Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â O encanto tĂŁo singular que tens
à a força que move o meu sentimento
Sua presença é salutar a minh'alma
Enquanto sinto muita saudade
Quando precisa estar ausente de mim.
Mas eu sei que a raiva mexe com a mente.
E a gente fala coisas sem querer.
EntĂŁo fica de boa, eu vou perdoar vocĂȘ!
â
NĂŁo me deixe ir embora
â NĂŁo quero sair daqui
Estou confortĂĄvel,
Aquecido e amĂĄvel
Com uma paz que não tem explicação
Não me tire do seu coração.
â Quando a dor se alastrou pelas minhas vĂsceras, teu abraço foi o principal responsĂĄvel por sanĂĄ-la. Seu ombro me valia mais que qualquer ouro ou diamante, havia ele acolhido a minha alma.
Vejo, agora, minha carne sangrar, e a vida de mim se sucumbir, eis que ao pĂ© do meu ouvido, escuto o padre a proclamar, "Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saĂșde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, atĂ© que a morte nos separe.".
â Tudo o que pĂŽde foi dito.
Em palavras, notas e olhares.
Ă tudo um misto de silĂȘncios e ruĂdos.
Tu que conheces o eco interminĂĄvel do pulsar que canta o verso
Da fina linha melĂłdica em que o Criador supremo nos inseriu como clave e figura.
O tempo e a vida passam dilacerando o ar
Sem jamais calar o instinto tĂŁo distinto desses dois mundos
Tudo o que pĂŽde foi dito
No silĂȘncio, na calada, no infinito.
Para além das grades entre a linguagem e a luta.
Deixa-te embalar, como eu me deixo cantar,
e a este acalanto chamaremos NĂłs.
â PROCURANDO
Eu procurei, no Ăntimo, aquela poesia
Devotada para ti, sĂŽfrego, procurava
Queria encontrar cada sabor, tentava
Nos achar em um verso cheio de valia
Corri fantasias, sonhos, perguntando
A toda a inspiração que me inspirava
Indagava, onde foi parar, investigava
E, assim, aos poemas fui mendigando
E nada deparei, e nem me respondeu
Quase chorando, caminhando no breu
Da saudade, senti minha alma perdida
Então, nesta sensação que eu bem sei
O sentimento disperso nĂŁo encontrei
Mas, uma nova poética achei na vida!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16 janeiro, 2023, 19â51â â Araguari, MG
â Havia tanto de vocĂȘ no meu sorriso, que todos a minha volta te conheciam, mesmo sem nunca tĂȘ-lo visto.
Lembro o dia que nos conhecemos, parecĂamos dois adolescentes, vocĂȘ esticou os braços por cima dos meus ombros e entĂŁo me virei e foi aĂ que vocĂȘ se tornou o amor da minha vida.
â Que lindo ouvir "eu te amo"
JĂĄ vi gente morrer disso
De sentir de mais,
Ou de nĂŁo sentir.
Mas cuidado ao falar
Eu nĂŁo gosto de ouvir
Eu gosto de atitudes
Palavras o tempo, a borracha, o vento
E a areia apagam.
â Eu sempre achei que tudo que a gente precise pedir, nĂŁo tem valor algum. Respeito que precisa ser cobrado nĂŁo Ă© respeito, Ă© qualquer outra coisa, mas respeito nĂŁo. Atenção que precisa ser implorada, nĂŁo Ă© atenção. Consideração que precisa ser pedida nĂŁo Ă© consideração. Quando vocĂȘ Ă© importante para a pessoa, nĂŁo precisa lembrĂĄ-la dessas coisas elementares que devem nortear um relacionamento saudĂĄvel. Na verdade, respeito, atenção e consideração Ă© o mĂnimo que tem que existir em um relacionamento, seja ele de amizade ou amor.
â Escancaro a janela pra criança que existe dentro de mim!
â E vejo histĂłrias, melodias
risos, alegrias, corretivos âSINS & NĂOSâ
â Ela floresceu, sorrindo, brincando, dançando, se divertindo.
â O rio evoluiu, sua rota seguiu, cresceu!
â A Jovem, estudou,
outros idiomas aprendeu,
agora ela quer encontrar o verdadeiro amor.
âąEla sonha.
âąEla viaja.
âąOutros paĂses, conhece.
Mas nĂŁo se esquece...
Esta sempre em busca daquele tĂŁo sonhado amor.
â Ela passa pela vida,
deixando suas pegadas, suas marcas
Ă s vezes profundas,
outras bem delicadas!
â De quando em quando ela fica impaciente.
Querendo logo encontrar, aquele amor ardente, surpreendente.
Desses que fazem acelerar o coração da gente.
Hoje, jå adulta, bem sucedida, bem resolvida, ela caminha a beira-mar, e começa consigo mesmo a falar.
A se questionar;
Meu amor, por onde andas?
Onde vocĂȘ esta?
(Te buscarei além do horizonte)
Rosely Meirelles
đč
â Sou Ăłtimo com as palavras, com as emoçÔes que consigo traduzir
Sou um Ăcaro a procura de de firmes asas que nĂŁo me deixem cair
Amo o toque grosso capaz de embaraçar o meu cabelo
Seu jeito descontraĂdo que lembra um fino desmazelo
Talvez vocĂȘ seja sĂł um devaneio entre os poemas que escrevo sozinho
Talvez seja a direção certa além do horizonte para onde caminho
Desde a primeira vez que te vi fiquei totalmente encantado
Sonho com sua companhia até no instante em que estou acordado
Escrevo com a esperança de um dia ser mais que um desejo
Escrevo para que vocĂȘ note o quanto anseio pelo seu beijo
Eu acredito no amor verdadeiro embora seja tĂŁo complicado demonstrar
Continuamos separados mesmo com esses meus versos tentando nos juntar
A noite chega e vocĂȘ nĂŁo estĂĄ aqui ao meu lado
Rende mais um poema, essa nosso amor embaçado
Tão patético sentir tanto e só poder mandar indireta
à uma tragédia só observar e fingir que não me afeta
E triste ver quem hoje te ama, te amar tĂŁo simplificado
NĂŁo sente, nem vai sentir, metade do que eu tenho guardado
