Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

A humanidade precisa urgentemente de humanos.
Humanos que vivam o amor.
Humanos mais humanos.

A vida só tem sentido pela percepção do amor.

Amor, carrinho e consideração vocĂȘ nunca ⁠deve reinvindicar.
A resposta das tuas cobranças estå no desinteresse que a pessoa demonstra.

se o amor for a semente‹
e o coração o lugar‹
talvez num gesto inocente ‹
o mundo possa mudar.


batista_oliveira

A turma do "amor" Ă© puro Ăłdio.

O propĂłsito de SatanĂĄs Ă© destruir sua capacidade de amar, porque Ă© no amor que vocĂȘ mais se assemelha a Jesus.

Palavras de um ateu convicto, "o amor Ă© sĂĄbio e o Ăłdio Ă© tolo" enquanto muitos religiosos se amatam em guerras estĂșpidas e em discussĂ”es insalubres, contudo, dizem estarem buscando a paz, espalhando discĂłrdia e intolerĂąncia.,

"Ninguém valoriza ou agradece,
o que consegue sem custo,
o que de graça recebe,
nem amor, nem amizade,
nem flores nem poesia..."

Do pressuposto lĂłgico de que sem reciprocidade nada prospera.

Aqui fala o filĂłsofo, e nĂŁo a besta quadrada do poeta.

Foi ontem, quando começou nossa eternidade! Quando nos reconhecemos, assim o amor se fez, de uma vez para nunca mais se repetir igual e tão perfeito!

"O amor tem duas fases, uma Ă© espanto e a outra Ă© saudade...." O amor nunca Ă© conclusĂŁo, por ser perfeito, sempre nos tira o sossego e a liberdade."

Sem vinho, provavelmente nĂŁo haveria humanidade.... Eis tudo o que Ă© a vida: Amor, prazer e amizade. ”

UMA CANÇÃO DE AMOR JAZZ

⁠Eu sei,
Que nĂŁo Ă© fĂĄcil viver,
Sozinho sem um alguém,
Por isso eu amo vocĂȘ.
Pedi ao sol
Pedi Ă  lua
Para encontrar um amor
Um anjo me responder.
No lindo sonho acordei
ouvindo a voz do alguém
a me dizer sorridente
Sou eu,
Que estou aqui com vocĂȘ
Também estava sozinha
E agora tenho o céu...

⁠AMIZADE, O VERDADEIRO AMOR.

Não hå outra forma de relação capaz de ser eterna, de perdurar por toda uma vida. Poucos amores conseguiram isso. Nas relação humanas, só a amizade tem provado que é forte o suficiente para suportar as adversidades que são comuns entre pessoas de diferente classes sociais e origem étnica.

Até na literatura, é a amizade que supera os romances, geralmente os romances mais famosos são trågicos ou tratam de um amor impossível.

Mas veja o caso de amizade mais grandioso da literatura universal, e sem dĂșvida concordarĂĄ comigo.

Se ainda não leu, com cuidado merecido que devemos ao esta obra, faça-o agora e constate o que digo.

Dom Quixote, a relação de amizade que se eterniza ali tem ressonùncias inimaginåveis, quem não deseja um amigo como Sancho Pança?

⁠Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor jĂĄ morto.


A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivĂȘncia do querer:
sangrar para existir.


Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.

o ciĂșme Ă© a infĂąncia do amor

HĂĄ acontecimentos na existĂȘncia que marcam como amor ou paixĂŁo avassaladora. E, Ă s vezes, tentamos reescrever essa histĂłria — mover o enredo, deslocar o sentimento, transplantar a emoção para outro contexto, outra pessoa, outro encantamento. Mas nĂŁo funciona.


No universo emocional, certos eventos sĂł acontecem uma vez.
NĂŁo Ă© possĂ­vel reconstruir o que o caos, em sua precisĂŁo secreta, nos ofereceu como vivĂȘncia Ășnica.


