Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

O amor Ă© um modo de viver e de sentir. É um ponto de vista um pouco mais elevado, um pouco mais largo; nele descobrimos o infinito e horizontes sem limites.

O beijo fulmina-nos como o relùmpago, o amor passa como um temporal, depois a vida, novamente, acalma-se como o céu, e tudo volta a ser como dantes. Quem se lembra de uma nuvem?

A distĂąncia Ă© o fascĂ­nio do amor.

Aprender mĂșsica lendo teoria musical Ă© como fazer amor por correspondĂȘncia.

O amor afirma, o Ăłdio nega. Mas por cada afirmação hĂĄ milhentas de negação. Assim o amor Ă© pequeno em face do que se odeia. VĂȘ se consegues que isso seja mentira. E terĂĄs chegado Ă  verdade.

VergĂ­lio Ferreira
FERREIRA, V., Escrever

Para se pĂŽr fim a uma guerra, como a um amor, Ă© preciso ver-se de perto.

Até na pessoa mais cansada o amor é como um despertar.

O adultério é a aplicação dos princípios democråticos ao amor.

No amor, o engano vai quase sempre mais longe do que a desconfiança.

A mĂșsica clĂĄssica do amor Ă© em tom maior, a romĂąntica em tom menor. O amor moderno Ă© uma fraca melodia, sobreinstrumentada.

SĂł havia trĂȘs coisas sagradas na vida: a infĂąncia, o amor e a doença. Tudo se podia atraiçoar no mundo, menos uma criança, o ser que nos ama e um enfermo. Em todos esses casos a pessoa estĂĄ indefesa.

Miguel Torga
TORGA, M., DiĂĄrio, Coimbra, 27 de outubro de 1974

É impossĂ­vel exprimir a perturbação que o ciĂșme causa a um coração em que o amor ainda se nĂŁo tenha declarado.

O amor ou nĂŁo desculpa nada ou desculpa tudo.

O amor nĂŁo mata a morte, a morte nĂŁo mata o amor. No fundo, entendem-se muito bem. Cada um deles explica o outro.

A medicina é o remédio para todas as dores humanas, apenas o amor é um mal que não tem cura.

Quando o amor nos visita, a amizade despede-se.

A vida é um calvårio. Sobe-se ao amor pela dor, à redenção pelo sofrimento.

Sem o amor-prĂłprio nenhuma vida Ă© possĂ­vel, nem sequer a mais leve decisĂŁo, sĂł desespero e rigidez.

O verdadeiro amor, como se sabe, Ă© impiedoso.

Oh estaçÔes, oh castelos!
Que alma Ă© sem defeitos?

Eu estudei a alta magia
Do Amor, que nunca sacia.

SaĂșdo-te toda vez
Que canta o galo gaulĂȘs.

Ah! NĂŁo terei mais desejos:
Perdi a vida em gracejos.
Tomou-me corpo e alento,
E dispersou meus pensamentos.

Ó estaçÔes, Ăł castelos!

Quando tu partires, enfim
Nada restarĂĄ de mim.

Ó estaçÔes, Ăł castelos!