Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

E Ă© justamente nessas marcas
que o amor aprende a ficar.
NĂŁo para apagar o passado,
mas para caminhar com
ele sem medo.
Porque amar também é segurar
a mĂŁo do outro onde ainda dĂłi.

É nas cicatrizes que
o amor decide permanecer.
NĂŁo para consertar o que foi quebrado, mas para provar
que ainda hĂĄ beleza no que sobreviveu.
Porque amar Ă© escolher ficar,
mesmo onde a dor jĂĄ morou.

Porque Ă© nas cicatrizes
que o amor cria raiz.
Elas nĂŁo afastam
— aproximam.
E quando dois coraçÔes
se reconhecem feridos,
descobrem que curar juntos
também é uma forma de amar.

Que seja só 1% —
eu coloco nele toda
a coragem que me resta.
Porque Ă s vezes o amor nĂŁo nasce da certeza, nasce do salto que a gente dĂĄ mesmo tremendo.


Os 99% sĂŁo medo, eu sei.
Medo do silĂȘncio depois da pergunta, do olhar que nĂŁo fica,
da resposta que desmonta o coração.


Mas esse 1%
carrega esperança demais
pra ser ignorado.
É o instante em que penso em vocĂȘ
e tudo dentro de mim decide tentar.


Se eu for rejeitado por vocĂȘ, vou seguir a minha vida sem vocĂȘ — mesmo que os 99% jĂĄ tenham tomado conta de quem eu sou.”

⁠Não te perdi por falta de esforço,
perdi porque amor não recompensa ninguém.
Alguns coraçÔes são só passagem,
e o meu foi morada que vocĂȘ nunca quis manter.

⁠E dói saber que não falhei em te amar,
falhei apenas em ser suficiente.
No amor, nĂŁo vence quem mais se doa
— vence quem o outro sente.

⁠Não hå tempestade que nos separe,
nem vento que leve a força que sinto.
Teu amor Ă© abrigo que nunca desaparece,
um fio invisĂ­vel que me liga ao infinito.

E quando a terra exala seu cheiro terroso, me lembro que amor também floresce na chuva.
Nosso toque, como a ĂĄgua, Ă© instante e eterno,
e cada gota sela o pacto de nossos coraçÔes

⁠Estås a me encantar
Como se fosses um mĂĄgico
De amor falas sem medo
Do fim que pode ser trĂĄgico.


- Pekenah

⁠Então, meu amor,
Deixemos o rio nos levar,
Iremos nadar na correnteza,
Sem promessas a selar.


Vamos com calma,
Se acontecer,
floresceremos na primavera,
O amor Ă© profundo,
Cura as feridas do coração.

O amor me amou


O amor me amou
quando eu jĂĄ nĂŁo sabia ficar,
sentou ao meu lado no silĂȘncio cansado, fez morada no que em mim era medo e chamou de lar aquilo que eu chamava de fim.


O amor me amou
sem pedir forma ou promessa,
tocou minhas falhas com mãos pacientes, ensinou que até o que dói pode florescer quando alguém escolhe ficar.


O amor me amou
— e nisso eu renasci:
nĂŁo inteiro, nĂŁo perfeito, mas verdadeiro, aprendendo que ser amado, Ă s vezes, Ă© simplesmente
existir sem fugir.

Antes da dor, depois da luz


O amor me amou
quando eu jĂĄ nĂŁo acreditava
que fosse possĂ­vel amar de novo.


Quando a luz virou sombra,
a felicidade virou mĂĄgoa,
e o dia que era sol
fez noite dentro do meu peito.


Mas vocĂȘ chegou

viu quem eu era antes da dor
e quem sou depois da escuridĂŁo.
Viu-me num quartinho,
feito um garotinho chorando, quebrado,
enquanto ao meu redor
era breu, tempestade e trovĂŁo.


VocĂȘ nĂŁo teve medo,
lutou contra meus prĂłprios sentimentos,
gritou meu nome no meio do caos.
Olhei pra trĂĄs
e vi a tempestade
e a solidĂŁo daquele quarto.
NĂŁo saĂ­ do lugar.


Mas vocĂȘ se aproximou.
Me abraçou.
E tudo o que em mim estava morto
floresceu de novo.
Ficaram apenas as cicatrizes —
pois o seu abraço me curou,
me conectou de um jeito que palavras não alcançam.

