Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

A turma do "amor" Ă© puro Ăłdio.

O amor, quando não se pode viver, é carregar a saudade de um abraço que a vida não deixa acontecer. Tem noites em que a razão perde a força e o sentimento transborda: a dor do querer supera qualquer lógica.

A vida terrena Ă© a potĂȘncia do amor divino; a morte Ă© o ato que a atualiza na eternidade.
Reno Fioraso

POEMA INEVITÁVEL


Eu queria falar sobre deus, sexo, política, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, mĂșsico, filĂłsofo e atĂ© ator. PorĂ©m, descobri que, desses, eu jĂĄ tinha me tornado ator, nĂŁo por opção, mas por imposição das situaçÔes, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociĂłlogo, talvez antropĂłlogo, filĂłlogo e atĂ© defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem nĂŁo discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniĂȘncia grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, jĂĄ que nĂŁo me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei nĂŁo sendo eu. EntĂŁo, fiz da vida minha luta, minha sobrevivĂȘncia, minha causa (tambĂ©m por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que nĂŁo eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitĂĄvel, confrontando meu personagem que, por conveniĂȘncia, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!


#israelsoler

O estĂ­mulo para o amor Ă© amar.

É fĂĄcil se declarar amando atĂ© surgir a primeira dificuldade e a necessidade de renĂșncia... O amor desaparece logo, pois nunca existiu.

Talvez o amor seja isso: enxergar alguĂ©m para alĂ©m do que ela acredita ser. Eu vi em vocĂȘ uma mulher que nem o espelho lhe mostrava. E, se por um instante vocĂȘ pudesse se ver pelos meus olhos, entenderia por que foi tĂŁo impossĂ­vel deixar de te amar. Talvez... vocĂȘ tambĂ©m se apaixonasse por vocĂȘ.

NĂŁo existe nada tĂŁo revolucionĂĄrio
Como o amor.

"A morte vence quase tudo — ela não só pode vencer um algo,
esse... Ă© o amor."

Deus Ă© amor
Deus é a perfeição
Deus Ă© eterno
Deus Ă© infinito.
Deus Ă© o bem.
Deus Ă© o bom.

O amor Ă© eterno
O amor prova que
Deus existe.

Meu amor,


É uma tortura nĂŁo te ver. Se eu pudesse escolher um poder, se me fosse concedida essa escolha — por mais irreal que pareça — escolheria um que me permitisse vĂȘ-la sempre.


VocĂȘ nĂŁo sabe como sĂŁo frias as noites de inverno. Tornam-se ainda mais sombrias quando estou longe de ti. Creio que poderia morrer de hipotermia atĂ© mesmo nos mais quentes dos invernos.


A saudade bate em meu peito. Bate tão forte que parece capaz de romper minha caixa toråcica. Amor, é por ti que meu coração clama; é por ti que ele se encolhe e se rende.


Ficar longe de ti Ă© uma experiĂȘncia tĂŁo miserĂĄvel que, quando nos encontramos, tenho absoluta certeza de que os astros se alinham. Eles se enfileiram no cĂ©u e conspiram entre si para inventar o nosso amor.


SĂł penso em vocĂȘ. A psicologia talvez tenha um nome complicado para isso: pensamentos acelerados e obsessivos. Eu tenho um nome mais simples: vocĂȘ.


Ah, amor. Fui ao Museu de Belas Artes e fiquei decepcionado. Que mĂĄ notĂ­cia para os artistas. A arte que mais aprecio nĂŁo entrou no museu; ela estava em casa.


Mesmo nĂŁo podendo viajar para conhecer as sete maravilhas do mundo, fico feliz por ver sempre a quarta. E as outras? Ora, que piada. VocĂȘ, vocĂȘ e vocĂȘ.


Serei capaz de vĂȘ-la um dia? sei que sempre na prĂłxima segunda, mas cada sexta Ă© como se fosse uma partida indefinida.⁠

⁠#SORRISOS

HĂĄ sorrisos de amor
HĂĄ sorrisos de maldade
HĂĄ sorrisos de rancor...
Em toda e qualquer parte...

HĂĄ sorrisos solitĂĄrios...
Hå sorrisos de desdém...
HĂĄ sorrisos que lhe querem mal...
HĂĄ sorrisos que lhe querem bem...

HĂĄ sorrisos de lĂĄgrimas...
De tristezas que nĂŁo tem fim...
Mas também hå sorrisos que são especiais...
Para vocĂȘ e para mim...

HĂĄ sorrisos de angĂșstias...
Outros de muita paz...
Falsos e verdadeiros...
Como ninguém faz...

Sorrisos tĂ­midos...
Outros escancarados...
De coraçÔes vazios, sem sentidos...
Outros repletos de carinhos sinceros...

Os mais feios, acho eu, são os forçados...
Ocos, sem sentido...
Sem brilho... tĂŁo apagados...

O sorriso mais belo...
É quando o olhar brilha...
Formam um belo conjunto...
Perfeita harmonia...

Eu amo dar o meu...
Amo receber o seu...
Amo os milhares de sorrisos que vocĂȘ tem...
Amo suas risadas...
Suas piadas sem graça...
Eu amo a tua cara enciumada...

