Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Confesso que linguagem poĂ©tica nunca de fato foi meu forte... Eu nĂŁo era uma culta do sul, ou se quer possuĂa norte
E sem qualquer faculdade na ĂĄrea
Percebi rapidamente que sentir, se tornaria o meu novo esporte.
Embrulhei meu amor num papel e me recusei a jogar no lixĂŁo
E as palavras que dançavam no céu, eu escondi na minha mão
todo aquele que ler mesmo em fel
Que as grave no coração.
â O bem que praticamos, sĂł fazemos por uma dessas trĂȘs motivaçÔes:
1- Por justiça, porque é o certo a se fazer e nosso caråter não nos permitiria agir de modo diferente.
2- Por aprovação, porque buscamos reconhecimento, boa reputação e autopromoção.
3- Por investimento, porque desejamos receber gratidão, obter mérito e recompensa de retribuição ou fidelidade.
Quando apontamos a ingratidĂŁo em uma pessoa, fica exposto - e automaticamente evidente - o que nos moveu a sermos benevolentes, ou a termos uma atitude Ăntegra em alguma situação.
Pois a Ășnica relação que exige ou espera-se a gratidĂŁo (mĂ©rito por alguma recompensa) Ă© a comercial; que Ă© quando ofertamos vantagens para o cliente em troca de uma negociação e da sua fidelidade.
A gratidĂŁo nas relaçÔes fraternais, sejam elas de laços familiares ou de amizade, estĂĄ mais para um sentimento do que para ação-reação. Logo, esperar gratidĂŁo nesses casos Ă© impor uma condição para se relacionar. Ă querer um âtoma-lĂĄ-dĂĄ-cĂĄâ, para fazer valer a nĂłs mesmos o bem que fazemos ao outro. E isso nĂŁo tem nada a ver com amor! NĂŁo com o amor ao prĂłximo. Mas, sim, com o amor prĂłprio, o amor narcisista.
Como diz em 1 CorĂntios 13:4-9: O amor Ă© paciente, o amor Ă© bondoso. NĂŁo inveja, nĂŁo se vangloria, nĂŁo se orgulha. NĂŁo maltrata, nĂŁo procura seus interesses, nĂŁo se ira facilmente, nĂŁo guarda rancor. O amor nĂŁo se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crĂȘ, tudo espera, tudo suporta.
Ser grato, em um relacionamento de amor, Ă© amar!
Em essĂȘncia, gratidĂŁo Ă© um sentimento que nos move a fazer o que Ă© bom, correto e justo, a quem quer que seja, de forma gratuita, por generosidade e integridade, nĂŁo por vaidade ou por troca.
Esperar, e cobrar, gratidĂŁo da pessoa a quem se ajuda, alĂ©m de narcisista Ă© diabĂłlico, barganha demonĂaca, atitude opressora que emerge de um carĂĄter orgulhoso e soberbo. Da mesma forma que ajudar apenas a quem nos ajuda nĂŁo nos torna bons, e sim oportunistas de relacionamentos por conveniĂȘncia.
Que ninguém nos deva nada pelo bem que fizermos. E que ninguém nos cobre com uma mão o bem que fez com a outra.
Minha fidelidade nĂŁo estĂĄ nas pessoas, mas sim nos meus valores e princĂpios. E minha gratidĂŁo Ă© exclusivamente a Deus, porque Ă© Ele quem age atravĂ©s de nĂłs, para que o bem e a justiça se estabeleçam.
Aos outros, nada devo, a nĂŁo ser o amor.
Pela primeira vez na histĂłria, eu demonstrei ser fraco. Meus sentimentos frĂĄgeis, cujo os quais me fazia chorar, sempre estiverem selados dentro de mim, nunca expostos, eram intangĂveis aos demais. Eu sempre soube muito bem lidar com a força, com o Ăłdio e o rancor, mas diante dela, eu perdi a força, perdi o Ăłdio, e me encontrei no amor.
Nunca diga que sua vida nĂŁo vale nada. As vezes pode nĂŁo valer pra vocĂȘ, mas vale muito para as pessoas que te ama.â
â Oh, eu queria ter liberdade para dizer o que sinto
Eu nĂŁo consigo soltar minhas palavras
Meu coração estå gritando para dizer tudo o que penso
Meu cérebro estå impedindo as palavras pela lógica
Minha boca estĂĄ impedindo as palavras por demĂȘncia
Minha autoestima estĂĄ impedindo as palavras por vergonha
Espero um dia poder contar para todos o que sinto
Isso nĂŁo Ă© uma vergonha, espero que nĂŁo seja
Minha vida é um palco de guerra, onde meu cérebro e meu coração lutam
Se meu cérebro vencer, eu perco o amor
Se meu coração vencer, eu perco a lógica
O que devo fazer?