Semente do Amor


Nos teus braços, encontro o universo inteiro,
como a terra que recebe a semente,
teu ventre, jardim que floresce silencioso,
onde o tempo se curva em paciĂȘncia e ternura.


Teu olhar Ă© farol que guia almas pequenas,
rios de cuidado que correm sem cessar,
e cada suspiro teu Ă© vento suave
que embala sonhos ainda por nascer.


Ser mĂŁe Ă© tecer estrelas no escuro,
é transformar lågrimas em rios de esperança,
Ă© dar vida ao infinito em cada gesto,
e carregar o mundo inteiro dentro de um abraço.

Amor que rejeitaste



Carrego comigo este amor que rejeitaste,
Desde o instante em que partiste,
Deixando um vazio profundo
E o silĂȘncio onde antes Ă©ramos nĂłs.


Preservei cada sentimento sincero e puro,
Amei-te sem medidas, sem reservas,
Enquanto tu, impassĂ­vel, deixaste escapar tudo.


E ainda assim, mesmo quebrado e sozinho,
Meu coração insiste em te buscar
Entre memĂłrias sussurrantes
E sonhos que o tempo quase apagou.

Lareira


Teu amor Ă© lareira acesa
no centro do meu inverno,
chama que conversa com
a noite e nĂŁo pede permissĂŁo,
me aquece por dentro enquanto
o mundo neva por fora,
e até minhas cicatrizes aprendem
a descansar no teu calor.


Quando te aproximo,
o tempo vira lenha estalando lento,
os silĂȘncios ganham cor,
os medos derretem sem pressa,
teus olhos sĂŁo brasas que
sabem meu nome,
e meu coração, casa antiga,
volta a ter fogo no chĂŁo.


Se um dia tudo esfriar,
sei onde voltar as mĂŁos:
no abrigo do teu peito,
feito lareira eterna,
onde o amor nĂŁo ilumina
sĂł o quarto
— ilumina o que em mim
quase virou cinza.

Cantarei o teu amor


Cantarei o teu amor
como quem descobre
o sol depois da mais longa noite,
como quem encontra no deserto
uma fonte escondida sob
a areia do medo.
Teu nome Ă© primavera em minha boca, Ă© brisa que desperta jardins adormecidos no peito que
jĂĄ se dizia inverno.


Cantarei o teu amor
como o mar insiste em beijar a areia,
mesmo sabendo que a maré o afastarå outra vez.
Teu olhar Ă© farol em minhas tempestades,
Ă© bĂșssola apontando para casa
quando me perco em mim mesmo.
Em teus braços, atĂ© o silĂȘncio floresce.


Cantarei o teu amor
enquanto houver céu
para sustentar estrelas
e vento para carregar promessas.
Se a vida for estrada de pedras,
farei de cada passo um verso teu.
Porque amar-te Ă© transformar cicatrizes em asas
e aprender a voar
dentro do impossĂ­vel.

Lembrança de um amor antigo


Guardo teu nome como
quem guarda uma carta
dobrada no bolso do tempo,
amarelada, mas intacta,
com cheiro de ontem e
promessas nĂŁo ditas.


Teu riso ainda atravessa minhas noites, feito luz que insiste em janelas fechadas; foi pouco tempo, eu sei, mas alguns instantes
nascem eternos.


Aprendi teu corpo como quem aprende um caminho
sem mapa, só intuição e medo;
erramos muito, amamos torto,
e mesmo assim foi amor
— do mais verdadeiro.


Hoje sigo em frente, mas levo contigo uma saudade que não pede volta nem perdão; é só memória serena, lembrança viva de um amor antigo.

⁠E quando ninguém acreditou,
Eu acreditei em nĂłs,
porque amor também é fé em movimento.
Mesmo sem aplausos,
seguimos sendo milagre,
dois coraçÔes sob o comando de algo maior.
Enquanto houver Deus no centro
e amor no passo,
vencer serĂĄ apenas continuar de mĂŁos dadas

Sonhe alto comigo, amor,
mas venha de mĂŁos dadas com a realidade.
Que nossos sonhos saibam voar
sem esquecer o peso doce da vida,
porque é no equilíbrio entre o céu e o agora que o teu sorriso me ensina a acreditar.

E se ninguém enxergar o que somos, não importa.
HĂĄ um amor maior guiando nossos passos,
um Deus que escreve linhas retas com nossas falhas.
Com Ele no centro e vocĂȘ no meu peito, atĂ© os milagres parecem simples:
amar, persistir e vencer, juntos.