmbolo de superioridade, afasta-se dos princĂpios fundamentais do Espiritismo.
A prudĂȘncia, ensinava Kardec, Ă© uma das maiores garantias contra o erro.
No campo da mediunidade, menos deslumbramento e mais discernimento continuam sendo a melhor proteção contra as obsessĂ”es visĂveis e invisĂveis.
Fundamentação Doutrinåria
QuestĂŁo 459 de O Livro dos EspĂritos: os EspĂritos influenciam nossos pensamentos e atos.
QuestĂŁo 466: a influĂȘncia espiritual varia conforme nossas disposiçÔes morais.
QuestĂŁo 625: Jesus Ă© o modelo e guia para a Humanidade.
QuestĂŁo 919: o autoconhecimento Ă© um dos maiores instrumentos de progresso espiritual.
CapĂtulo XXIII de O Livro dos MĂ©diuns: estudo da obsessĂŁo, subjugação e fascinação.
Item 159 de O Livro dos Médiuns: definição de médium.
CapĂtulo XX dos MĂ©diuns: responsabilidade moral do exercĂcio mediĂșnico.
Alerta aos Familiares:
Nem toda sensibilidade Ă© mediunidade.
Nem toda mediunidade representa moralidade.
Nem toda criança sensĂvel estĂĄ vendo EspĂritos.
Nem toda intuição é revelação espiritual.
Nem todo sonho possui significado transcendente.
A repetição constante de narrativas mĂsticas pode criar dependĂȘncia emocional, fantasias de grandeza e dificuldades psicolĂłgicas reais.
A melhor proteção para um possĂvel mĂ©dium continua sendo: estudo, equilĂbrio emocional, senso crĂtico, vida moral saudĂĄvel e ausĂȘncia de deslumbramento.
Fontes:
O Livro dos EspĂritos.
O Livro dos Médiuns.
Fonte Viva.
Ceifa de Luz.
Vereda Familiar.
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CASAMENTO, CELIBATO E POLIGAMIA Ă LUZ DO ESPIRITISMO: A EVOLUĂĂO DO AMOR SEGUNDO A LEI NATURAL.
Entre as diversas leis morais apresentadas pela Doutrina EspĂrita, a Lei de Reprodução ocupa lugar de grande importĂąncia por tratar de um dos aspectos mais profundos da existĂȘncia humana: a continuidade da vida e o aperfeiçoamento moral do EspĂrito. Longe de restringir-se ao fenĂŽmeno biolĂłgico da geração, essa lei alcança as dimensĂ”es da responsabilidade, da afetividade, da famĂlia e do progresso espiritual.
Em O Livro dos EspĂritos, Allan Kardec demonstra que as leis da Natureza possuem uma finalidade superior. Nada foi criado ao acaso. A reprodução dos seres vivos integra a harmonia universal e assegura a continuidade da vida em todos os seus aspectos. Entretanto, ao conceder ao homem a inteligĂȘncia e o livre-arbĂtrio, Deus tambĂ©m lhe confiou a responsabilidade de agir como colaborador da prĂłpria Natureza, jamais como seu destruidor.
Por essa razĂŁo, os EspĂritos ensinam que o ser humano pode regular a reprodução quando houver necessidade legĂtima e em benefĂcio do equilĂbrio natural. O que se condena nĂŁo Ă© o uso consciente da inteligĂȘncia, mas a tentativa de frustrar deliberadamente a finalidade da reprodução apenas para atender aos excessos da sensualidade e do egoĂsmo. Quando o prazer torna-se um fim em si mesmo, separado da responsabilidade moral, evidencia-se o predomĂnio da matĂ©ria sobre o EspĂrito.