HĂĄ experiĂȘncias que pertencem a um instante irrepetĂ­vel, e nenhuma tentativa humana consegue reescrever aquilo que nasceu para acontecer apenas naquele momento — e nunca mais. Evan do Carmo

O AMOR, QUANDO ELE CHEGA


I
O amor, quando ele chega,
altera o tempo e o clima,
transforma a rota do vento,
desloca o eixo da Terra
e o hemisfério se inclina.
II
O amor, quando ele chega,
organiza o caos infindo,
desmantela o imponderĂĄvel,
rasga as vestes da razĂŁo,
e o que antes era utĂłpico,
nas cordas do coração,
desamarra o improvĂĄvel.
III
O amor, quando ele chega,
desperta o desconhecido,
faz oscilar estaçÔes
pra confundir os sentidos.
IV
E, nessa linha de sombra,
respira uma verdade fatal:
o amor, quando ele chega,
nos expÔe à vil tragédia
que nĂŁo raro Ă© seu final.

Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.


O vento nĂŁo chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptĂ­vel, como a falsa segurança de que tudo estĂĄ garantido. É a falta de escuta, a ausĂȘncia de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento Ă© o silĂȘncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hĂĄbito sem presença.


A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que jå estava frågil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.

Chamava-se Laura.
NĂŁo foi um amor como os outros. NĂŁo começou com febre no corpo nem com a vertigem dos impulsos sĂșbitos. Começou com silĂȘncio. Um silĂȘncio atento, desses que antecedem as revelaçÔes. Ele a conheceu num curso de literatura, numa sala de paredes altas e ventiladores lentos, enquanto discutiam um conto de Machado de Assis. Ela, ainda insegura, confessou que sentia algo no texto que nĂŁo sabia explicar. NĂŁo era tristeza, nĂŁo era ironia, nĂŁo era encanto. Era outra coisa.
Ele sorriu com a delicadeza de quem reconhece um território fértil. Disse que literatura não se explica, se atravessa. Que às vezes a compreensão vem depois da vertigem.
Foi ali que começou.
NĂŁo houve anĂșncio, nem consciĂȘncia imediata de que algo raro se instalava. Apenas uma sequĂȘncia de encontros que passaram a acontecer com naturalidade. Ele lhe emprestou A PaixĂŁo Segundo G.H., sublinhado nas margens com sua letra inclinada, como se oferecesse nĂŁo apenas o livro, mas suas prĂłprias interrogaçÔes. Deu-lhe um exemplar gasto de O Livro do Desassossego, dizendo que aquele livro nĂŁo se lĂȘ, se suporta. Advertiu que ali nĂŁo havia respostas, apenas espelhos.
Ela recebia cada obra como quem recebe um rito de passagem. Lia devagar, fazia anotaçÔes, voltava com perguntas. Ele a ensinava a ouvir o silĂȘncio entre os versos. Mostrava que um poema nĂŁo termina no ponto final, mas na respiração de quem o lĂȘ. Falava sobre a diferença entre emoção e sentimentalismo, entre lirismo e exagero. Ela o escutava com olhos vivos, mas nĂŁo submissos. Havia nela uma inteligĂȘncia em formação que nĂŁo queria imitar, queria compreender.
Tomavam café no fim da tarde, sempre na mesma mesa junto à janela. A luz entrava oblíqua, pousava nos livros abertos, desenhava sombras sobre as xícaras. Falavam de Carlos Drummond de Andrade como quem fala de um parente distante, às vezes incÎmodo, às vezes necessårio. Riam de versos que pareciam simples e eram abismos.
Ela anotava frases dele num caderno azul. Ele fingia nĂŁo perceber, mas percebia tudo. Percebia o modo como ela inclinava a cabeça ao discordar. O jeito como ficava em silĂȘncio antes de formular uma ideia. A maturidade que surgia pouco a pouco, como uma construção interna.
Andavam de mĂŁos dadas pelas ruas do centro, nĂŁo como amantes clandestinos, mas como dois pensadores que haviam encontrado abrigo um no outro. NĂŁo havia pressa. NĂŁo havia corpo colado. Havia calor, mas era um calor que vinha da palavra, do reconhecimento, da partilha de mundo.
