Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Teu amor Ă© um brinde!
Cada gole de desejo
Escorrendo na intimidade
Do nosso olhar
Declamando promessas
De um viver eterno,
Nossas mãos entrelaçadas
As estrelas e a lua
Nossos corpos, um sĂł
E o universo sem tamanho.
O maior gesto de amor
Ă o perdĂŁo,
Libertação da alma,
Que retira o peso e a amargura.
Ă alĂvio profundo abraçar essa dĂĄdiva,
Quando nasce do coração,
Na pureza do sentimento.
Mergulhei fundo no mar do amor,
Perdi o ar, quase me afoguei.
Lutei atĂ© a superfĂcie
E lĂĄ estava vocĂȘ,
No raso,
Com medo de se molhar.
MĂŁos ao alto,
Num gesto de adoração ao amor.
Coração acelerado, frio na barriga,
MĂŁos suadas.
Perdi tudo para esse sentimento
Restou apenas eu
E a solidĂŁo.
Escrever com a alma,
Tocar o amor
Guardado no mais Ăntimo de si,
Despertar sentimentos
Através da poesia
E abraçar, com leveza, a alma.
Em cada verso que escrevo,
Penso em vocĂȘ.
Tudo o que faço
Me lembra o teu amor.
Sua ausĂȘncia agora dĂłi,
E jĂĄ nĂŁo hĂĄ retorno...
Entre nĂłs,
NĂŁo existiu um âfelizes para sempreâ,
Apenas um sincero:
âFoi bom enquanto durou.â
Na mente, nĂŁo hĂĄ nada.
O corpo sente,
O coração vibra.
Em cada verso,
Um gole de amor,
Saciando a sede
Da alma vazia.
Meu coração,
Aceleração
Quando te vejo.
Aumenta o desejo,
Sinto o amor,
Me entrego ao teu inteiro dispor.
Abraço o sentimento,
Dançamos com o vento,
De mĂŁos dadas,
Almas enamoradas.
Vejo a maldade no olhar,
e, com profunda dor,
sei que derramar amor
nĂŁo vai adiantar.
O Ăłdio toma conta,
coraçÔes se perdem
no caos do viver,
sem esperança
de um novo amanhecer.
A poesia abraça minha alma,
sinto o amor.
Por isso versejo aos quatro ventos
o sentimento que me percorre o ser.
E em cada palavra
deixo um pedaço de mim.
Queria escrever um poema,
O mais lindo possĂvel.
Escrevi a palavra amor,
E me lembrei do teu sorriso.
HĂĄ Muita Dor, Mas HĂĄ Mais Amor
Sorrateiramente, memĂłrias da infĂąncia me invadem e me fazem romper com o cotidiano.
Na lembrança, apresenta-se uma figura aterrorizante, um clichĂȘ de tirano.
Do meu quarto, sinto o odor do cachimbo, enquanto o desprezo em seus olhos exala Ăłdio.
Mas ainda posso ouvir, da janela, apesar da tarde taciturna, as vozes das outras crianças brincando.
Do terceiro andar, fantasio-me brincando com elas no térreo, pois nem concebo a ideia de descer.
Por instinto, aguardo o déspota adormecer ou sair de casa, para que eu possa me divertir.
De repente, o interfone toca. Ele atende e, apĂłs alguns berros, sai depressa pelas escadas, entra no carro e me liberta.
Faço meus afazeres escolares; minhas irmĂŁs dormem, minha mĂŁe estĂĄ no trabalho â e agora desobedecer Ă© o mesmo que viver.
Viver Ă© muito melhor que sonhar, e entrego-me de corpo e alma Ă s brincadeiras, com minha pipa e meu piĂŁo.
Jå estou sujo de terra como os amigos; ganhei pipas, perdi o pião, e acendi a chama do meu coração.
Minha alma Ă© invadida pela alegria de ser criança â sinto que venci o mal.
Porém, subitamente, escuto a cavalaria do inferno através do escape velho e barulhento.
Corro mais rĂĄpido que no pega-pega, subo as escadas para que nĂŁo perceba que estive brincando.
Entro direto no banheiro, tomo banho e começo a chorar, pois sei o que estå por vir.
VocĂȘ entra, espera que eu termine o banho e me surra com a mangueira que usou para lavar o automĂłvel.
E sofro mais uma das infinitas violĂȘncias daquele a quem um dia chamei de pai.
Por esses episĂłdios, passei a vida acreditando que nĂŁo deveria ser pai, pois Ă s vezes me via reagindo de forma igualmente inclemente.
Entre tantas escolhas, esse pensamento sempre permaneceu, por temer que um dia eu me tornasse como ele.
Arrependo-me profundamente, porque as decisÔes que tomei castigaram minha alma e me amaldiçoaram até recentemente.
Ainda que tardiamente, ser pai foi a melhor ventura que me aconteceu.
A importĂąncia de sĂȘ-lo Ă© reconhecer a mudança e lançar esperança ao futuro.
Mas o mais especial para mim foi descobrir que, apesar de toda a dor que carrego, ainda sou capaz de dar e receber amor.
DRAL
Se um dia vocĂȘ estiver com alguĂ©m e perguntar a si mesmo se Ă© amor, com toda certeza, nĂŁo Ă©. O amor nĂŁo deixa dĂșvidas
Chuva de Amor
Quando vocĂȘ chega,
o céu aprende a chover carinho.
Cada gota que toca minha pele
Ă© como se dissesse baixinho:
âVocĂȘ nĂŁo estĂĄ sozinho.â
Chove manso no meu peito,
lavando medos,
fazendo nascer flores
onde antes sĂł havia silĂȘncio.
Teu amor cai como chuva de verĂŁo â
quente, inesperada,
dessas que fazem a gente
rir Ă toa
e querer dançar na rua.
E eu fico assim,
de braços abertos,
deixando teu afeto me molhar inteiro,
porque se for pra me perder,
que seja nessa chuva de amor. ââ€ïž