Nesse contexto, o casamento representa um dos maiores marcos da evolução da Humanidade. Kardec pergunta se a uniĂŁo permanente entre dois seres seria contrĂĄria Ă lei natural, e a resposta dos EspĂritos Ă© clara: trata-se de um progresso na marcha humana. O casamento transforma a simples atração fĂsica em compromisso, fidelidade, cooperação e responsabilidade recĂproca. A famĂlia deixa de ser apenas um agrupamento biolĂłgico para tornar-se uma verdadeira escola de aperfeiçoamento moral.
O comentĂĄrio de Kardec Ă© particularmente significativo ao afirmar que a abolição do casamento significaria um retorno ao estado primitivo da Humanidade. A uniĂŁo estĂĄvel dos cĂŽnjuges favorece o desenvolvimento dos sentimentos, fortalece os vĂnculos familiares e cria condiçÔes para que EspĂritos reencarnados encontrem no lar um ambiente de educação, reparação e crescimento espiritual.
Ao mesmo tempo, a Doutrina EspĂrita distingue claramente as leis divinas das leis humanas. A indissolubilidade absoluta do casamento nĂŁo pertence Ă Lei Natural, mas Ă s legislaçÔes criadas pelos homens. Isso significa que a uniĂŁo matrimonial deve ser preservada enquanto cumprir sua finalidade de auxĂlio mĂștuo, respeito e crescimento moral. Quando se transforma em instrumento permanente de sofrimento, violĂȘncia ou degradação dos envolvidos, o rompimento do vĂnculo jurĂdico nĂŁo constitui afronta Ă lei divina, mas consequĂȘncia das imperfeiçÔes humanas ainda presentes na sociedade.
Outro tema frequentemente mal compreendido Ă© o celibato. O Espiritismo nĂŁo considera o simples fato de permanecer solteiro um estado de superioridade espiritual. Se motivado pelo egoĂsmo, pelo orgulho ou pelo desprezo Ă vida familiar, o celibato nĂŁo possui qualquer mĂ©rito diante de Deus. Contudo, quando representa um sacrifĂcio voluntĂĄrio realizado para dedicar integralmente a existĂȘncia ao serviço da Humanidade, adquire elevado valor moral. O mĂ©rito nunca estĂĄ na condição exterior da pessoa, mas na intenção pura que inspira seus atos.
TambĂ©m a poligamia Ă© analisada sob o prisma da evolução moral. Os EspĂritos afirmam que ela nĂŁo constitui uma lei natural, mas uma instituição humana vinculada a determinados perĂodos histĂłricos e costumes sociais. O casamento ideal, segundo as leis divinas, fundamenta-se na afeição recĂproca. Onde predomina apenas a sensualidade, desaparecem os elementos espirituais do amor verdadeiro. Ă medida que a Humanidade progride, substitui as relaçÔes baseadas na posse, no poder e nos interesses materiais por vĂnculos construĂdos sobre o respeito, a igualdade e a fidelidade.
Essa compreensĂŁo revela um aspecto essencial da Doutrina EspĂrita: a verdadeira evolução consiste na educação dos sentimentos. O homem deixa gradualmente de ser governado pelos impulsos instintivos para orientar sua vida pela consciĂȘncia, pela razĂŁo e pelo amor. O casamento, a famĂlia e a prĂłpria sexualidade deixam de ser simples expressĂ”es da natureza biolĂłgica para converterem-se em instrumentos de crescimento espiritual.
Em Ășltima anĂĄlise, a Lei de Reprodução nĂŁo trata apenas da multiplicação dos corpos, mas da educação das almas. Cada lar constitui uma oficina de aperfeiçoamento onde EspĂritos aprendem a renunciar ao egoĂsmo, desenvolver a paciĂȘncia, exercitar o perdĂŁo e construir laços de amor que ultrapassam a prĂłpria morte. A famĂlia, assim compreendida, torna-se um dos mais importantes mecanismos da ProvidĂȘncia Divina para conduzir a Humanidade ao seu destino de perfeição.
Fontes:
Allan Kardec. O Livro dos EspĂritos. Parte Terceira â Leis Morais. CapĂtulo IV â Lei de Reprodução, questĂ”es 693 a 701.
Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo, capĂtulos XIV (Honrai a vosso pai e a vossa mĂŁe) e XXII (NĂŁo separeis o que Deus juntou).
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SUBLIME POEMA AO AMOR.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Amor, silĂȘncio em veste de agonia,
RelĂquia acesa em pĂĄlida amplidĂŁo;
Ăs flor que nasce Ă sombra mais sombria,
E morre cedo dentro do coração.
Teu beijo traz o gosto da saudade,
Teu riso é véu de oculta solidão;
Prometes sempre a eterna claridade,
Mas deixas noite em cada despedida, entĂŁo.
Hå sinos mudos sobre os cemitérios,
Cantando preces para quem partiu;
E os ventos, como monges funerĂĄrios,
Guardam o nome de quem jĂĄ dormiu.
A lua, em seu sudĂĄrio prateado,
Embala as cinzas de um jardim sem cor;
O céu contempla, imóvel e calado,
A lenta procissĂŁo de cada amor.
Quem ama aprende o idioma das ruĂnas,
O peso amargo de esperar em vĂŁo;
Colhe espinhos onde havia boninas,
E faz do pranto a própria oração.
Contudo, amor, mistério inesgotåvel,
Mesmo vestido em luto e escuridĂŁo,
Ăs o mais doce e o mais inevitĂĄvel
Fantasma a visitar o coração.
Pois toda vida curva-se ao teu fado,
Toda esperança busca teu calor;
E atĂ© a morte, em seu silĂȘncio alado,
Ajoelha-se, vencida, ante o Amor.
"NĂŁo te preocupes com a ingratidĂŁo dos teus filhos. Se lhes deste amor, exemplos e consciĂȘncia tranquila, cumpriste o teu dever. A gratidĂŁo Ă© uma flor que desabrocha no tempo de cada alma; algumas florescem cedo, outras apenas quando a vida lhes ensina, pela dor, o valor daquilo que receberam."
"NĂŁo te preocupes com a ingratidĂŁo dos teus filhos. O amor verdadeiro nĂŁo exige recompensa; continua sendo luz, mesmo quando aqueles que a recebem ainda nĂŁo aprenderam a enxergĂĄ-la."
" A dor do amor nĂŁo Ă© apenas sofrimento. Ela Ă© tambĂ©m revelação. Muitas vezes Ă© atravĂ©s dela que o indivĂduo descobre a extensĂŁo de sua prĂłpria capacidade de sentir. Aquilo que fere tambĂ©m ilumina. A ausĂȘncia de quem se ama, o desencontro das expectativas ou a fragilidade das circunstĂąncias humanas fazem com que o coração perceba algo essencial. Amar Ă© aceitar que a alegria e a tristeza pertencem ao mesmo campo de experiĂȘncia. "
"A renĂșncia por amor nĂŁo nos faz perder, mas nos devolve ao que somos de verdade, seres feitos para a leveza, nĂŁo para carregar espadas suspensas pelo fio do ego."
Faça do seu dia um ato de amor por si mesma.
Escolha a paz que ninguĂ©m pode tirar de vocĂȘ. Caminhe leve, porque a alma que aprende a se libertar jĂĄ nĂŁo se curva ao peso do que passou.
Viva um dia de cada vez. O tempo nĂŁo cura apenas as feridas; ele revela quem permaneceu fiel Ă prĂłpria essĂȘncia.
Ame o amor. Ame a leveza. Ame a coragem de recomeçar. E não tenha medo de sentir saudades. A saudade não enfraquece quem ama; ela apenas confirma que seu coração foi verdadeiro.
Mas lembre-se: nenhuma saudade merece aprisionar a sua felicidade.
Que hoje vocĂȘ floresça por si, brilhe por si e descubra que a mais bela histĂłria de amor da sua vida começa quando vocĂȘ decide nĂŁo se abandonar por ninguĂ©m.
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