Nunca houve beijo.
Nunca houve quarto fechado.
E, ainda assim, havia algo que doĂ­a como se tivesse havido tudo.
Porque havia possibilidade.
E possibilidade Ă© uma das formas mais agudas de sofrimento.
Havia momentos em que ele sentia o impulso de atravessar a linha invisĂ­vel que os separava do gesto definitivo. Bastaria inclinar o rosto. Bastaria permitir que a mĂŁo que jĂĄ segurava se tornasse abraço. Mas algo o detinha. Talvez a consciĂȘncia da diferença de tempo entre eles. Talvez o medo de macular aquela pureza intelectual com a concretude do desejo. Talvez a intuição de que certas experiĂȘncias sobrevivem justamente por nĂŁo se consumarem.
Ela, por sua vez, nunca pediu mais. Mas havia instantes em que seus olhos demoravam um segundo alĂ©m do necessĂĄrio. Instantes em que o silĂȘncio se tornava denso demais. Nenhum dos dois era ingĂȘnuo. Sabiam que algo pulsava ali. Escolheram nĂŁo nomear.
Ela partiu primeiro.
Um convite para estudar fora. Uma bolsa. Um futuro promissor que se abria como estrada. Ele a encorajou com a generosidade dos que sabem que amar também é não prender. Disse que o mundo era maior do que aquela cidade, maior do que os cafés, maior do que a cumplicidade que haviam construído.
No dia da despedida, caminharam longamente sem falar. A cidade parecia suspensa. O tempo, dilatado. No final, ela apertou a mĂŁo dele com força, como quem segura a borda de um precipĂ­cio. NĂŁo disseram eu te amo. Talvez porque amor dito exige consequĂȘncia. E consequĂȘncia exigiria coragem.
Depois disso, apenas distĂąncia.
Os anos passaram com a indiferença prĂłpria do tempo. Ele publicou poemas. Dedicou alguns que nunca tiveram destinatĂĄrio explĂ­cito. Quem lia nĂŁo sabia, mas havia sempre uma interlocutora invisĂ­vel entre as linhas. Cada metĂĄfora lapidada tinha algo do rigor que aprendera ao dialogar com ela. Cada silĂȘncio poĂ©tico carregava ecos daqueles cafĂ©s.
Às vezes via notícias dela nas redes sociais. Um livro publicado. Uma palestra. Um reconhecimento. Sorria com uma mistura de orgulho e perda. Pensava que fora ele quem abrira aquela porta. E logo depois se envergonhava do pensamento, como se o amor verdadeiro não devesse reivindicar autoria.
À noite, Ă s vezes, relia as mensagens antigas. NĂŁo havia promessas ardentes nem declaraçÔes dramĂĄticas. Havia debates sobre metĂĄforas. Havia ĂĄudios discutindo a diferença entre lirismo e sentimentalismo. Havia risadas espontĂąneas, comentĂĄrios sobre o mar, sobre o medo de nĂŁo ser suficiente para a prĂłpria vocação.
E havia aquilo que nĂŁo aconteceu.
O que dĂłi nĂŁo Ă© o que foi.
É o que poderia ter sido.
Ele sabe que, se tivessem atravessado aquela linha invisível, talvez tudo tivesse se queimado råpido demais. Talvez o encanto tivesse se tornado cotidiano. Talvez tivessem se ferido na banalidade das expectativas. Talvez o amor concreto não suportasse a altura da idealização.
Mas hĂĄ noites em que ele deseja ter arriscado.
Deseja ter trocado a lucidez pela vertigem. A elegĂąncia pela entrega. A ordem pelo caos.
Porque viver Ă© administrar o caos, e ele, naquela histĂłria, escolheu a ordem.
Ela segue outro caminho. Ele também. Não se falam. Não se procuram. Mas às vezes, ao abrir um livro antigo, ele encontra uma dobra numa pågina que marcou para ela. Passa os dedos sobre o papel como quem toca uma cicatriz. E sente uma melancolia fina, quase elegante.
NĂŁo Ă© arrependimento.
É a consciĂȘncia de que existiu um amor que nĂŁo precisou de corpo para ser inteiro e, ainda assim, ficou incompleto.

Nem todo amor Ă© morada. Alguns sĂŁo passagem.