Amo dividir nossas histĂłrias e segredos...
Amo seu sorriso...
Que me faz tĂŁo bem...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#MOMENTOS

Amor imenso que também é cego...
NĂŁo hĂĄ luar...
NĂŁo hĂĄ estrelas...
NĂŁo sei o que vejo...
Amar eu posso até à hora de morrer...

Acordo...
E ainda que o caminho me espante...
Ainda que acordar seja
morrer aos poucos...
Amo...

Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida...
Quando o futuro me causa medo...
Todos os meus prĂłprios momentos...
IlusÔes e verdades...
Nesse espaço e tempo...

O que sĂł agora claramente vejo...
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonho...
Nos destinos que nĂŁo desvendo...
Vou amando...
Meus momentos...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

Amor de mentiras...
Feito de promessas impensadas...
Enquanto m’enganava a esperança...

Sonhos de olhos abertos...
Entre idéias e espíritos que pairavam...
Entre o lĂĄ e o cĂĄ...
Nas ansias mortais e das angĂșstias que palpitavam...

Errante, ao turbilhĂŁo dos ventos...
Houve perfumes d’amor...
Houve doces venenos d’alma...
Entre destinos que jĂĄ nĂŁo me oferecem o acaso...
RazĂŁo tive, de viver bem magoado...

No duro aprendizado fiz-me escravo...
Ceguei-me...
Diante tanta ansiedade...
E desse que era meu já me não lembro

Labirinto de um cego encantado...

Que a mim Deus entĂŁo me salve...
De incÎmodos, de penas, de cansaços..
Desse sonho secreto e fascinante...
De meus olhos buscando os teus por toda a parte...

Sandro Paschoal Nogueira

Quando alta performance encontra amor pela excelĂȘncia a entrega ganha significado, o resultado ganha identidade, o processo ganha propĂłsito e a performance deixa de ser nĂșmero, passando a ser experiĂȘncia.

''Amor Importuno''
⁠Romance funesto,
amo porém detesto,
rio mas nĂŁo de felicidade,
e sim de nervoso,

arde tanto,
passando-se a sensação carbonizar o osso,
e quando tomamos conta,
estamos sendo entalado pelo ar do fogo,

fumaça, desgraça,
passamos tempos investindo em nossa morada,
para vir uma maré infortuna
e destruir-se vossa casa,

nesses momentos devemos ser espertos,
trocar nosso lar de lugar
pra uma certa distancia do mar
que nĂŁo seja muito longe e nem muito perto.

"Amor"
Vejo amor como um monstro,
e eu sou apenas um soldado,
vice-versa a gente se encontra,
e nem sempre ele quer papo.

Lembro, que na nossa primeira luta,
sai derrotado.
Por ter sido desnorteado,
pensei que havia perdido.

Mas sempre que me recordava dessa batalha,
retia um sentimento contĂ­nuo.
Por mas que me sentisse indigno,
sabia que aquele final era incerto.

Voltei me encontrar com ele,
e dessa vez fiz certo,
apanhei feito bastardo.

Porém conquistei
o que tanto havia almejado.

Eu jĂĄ te amei
 e nesse amor depositei uma fĂ© quase sagrada, como quem entrega a prĂłpria vida a um destino sonhado. Acreditei em vocĂȘ, nĂŁo apenas como pessoa, mas como promessa de eternidade. Achei que meus sentimentos eram verdadeiros, e talvez tenham sido mais reais que nĂłs mesmos. Quando se imagina uma vida com alguĂ©m, nĂŁo se projeta apenas um futuro, cria-se um universo inteiro, feito de gestos, silĂȘncios e possibilidades. Mesmo quando o amor morre, esse universo nĂŁo desaparece; ele permanece suspenso, habitando um lugar secreto dentro de nĂłs, como se fosse um eco do que poderia ter sido. E esse eco
 nunca se apaga por completo.

O que Ă© a saudade, se nĂŁo o amor que perdura?


Ela nasce quando o corpo se afasta, mas o coração permanece. É a chama que nĂŁo se apaga mesmo diante da distĂąncia, o eco de um abraço que ainda vibra na memĂłria, o perfume que insiste em morar na pele mesmo depois da ausĂȘncia.


Saudade Ă© o amor vestido de silĂȘncio, Ă© o olhar que procura no vazio um reflexo que jĂĄ nĂŁo estĂĄ ali. É o diĂĄlogo que continua dentro de nĂłs, ainda que os lĂĄbios do outro nĂŁo respondam. É a eternidade escondida em pequenos instantes que nunca se repetem, mas que insistem em viver dentro da alma.


Se o tempo tenta levar, a saudade guarda. Se a ausĂȘncia tenta apagar, a saudade escreve em letras de fogo. Porque, no fundo, ela Ă© apenas a prova de que o amor Ă© maior do que a presença... Ă© a sobrevivĂȘncia daquilo que o coração nĂŁo permite que morra.


E talvez seja isso: a saudade nĂŁo Ă© dor apenas. É tambĂ©m o privilĂ©gio de ter amado tanto, a ponto de sentir falta. É a lembrança que acaricia por dentro e nos faz entender que amar Ă©, inevitavelmente, tambĂ©m saber esperar.