Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
O amor Ă© um modo de viver e de sentir. Ă um ponto de vista um pouco mais elevado, um pouco mais largo; nele descobrimos o infinito e horizontes sem limites.
O beijo fulmina-nos como o relùmpago, o amor passa como um temporal, depois a vida, novamente, acalma-se como o céu, e tudo volta a ser como dantes. Quem se lembra de uma nuvem?
O amor afirma, o Ăłdio nega. Mas por cada afirmação hĂĄ milhentas de negação. Assim o amor Ă© pequeno em face do que se odeia. VĂȘ se consegues que isso seja mentira. E terĂĄs chegado Ă verdade.
A mĂșsica clĂĄssica do amor Ă© em tom maior, a romĂąntica em tom menor. O amor moderno Ă© uma fraca melodia, sobreinstrumentada.
SĂł havia trĂȘs coisas sagradas na vida: a infĂąncia, o amor e a doença. Tudo se podia atraiçoar no mundo, menos uma criança, o ser que nos ama e um enfermo. Em todos esses casos a pessoa estĂĄ indefesa.
Ă impossĂvel exprimir a perturbação que o ciĂșme causa a um coração em que o amor ainda se nĂŁo tenha declarado.
O amor nĂŁo mata a morte, a morte nĂŁo mata o amor. No fundo, entendem-se muito bem. Cada um deles explica o outro.
Sem o amor-prĂłprio nenhuma vida Ă© possĂvel, nem sequer a mais leve decisĂŁo, sĂł desespero e rigidez.
Oh estaçÔes, oh castelos!
Que alma Ă© sem defeitos?
Eu estudei a alta magia
Do Amor, que nunca sacia.
SaĂșdo-te toda vez
Que canta o galo gaulĂȘs.
Ah! NĂŁo terei mais desejos:
Perdi a vida em gracejos.
Tomou-me corpo e alento,
E dispersou meus pensamentos.
à estaçÔes, ó castelos!
Quando tu partires, enfim
Nada restarĂĄ de mim.
à estaçÔes, ó castelos!
