Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Meu coração disparado ao olhar em teus olhinhos apertados!
Como desejo sua presença! E, na tua ausĂȘncia, apĂłs as portas se fecharem, o sentimento mais lindo a inundar o peito meu!
Amo-te!
SĂŁo nas vazias
Ruas da minha solidĂŁo
Entre prosas e sonetos
Dos molhados becos escuros
Que estĂŁo abandonados todos
Os poemas que te escrevi
Durante toda a minha vida
SABES
Amei-te
Sem saber quem eras
Onde estavas
Tocaste-me com a ternura
Num louco desejo
Envolveste-me com as tuas mĂŁos
E no teu corpo descubro
O sorvo dos teus lĂĄbios
Quero mais de ti, quero tudo
Amei-te sem saber quem eras
E a quem pertencias
No fim descubro que eras meu
SĂł meu que me pertencias
Sim a mim.
QUERO
Quero ter-te
Quero amar-te
Como se nĂŁo
Houvesse mais nada
Deste meu querer
Que me torna submissa
Amando-te
Mais do que cobiço
Quero ter-te
Quero amar-te
Mais de mil vezes
Que vivi matei e morri
Desejando-te.
SIM
Cobre-me
Com teu calor
Revela-te a mim
Pois tenho sede
Tenho fome
Fome de ti
Invade o meu corpo
Deseja-me
Dilacera-me
Domina-me
Aquece-me no Fogo
Que me queima
Loucamente
Na Vontade de sentir
A tua boca na minha.
SĂO LONGAS
SĂŁo longas as noites
Que passo sem dormir
InsĂłnias noturnas
Nestas trevas profundas
NĂŁo sei o que sentir
A dor persiste, insiste
Na escuridĂŁo Ă© que reflicto
Sobre o que tenho sido
Sinto-me a morrer devagar
Lentamente, sem querer morrer
Nesta minha punição que me fere
Que sangra,rasga-me no peito
Que me dilacera e tortura
Com intensidade na pele
E se propaga no corpo
Destas malditas insĂłnias dolorosas.
EU SOU
Sou um corpo caĂdo no chĂŁo
Num coração seco de alma vazia
Que esconde as mĂĄgoas da vida
Sou um corpo deixado no chĂŁo
Entre as traiçÔes e desilusÔes
Sombras que a vida deixou no profundo
Desgosto marcado dos sonhos perdidos
Sou um corpo preso com cadeado
Com a alma magoada algemada de insĂłnias
Das carĂcias perdidas nas noites esquecidas
Sou um corpo torturado pelas insĂłnias
Dum pesadelo sem correntes na alma
Que grita bem alto liberdade
Sou um corpo morto de frio
Deixado numa qualquer calçada
Perto do mar pleno de emoçÔes
Sou um corpo que arde em paixĂŁo
De tanto amor que deu em vida
E agora renasce para voltar a amar.
TALVEZ SOU
Sou o meu prĂłprio carrasco
Despojada de palavras lidas
Num livro jamais escrito
De sonhos gigantes
Nos confins da alma
Fazendo dos nĂŁos talvez sins
Limites de alguns instantes
Letras cativas de solidĂŁo
Busquei na procura das virgulas
Perdidas dos que se desejam
Nas carnais sensaçÔes que despertam
As palavras despidas de desejo
Carrasco de corpos sĂŽfrego de letras
Pontos das pĂĄginas escritas
De despidos corpos amando-se
Entre as sedentas repetidas pĂĄginas
Nos profanos sentimentos
Que se tentam libertar nas letras
Entre o meu prĂłprio carrasco
Carne, corpo, sentimento
Escrita num livro jamais lido.
A MINHA
A minha alma estĂĄ seca
De lentes quadradas
De soltas alegrias
De risos perdidos
De vazios insondĂĄveis
De sonhos violĂĄveis
Doi-me o corpo que mendiga
PerdĂŁo, perdĂŁo que nĂŁo consegue
Alcançar de tanto procurar
Nos sonhos perdidos
De uma alma seca, a minha claro.
VIDA
Que a vida
Seja sempre
De seda _ Cetim
Chita _ Chiffon
AlgodĂŁo _ LĂŁ
Veludo
NĂŁo importa a textura
Mas sim que seja
Feita de retalhos
De alegria
Com a felicidade em mim.
Ensina-me a esquecer-te
Como me ensinaste a amar-te
Antes que a trovoada te leve
Para longe de mim meu amor