â INDIGENTE POESIA
Quando o vazio se ocupa do nosso peito
E a solidĂŁo nos consome e nos invade
O pranto nĂŁo tem um qualquer direito
De em seu nome nos dar uma saudade
IngratidĂŁo, suplĂcio da dor sem respeito
Que dorido dentro dâalma sem caridade
Adentra o sentimento de um tal jeito
Que nĂŁo acalma e nĂłs deixa na metade
Estes silĂȘncios sĂŁo dĂvidas da sofrĂȘncia
Que na carĂȘncia nĂŁo tem uma alegria
E no desamor o sonho Ă© sĂł impotĂȘncia
EntĂŁo, quando o nĂŁo o falto anuncia
E no sim o amor perdeu a cadĂȘncia
LĂĄgrimas causam indigente poesia...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/10/2020, 06â53â â TriĂąngulo Mineiro
â Muitos acreditam que existe o mal. NĂŁo, meus amigos! O que existe Ă© o desconhecimento do bem. Pratique o bem, constantemente, e o mal irĂĄ se dissolvendo lentamente, e com o tempo ninguĂ©m se lembrarĂĄ mais dele.
â Suspiro-dos-jardins
Tira-me toda a angustia inquietante
Nesse labirinto, nĂŁo encontro o caminho
E eu ei de vaguear por entre as estaçÔes sozinho
Bem vindo ao lar, com a dor causticante.
A flor-de-viĂșva hĂĄ de brotar em mim
Formando suas raĂzes, que nada intera
O exĂłrdio do nosso viridĂĄrio de jasmim
Ao auge de minha quimera.
E toda a reminiscĂȘncia, e o estigma por ti deixado
Lembrarei por toda a eternidade, o seu partir sem razĂŁo
Sinto que meus sentimentos precipitados, nada foi adiantado
Aos pensamentos sem fim, aos dias que nĂŁo voltarĂŁo
O vestĂgio de ti, seu eflĂșvio atrativo, ainda me lança
âO passado se torna o presente na lembrançaâ.
â Fragmento poĂ©tico
Poesia: Desejo
(...)
Quero iniciar uma jornada!
Sem olhar para trĂĄs.
Construir uma nova vida
E sorrir cada vez mais.
Quero me apaixonar!
Nesse meu novo viver.
Quero saber o que Ă© amar!
E dizer: EU AMO VOCĂ.
Fragmento poético
Poesia: Samuel Thorn
(...)
Quero me apaixonar!
Nesse meu novo viver.
Quero saber o que Ă© amar!
E dizer: EU AMO VOCĂ.
â CARREAR
O silĂȘncio, origem de um final
Conhece o caminho do suposto
LĂĄgrimas correndo com tal gosto
Em uma sensação de dor visceral
Que lacera a alma tĂŁo brutal
Na fĂșria de qualquer desgosto
Como sombras dum sol posto
E uma avalanche descomunal
Do desejo, ali sentidos e cego
E nesta escuridĂŁo submerso
A emoção é arrancada do ego
Que maltrata, e deixa disperso
Na ilusĂŁo, e entĂŁo as carrego
No olhar, no peito e no verso!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/10/2020, 10â33â â TriĂąngulo Mineiro
â SĂł eu apenas preciso ter certeza;
Só eu mando no meu coração;
Eu sei o que eu sinto;
Eu sei que nĂŁo Ă© obsessĂŁo;
Meu amor por ela Ă© puro;
Eu nĂŁo ligo para nada;
Além da felicidade dela.
â Se vocĂȘ consegue entender as minhas poucas palavras, irĂĄ compreender todos os meus desejos e sentimentos.
â A vida Ă© um jogo longo, um jogo que tem uma estratĂ©gia simples: conhecer-se, aceitar-se, tornar-se o Criador de si mesmo! Horas a vida nos joga pra lĂĄ e pra cĂĄ, nos vira de ponta cabeça, nos torce, retorce, mas com isso ela nos ensina que nada Ă© fixo e permanente. Nos ensina a sermos flexĂveis, nos ensina, a usarmos nossas prĂłprias dores, para se transmutar em algo novo.
Morremos todos os dias e renascemos todas Ă s manhĂŁs. O que nĂŁo for aproveitado em seu resnacimento serĂŁo apenas velhas cicatrizes.
â PEDIDO
Houvesse Deus e os deuses
A fim de que lhes pedisse:
o coração em que penso, por
mais frases e bocas que beije
todas ache feias e frias, e que,
amanhĂŁ, ao despertar, ou Ă saĂda
da boate, pense em mim quando
a luz do dia sobre ele se desate.
â Do epicentro da loucura
Uma linha tĂȘnue de lucidez
A visĂŁo de um futuro forjado platonicamente
A balbuciação de um projeto feliz
Sem explicação profunda
Ou o mĂnimo resquĂcio de sensatez
Apenas alusÔes difundidas por afeto
Que nĂŁo se partem simplesmente ao acaso
Mas que se ligam como um esbarrar de braço em interruptores
E que faz a luz de ambos resplandecer mais forte e vividamente
Pela simplista ocasiĂŁo de estarem juntos.
