Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Eu tava lembrando da gente
Como tudo foi diferente
Eu te vi tĂŁo rapidamente
Porém jå me apaixonei
â NinguĂ©m aguenta mais me ouvir falar
Nem eu aguento mais lembrar
EntĂŁo me diz o que eu devo fazer
Pra te mostrar
Que eu ainda te amo
E ainda existe verdade
Nada disso foi engano
CĂȘ vai ignorar a saudade?
â NĂŁo sei se vocĂȘ percebeu, mas esse som
Tå marcado por cada traço teu
Tudo que a gente viveu e
Tudo que eu ainda pretendo viver
TĂŽ com saudade da tua voz rouca de manhĂŁ cedo
Do teu jeito de acabar com todos os meus medos
â Toda vez que eu te encontro
JĂĄ me dĂĄ um arrepio
Os olhares se cruzam
Mas eu nĂŁo consigo te olhar
Eu nĂŁo posso entender
Se o que eu quero Ă© vocĂȘ
Por que nĂŁo me entregar?
Se o coração diz que sim
â INCERTEZA
Este, o soneto de sensação inquieta
Onde, ri e chora as horas de emoção
Chorado no papel, de um caro poeta
A fiel lembrança de cada uma ilusão
Este, canto de uma tenção completa
Que soa no peito com uma pulsação
De sofreguidĂŁo, de uma dor secreta
Cravada no sentimento e no coração
Este, que aqui versa o viver profundo
Lamenta a sorte e no mesmo segundo
De incerteza, rima o versejar tal amador
Ă para ti Ăł alma de afeto pendente
E a ti, Ăł paixĂŁo, se existe realmente
Vacila, e nem sabe do meu amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/10/2020, 18â07â â Araguari, MG
â Com o arco em teso;
O arqueiro.
Deixa escapar a flecha.
Que viaja. Rumo a nuvens, com luzes feito relĂąmpagos.
E o arqueiro jĂĄ nĂŁo mais possui. Poder algum sobre a flecha.
Criação e Criatura; agora. São a mesma forma.
Ao atingir o alvo.
Sente uma sensação de calor e plenitude.
Como uma pedra jogada, em um lago quente.
Abrindo-se em cĂrculos concĂȘntricos,
Até desaparecerem.
marcos fereS
â NĂŁo sei qual Ă© a nossa missĂŁo e o que estĂĄ reservado para nĂłs no mundo, mas acredito que desejar o bem Ă© uma forma de amar e atrair para as nossas vidas o desejo de viver momentos que serĂŁo eternizados.
â No alto cĂ©u azul
Onde pĂĄssaros sobrevoam
E as nuvens se espalham vagarosamente
Enxerga-se algo verde
Algo verde e algo rosa
Ah sim...Ă© muito linda!
Venham ver!
Venham ver!
RĂĄpido!
Ă uma borboleta?
Quem disse?
Ă um passarinho?
TĂŁo quietinho?
Ă uma ĂĄrvore?
Quem sabe?
NĂŁo se mexe
Mas que bobagem
Eu a vi mexer
Vai cair e fazer sujeira
Deixa de besteira
Mas o que serĂĄ?
O que pode ser?
Ă tĂŁo bela!
Parece pintura em aquarela
Ă de fato uma ĂĄrvore!
Acho que Ă© felicidade
Felicidade nĂŁo fica no meio da cidade!
Mas assim como a ĂĄrvore
A felicidade poucos podem compreender de verdade
â INQUIETO SONHO
Quando nâalma do cerrado andei perdido
Desencontros, os encontros e mudanças
A voz do querer sussurrava-me ao ouvido
- O afeto só é bem se existem confianças
Esperanças, e no muito esperar, cansas
E, assim, só o alcanças, sem ser temido
Onde a paixão lhe traz boas lembranças
E o haver o vĂnculo nĂŁo lhe Ă© proibido
Todavia, quando o olhar se faz perto
Tornando o incerto em um algo certo
Nessa vaga de encontro me desponho
E, se me proponho a este doce carinho
à porque no peito a afeição eu alinho
E no ter, o amor, Ă© um inquieto sonho
© Luciano Spagnol â poeta do cerrado
23/10/2020, 09â50â â TriĂąngulo Mineiro
â â AmanhĂŁ serĂĄ um novo dia, Ă© verdade, porĂ©m, de que me adianta isso se vocĂȘ nĂŁo estiver lĂĄ?
â Que a noite te traga descanso, sossego e tranquilidade.
Que a paz te faça companhia e encha seu coração de amor.
â TRANSFIGURAĂĂO
Prende na loa as rimas apaixonadas
De tanto afeto, com tanto mistério
Lotando-a de inspiração e critério
As cantigas na fantasia realizadas
Dar-lhe-ĂĄ o gosto das madrugadas
Enchendo com matiz o verso vazio
Gentio, num valente terno arrepio
De tantas, tantas doses consumadas
E nestas trovas tĂŁo cheias de lampejo
Vejo, o versar aquentar-se em brasas
Do sentimento em emoção e ardor
EntĂŁo, depois da narrativa dum beijo
O desejo, ó criação, se fada de asas
E a poética em transfiguração de amor
© Luciano Spagnol â poeta do cerrado
24/10/2020, 10â28â â TriĂąngulo Mineiro
â Por vocĂȘ eu tiraria a mĂĄscara, a luva e o medo no olhar, abriria a guarda te dando um abraço, ou ficaria vulnerĂĄvel apertando sua mĂŁo... Pois o vĂrus pode se alojar no organismo, no copo, no balde ou corrimĂŁo, pode ser que ele demore, pode haver um turbilhĂŁo, mas vocĂȘ segue em quarentena, segura e sem preocupação, na ala mais nobre do bairro, na sala do meu coração.
Minha
â Seus olhos me traem fixando-me com falsa atenção
Seus låbios a contraditam seguindo o seu coração
Percebo que me quer beijar a cada toque de mĂŁo
Se ela a sente, por que não compartilha desta emoção
Sempre que a deixo banho-lhe com aflição
E se calhar nĂŁo Ă tenha por esta mesma razĂŁo.
